José Duarte

De CruzeiroPédia .:. A História do Cruzeiro Esporte Clube
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José Duarte
Números totais
Número de jogos 67
Vitórias 42
Empates 18
Derrotas 7
Gols pró 114 (média: 1.7 )
Gols contra 45 (média: 0.67 )
Aproveitamento em pontos 71,64%
Aproveitamento de vitórias 62,69%
Último jogo considerado
Cruzeiro 0x0 Atlético-MG - 18/03/1979
Substituiu Foi substituido por

1978 Aymoré Moreira Barbatana 1978
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História

Foi anunciado como novo treinador do Cruzeiro em 12 de março de 1978. O treinador estava na Ponte Preta. Contava com o apoio irrestrito do presidente Felício Brandi, que desejava realizar um trabalho de renovação “para acabar com os medalhões”. Junto com o supervisor Procópio, recebeu total liberdade para contratar, afastar e dispensar jogadores.

Assinou contrato de um ano para receber Cr$200 mil de luvas e Cr$80 mil mensais de salários. Trouxe sua comissão técnica para o clube que contava com os preparadores físicos Pedro Pires de Toledo, Gilberto Tim e Dorival Geraldo dos Santos. Assim, o clube dispensou os antigos preparadores físicos Benecy Queiroz e Antônio Lacerda.

Zé Duarte deixou claro que seus métodos eram diferentes de outros treinadores e que iria impor um regime de “linha dura”. A rotina dos treinamentos passou a ser integral com início as 7 e meia da manhã. “Estou fazendo exercícios aqui que nunca vi na minha vida. Nunca li, em revistas especializadas, e muito menos ouvi falar sobre eles”, comentou o goleiro Raul, que era o jogador com mais tempo no clube. Apesar da rigidez de seus métodos de treinamento, Zé Duarte cativou o plantel.

O novo treinador reintegrou alguns titulares (Raul, Nelinho, Darci, Joãozinho, Eduardo, Vanderlei) que haviam sido afastados por Aymoré Moreira. Estes mesmos jogadores foram apontados por Yustrich de tumultuar o ambiente no time.

Prometeu escalar uma mesma equipe em todos os jogos, pois a diretoria estrelada debitava ao excesso de alterações no time a desclassificação no Brasileirão de 1977.

Zé Duarte estreou na derrota por 2 a 1 para o Sport, no Mineirão, em 26 de março de 1978. Criticou a ausência dos titulares na excursão amistosa ao nordeste. Para ele foi um erro (estão fora de forma por causa disso – não quis atribuir a culpa a ninguém para evitar um problema de ética com Aymoré Moreira). O time embalou no Campeonato e chegou até a terceira fase, quando acabou eliminado da disputa pelo título por causa do excesso de empates. Dirigiu a equipe na vitoriosa excursão a Espanha, Itália e Estados Unidos.

Sua trajetória como treinador do clube foi interrompida por 30 dias, após sofrer um acidente na rodovia Fernão Dias, em 29 de outubro. Seu carro capotou três vezes e Zé Duarte fraturou uma das vértebras da coluna. Enquanto esteve afastado foi substituído pelo supervisor Procópio. Retornou na vitória por 2 a 1 sobre o América, em 3 de dezembro de 1978, na reta final do segundo turno do Campeonato Mineiro, no Mineirão.

Não conseguiu levar o Cruzeiro ao título estadual, após sofrer derrotas para o América e para o Galo no quadrangular final. Ainda assim, a diretoria cruzeirense aprovou o seu trabalho e lhe apresentou uma proposta de renovação por mais um ano, em 12 de março de 1979, com salários de Cr$ 120 mil mensais. No entanto, o treinador exigiu Cr$ 160 mil e também que o clube arcasse com o imposto de renda. Após não chegar a uma acordo deixou o clube, em 22 de março de 1979, para a surpresa dos jogadores. Na despedida no Barro Preto fez uma recomendação a diretoria cruzeirense: “técnico para comandar o Cruzeiro e o Atlético tem que ser mineiro. Por isso aconselho à diretoria contratar Barbatana ou Ilton Chaves”. A diretoria seguiu à risca seus conselhos pois ambos sucederam Zé Duarte na temporada de 1979, Barbatana no Campeonato Mineiro e Ílton Chaves no Campeonato Brasileiro.

Zé Duarte faleceu aos 69 anos, em Campinas, em 23 de julho de 2004, de falência múltipla dos órgãos. [1]

Referências