Wilson Roberto Gottardo

De CruzeiroPédia .:. A História do Cruzeiro Esporte Clube
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Wilson Gottardo
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Informações pessoais
Nome completo Wilson Roberto Gottardo
Data de nasc. 23/05/1963 (56 anos)
Local de nasc.

Santa Barbara d'Oeste

Altura 182 cm
Peso 78 kg
Destro
Posição Zagueiro
Jogos 101
Gols 7
Twitter @wilsongottardo
Elenco atual? Não
Último jogo considerado
Palmeiras 3x1 Cruzeiro - 26/12/1998


Wilson Gottardo jogou no Cruzeiro nos anos de 1997 e 1998. Foi capitão do time na conquista da Libertadores de 1997.

Capitão América

Capitão América

”Desde sempre eu planejei esse momento na minha vida. Antes da final contra o Sporting Cristal, falei ao governador de Minas Gerais da época, Eduardo Azeredo, que a taça ficaria em Belo Horizonte. A promessa foi cumprida. Além de ter pensado na torcida do Cruzeiro, também pensei na minha família e nos meus amigos. Todos estavam unidos pela conquista do Cruzeiro e felizmente ela veio”, disse Gottardo, em entrevista ao Superesportes[1].

Embora tenha sido capitão do Cruzeiro na conquista da Libertadores, Gottardo só chegou ao clube a partir das oitavas de final da competição. O zagueiro, que atuava pelo Fluminense, voltava de contusão e foi contratado pelo time celeste a pedido do técnico Paulo Autuori.

“Eu já tinha trabalhado com o Paulo Autuori no Botafogo e ele pediu a contratação de um zagueiro. Na época, eu ainda estava em período de recuperação de uma contusão no tornozelo. Surgiu o interesse do Cruzeiro e eu aceitei. Porém, só fui inscrito para a Libertadores a partir da segunda fase”.

Símbolo de liderança e personalidade, Gottardo afirma que sempre foi respeitado por todos os companheiros de equipe do Cruzeiro. “Procurei ajudar, passar experiência, dar orientações a todos. Minhas atitudes dentro e fora de campo e a compreensão dos colegas facilitaram para que tudo se ajustasse no elenco”, disse.

O capitão ainda falou sobre o bom relacionamento do grupo que conquistou a Libertadores. “O elenco se dava bem. Tinha jogadores vencedores e experientes, e atletas que ainda lutavam para se firmar na equipe. Também havia jogadores com história no clube, entre eles Palhinha, Dida e Nonato. Todos nós tínhamos o foco no título”, completou.

Mágoa ao ser cortado do Mundial

Se por um lado Gottardo foi um dos principais nomes do Cruzeiro na campanha do título da Libertadores, por outro, ele carrega a decepção por não ter participado do Mundial Interclubes no final daquele ano, contra o Borussia Dortmund, da Alemanha. Na época, o time celeste não era mais comandado por Paulo Autuori, mas sim por Nelsinho Baptista, que optou por deixá-lo de fora da relação de convocados. Chateado, Gottardo afirmou que vivia boa fase na equipe e que sua ausência na decisão contra os alemães foi injusta.

“Não participar do Mundial foi a maior tristeza que eu tive na minha carreira. Foi uma decisão do Nelson, na qual eu achei injusta. Na época, fui conversar com o presidente Zezé Perrella a respeito dessa situação, não só comigo, mas também com outros jogadores. O Zezé apenas disse que a decisão era do treinador e não poderia fazer nada”, afirmou o ex-capitão.

No Mundial, o Cruzeiro foi derrotado pelo Borussia Dortmund por 2 a 0, com gols de Zorc, aos 34 minutos do primeiro tempo, e Herrlich, aos 39 da etapa final. Para a única partida, a diretoria contratou o zagueiro Gonçalves e os atacantes Bebeto e Donizete Pantera, que tiveram atuações apagadas. Gottardo disse que foi difícil ter que acompanhar um dos jogos mais importantes do Cruzeiro dentro de casa. “Foi difícil. Imaginava que, se estivesse ali dentro, poderia fazer algo pelo Cruzeiro. Eu não sabia o que fazer, vendo o time sendo derrotado, numa situação negativa e não poder ajudar da maneira como queria. Não culpo ninguém que esteve presente naquela final, porém, acho que fui injustiçado, assim como outros jogadores”, desabafou.

Pedido de saída

Após a final da competição, Gottardo pediu ao então presidente Zezé Perrella para deixar o o Cruzeiro. No entanto, o dirigente não quis liberá-lo e, assim, o ex-capitão continuou na equipe. Jogou em Minas até o final da temporada de 1998, quando o Cruzeiro foi eleito pela imprensa o melhor time do Brasil.

Estágio de técnico na Toca

Em 2010 chegou a toca da raposa para fazer um estágio com Adilson Batista, para dar continuidade a carreira de treinador iniciada em 2007[2].

Além de se sentir em casa em Belo Horizonte, Gottardo teve outro bom motivo para procurar o ex-clube nesta nova etapa de sua carreira - a trajetória do técnico Adilson Batista, semelhante à sua.

- Ele (Adilson) foi um zagueiro de sucesso, um privilegiado. Eu fiz parte de grandes clubes, de grandes elencos, também me considero um privilegiado. Isso é difícil de acontecer. Muitos grandes atletas encerram a carreira e não conseguem um título de expressão. O Adilson teve vários, eu tive alguns e isso é muito bom. É uma experiência forte. Fazemos parte da história desses clubes, não tem como apagar isso. Está registrado – afirmou.

Títulos

Links

Fonte

Referências