Santos 2x3 Cruzeiro - 07/12/1966

De CruzeiroPédia .:. A História do Cruzeiro Esporte Clube
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Confrontos
(clique no jogo para navegar)
Por temporada
Escudo Cruzeiro.png 1x0 Escudo América-MG.png Gol aos do Escudo Cruzeiro.png 1x1 Escudo Atlético-MG.png
Por Taça Brasil
Escudo Cruzeiro.png 6x2 Escudo Santos.png Gol aos do Escudo Cruzeiro.png 2x1 Escudo Náutico.png
No estádio Pacaembu
Escudo Corinthians.png 6x3 Escudo Palestra Itália.png Gol aos do Escudo Corinthians.png 4x2 Escudo Cruzeiro.png
Contra Santos
Escudo Cruzeiro.png 6x2 Escudo Santos.png Gol aos do Escudo Cruzeiro.png 3x1 Escudo Santos.png

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Escudo Santos.png
Santos
2 × 3 Escudo Cruzeiro.png
Cruzeiro
Decisão da Taça Brasil 1966
Data: 7 de dezembro de 1966 Local: São Paulo, SP
Horário: 21h Estádio: Pacaembu
Árbitro: Armando Marques (RJ) Público pagante: Não disponível
Assistente 1: Público presente: Não disponível
Assistente 2: Renda: Cr$ 65.142,00 R$ 65.142 <br />Cr$ 65.142 <br />NCr$ 65.142 <br />Cz$ 65.142 <br />NCz$ 65.142 <br />
Súmula: Não disponível
Escalações
Santos: Cruzeiro:

1. Cláudio 1. Raul
2. Lima 2. Pedro Paulo
3. Haroldo 3. William
4. Oberdan 4. Procópio
5. Zé Carlos 5. Neco
6. Zito 6. Piazza
7. Megálvio 7. Dirceu Lopes  Gol aos 28 do  (2T) 28'  (2T)
8. Amauri Substituição realizada de jogo ( Dorval ) 8. Natal  Gol aos 44 do  (2T) 44'  (2T)
9. Toninho Guerreiro Gol aos 25 do  (1T) 25'  (1T) 9. Evaldo
10. Pelé Gol aos 23 do  (1T) 23'  (1T) 10. Tostão  Gol aos 18 do  (2T) 18'  (2T)
11. Edu 11. Hilton Oliveira
Técnico: Lula Técnico: Airton Moreira
Reservas que não entraram na partida
Santos: Cruzeiro:


Como foi

A Raposa chegou à capital paulista disposta a conseguir a vitória para evitar que acontecesse a terceira e decisiva partida. No primeiro confronto da final, realizada no dia 30 de novembro no Mineirão, em Belo Horizonte, o Cruzeiro deu show e aplicou uma goleada de 6 x 2 sobre o adversário, diante de um público de 77.325 pessoas. Já em São Paulo, parecia que tudo iria se inverter. Com 25 minutos de jogo, o Santos já ganhava por 2 x 0, com gols de Pelé e Toninho, e confirmou esta vantagem até o fim da etapa inicial. Em meio a um gramado prejudicado devido às fortes chuvas, foi através de muita luta e raça que a equipe mineira partiu para cima do Santos no segundo tempo. A primeira grande chance surgiu logo aos 12 minutos com um pênalti a favor dos mineiros marcado pelo árbitro Armando Marques. Entretanto, o goleiro Cláudio conseguiu defender a cobrança de Tostão. Mesmo assim, o time celeste não se deu por vencido e continuou a pressionar o adversário. O início da virada aconteceu aos 18 minutos, com o próprio Tostão, que bateu uma falta, de curva, e desta vez não deu chances ao arqueiro santista. O tento aumentou a pressão estrelada. Aos 28 minutos, veio o empate, dos pés de Piazza. E para sacramentar o triunfo, aos 44 minutos, Natal mandou a bola para o fundo do gol, após grande jogada de Tostão. Cruzeiro campeão em pleno Pacaembu.

Primeiro Tempo

Chuva forte, campo enlameado, poças d’água por todos os lados. Mais experiente, o Santos tratou de lançar bolas longas sobre a área do Cruzeiro para Pelé e Toninho forçarem os erros de William e Procópio. Para não perder o meio de campo, Lula escalou Amauri no lugar de Dorval. Sua missão era ajudar Zito e Mengálvio a parar Tostão e Dirceu. E Piazza, que havia anulado o Rei no jogo de ida, sem poder recuar demais para não abrir brechas no meio de campo, ficou fora de jogo no começo do 1º tempo. Com amplo domínio do jogo, o Santos abriu o placar aos 23. Pelé driblou William e chutou no canto: 1 x 0. Aos 25, após receber passe de Pelé, Toninho invadiu a área e deslocou Raul: 2 x 0. Piazza recuou e voltou a colar em Pelé. O Cruzeiro respirou, começou a tocar a bola. O Santos arrefeceu um pouco seu poder ofensivo. Após descansar um pouco, voltou a atacar furiosamente nos últimos 5 minutos. Aos 40, Pelé passou por Piazza e lançou Toninho entre Procópio e William. Raul saiu do gol e defendeu nos pés do centroavante. Um minuto depois, Toninho acertou a trave. Aos 44, Pelé ficou cara-a-cara com Raul. O goleiro fez milagre.

Terminou. Só 2 x 0.

Intervalo

Aírton Moreira, que na chegada a São Paulo, recebera apoio dos irmãos mais famosos, Aymoré e Zezé, estava perplexo. “Tá tão ruim que nem eu sei como consertar. Façam o que vocês acharem melhor”, recomendou aos jogadores. Para piorar, num gesto de provocação, Mendonça Falcão, presidente da Federação Paulista de Futebol e Athiê Jorge Cury, presidente do Santos, procuraram Felício Brandi para acertar data e local do terceiro jogo. Foram enxotados, aos berros, do vestiário. Felício aproveitou a visita inoportuna para mexer com os brios dos jogadores. Na volta, os craques conversavam, combinavam jogadas, animavam-se mutuamente. Estavam certos de que podiam virar o placar. Afinal, já haviam vencido duas vezes o time de Pelé naquele ano.

Segundo Tempo

Primeiro gol do Cruzeiro. Imagem: Tv Cultura

O Piazza voltou disposto a parar Pelé. E o Rei ficou no bolso do Capitão. Sem a companhia do melhor do mundo, Toninho virou presa fácil para os compadres William e Procópio. Dirceu e Tostão começaram a cair pelos lados do campo. Sem o fôlego dos garotos celestes, Zito e Mengálvio se perderam na marcação. Sob pressão, a defesa santista começou a falhar. Aos 12, Hilton serviu Evaldo que foi derrubado na área por Oberdan. Pênalti. Tostão bateu mal. Cláudio defendeu. A torcida santista se assanhou à toa. Apesar do gol perdido, o Cruzeiro continuava controlando o jogo. Aos 18, Lima derrubou Natal na lateral da área. Falta para cruzamento. Mas Tostão bateu direto. De curva: 1 x 2. A partir daí, o Cruzeiro esqueceu-se de qualquer cuidado defensivo e dedicou-se a atacar. Dirceu exibiu seu repertório de gingas e dribles. Aos 28, tirou Joel de sua frente com um drible de corpo e fuzilou Cláudio: 2 x 2. Bastava. Nocauteado em pé, o Santos pedia só um empurrãozinho para cair. Aos 44, caiu definitivamente. Do lado esquerdo, Tostão passou por Lima e Zé Carlos e cruzou para trás. Chegando na corrida, Natal apenas cumprimentou Cláudio: 3 x 2.

Fim de jogo.

Piazza levantou a Taça Brasil

Enlameado, Piazza levantou a Taça Brasil, o troféu mais importante da história do futebol mineiro.

Fontes e fotos