Santos 1x2 Cruzeiro - 06/12/2009

De CruzeiroPédia .:. A História do Cruzeiro Esporte Clube
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Confrontos
Por temporada
Escudo Cruzeiro.png 4x1 Escudo Coritiba.png Gol aos do Escudo Cruzeiro.png 6x0 Escudo Uberlândia.png
Por Campeonato Brasileiro
Escudo Cruzeiro.png 4x1 Escudo Coritiba.png Gol aos do Escudo Internacional.png 1x2 Escudo Cruzeiro.png
No estádio Vila Belmiro
Escudo Santos.png 2x0 Escudo Cruzeiro.png Gol aos do Escudo Santos.png 1x0 Escudo Cruzeiro.png
Contra Santos
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Escudo Santos.png
Santos
1 × 2 Escudo Cruzeiro.png
Cruzeiro
38ª rodada do Campeonato Brasileiro 2009
Data: 6 de dezembro de 2009 Local: Santos, SP
Horário: 17:00 Estádio: Vila Belmiro
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ) Público pagante: 6.942
Assistente 1: Hilton Moutinho Rodrigues (RJ) Público presente: Não disponível
Assistente 2: Dibert P. Moisés (RJ) Renda: R$ 100.585,00 R$ 100.585
Cr$ 100.585
NCr$ 100.585
Cz$ 100.585
NCz$ 100.585
(preço médio: R$ 14,49 )
Súmula: Súmula Borderô
Escalações
Santos: Cruzeiro:
1. Felipe 1. Fábio
2. Pará Substituição realizada de jogo ( Felipe Azevedo ) 2. Jonathan Cartão vermelho recebido aos
3. Eli Sabiá Cartão amarelo recebido aos 3. Leonardo Silva Cartão amarelo recebido aos
4. Edu Dracena 4. Gil
5. Triguinho 5. Diego Renan Substituição realizada de jogo ( 30. Kléber Gol aos do )
6. Rodrigo Mancha Substituição realizada de jogo ( Robson ) 6. Elicarlos
7. Rodrigo Souto 7. Marquinhos Paraná
8. Paulo Henrique 8. Henrique
9. Madson 10. Fernandinho Substituição realizada de jogo ( 33. Cláudio Caçapa )
10. Kléber Pereira Substituição realizada de jogo ( André ) 9. Wellington Paulista Gol aos do Substituição realizada de jogo ( Thiago Heleno )
11. Neymar Gol aos do 11. Thiago Ribeiro
Técnico: Vanderlei Luxemburgo Técnico: Adilson Batista
Reservas que não entraram na partida
Santos: Cruzeiro:


Pré-jogo

Em 5º lugar, com 59 pontos, ao Cruzeiro só interessa a vitória. E nem ela basta para conseguir uma vaga na Libertadores de 2010.

Será preciso que o São Paulo para para o Sport, no Morumbi, ou o Palmeiras perca para o Botafogo, no Engenhão.

Fabrício, contundido, será o desfalque no time titular. Guerrón e Athirson, também contundidos, desfalcarão o banco de reservas.

Gilberto, suspenso, deve ser substituído por Bernardo, a última opção do treinador para a armação de jogadas.

Em 11º lugar, com 49 pontos, o Santos jogará completo e terá a estréia de Edu Dracena na bequeira.

Seu treinador, Wanderley Luxemburgo, será demitido após o jogo, pois o presidente eleito, vai contratar Dorival Júnior.

O público, certamente, será ridículo, pois os torcedores santistas já entraram em férias e poucos cruzeirenses acreditam em Papai Noel.

Como foi

Primeiro Tempo

  • 17h – Começa o jogo. Cruzeiro, todo de azul com camisa em dois tons, defende o gol à esquerda das tribunas. Santos, todo de branco.
  • 01 – Jonathan cruza da direita, Wellington Paulista não consegue dominar a bola.
  • 04 – Marquinhos Paraná lança Jonathan, que domina e serve Wellington Paulista, que chuta de primeira, com força, sem chance para Felipe. A bola entra no ângulo esquerdo do arco santista. Cruzeiro 1×0.
  • 05 – Wellington Paulista (WP) puxa contra-ataque e chuta forte, da entrada da área. Felipe espalma para escanteio.
  • 08 – Jonathan cruza, Felipe sai do gol pra defebder.
  • 09 – Neymar chuta da entrada da área, Fábio defende.
  • 13 – Wellington Paulista recebe na área, gira e bate no gol. Bola passa por cima do travessão.
  • 14 – PHG chuta da entrada da área, por cima do travessão.
  • 15 – Thiago Ribeiro (TR) puxa contra-ataque, passa a Marquinhos Paraná (MP), serve WP, O chute sai forte, mas por cima do travessão.
  • 11 – Pará comete falta em Diego Renan.
  • 16 – Paulo Henrique Ganso (PHG)recebe lançamento em profundidade, pela esquerda, e chuta colocado, pra fora.
  • 20 – Neymar disputa bola com Leonardo Silva, cai e juiz manda o jogo seguir.
  • 24 – Neymar cobra falta, bola desvia na barreira e sai pela linha de fundo.
  • 25 – Triguinho cobra falta pela esquerda. Edu Dracena (ED) cabeceia, pra fora.
  • 29 – Neymar passa por LS e cruza. KP aplica chapéu em Elicarlos e arremata de bicicleta. Fábio defende.
  • 27 – Kléber Pereira (KP) recebe a bola dentro da área, gira e chuta. Fábio defende.
  • 30 – Leonardo Silva (LS) derruba Paulo Henrique Ganso e recebe cartão amarelo.
  • 32 – Gil comete falta em Neymar na entrada da área. Madson cobra e Edu Dracena (ED), impedido, cabeceia pra fora.
  • 33 – Finalizações: santos 7×5.
  • 34 – Neymar avança pela esquerda, mas é desarmado por Elicarlos.
  • 36 – Neymar faz boa jogada pela direita e chuta em cima da zaga. No rebote, a bola sobra para KP, que chuta forte, pra fora.
  • 40 – Thiago Ribeiro tenta driblar Triguinho, mas é desarmado.
  • 41 – KP recebe na área e chuta. Fábio defende.
  • 44 – Madson cobra falta na intermediária. Chute sai fraco e Fábio defende.
  • 45 – Eli Sabiá derruba Wellington Paulista, no meio de campo, e recebe cartão amarelo.
  • 46 – Termina o 1º tempo.
  • Neymar: “Tomamos o gol num vacilo, depois não erramos mais e dominamos o jogo.”
  • Wellington Paulista: “Não dá pra pensar nos outros jogos, embora os alto-falantes dêem notícias deles. Vamos torcer pro Botafogo faça sua parte. Aqui, vamos marcar forte e tentar fazer outro gol.”

Segundo Tempo

  • 18h05 – Começa o 2º tempo.
  • 00 – André substitui Kléber Pereira.
  • 01 – Madson faz jogada pelo meio, passa a André, que chuta pra fora.
  • 04 – WP comete falta em Rodrigo Souto, no campo defensivo do Santos.
  • 05 – Jonathan perde a bola no meio-de-campo, segura Paulo Henrique Ganso e recebe cartão amarelo.
  • 07 – Madson tenta jogada pela meia-direita, mas é desarmado por MP.
  • 08 – Cláudio Caçapa substitui Fernandinho.
  • 09 – Diego Renan (DR) perde a bola pra Madson, que avança pela direita e chuta forte, da entrada da área, pra fora.
  • 11 – Madson chuta, de fora da área, Fábio defende.
  • 12 – DR avança pela esquerda, passa por ED, e chuta forte. Bola acerta a rede, pelo lado de fora, à esquerda de Felipe.
  • 13 – TR tenta passar por Pará, mas é derrubado.
  • 15 – Jonathan comete falta em Madson, que tenta invadir a área celeste, pela esquerda, receber 2º cartão amarelo e, em seguida, o vermelho.
  • 16 – Robson substitui Rodrigo Mancha.
  • 17 – Thiago Heleno substitui Wellington Paulista.
  • 18 – Henrique derruba PHG na entrada da área. Madson cobra, bola desvia na barreira e sai pela linha de fundo.
  • 20 – Rodrigo Souto chuta de longe, bola passa por cima do travessão.
  • 25 – Madson cobra escanteio para Triguinho, que cruza para a área. Rodrigo Souto desvia a bola de cabeça, Neymar fica com ela e chuta forte, cruzado. A bola entra rasteira, no canto direito do arco cruzeirense. Santos 1×1.
  • 27 – Paraá chuta de longe, pra fora.
  • 29 – Kléber substitui Diego Renan.
  • 30 – Marquinhos Paraná cruza da direita, Thiago Ribeiro ajeita de cabeça para Kléber que, dentro da área, perdendo o equilíbrio, chuta colocado, no canto esquerdo de Felipe. Cruzeiro 2×1.
  • 31 – Felipe Azevedo substitui Pará.
  • 33 – Neymar cobra falta sobre a área. Rodrigo Souto cabeceia, Fábio defende.
  • 37 – André disputa com Gil dentro da área, cai, juiz manda seguir o jogo.
  • 39 – Madson lança Neymar, pela direita, Fábio sai do gol pra defender.
  • 42 – Finalizações: Santos 23×7.
  • 43 – Cruzeiro prende bola no campo de ataque.
  • 44 – TR lança da esquerda para a direita procurando Henrique, mas erra o passe.
  • 45 – Felipe Azevedo chuta forte, Fábio esforça pra defender.
  • 46 – Santos tenta atacar, mas defesa do Cruzeiro está compacta e não dá espaços.
  • 48 – Termina o jogo.
  • Thiago Ribeiro: “Nós jamais jogamos a toalha. Sabíamos da qualidade do nosso time e buscamos esta vaga pra Libertadores o tempo todo.”


Vídeos

Gols

Atuações

  • Adilson Baptista – Valeu a pena aguarrrdarrr, como ele sempre pediu. No fim, Adílson alcançou seu objetivo colocando o time na Libertadores, apesar das dificuldades e perseguições que recebeu ao longo do ano. Contra o Santos, correu imenso risco na troca de WP por Caçapa. Deixar de fustigar a bequeira adversária, confiando apenas nos avanços dos laterais não deu certo, pois Jonathan foi expulso. Apostar todas as fichas na defesa superpovoada, também era uma temeridade como se viu quando ela falhou e concedeu o empate ao time local. Mas ele tinha uma carta na manga e jogou-a com sucesso ao trocar Diego Renan por Kléber.
  • Torcida – Muitos cruzeirenses conseguiram vencer a desorganização que impera no Campeonato Brasileiro pra apoiar o time. Os desafios foram imensos: escapar das tocaias das organizadas peixeiras, conseguir comprar ingressos e, finalmente, entrar no estádio. Parabéns a eles pela coragem e solidariedade com a equipe.
  • Fábio – Não precisou salvar o time, não teve como evitar o gol de Neymar, não cometeu falhas.
  • Jonathan – Começou bem, como lateral ou meia, apoiando, servidondo WP para o 1º gol etc. No 2º tempo, errou uma saída de bola, pendurou-se no cangote de Paulo Henrique Ganso pra evitar que ele invadisse a área, recebeu, pela falta grotesca, 1,5 cartão amarelo. Logo em seguida, enroscou-e com Madson, que tentava invadir a área celeste, e levou o restante 0,5 cartão amarelo, que estava faltando pra completar um vermelho. Quase põe um campeonato inteiro a perder por falta de juízo. Que sirva de lição.
  • Gil – Travou bom duelo com Neymar e Madson, quando esteve frente-a-frente com eles. Não comprometeu.
  • Leonardo Silva – O melhor da defesa, embora tivesse sido enganado no lance do gol santista permitindo que Neymar recebesse livre, em seu setor, uma bola desviada após cruzamento vindo da ponta-esquerda.
  • Cláudio Caçapa – Ajudou a congestionar a entrada da área evitando que Ganso e outros habilidosos criassem jogadas por ali.
  • Thiago Heleno – Não comprometeu. Como falso volante ou como beque, cumpriu sua missão de rabatedor.
  • Diego Renan – Marcador no 1º tempo, com a entrada de Caçapa, pôde atacar mais e, por pouco, não fez um gol. Saiu quando o placar já não servia mais para o time ganhar um atacante, justamente o que decidiu a partida.
  • Elicarlos – Marcou. E bem.
  • Henrique – Discreto, foi mais defensor do que atacante. Como a ocasião exigia.
  • Marquinhos Paraná – Joga pro time. Chavão? Pode ser, mas não é possível explicação melhor pra seu estilo comedido, silencioso e eficiente. Sem Fabrício, que apoia incessantemente, chamou pra si esta tarefa. Mas, ao contrário do companheiro de linha média, MP não carrega a bola. Prefere passes precisos e lançamentos inteligentes. Teve participação decisiva nos lances dos dois gols e ainda comandou o sistema de marcação com desarmes e coberturas perfeitas. Foi o melhor do time no Brasileiro. Uma referência. O melhor meio-campista do torneio.
  • Fernandinho – Começou bem a partida tranquilizando o time tocando bem a bola. Depois, levou uma pancada, saiu pra receber um jato de água milagrosa, voltou, continuou bem, mas cansou e foi substituído. Aprovado.
  • Thiago Ribeiro – Lutador incansável. Como sempre. Em sua melhor jogada, serviu Kléber para o gol da Libertadores. Aprovado.
  • Wellington Paulista – Fez um golaço, perdeu outros dois, lutou bastante, perdeu ritmo e foi substituído.
  • Kléber – Fez o gol da classificação para a Libertadores 2010. Pracisava mais do que isto?
  • Juiz & Bandeiras – Nada a declarar. Ou melhor, nada a reclamar.
  • Adversários – Madson e Neymar são garotos espertos. Rápidos, serelepes, perigosos. Rodrigo Souto é um batalhador incansável. E acho que é só, não é mesmo?

O que foi dito

  • Adilson Batista, treinador do Cruzeiro: É um belo presente de Natal. Queria agradecer pela hombridade, respeito e dedicação desses atletas, o apoio que recebemos da direção e da torcida, que nos empurrou nos momentos importantes. Parabenizar, enaltecer o torcedor, que é fiel, fanático. O Mineirão esteve sempre cheio em jogos importantes e teremos agora mais um ano em que vamos dedicar muito para o Cruzeiro conquistar os títulos. Nossa recuperação foi algo extraordinário. Soubemos contornar, acabamos errando em determinados momentos, poderíamos ter tido uma colocação melhor e brigado pelo título, mas não foi possível e acabamos premiados com essa quarta vaga. Imaginava que o campeonato poderia mesmo ter tropeços. Faz parte do futebol e, nós, como profissionais, passamos tranquilidade, cobrando, acreditando para que a gente alcançasse essa vaga. Vamos descansar e já começar a pensar em 2010, com um time competitivo e que possa voltar a dar alegrias ao torcedor. A minha intenção era utilizar o Kléber por alguns minutos. Quando o Santos empatou, tive de arriscar e o coloquei em campo. É um jogador de força, que sempre respeitei muito. Ele teve uma oportunidade e fez. Tem muito mérito.
  • Kléber, atacante do Cruzeiro: Estou muito feliz por poder entrar, fazer um gol e ajudar o Cruzeiro a chegar a mais uma Libertadores. Mas acho que dava para disputar o título. Se não fossem essas derrotas bobas em casa, poderíamos ser campeões. Sempre tive o carinho do torcedor, que ficou chateado por algumas coisas extra-campo. Mas dentro de campo, ele sempre me incentivou. E o mínimo que posso fazer é ajudar nosso time a dar a eles a classificação. Quero mandar um abraço aos torcedores que me apoiaram e falar que 2010 vai ser um ano de conquistas para o Cruzeiro. A não ser que venha alguém aqui e me compre, sou jogador do Cruzeiro e vou disputar a Libertadores. Acontece é que nenhum atleta sabe se fica, pois o mercado abre no fim do ano e existem propostas para muitos jogadores. Meu objetivo principal é ficar para realizar o sonho de conquistar a Libertadores. Vou lutar muito para que isso aconteça. Ainda fico triste com a derrota para os argentinos, pois hoje poderíamos estar nos preparando para disputar o Mundial. Espero que 2010 seja de conquistas.
  • Wellington Paulista, atacante do Cruzeiro: Sabíamos que seria difícil, porque a gente tinha ficado muito distante, mas vencemos jogos importantes, contamos com tropeços de alguns concorrentes e conseguimos a classificação.
  • Cláudio Caçapa, beque do Cruzeiro: Toda a equipe está de parabéns. O Cruzeiro mostrou que tem um grupo qualificado.
  • Fábio, goleiro do Cruzeiro: Viemos aqui na Vila Belmiro com o pensamento de fazer o nosso melhor para conseguir a vitória, já que fugia da nossa responsabilidade o resultado de Botafogo e Palmeiras. Sabíamos, no entanto, que o Botafogo iria tentar a vitória de todo jeito e no final nós nos classificamos.
  • Wanderley Luxemburgo, treinador do Santos: Tivemos o domínio o tempo todo, mas em duas falhas de posicionamento, em lances isolados, eles acabaram com o jogo. Aconteceu a mesma coisa ao longo de toda a competição. A posição em que nós estamos mostra isso.
  • Alex Escobar, em seu blog: E o Cruzeiro? Depois da decepção da perda do título da Libertadores deste ano, terminou o ano classificado para a competição mais importante do continente e na frente do rival Atlético-MG, que passou a temporada tirando onda lá em cima. Se não tivesse renegado tanto o Brasileirão na sua primeira metade, poderia ter disputado a taça.
  • Mário Marra, em seu blog: Todos nós sabíamos que o jogo entre Santos e Cruzeiro seria um jogo tenso. O início não foi. O Santos chegava com ligação direta e o Cruzeiro pensando o jogo. Jonathan pelo meio e Elicarlos na sobra da direita. O primeiro gol saiu aos 4 minutos. Boa jogada de Marquinhos Paraná com Jonathan e ele achou Wellington Paulista, ele, de primeira bateu forte e no alto. O gol não causou muitas mudanças imediatas na partida. O Santos não conseguia criar e o Cruzeiro teve outras duas ou três oportunidades. Até que o Cruzeiro encolheu e o Santos passou a confiar na técnica de Neymar e Ganso. O trabalho da defesa do Cruzeiro aumentou. O Santos passou a dominar a partida. É verdade que o domínio tinha limite. Toque e posse de bola e, perto da área, o Santos não conseguia bater a gol. O segundo tempo continuava complicado e o Cruzeiro parou de jogar. Tenso, preocupado e recuado. Jonathan começou a errar passes pelo meio e tomou dois amarelos e foi para o chuveiro. O espaço santista aumentou e o gol saiu depois de um erro de posicionamento da defesa. A sensação era clara de que o Cruzeiro, muito defensivo, teria dificuldade para chegar ao segundo gol. Aí brilhou a vitória pessoal. A escapada na Mancha, a cirurgia e as críticas que Kléber sofreu foram convertidas em gol. Gol da classificação para a Libertadores. Ele, que ficou apenas 2 minutos em campo até fazer o gol, colocou o Cruzeiro e tirou o Palmeiras da Libertadores.
  • José Roberto Torero, em seu blog: Dezenove: Número de rodadas que o Palmeiras liderou o campeonato. O Flamengo? Só duas. E ele ficou 32 rodadas na zona da Libertadores. O Cruzeiro? Só três. Kléber: O centroavante do Cruzeiro, tão amado pela torcida palmeirense, fez o gol que tirou o Palmeiras da Libertadores.
  • Vitor Birner, em seu blog: O Palestra Itália mineiro fez excelente segundo turno. Conseguiu os mesmos 40 pontos do Flamengo. O Palestra Itália paulista, bem superior na parte técnica se comparado ao das Minas Gerais, somou apenas 25. Perdeu 8 partidas e ganhou 7. A subida do time celeste foi recompensada. E quem diria: Kléber, que nunca escondeu o carinho pelo Palmeiras, marcou o gol da vitória frente o Santos. Tal situação só foi possível porque o Alviverde perdeu também para si mesmo. Brigas internas, treinador com dificuldade de gerenciar seres humanos e criar opções táticas com a bola, lesões, destempero do presidente, tudo derrubou o Palmeiras, certamente o time que mais perdeu em 2009. O ano, sem exagero, foi jogado no lixo. O Cruzeiro, ao contrário, realizou bela temporada, foi vice-campeão da América e terá outra chance de levantar a Taça do torneio continental em 2010. E Muricy Ramalho, treinador renomado, melhor do Brasil segundo muitos, outra vez fracassou diante do questionado Adilson Batista. Foi eliminado pelo cruzeirense na Libertadores sem ver seu time, na época o São Paulo, dar um mísero chute em gol e agora perdeu para o concorrente o lugar na próxima Libertadores.
  • Paulo Calçade, em seu blog: Grande trabalho de Adílson Batista, que reconstruiu o time após as perdas de Wagner e Ramires. Fez o seu papel e contou com a ajuda do Botafogo diante do Palmeiras.
  • Matheus Penido, no PHD: O Cruzeiro começou em cima e criou três chances de gol, todas com WP. A primeira o ex-santista converteu com primazia, como autêntico centroavante. A segunda também foi bem finalizada, mas o goleiro Felipe evitou o gol com a ponta dos dedos. Na terceira, o nove celeste tentou bater por cima do arqueiro, mas a bola acabou subindo demais. Depois disso a equipe da casa passou a controlar o jogo na base do toque de bola, embora sem grandes penetrações e o Cruzeiro não conseguia tocar a bola, não encaixava os contra ataques. Mas obstruía bem os corredores por onde tentavam circular os espertos Neymar e Madson. Prova disso foi que Fábio defendeu sem sustos as finalizações do time local. O Peixe voltou mais agressivo para o 2º tempo. De cara, o garoto André, que acabara de entrar, finalizou com perigo à direita de Fábio. O Cruzeiro continuava sem ligação entre meio campo e ataque e o Santos tinha mais a bola, embora continuasse encontrando dificuldades para penetrar. Até que, numa jogada pessoal de Madson, Jonathan foi expulso, numa decisão excessivamente rigorosa do apitador. Adilson Baptista respondeu a perda de um jogador lançando Thiago Heleno em lugar do atacante Wellington Paulista. Como Caçapa já havia substituído o lesionado Fernandinho, o Cruzeiro passou a ter quatro zagueiros de área, o que não impediu uma bola cruzada na área celeste cair nos pés de Neymar, o melhor jogador santista. E ele empatou a partida. Nesse momento, quando a vaga parecia escapar, brilharam as estrelas do treinador e do atacante Kléber, que entrara em lugar de Diego Renan. Logo em seu primeiro toque na bola, o Gladiador se valeu de sua capacidade de finalizar e marcou um gol de alto nível de dificuldade, que pôs o Cruzeiro na Libertadores em lugar de seu ex-clube. Desfecho melhor para os cruzeirenses, impossível. No final, o Santos partiu pra cima, mas o Cruzeiro, que segurou a vantagem na raça. Dessa vez, o time não só lutou como conseguiu segurar o resultado, dando uma resposta positiva a quem, como eu, cobrava esse espírito de decisão do grupo. Parabéns a todo o elenco.
  • Daniel Loures, no PHD: O Cruzeiro mereceu a sonhada vaga pra Libertadores. Mas o jogo foi morno. Nos cinco primeiros minutos, o time mineiro pressionou, fez 1×0 e perdeu mais duas chances claras. Depois, o Santos controlou o jogo. Quando o juiz complicou expulsando erradamente Jonathan, temi (como muitos) o pior. Quando Adílson colocou o time com quatro zagueiros, chamou o Santos para o jogo. Até o Tiago Ribeiro, que era nosso único atacante, estava na marcação. Tomamos o empate em falha da defesa e vimos o Bota fazer dois no Palmeiras. Foi quando brilharam as estrelas do treinador, que conhece bem seus comandados, e do predestinado e excepcional atacante Kléber, que fez o gol da classificação pra Libertadores.
  • Gleyton, no PHD: Por estar perdendo, era natural que o Santos pressionasse mais no 2º tempo. Só que o Cruzeiro simplesmente não conseguiu reagir, situação que só piorou com a saída de Fernandinho. Mas o pior cenário foi quando o time tinha quatro zagueiros em campo e o Santos empatou, num lance em que nenhum deles apareceu pra marcar. O time se perdeu e não já não conseguia mais atacar. A situação se alterou com a entrada de Kléber, que marcou o gol da vitória após um belo lance de Marquinhos Paraná. Mais uma vez, ficou provado que é essencial um time contar com jogadores decisivos.
  • João Chiabi Duarte, no PHD: Nas mãos de Adílson Batista, o Cruzeiro fez um returno maravilhoso totalizando 40 pontos. E chegou ao G4 nos últimos 15 minutos da rodada. Teve o Jonathan expulso e tomou o gol de empate. Comecei a imaginar os comentários dos negativistas: “também com quatro beques e três volantes…” Mas, aí, entrou o Kléber, meteu um golaço e foi comemorar com o predestinado Adílson Batista. E o Cruzeiro com Thiago Heleno e Gil na zaga conseguiu segurar o resultado.