São Paulo 2x0 Cruzeiro - 19/05/2010

De CruzeiroPédia .:. A História do Cruzeiro Esporte Clube
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Confrontos
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Por temporada
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Por Copa Libertadores da América
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No estádio Morumbi
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Contra São Paulo
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São Paulo
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Cruzeiro
Jogo de volta - Quartas de final da Taça Libertadores da América 2010
Data: 19 de maio de 2010 Local: São Paulo, SP
Horário: 21:50 Estádio: Morumbi
Árbitro: Jorge Larriond (URU) Público pagante: 52.196
Assistente 1: P. Fandiño Público presente: Não disponível
Assistente 2: M. Espinosa Renda: R$ 2.871.619,25 R$ 2.871.619,25
Cr$ 2.871.619,25
NCr$ 2.871.619,25
Cz$ 2.871.619,25
NCz$ 2.871.619,25
(preço médio: R$ 55,02 )
Súmula: Súmula
Escalações
São Paulo: Cruzeiro:
1. Rogério Ceni 1. Fábio
23. Cicinho 2. Jonathan Substituição realizada de jogo ( 14. Thiago Heleno )
5. Miranda Substituição realizada de jogo ( 13. Xandrão ) 4. Leonardo Silva
6. Júnior Cesar 6. Diego Renan Substituição realizada de jogo ( 17. Elicarlos )
3. Alex Silva Cartão amarelo recebido aos 3. Gil
18. Rodrigo Souto Cartão amarelo recebido aos 5. Fabrício Substituição realizada de jogo ( 9. Wellington Paulista )
20. Richarlyson Cartão amarelo recebido aos Substituição realizada de jogo ( 2. Jean ) 8. Henrique
10. Hernanes Gol aos do 7. Marquinhos Paraná Cartão amarelo recebido aos
16. Marlos 10. Gilberto
15. Fernandão 25. Kléber Cartão vermelho recebido aos 2  (1T) 2'  (1T)  
25. Dagoberto Gol aos do Cartão amarelo recebido aos Substituição realizada de jogo ( 12. Fernandinho ) 11. Thiago Ribeiro
Técnico: Ricardo Gomes Técnico: Adilson Batista
Reservas que não entraram na partida
São Paulo: Cruzeiro:
22. Bosco 12. Rafael
7. Jorge Wágner 18. Pedro Ken
11. Marcelinho 23. Roger
2. Wellington 19. Guerrón


Pré-jogo

Pra avançar às semifinais da Libertadores, o Cruzeiro precisa vencer o São Paulo. E por, no mínimo, dois gols de frente.

Se fizer 2×0, haverá disputa de pênaltis. Qualquer outra vitória com dois gols a mais resolve a série no tempo regulamentar.

O Cruzeiro tem duas dúvidas: Jonathan e Kleber em recuperando-se de contusões. Mas terá a volta de Leonardo Silva, que cumpriu suspensão no jogo de ida.

O São Paulo, que poupou todos os títulares na derrota por 2×1 para o Botafogo pelo Brasileiro, contará com o retorno do beque Miranda.

Primeiro Tempo

  • 21h41 – Cruzeiro entra em campo, todo de azul. Centenas de torcedores celestes incentivam o time na arquibancada.
  • 21h43 – No SporTV, Palhinha II, campeão da Libertadores, duas vezes pelo São Paulo uma pelo Cruzeiro, disse que está com o coração dividido.
  • 21h44 – São Paulo entra em campo com uniforme tradicional
  • 21h45 – Adílson acredita que o São Paulo vai sair mais para o jogo do que o fez no Mineirão. Ricardo Gomes disse que esta é a melhor formação do seu time.
  • 21h47 – Execução do Hino Nacional com torcida mal educada fazendo barulho ao fundo.
  • 21h51 – São Paulo dá a saída.
  • 01 – Marlos lança bola na área, Fábio defende.
  • 02 – Kleber dá um tapa em Richarlyson numa disputa de bola na ponta direita e recebe cartão vermelho. Arnaldo César Coelho, comentarista da TV Globo, diz que era lance pra cartão amarelo, apenas.
  • 04 – Fabrício chuta de fora da área, torto, pra fora.
  • 05 – Marlos cruza da esquerda, defesa corta.
  • 06 – Marlos passa por Gil e chuta forte. Fábio defende, Gil fica com o rebote e sai jogando.
  • 07 – Cobrança de falta rápida, Fernandão fica na cara do gol, Fábio salva o arco celeste.
  • 09 – Leonardo Silva disputa bola com Dagoberto na linha de fundo. São-paulino simula ter levado um pisão que não houve.
  • 11 – Fabrício erra passe, Dagoberto invade a área e chuta, Leonardo Silva corta. Rodrigo Souto fica com o rebote e chuta. Bola desvia em Gil e sai pra escanteio.
  • 12 – Marquinhos Paraná lança Henrique na área. Defesa corta.
  • 14 – Henrique dá carrinho em Júnior César. Falta.
  • 15 – Desde a estréia de Alex Silva, há 7 jogos, defesa tricolor não leva gols na Libertadores. Richarlyson corta bola com a mão e recebe cartão amarelo.
  • 16 – Dagoberto cruza da esquerda. Diego Renan se antecipa a Fernandão e corta.
  • 17 – Henrique cruza, Fabrício é bloqueado na área.
  • 18 – Ataque do SPFC tabela na entrada da área, Leonardo Silva limpa o lance.
  • 18 – São Paulo troca passes na intermediária. Fabrício recupera a bola.
  • 19 – Marlos recebe lançamento, Fábio sai do arco e defende.
  • 20 – Henrique curza da direita, Diego Renan cruza da esquerda, Alex se antecipa a Paraná e cede escanteio.
  • 21 – Torcida celeste empurra o time. Dagoberto comete falta em Jonathan na intermediária.
  • 22 – Jonathan cobra falta, Alex corta de cabeça, Fabrício apanha o rebote e chuta de fora da área, pra fora.
  • 23 – Júnior César dribla Jonathan e Henrique na ponta esquerda, invade a área e cruza pra trás. Hernanes chuta de primeira, no ângulo direito de Fábio. São Paulo 1×0.
  • 24 – Dagoberto passa por Leonardo Silva e serve Fernandão na cara do gol. O beque celeste se recupera e desarma o atacante.
  • 25 – Fernandão recebe cruzamento de escanteio e cabeceia forte. Fábio salva gol certo. No rebote, Marlos chuta, pra fora.
  • 28 – Thiago Heleno substitui Jonathan. Cruzeiro passa a jogar no 3-5-2.
  • 29 – Thiago Heleno desarma Dagoberto chutando a bola pra escanteio.
  • 30 – Rodrigo Souto comete falta em Henrique no meio de campo. Juiz marca obstrução.
  • 31 – Faltas cometidas: SãoPaulo 9×3.
  • 32 – Diego Renan na ala direita, Gilberto na esquerda.
  • 33 – Fábio sai do arco e desarma Marlos na entrada da área.
  • 35 – Marquinhos Paraná faz lançamento pra Thiago Ribeiro, Miranda cede escanteio.
  • 36 – Henrique chuta de fora da área, pra fora.
  • 37 – Dagoberto segura Leonardo Silva dentro das área celeste impedindo que o beque saia jogando. Juiz economiza o cartão amarelo.
  • 38 – Gilberto desvencilha-se de dois tricolores e passa a Paraná, que lança Ribeiro. Miranda corta.
  • 39 – Dagoberto lança, Fábio fica com a bola.
  • 40 – Dagoberto comete falta e recebe cartão amarelo.
  • 41 – Diego Renan passa a Henrique, que cruza procurando Gilberto. Defesa espana, bola vai pro campo de ataque do tricolor, Fábio sai da área e corta com os pés. Richarlyson fiica com o rebote e chuta, de longe, pra fora.
  • 42 – Gilberto disputa bola com três adversários. Souto fica com a bola e lança Cicinho, que tenta aplicar chapéu em Fábio. Goleiro se recupera e cede escanteio.
  • 44 – Marlos chuta forte, de fora da área, Fábio defende.
  • 45 – Paraná passa a Fabrício, que chuta de fora da área. Rogério Ceni defende.
  • 46 – Fim do 1º tempo.

Segundo tempo

  • 22h53 – Começa o 2º tempo.
  • 00 – Wellington Paulista substitui Fabrício.
  • 01 – Gilberto cobra escanteio pela esquerda, Leonardo Silva cabeceia por cima do travessão.
  • 02 – Marquinhos Paraná comete falta em Marlos e recebe cartão amarelo.
  • 03 – Dagoberto chuta de fora da área, Leonardo Silva corta.
  • 04 – Alex Silva derruba Gilberto na lateral da área e recebe cartão amarelo. Falta cobrada por Gilberto, defesa espana.
  • 05 – Thiago Ribeiro chuta cruzado, de fora da área, bola sai à esuerda de Ceni.
  • 06 – Torcida do Cruzeiro dá show no Morumbi.
  • 07 – Marlos faz carnaval pela esquerda e cruza. Marquinhos Paraná fica com a bola.
  • 08 – Fernandão vence Thiago Heleno pelo alto e serve, de cabeça, a Dagoberto, que aplica lençol em Fábio. Gil ainda tenta cortar em cima da risca, em vão. São Paulo 2×0.
  • 10 – Fábio defende aos pés de Marlos dentro da área. Bola fica com Hernanes, Gil corta.
  • 11 – Saída de Fabrício deixou defesa celeste desprotegida e o ataque nada ganhou com entrada de Wellington Paulista.
  • 13 – Elicarlos substitui Diego Renan.
  • 15 – Dagoberto passa a Cicinho, que chuta alto, por cima do travessão.
  • 17 – Júnior César cruza, Leonardo Silva corta de cabeça.
  • 18 – Marlos passa por Gilberto, invade a área, mas Fábio defende a seus pés.
  • 19 – Torcida do São Paulo grita “Olé!”
  • 20 – Fernandão lança Marlos, que derruba Elicarlos usando o braço. Falta.
  • 21 – Marlos corta Leonardo Silva duas vezes e chuta. Fábio defende.
  • 22 – Cicinho chuta de fora da área, por cima do travessão.
  • 24 – Thiago Heleno divide com Fernandão, que fica caído.
  • 25 – Hernanes arranca, passa a Dagoberto, que corta Gil e Leonardo Silva antes de chutar. Bola sai à esquerda de Fábio.
  • 26 – Finalizações: São Paulo 16×5.
  • 27 – Miranda derruba Thiago Heleno e recebe cartão amarelo.
  • 29 – Thiago Ribeiro cobra falta sobre a área, bola sai à esquerda de Ceni.
  • 30 – Fernandinho substitui Dagoberto.
  • 31 – Henrique chuta de longe, fraco, à esquerda de Ceni.
  • 35 – Thiago Ribeiro lança da esquerda, Wellington Paulista cabeceia na cara do gol. Bola sai à esquerda de Ceni.
  • 36 – Cicinho recebe lançamento, mas Paraná chega antes e recua pra Fábio.
  • 37 – Jean substitui Richarlyson.
  • 38 – Alex silva cede escanteio pela esqeurda. Gilberto cobra, Fernandão corta de cabeça.
  • 39 – Ribeiro chuta de fora da área, pra fora.
  • 40 – Xandão substitui Miranda.
  • 41 – Caio Decoussaux, comentarista da TV Globo, pede carinho pra Richarlyson, único tricolor rejeitado por sua torcida.
  • 42 – Marlos recebe lançamento de Hernanes, mas sai com a bola pela linha de fundo.
  • 43 – Cicinho lança, Fábio fica com a bola.
  • 44 – Ribeiro cruza da esquerda, Elicarlos cabeceia mal, fraco, pra fora.
  • 45 – Hernanes escapa pela esquerda e cruza. Leonardo Silva fica com a bola e sai jogando.
  • 46 – Ribeiro recupera bola na defesa desarmando ataque do São Paulo.
  • 47 – Fim de jogo.
  • Thiago Ribeiro: “O Juiz errou. Não era lance pra expulsão do Kleber”.
  • Eduardo Maluf; “Não haverá punição ao Kleber. O Juiz é um despreparado e a não havia motivo pra expulsão.”
  • Kleber: “Foi um lance casual, em que o Richarlyson fez uma cena. Não merecia mais do que um cartão amarelo. Como, aliás, toda a imprensa viu e falou.”


Atuações

  • Fábio – Trabalhou dobrado. Salvou uma penca de gols. (Síndico) Fez uma defesa de uma cabeçada à queima-roupa que lembrou aquela do Banks na Copa de 70. Tentou jogar adiantado, mas levou gol de cobertura. Evitou uma goleada sim, mas não poderia evitar a derrota. (Leo Vidigal)
  • Jonathan – Tentou empurrar o time pra frente mas sempre que ele escapava aparecia um enxame de trcolores e só havia o Ribeiro a frente. Defensivamente, tomou uma bola entre as pernas de Jr. Cesar em lance aparentemente sem perigo que acabou dando em gol. Pouco depois sentiu a cotusão que quase o havia tirado da partida e foi trocado sem deixar seu nome na partida. (Matheus Penido)
  • Thiago Heleno – Entrou na fogueira e ajudou a estabilizar o time. Deu bico, chegou junto, brigou, mostrou raça. Foi bem, dentro das circunstâncias. (Mauro França) Adílson Baptista está conseguindo o que eu já dava como impossível: salvar o Tiago Heleno. Bom jogo e boa lucidez nas jogadas. (Daniel Loures)
  • Gil – Um pouco abaixo do colega de zaga, seu maior mérito fo também a luta. (Matheus Penido)
  • Leonardo Silva – Não economizou energia na missão de barrar os atacantes são paulinos que apareciam feito enxame na sua frente, e pela quantidade de trabalho que teve deixou o campo com saldo individual até positivo, apesar da derrota. (Matheus Penido) Salvou várias bolas e fez desarmes precisos. Mostrou vontade o tempo inteiro. (Daniel Loures)
  • Diego Renan – Como lateral esquerdo não conseguiu atacar, mas safou-se razoavelmente na defesa. Transformado em ala-direita na segunda etapa, manteve a atuação apagada até ser trocado. (Matheus Penido)
  • Elicarlos – Desdobrou-se pra evitar um goleada do SPFC. Pela disposição com que entrou num jogo perdido, merece elogios. (Matheus Penido)
  • Henrique – Atuação bem abaixo de sua capacidade. Parecia nervoso, inseguro, perdido. Não marcou bem, não apareceu para o jogo na frente, nem de longe lembrou o Henrique dos melhores dias. Como todos no time, lutou, mas nada que pudesse encomodar o jogadores do tricolor. (Agnaldo Morato)
  • Fabrício – Tentou empurrar o time pro ataque mais na base da vontade que da técnica, pois articular jogadas nesse jogo foi missão quase impossível. Mas como havia uma barreira de jogadores a frente da área de Ceni impedindo que ele carregasse a bola, seu esforço de 45 min foi em vão. (Matheus Penido)
  • Marquinhos Paraná – Sóbrio, não se enrolou com as dificuldades de uma partida previamente perdida. Ajudou a reequilibrar a disputa pelo meio de campo na etapa inicial, fez lançamentos e ainda se apresentou patra o jogo ofensivo quando foi possível. Mas os doidivanas amantes do futebol-telecoteco acharam pouco. Queriam, talvez, que ele fizesse uns quatro gols de bicicleta. Coisa de entendidos. (Síndico) Foi o mais lúcido do time celeste. Embora não seja rápido, tentou acudir seus colegas sempre em apuros e ainda dar algum sentido ao jogo do time, quase sempre tentando pegar Ribeiro em velocidade entre os beques são paulinos. Também não deixou de errar seus passes, mas parece ter sido quem menos sentiu os efeitos de uma missão tão difícil. (Matheus Penido)
  • Gilberto – Com a expulsão de Kleber passou a ter apenas Ribeiro a frente com quem jogar. Como não é veloz nem participativo, restou a ele tentar achar o atacantes solitário em bolas longas no meio da defesa são paulina, que bem posicionada que estava, não permitiu que as bolas do selecionável celeste chegassem ao seu destino. (Matheus Penido)
  • Kleber – Ao tomar cartão vermelho com 80 segundos de jogo, ameaçou o recorde do centroavante Zé Carlos, que havia recebido um com apenas sete. Na próxima decisão, não deveria vestir camisa de manga curta, nem de manga comprida, mas sim uma de força. (Síndico)
  • Thiago Ribeiro – Logo de cara se viu sozinho contra a melhor defesa do futebol brasileiro. Missão pra mamute ! Ainda assim tentou e correu mto, quase sempre inutilmente. No segundo tempo quando ganhou um parceiro de frente foi a vez do meio de campo se desintegrar e o SPFC acabou de ve com o jogo e restou a ele tentar aguns chutes mal sucedidos de fora da área. (Matheus Penido)
  • Wellington Paulista – Teoricamente seria um companheiro pro Ribeiro na frente e um cara pra empurrar as bolas que chegassem na área. Mas como jogo de futebol não se resolve nos números das camisas nem nas posições de origem ele não fez nem uma coisa nem outra. So ficou lá na frente sem incomodar os zagueiros, pois àquela altura o Cruzeiro nem meio de campo tinha mais e o SPFC fazia o que queria da partida. E como dar chances ao Cruzeiro não estava nas intenções paulistas, o camisa 9 ficou “boiando” em campo. (Matheus Penido) Entrou pra fazer dupla de ataque com o Thiago Ribeiro, mexida certa do Adilson, pois se tratava de um jogador de área para brigar com os zagueiros. Infelizmente não funcionou. Recebeu apenas uma bola em condição de finalizar e mandou pra fora. E sem receber bolas na área para finalizar a presença do WP se torna inócua. (Agnaldo Morato)
  • Adílson Batista – Perdeu tempo preparando time pra fazer milagre. Em menos de 2 minutos, o Gladiador enfiou a mão na fuça de um adversário e o jogo acabou. Pra reequilibrar o time e ganhar tempo pra tentar alguma mágica na 2º etapa, escalou um 3º beque e povvou o meio de campo. Mas ao trocar um volante por um centroavante na etapa final, botou tudo a perder, pois os tricolores, livres, leves e soltos, decidiram a partida e nem direito a um abafa final o Cruzeiro teve. (Síndico)
  • Torcida – Centenas de torcedores deram exemplo de amor ao clube não desanimando nem mesmo nos piores momentos. Gente da Sampa Azul, da Máfia Azul, da Fanati-Cruz e da Cachazeiros mostraram pra todo o país força da maior galera de Minas. (Síndico)
  • Doidivanas – Mesmo diante das circunstâncias, alguns torcedores queriam que o Cruzeiro jogasse futebol bunitim, cheio de telecoteco e malemolência. Essa escória do futebol não merece respeito. Não são capazes de torcerem a favor nem mesmo nos momentos mais difícieis. Vão todos pros quintos dos infernos! Bando de canalhas! (Síndico)
  • Diretoria – Eu já escrevi isso aqui, após a derrota para o São Paulo no Mineirão, e vou repetir. Nós fomos eliminados da Libertadores porque o Cruzeiro não fez nenhum esforço para ser campeão de nada esse ano. Enquanto o São Paulo contratava o Alex Silva e o Fernandão, o ZZP dizia que o nosso principal reforço era a manutenção do time. Enquanto o São Paulo tem Alex Silva e Miranda na zaga, nós temos Gil, Leo Silva e Thiago Heleno. Ontem, o Adilson Batista, que não tem culpa de nada, teve que colocar em campo o Thiago Heleno, Elicarlos e Wellington Paulista pra tentar reverter um resultado negativo… Assim fica difícil, né? (Flávio Carneiro)
  • Juiz & Bandeiras - O uruguaio Larrionda aplicou um cartão vermelho desnecessário logo de cara. Coisa de perfeito idiota latino-americano. Esqueceu-se de que estava ali pra mediar, não pra desequilibrar a partida. Mas o que mais se pderia esperar de um boçal vestido com uma roupa vermelha faiscante? Foi pra um cretino deste que o Galdiador deu mole. (Síndico) Já foi para o jogo pressionado pelas declarações do presidente do clube bambi, de que estava preocupado, pois o “Cruzeiro tem força na Conmebol” ( a piada do ano). Viu no lance do Kléber, a oportunidade que queria para demonstrar que não é parcial. Mas aí se revelou caseiro, fraco e mal intencionado, e não há desculpas para ele, já que na mesma partida, faltas para cartão cometidas pelos jogadores bambis, foram solenemente ignoradas! (Simone Castro) O Larrionda errou e prejudicou o Cruzeiro. Mas ele só pode fazer isso com a ajuda do Kleber. Havia necessidade de dar um tapa no adversário, com a bola ganha, dominada? Era só seguir em frente, talvez o Richarlyson até fizesse a falta. Faltou malicia e inteligencia, pra falar o minimo. Ontem os protagonistas da partida de um minuto e meio foram o lebrão e o vacilão. (Mauro França) Juiz dos quadros da FIFA desde 1998, atuando num estádio seguro, não deveria se sentir pressionado pelo time da casa. Morumbi está longe de ser um Defensores del Chaco ou La Bombonera. Experiência ele tem, falta-lhe caráter. Aquela expulsão foi atitude de árbitro que entra em campo com a intenção de desequilibrar. (Paulo Rafael)
  • São Paulo – Mesmo com as facilidades pra atacar o time paulista esteve comedido e administrou com posicionamento defensivo perfeito e esporádicos ataques uma vantagem bem confortável. Fosse mais cerebral e menos afoito, Marlos teria deixado o Morumbi consagrado, tamanho o trabalho que ele deu pra defesa celeste. Dagoberto também esteve bem, Hernanes foi outro que jogou em alto nível, Fernandão idem. Méritos também pro criticado Ricardo Gomes que parece ter descoberto um time titular dos bons na hora certa. Mau sinal pra concorrencia. Ou a Copa muda tudo? (Matheus Penido)


O que foi dito

  • Gilberto, meia do Cruzeiro: Com um homem a menos, ficou mais difícil. Fizemos de tudo pra não sofrer uma goleada. Os jogadores tentaram, e vamos buscar uma boa campanha no Brasileiro.
  • Wellington Paulista, atacante do Cruzeiro: Sabíamos que ia ser difícil e, com um homem a menos, ficou mais difícil ainda. Saímos de cabeça erguida. Perdemos só esses dois jogos na Libertadores.
  • Kleber, atacante do Cruzeiro: Ele se sentiu agredido? É normal. O Richarlyson se sente agredido por qualquer coisa. Na minha opinião, ele sempre faz encenação. Eu acho que a entrada que ele me deu na partida no Mineirão foi mais forte. Mas eu levantei e continuei jogando, não precisei rolar, não precisei botar a mão no pé. Mas o Ricky é assim mesmo. No Ricky sempre dói mais.
  • Thiago Ribeiro, atacante do Cruzeiro: Jogar com um a menos durante todo o jogo é complicado. O juiz foi muito rigoroso. Se ele desse o amarelo, já estaria sendo rigoroso, ainda mais o vermelho. Não tinha necessidade, com um minuto de jogo, estragar a partida por excesso de rigor. Isso atrapalhou. Todo mundo sabe que, tendo que vencer por 2 a 0 para levar para os pênaltis, com um a menos, é covardia. O juiz acabou tendo muito rigor e nos atrapalhou. Naquele momento, a gente viu que, se já estava difícil, dobrou a dificuldade. A gente levou o primeiro gol, em uma jogada em que a bola estava apertada, e o jogador do São Paulo acabou passando pelos jogadores do Cruzeiro. Naquele momento do gol, o jogo terminou. É complicado, com um a menos, fazer três gols na casa do adversário. Que a gente tome isso como lição e que foque no Brasileiro para que a gente possa conquistar esse título. Estou nervoso e chateado pelo ocorrido. Nada deu certo nessas quartas de final. Mas ficar com isso na cabeça por muito tempo não vai adiantar nada. A gente tem o Guarani no domingo, para tentar uma vitória fora, já que empatamos em casa e precisamos buscar os pontos fora. Vamos tentar chegar até a paralisação para a Copa na liderança.
  • Adilson Baptista, treinador do Cruzeiro: Acredito que a arbitragem acabou atrapalhando. Os juízes sul-americanos deixam correr, mas, infelizmente, perdemos um atleta importante. No jogo em Belo Horizonte, o São Paulo jogou bem, com eficiência. Aqui, não conseguimos fazer o gol, e a expulsão sobrecarregou o time. Assim como a do Leonardo Silva no domingo. O São Paulo soube valorizar, tem bons jogadores. Parabéns ao Ricardo Gomes.
  • Eduardo Maluf, diretor de futebol do Cruzeiro: O Kleber não vai ser punido. O Jorge Larrionda é mal intencionado, fraco e, com certeza, vai dar vexame na Copa do Mundo da África do Sul.
  • Guilherme Mendes, diretor de comunicação do Cruzeiro: O presidente Zezé Perrella já havia falado que a permanência de Adilson Batista não estava condicionada à classificação na Libertadores. É claro que também tem o lado do treinador. O Adilson está muito chateado e ainda quer esfriar a cabeça. Mas todos estão seguindo normalmente para Atibaia. O pensamento é no Guarani.
  • Richarlyson, volante do São Paulo: Eu já havia tomado uma pancada antes, na mesma jogada, e depois ele visivelmente deixou a bola e veio na minha direção para agredir. Toda agressão merece expulsão, não importa o momento do jogo. O árbitro foi muito inteligente, teve a sensibilidade de ver o que aconteceu.
  • Hernanes, volante do São Paulo: Nas duas primeiras bolas, o Kleber mostrou que estava com vontade grande e que daria trabalho. Sinceramente, quando ele foi expulso, dei uma respirada e pensei que teria um pouco de alívio.Para mim, tem um sabor especial. No ano passado, quando fomos eliminados para o Cruzeiro, eu saí de campo frustrado. Tinha ido para o banco e a torcida vaiou apenas eu e o Washington. Sou um cara esforçado e consegui dar a volta por cima. A vida é ótima porque sempre te permite reviravoltas. A vida é muito engraçada. Quando fazemos algo certo, você pensa que está no caminho. Quando joguei bem como meia no começo ano, falei para mim mesmo: acho que sou meia. Depois caí na real. O Ricardo me colocou como volante e foi a partir daí que comecei a me encontrar. A entrada do Marlos me ajudou demais. Agora posso dizer que recuperei o meu futebol. O Fernandão disse uma coisa interessante. Esse time tem prazer de jogar coletivamente, tem prazer de ver um correr pelo outro. Só o talento não resolve. O que vale é você lutar, suar, buscar. Esse time cresceu a partir do momento que passou a sair de campo com a consciência de que está cumprindo sua obrigação.
  • Fernandão, atacante do São Paulo: A torcida tem que estar satisfeita. Jogamos bem em Belo Horizonte e aqui, marcando bem, com uma ótima pegada. Esse é o espírito pra ganhar a Libertadores.
  • Gomes, treinador do São Paulo: Foi a nossa melhor partida no ano. Controlamos o jogo, tivemos presença de área, criamos chances e poderíamos ter feito mais gols. O jogo coletivo foi desenvolvido, houve a possibilidade da chegada do Hernanes na frente, o Rodrigo Souto jogou mais solto (risos), Cicinho e Junior Cesar também apareceram. O Fernandão sai e leva a defesa consigo, dando espaço para os outros chegarem. Acho que isso ficou marcante no primeiro gol. Espero outro confronto de brasileiros com o Inter. Meus palpites são que o Inter e o Flamengo passam. É ótimo que isso aconteça. Assim como foi duro para nós contra o Cruzeiro e conseguimos o resultado, vamos enfrentar mais um adversário de mesmo nível se for um brasileiro. Lá atrás vimos que os times daqui estavam bem nivelados e já prevíamos uma semifinal. Espero também uma final nacional.
  • Juca Kfouri, em seu blog: Quem esperava um grande embate entre os times do São Paulo e do Cruzeiro, no Morumbi (52 mil torcedores), foi frustrado por mais uma irresponsabilidade adivinhe de quem. Claro, de Kléber. Que com menos de dois minutos de jogo meteu a mão na boca de Richarlyson. Ora, tivesse sido o Thiago Ribeiro a fazer a mesma falta e provavelmente o árbitro mostraria apenas o cartão amarelo. Mas Kléber tem história, na própria Libertadores. E, jogando fora de casa, acabou por ser expulso. O jogo acabou. O São Paulo tomou conta, fez 1 a 0 com Hernanes, aos 23, depois de bela jogada de Júnior César pela esquerda. Em seguida, o Cruzeiro ainda teve de tirar Jonathan para a entrada de Thiago Heleno. O 1 a 0 acabou sendo pouco para espelhar a superioridade tricolor. Para o segundo tempo, Fabrício saiu e entrou Wellington Paulista. Pobre Adílson Batista. Deixado na mão por seu centrovante em 120 segundos de jogo, teve que ir para o tudo ou nada. Em oito minutos o São Paulo fez 2 a 0, em maravilhosa ajeitada de cabeça de Fernandão para Dagoberto. O terceiro gol esteve próximo, mas nem era necessário mesmo. Estudiantes ou Inter, quem vem para as semifinais, sempre com o segundo jogo no Morumbi? O tetra se aproxima.
  • Lédio Carmona, em seu blog: Não seria exagero dizer que o duelo do Morumbi teve seu fim decretado com um minuto de partida. Naquele momento, Kléber ‘Gladiador’, que muitas vezes confunde a raça contida no apelido com violência, deu um tapa em Richarlyson. A verdade é que se o atacante não fosse tão marcado pelas cotoveladas e deixadas de braço, Jorge Larrionda aplicaria apenas o amarelo, o que seria mais justo. O jogador constrói a própria aura, a própria imagem. A imagem de Kléber é a de um sujeito batalhador, que dá a alma em campo, mas que volta e meia perde a cabeça e deixa seu time em maus lençóis. Assim foi, mais uma vez. O juiz errou, mas Kléber pediu. Creditar a classificação do São Paulo a esse lance isolado seria absurdo. O Tricolor superou suas limitações, seus problemas internos, as reclamações da torcida e tratou de jogar futebol, o que não fazia há tempos. No jogo de ida foi taticamente perfeito, e contou com a ajuda do estreante Fernandão. Enquanto isso, o Cruzeiro pecava na hora de definir e tropeçava nos erros de seus defensores. Na noite dessa quarta, o São Paulo jogou ainda melhor. Claro, aproveitou que tinha um jogador a mais e anulou qualquer subida cruzeirense, abrindo espaço para seus ataques. Um fator importante a ser ressaltado é o psicológico do time celeste. Ao ver Kléber expulso e com um placar tão adverso a ser revertido, na casa do adversário, seria difícil manter esperança. Poucas foram as chances do time mineiro. Enquanto isso, o São Paulo matou o jogo logo aos 23 minutos, quando Hernanes encheu o pé e abriu o placar, após belíssima jogada de Júnior Cesar pela esquerda. Não tinha mais jeito. A partir daí, o tricolor tocava a bola, sem sustos, fazendo o tempo passar. Ainda deu tempo de Fernandão mostrar que será importante na caminhada tricolor, ao fazer bem a função de pivô, dar uma assistência de cabeça para Dagoberto, que por sua vez tirou de Fábio com precisão. Festa no Morumbi, como há muito não se via. A vida de Adilson Batista será complicada daqui para frente. Torcedor nenhum gosta de ver seu time começar favorito e terminar de mãos abanando em duas Libertadores seguidas. A culpa é só dele? Lógico que não. Tem uma porcentagem? É claro que sim. Adilson – e o Cruzeiro – precisa de reforços para continuar o trabalho e fazê-lo render bons frutos. Cabe à diretoria botar tudo isso na balança e não ser injusta. O São Paulo está na semifinal com muitos méritos. Vingou a eliminação para o próprio Cruzeiro nas quartas da Libertadores 2009. Entrou como pouco cotado e mostra sua força em momentos decisivos, mais uma vez. A paz será mantida até depois da Copa. Um bom trunfo para Ricardo Gomes, que poderá trabalhar bem com seus jogadores, ajeitar o que está errado. Ele nunca teve paz enquanto treinador sãopaulino. Terá agora e isso pode fazer a diferença.
  • Mauro Beting, em seu blog: Se ainda havia algo a fazer no Morumbi para o Cruzeiro, acabou com 71 segundos. Kléber enfiou a mão no rosto de Richarlyson e foi expulso pelo conjunto da obra e pela fama que deitou na grama. Jorge Larrionda é outro que não poupa vermelho. Na dúvida, bota para fora. E tirou a chance de o Cruzeiro ser o que havia sido em 2009. O que havia sido na Libertadores-10 até o jogo da semana passada no Mineirão. Quando o Cruzeiro pouco jogou. Porque o São Paulo jogou como São Paulo em Libertadores. Como o Tricolor voltou a ser o tricampeão da América no Morumbi que, ao final, merecidamente reverenciou Telê Santana. Ainda o mentor de tudo de lindo e de impressionante que faz o São Paulo na competição. Numa atuação que havia meses o São Paulo não fazia. Foram 14 chances criadas. E ainda foi pouco pela superioridade. Adilson repetiu o 4-3-1-2. Mas, com dois minutos, já virava um 4-3-1-1. Só Gilberto tentava chegar em Thiago Ribeiro. E como Gilberto quase nada tem feito, e teve momentos patéticos no Morumbi, ficou muito difícil. Mas não foi só o Cruzeiro que pouco jogou. Foi o São Paulo que jogou demais. Repetindo de início o 3-4-2-1 que deu muito certo no Mineirão. E que virou um 2-5-2-1 com o avanço de Richarlyson, que não precisou ser um terceiro zagueiro. Virou um segundo volante, liberando Hernanes para ser mais um articulador, com Marlos e Dagoberto pelos cantos encostando em Fernandão. Adilson ainda respondeu aos 30, com Thiago Heleno como terceiro zagueiro, Diego Renan na ala direita, Gilberto na outra, e Fabrício mais solto; no intervalo, o volante foi trocado por Wellington Paulista. Mas nada mudou. Não apenas por deméritos individuais do sistema defensivo celeste; também pelos imensos méritos são-paulinos. Insisto. Eu não teria investido tanto em Fernandão se fosse o São Paulo. E, mais uma vez, ele queimou minha língua. Jogou muito. Demais. Como se estivesse no Tricolor desde que nasceu. O entrosamento dele não foi de 180 minutos no novo clube. Parecia ter 180 jogos pelo São Paulo. Flanou à frente, aproveitou-se dos ainda maiores erros individuais dos zagueiros cruzeirenses, e serviu Dagoberto, no belo segundo gol, no segundo tempo. Com a inteligência que nem sempre sobra aos rápidos – muitas vezes afobados – Marlos e Dagoberto, Fernandão deu o ritmo ao time. Botou a bola no chão. Deu inteligência, paciência, categoria ao ataque paulista. Marlos voou. Como sempre, nem sempre pensou nos lances, atropelou-se. Mas deu a liga a um time que ultrapassou os rivais com a velocidade de Júnior César, que fez sensacional lance para o gol do maior ambidestro brasileiro – Hernanes. O gol que aos 23 minutos abriu o placar, e j;á sacramentou o resultado. Escore que só não foi maior porque Fábio (o cruzeirense que merecia estar na Copa) fez quatro grandes defesas – uma de Banks). O São Paulo mudou de patamar. Ou virou São Paulo em Libertadores. Pela nona vez é semifinalista da competição. Em seis foi até a final. Só ficou pelo caminho em 1972 e 2004. É o brasileiro que mais chegou tão longe, e o que mais jogou a competição.
  • Mário Marra, em seu blog: São Paulo e Cruzeiro fizeram dois bons jogos. A vantagem conquistada pelo Tricolor no primeiro jogo foi determinante para a classificação. Para piorar a vida cruzeirense, Adilson ainda convivia com dúvidas sobre as reais condições de jogo de vários atletas. Jonathan e Kléber eram dúvida até os vestiários. O São Paulo apostou no belo futebol exibido no Mineirão e manteve a equipe, com o reforço do Miranda. Com a liberação dos jogadores machucados o Cruzeiro foi para um 4-4-2. O São Paulo tinha Marlos em grande momento, Hernanes crescendo no posicionamento correto, Rodrigo Souto fechando a zaga e Fernandão fazendo o jogo ofensivo acontecer. Kléber expulso: Não deu nem tempo. A bola rolou e Kléber abriu o braço mais conhecido pelos árbitros da América. Pagou pelo que ele representa! Foi expulso de cara. Sem Kléber e sem o placar. A doação teria que ser maior e o Cruzeiro não se omitiu. O São Paulo adiantou Marlos, que passou a jogar mais perto ainda de Dagoberto e Fernandão. Os laterais tiveram mais liberdade. Primeiro gol: Com mais liberdade, Júnior César foi para cima e fez ótima jogada individual. Passou por dois azuis e achou Hernanes. O volante/meia bateu para fazer o segundo gol dele em dois jogos. Detalhe é que dava tempo para Gilberto chegar no Hernanes. A jogada foi construída com alguma dose de previsibilidade e ainda assim o lateral/meia da seleção não chegou a tempo de travar a conclusão. Baixa de Jonathan: Com débito de três gols, o Cruzeiro ainda teve que lamentar a perda de Jonathan. Thiago Heleno entrou. Adilson optou por três zagueiros. Seria um perigo, mas poderia dar certo. Os três homens de ataque do São Paulo ficariam no mano a mano com os três de defesa do Cruzeiro. Quem levasse a melhor sairia na cara do Fábio. O Cruzeiro se doava e o São Paulo tinha ainda uma proposta boa de jogo. Segundo tempo: Adilson tentou voltar ao ataque e colocou Wellington Paulista no lugar do Fabrício. Nada acrescentou. O São Paulo voltou a fazer o jogo girar e o segundo gol saiu com Dagoberto atraindo Gil para fora do posicionamento de defesa. Júnior César levantou para Fernandão, que desviou de cabeça para Dagoberto. Gil não conseguiu acompanhar e Dagoberto tocou com classe por cima do Fábio. Olhos abertos: Com o segundo gol no bolso, Ricardo começou a mexer para evitar problemas com expulsões. Adilson tentava estimular, mas o abatimento era evidente. O São Paulo foi melhor nos dois jogos e usou a estratégia correta. O encaixe foi melhor. Todos os setores do time se acertaram. Hernanes voltou a ser o elemento surpresa. Marlos dá o tom do jogo. Fernandão acerta o jogo ofensivo com toques curtos e precisos. Dagoberto saiu de um lado só e passa mais vitalidade e esperteza. O Tricolor vive um grande momento. Adilson: O trabalho do treinador é questionado pelas três desclassificações consecutivas. Entretanto, um treinador é cobrado pela postura e política da direção. Adilson faz o que a direção quer. Promove jogadores e disponibiliza para o mercado. Magrão, Guilherme, Ramires, Charles e outros mais saíram e deram o lucro que o time queria. Ainda assim, sem eles, o Cruzeiro foi competitivo, embora, não tivesse sido vencedor da Libertadores.
  • Vitor Birner, em seu blog: O São Paulo repetiu o placar a a boa apresentação do Mineirão. Os 2 jogos diante do Cruzeiro foram os 2 melhores da equipe na temporada. E os mais importantes também. A tocida sãopaulina que sofreu bastante nesse semestre agora verá a Copa do Mundo sonhando com o quarto título continental. O principal objetivo da equipe foi cumprido. Expulsão de Kléber com 1 minuto e 20s. Sem dúvida foi o lance mais importante do jogo. O cartão vermelho acabou com as pequenas chances cruzeirenses de reverter o placar da semana passada. Um critério define se foi justa ou não: a intenção do atacante. Aquilo não foi proteção de bola. Richarlyson se aproximava, todavia ainda não iniciava a disputa direta pela gorduchinha. Tanto é que Kléber estica o braço todo para atingi-lo. Se você acha que ele bateu de propósito com a mão na cara do rival, a expulsão foi justa. Se foi involuntário, não. Tive a impressão que ele botou a mão na cara de propósito, mas não queria dar o tapa. Como errou na medida, respeito a decisão de Larrionda. São Paulo sempre foi superior: Com 10 em campo, o Cruzeiro não teve opção. Recuou para marcar no campo de defesa. O São Paulo tomou conta do jogo. Marcou bem. Richarlyson que ficaria na zaga se transformou em volante ao lado de Rodrigo Souto. Hernanes ganhou liberdade. Marlos e Dagoberto se movimentaram bastante. Tudo ao redor de Fernandão, literalmente, a referência. Além deles, os alas avançaram sem comprometer o sistema defensivo. Os anfitriões trocaram passes no campo de ataque e criaram chances. O 3-5-2 virou 4-4-2. O Cruzeiro, perdido, errou até passes nas saídas de bola da defesa e poucas vezes chegou na frente. Junior César faz a jogada do gol e Hernanes resolve a classificação: O lateral-esquerdo fez bela jogada, No meio de Jonathan e Henrique, se aproveitou da bobeira do volante, o driblou e cruzou para Hernanes, de esquerda, acertar belo chute. Ali estava acabado. Em nenhum momento até o fim do segundo tempo o panorama mudou. Sempre a equipe de Ricardo Gomes trabalhou no ataque e criou oportunidades sem sofrer contragolpes. Dagoberto, após precisa ajeitada de Fernandão de cabeça, ampliou a vantagem aos 8 do segundo tempo. Fábio, gigante. O goleiro da Raposa jogou muito. Não errou nada e ainda conseguiu um milagre ao defender o cabeceio de Rodrigo Souto na etapa inicial. No São Paulo, muitos destaques: O time todo foi bem. Destaco Hernanes e Rodrigo Souto, outra vez com grandes atuações, Junior César pelo lance de gol e segurança, e Fernandão pela assistência e capacidade de transformar a velocidade de Marlos e Dagoberto de afobação em preocupação para o rival.
  • Leandro Mattos, em seu blog: A caminhada celeste na Libertadores da América 2010 chegou ao fim. O Cruzeiro foi ao Morumbi e colheu nova derrota diante do São Paulo, pelo mesmo placar da semana passada: 2×0. A expulsão de Kléber, antes da segunda volta do relógio, frustrou qualquer esboço de reação por parte dos estrelados. Uma missão que já era ingrata ganhou tons de impossível na capital paulista. Com um homem a menos, a Raposa teve ainda mais dificultada a tarefa de bater a defesa mais eficiente da competição. O lance que originou a expulsão do ‘Gladiador’ já gera discussões inflamadas. Pra mim, são duas verdades: Jorge Larrionda foi severo demais, injusto, ao aplicar o cartão vermelho direto e Kléber demonstrou imprudência, mais uma vez. O atacante já carrega fama que não o ajuda e por isso mesmo deveria ser menos atabalhoado, principalmente em jogos decisivos. Assim como foi injusta a expulsão, também seria injusto creditar a Kléber a culpa pela eliminação. O Cruzeiro não perdeu apenas por causa do cartão vermelho desta quarta. Os 11 de Adílson Batista já tinham um jogo complicado pela frente, antes mesmo da bola rolar. O Tricolor de Ricardo Gomes jogou com personalidade no Mineirão e começou a cravar sua classificação ainda em terra mineira. Também merecem destaque as falhas de marcação, cada vez mais frequentes na Raposa. O primeiro gol tricolor nesta quarta surgiu de um erro duplo e infantil de Jonathan e Henrique, que permitiram a Júnior César uma brecha mortal, que culminou num passe preciso para o tento de Henrnanes.
  • Celeste Campos, no PHD: É óbvio que não faltou experiência. Faltou futebol mesmo. O SP está voltando a jogar no velho estilo alemão. Eu acreditava que o time poderia ganhar ontem partindo da primissa que os jogadores iriam fazer o algo a mais e o K30 faria a diferença. A verdade é que não dá para exigir de alguém algo que ele não seja capaz de oferecer. O São Paulo até os 2 jogos contra o Cruzeiro ainda não tinha entrado em campo esse ano. Agora é dar tempo para cicatrizar mais uma ferida e ver qual será a atitude da diretoria frente a mais um revés. O problema é que deles também não dá para esperar mais nada.
  • Renato-SP, no PHD: Cheguei do Morumbi com uma sensação estranha. A expulsão do Kleber foi das coisas mais ridículas que vi um arbitro fazer. O lance foi na cara do bandeira, que seguiu o jogo normalmente e até se surpreendeu com a marcação. A torcida do Cruzeiro deu um show de apoio. Cantando desde o pré-jogo, não se calou durante a partida e, sem exageros, calou o Morumbi. Não é fanatismo, mas eu nunca vi uma torcida tão cansada como a do São Paulo. O Cruzeiro se perdeu. Por algumas vezes, o Henrique estava jogando de ponta direita. Pra se ter idéia da desorganização. Aí, com toda boa vontade do mundo não dá. O gol são-paulino não desanimou nossa torcida que passou a cantar ainda mais. E veio o intervalo. Acho que o AB conseguiu organizar o time. Conseguimos atacar no início da 2ª etapa. A torcida tricolor continuava muda. O cansaço foi chegando e a vaga ficando mais impossível com o 2º gol. Aí a torcida começou a cantar e o time local a fazer jogadas de efeito. Os corajosos Dagoberto e Júnior César começaram a pedalar e darem toques de calcanhar improdutivos, claro, depois do 2º gol. Fiquei com a sensação que passou o pior time, embora não o pior elenco. Torço pra que todos do clube ponham a cabeça no lugar e possam dar sequência no Brasileirão. O placar do jogo foi Larrionda 2×0 Cruzeiro. Não é desviar o foco, mas o que esse cara fez hoje foi caso de prisão. E uns tapas de verdade.


Fontes

Transmissão

  • GloboMG