São Paulo 0x2 Cruzeiro - 18/06/2009

De CruzeiroPédia .:. A História do Cruzeiro Esporte Clube
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Confrontos
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Por temporada
Escudo Palmeiras.png 3x1 Escudo Cruzeiro.png Gol aos do Escudo Cruzeiro.png 2x4 Escudo Prudente.png
Por Copa Libertadores da América 2009
Escudo Cruzeiro.png 2x1 Escudo São Paulo.png Gol aos do Escudo Cruzeiro.png 3x1 Escudo Grêmio.png
No estádio Morumbi
Escudo São Paulo.png 3x0 Escudo Cruzeiro.png Gol aos do Escudo São Paulo.png 2x0 Escudo Cruzeiro.png
Contra São Paulo
Escudo São Paulo.png 3x0 Escudo Cruzeiro.png Gol aos do Escudo Cruzeiro.png 1x2 Escudo São Paulo.png

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Escudo São Paulo.png
São Paulo
0 × 2 Escudo Cruzeiro.png
Cruzeiro
jogo de volta das quartas-de-final da Copa Santander Libertadores
Data: 18 de junho de 2009 Local: São Paulo, SP
Horário: Não disponível Estádio: Morumbi
Árbitro: Sergio Pezzota (ARG) Público pagante: 52.809
Assistente 1: Roberto Reta (ARG) Público presente: Não disponível
Assistente 2: Diego Romero (ARG) Renda: R$ 1.731.580,00 R$ 1.731.580 <br />Cr$ 1.731.580 <br />NCr$ 1.731.580 <br />Cz$ 1.731.580 <br />NCz$ 1.731.580 <br /> (preço médio: R$ 32,79 )
Súmula: Súmula
Escalações
São Paulo: Cruzeiro:

24. Denis 1. Fábio Cartão amarelo recebido aos
23. Zé Luis Substituição realizada de jogo ( 19. André Lima ) 2. Jonathan Cartão amarelo recebido aos Substituição realizada de jogo ( 4. Thiago Heleno )
3. André Dias Cartão vermelho recebido aos 22. Leonardo Silva
14. Renato Silva 13. Léo Fortunato
6. Júnior César Substituição realizada de jogo ( 10. Hernanes ) 20. Gerson Magrão Cartão amarelo recebido aos
15. Jean 15. Henrique Gol aos do
8. Eduardo Costa Cartão vermelho recebido aos 17. Elicarlos Substituição realizada de jogo ( 16. Bernardo )
20. Richarlyson 7. Marquinhos Paraná
12. Marlos Cartão amarelo recebido aos 10. Wagner Cartão amarelo recebido aos Substituição realizada de jogo ( 14. Jancarlos )
9. Washington Substituição realizada de jogo ( 25. Dagoberto ) 25. Kléber Cartão amarelo recebido aos Gol aos do
17. Borges 9. Wellington Paulista
Técnico: Muricy Ramalho Técnico: Adilson Batista
Reservas que não entraram na partida
São Paulo: Cruzeiro:
1. Fabiano 12. Andrey
7. Jorge Wagner 3. Anderson
11. Arouca 18. Zé Carlos
18. Hugo 19. Wanderley dos Santos


Pré-jogo

Cruzeiro e São Paulo chegam à partida que definirá uma vaga nas semifinais da Libertadores em débito com seus torcedores.

O São Paulo venceu apenas 1 de suas últimas 11 partidas. Justamente contra o Cruzeiro, por 3×0, no Morumbi, pelo Brasileiro.

O Cruzeiro vem de duas péssimas exibições pelo Brasileiro e sua última vitória foi justamente contra o São Paulo, por 2×1, no Mineirão, pela Libertadores.

No tricolor, o desfalque será o beque Miranda, no Mais Querido de Minas, o volante Ramires, ambos servido à Seleção Brasileira que está disputando a Copa das Confederações na África do Sul. Prejuízo maior para o time mineiro, obviamente.

Outro aspecto que aproxima os dois clubes é contestação de seus treinadores por parte das duas torcidas. O que indica perigo de continuidade nos excelentes trabalhos realizados por ambos.

A expectativa é de que 60 mil torcedores lotem o Morumbi e que o São Paulo pressione desde o início e que o Cruzeiro responda em contra-ataques.

P.S.: A meia hora do início da partida, o Cruzeiro anuncia a ausência do volante Fabrício, contundido.

O jogo

Primeiro Tempo

  • 22h03 – Começa o jogo. Cruzeiro, com uniforme tradicional, defende o gol à esqeurda das cabines. São Paulo todo de branco.
  • 01 – Kléber comete falta em Renato Silva (RS).
  • 02 – Jonathan erra passe, São Paulo sai em contra-ataque, Fábio defende.
  • 04 – Zé Luiz (ZL) cruza, Fábio defende.
  • 05 – Renato Silva (RS) comete falta em Kléber.
  • 06 – Wagner lança Kléber, bola sai pela linha de fundo.
  • 09 – ZL lança Borges, Léo Fortunato (LF) divide com o atacante e dece escanteio.
  • 10 – Wellington Paulista (WP) chuta de fora da área, fraco. Denis defende.
  • 11 – Torcida do Cruzeiro canta mais que a do São Paulo.
  • 12 – ZL cruza, LF espana.
  • 15 – Elicarlos (EC) aplica carrinho por trás em Marlos e torce o tornozelo.
  • 19 – Kléber tenta dominar bola lançada por Wagner na área, choca-se com Richarlyson, cai e pede pênalti.
  • 21 – Borges passa a Washington dentro da área, Fábio fica com a bola.
  • 22 – Gerson Magrão (GM) cruza WP cabeceia pra fora, à esquerda do arco.
  • 24 – Wagner cruza, defesa corta, Jonathan arremata, lance para devido a impedimento de WP.
  • 26 – Jonathan passa a Henrique dentro da área. Volante recua bola para Wagne, próximo à meia-lua . O armador chuta rasteiro, Denis salta à sua esquerda e espalma pra escanteio.
  • 27 – Wagner cobra escanteio, André Dias (AD) cede escanteio.
  • 28 – Marlos puxa contra-ataque pela direita e cruza fechado; bola passa por Borges, Leonardo Silva afasta de cabeça antes de Washington cabecear.
  • 31 – Eduardo Costa puxa Kléber pelo ombro e recebe cartão amarelo.
  • 34 – Jonathan cruza, Kléber ajeita, GM cruza de novo, Renata Silva desvia a esanteio, que Wagner cobra para AD cortar, Henrique apanha o rebote e chuta forte. Bola sai à esquerda do arco tricolor.
  • 35 – Torcida do Cruzeiro toma conta do Morumbi calando a do São Paulo.
  • 37 – Júnior César cruza, Henrique corta.
  • 38 – ZL cruza, Washington cabeceia, Fábio defende pelo alto.
  • 39 – Júnior César chuta de longe. Sozinho no meio da área, Borges não consegue desviar e Fábio defende.
  • 40 – Fábio demora a repor a bola e recebe cartão amarelo.
  • 41 – Júnior César recebe lançamento de Jean, mas deixa bola escapar pela linha de fundo.
  • 42 – Borges chuta prensado por LS, Fábio defende.
  • 43 – Jonathan, no meio de campo, passa por Eduardo Costa, que lhe desfere um coice , recebe o 2º cartão amarelo e, em seguida, o vermelho.
  • 45 – Torcida do Cruzeiro canta alto.
  • 46 – Elicarlos lança Kléber dentro da área. RS corta.
  • 47 – Fim do 1º tempo. Time tricolor sai de campo sob vaias.
  • Borges diz: “Agora, é no abafa e no coração!”
  • Jonathan diz: “Já esperávamos a pressão do São Paulo; agora, com um jogador a mais, vamos rodar a bola.”
  • Kléber diz: “Eles jogam com muita gente atrás da linha da bola, mas como o placar não está favorável, eles terão que sair pro jogo no 2º tempo.”

Segundo Tempo

  • 23h07 – Começa o 2º tempo. São Paulo volta com Dagoberto em lugar de Washington e Hernanes no lugar de Júnior César.
  • 02 – Wagner recebe cartão amarelo por reclamação.
  • 03 – GM avança pela esquerda e cruza. Na tentativa de cortar, AD fura e a bola fica com Denis.
  • 04 – Joathan passa a Wagner, que chuta fraco, de fora da área, pra fora.
  • 05 – Henrique passa a Kléber, ma RS se adianta a o atacante de recua para Denis.
  • 08 – Wagner cruza buscando WP, mas AD corta.
  • 09 – Marlos puxa contra-ataque e cruza. LS despacha para corner, que Marlos cobra e MP corta.
  • 10 – GM chuta de fora da área por cima do travessão. Cruzeiro tem 55% de posse de bola no 2º tempo.
  • 11 – Hernanes dribla GM e chuta. Bola sai à direita de Fábio.
  • 12 – AD derruba WP e recebe cartão amarelo.
  • 13 – Gerson Magrão chuta cruzado e rasteiro; Wellington Paulista mergulha na pequena área, mas não alcança a bola.
  • 14 – Adílson Baptista grita com o time pedindo que ele avance, aproveita a vantagem de um jogador e ataque mais.
  • 15 – Kléber derruba ZL e recebe cartão amarelo.
  • 16 – Jonathan aplica carrinho em Richarlyson e recebe cartão amarelo.
  • 17 – Borges passa a Hernanes dentro da área. LS corta.
  • 21 – Kléber passa a Jonathan, na ponta direita. Lateral serve Henrique, que arrisca um chute de longe. Bola faz curva e entra no ângulo superior direito do gol são-paulino, sem chances para Denis: Cruzeiro 1×0.
  • 22 – Torcida do Cruzeiro faz festa. A do São Paulo está calada.
  • 23 – ZL cruza, Fábio corta. Kléber puxa contra-ataque, entra na área e chuta cruzado. Denis estica-se para evitar o 2º gol e cede escanteio.
  • 24 – Jancarlos (JC) substitui Wagner, cansado. Jonathan vai para a esquerda e GM para o meio de campo.
  • 25 – Jonathan cai sentindo câimbras.
  • 27 – Thiago Heleno substitui Jonathan.
  • 28 – GM avança avança pela meia esquerda, entra na área, mas é desarmado por RS, que cede escanteio. GM cobra, LS chuta por cima do travessão.
  • 29 – Torcida do São Paulo canta o hino do clube.
  • 30 – Elicarlos é substituído por Bernardo.
  • 31 – WP faz jogada de pivô e passa a Kléber, que chuta de fora da área, Bola sai rente ao arco são-paulino.
  • 32 – GM avança pela meia esquerda e chuta forte, pra fora.
  • 33 – Henrique passa a GM, que vai à linha de fundo e cruza. AD cede escanteio.
  • 35 – Bernardo apanha rebote e chuta de fora da área. André Dias mergulha e desvia a trajetória da bola com a mão, recebe 2º cartão amarelo e o vermelho. Pênalti.
  • 36 – Kléber bate a penalidade, no alto, à esquerda de Denis: Cruzeiro 2×0.
  • 38 – RS chuta Kléber na ponta-esquerda. Falta, que o Gladiador bate. Thiago Heleno(TH) arremata de primeira, por cima do travessão.
  • 39 – GM tenta prender a bola próximo à linha de fundo, perde a bola, comete falta em RS e recebe cartão amarelo.
  • 41 – MP cruza, defesa corta. Bernardo apanha o rebote e chuta, de fora da área. Denis defende.
  • 42 – WP invade a área e chuta forte. A bola carimba a trave são-paulina e sai à direita de Denis.
  • 43 – Dagobertpo pedala na entrada da área e chuta por cima do travessão.
  • 44 – Furiosa, a torcida tricolor manda Washington tomate cru e grita “timinho, timinho!” para os jogadores.
  • 45 – Borges agride Kléber, mas recebe apenas cartão amarelo.
  • 46 – Fim de jogo.
  • Kléber diz: “Temos que agradecer esta trorcida maravilhosa que veio nos incentivar”.
  • Wellington Paulista diz: “A gente queria fazer mais gols”.
  • Jonathan diz: “A gente esperava a pressãodo São Paulo. Tivemos calma e a expulsão do Eduardo Costa nos ajudou a controlar a partida.”
  • Wagner diz: “Este ano, estou mantendo um tabu legal: ainda não perdi um jogo sequer. Esta semana, não pude treinar forte devido a dores musculares e no tornozelo.”


Vídeos

Gols
Gol do Henrique por vários narradores

Atuações

  • Adílson Baptista – Mandou a campo uma equipe motivada, taticamente disciplinada e comprometida com a camisa e a torcida. E isto deve ter lhe custado muitas horas de conversa motivacional e aulas táticas. Durante a partida, fez as alterações apropriadas e, como prêmio, consolidou seu nome no rol dos principais treinadores do país ao desbancar o tricampeão brasileiro com duas vitórias inapeláveis.
  • Torcida – “Dez, nota dez!”, como dizia o Carlos Imperial nos tempos em que distribuía notas para as escolas de samba cariocas.
  • Fábio – Pouco exigido, fez apenas uma defesa difícil.
  • Jonathan – Frustrou a estratégia de Muricy Ramalho que sacrificou seu melhor levantador de bolas, Jorge Wagner, para colocar um ala ofensivo como Júnior César com a intenção de prender o Touro Sentado na defesa. Jonathan não tomou conhecimento da ameaça e atacou com decisão sendo, inclusive, o responsável pela expulsão de Eduardo Costa. Na metade do 2º tempo, as câimbras o impediram de participar do melhor momento do baile, mas aí seu trabalho de demolição do tricolor já estava pronto.
  • Jancarlos – Melhor do que nas partidas anteriores. Perdeu uma oportunidade de marcar que, contudo, após chute de Bernardo resultou no pênalti do 2º gol.
  • Léo Fortunato – Atuação perfeita, digna de um beque-beque de verdade! Sem firulas nem bobeiras, redimiu-se da má atuação contra o Palmeiras.
  • Leonardo Silva – Perfeito. Te cuida, Juan!
  • Thiago Heleno – Entrou com muita disposição e, por pouco, não marcou um gol pegando de primeira um cruzamento de Magrão. Na defesa, foi sóbrio, não permitindo que o amontoado de atacantes tricolores conseguisse jogar na parte final da partida.
  • Gerson Magrão – Bom no 1º tempo, excelente no 2º. Não permitiu que Marlos sassaricasse como no jogo pelo Brasileiro e ainda construiu a melhor chance do 1º tempo. No 2º, deslanchou e, tanto pela lateral quanto pela meia, fez várias arrancadas de enlouquecer volantes e beques adversários.
  • Marquinhos Paraná – Perfeito. Nota dez nos quesitos tática, ânimo, físico e, principalmente, técnica.
  • Henrique – Um leão na defesa, um caça-bombardeio no ataque. E, sobretudo, um gol de Nelinho.
  • Elicarlos – Lutador. Destruiu e, quando encontrou oportunidade, atacou com vontade. Saiu esgotado pelo esforço despendido na ajuda aos companheiros.
  • Bernardo – Cresceu com o tempo, culminando com o belo chute que obrigou André Dias a virar goleiro para evitar o 2º gol. Que acabou acontecendo na batida de pênalti.
  • Wagner – O patrão da bola no 1º tempo. Movimentou-se muito, ditou o ritmo da partida, confundiu a volantada tricolor. No 2º tempo, perdeu gás, mas saiu de campo com altíssimo índice de aprovação popular.
  • Kléber – Jogou sua própria partida, meio à parte em relação ao restante da equipe. Prendeu a bola, chamou a marcação de pelo menos dois são-paulinos, sofreu faltas, viveu às turras com a bequeira adversária mas, quando se desvencilhou dos algozes, faz belas jogadas.
  • Wellington Paulista – Perdido no 1º tempo, deu a impressão de que havia entrado para marcar beques e não gols. No 2º tempo, cresceu com o desenrolar da partida e chegou a servir Kléber para um gol que o Gladiador acabou desperdiçando.
  • Juiz & Bandeiras – Tecnicamente perfeito, o trio merece destaque também pelo profissionalismo e discernimento. E por não ter feito qualquer concessão aos donos da casa. Faltou apenas expulsar Borges pela agressão a Kléber.
  • Adversários – André Dias e Renato Silva foram beques de responsa. Marlos foi o mais lúcido do meio pra frente. Os demais foram colocados no bolso dos cruzeirenses.
  • Blogueiro – Atuação tranqüila, sem grande sofrimento nem derramamento de adrenalina. Receita? Dieta pobre em notícias de jornais, rádios e televisões nos dias que antecederam a disputa e a certeza de que não há mal que sempre dure. Pela Lei das Probabilidades, a escrita de não vencer o SPFC no Morumbi, que já durava 6 anos, estava com os dias contados. Além disso, ele tinha certeza de que treinador e dirigentes cobrariam uma atitude decente da equipe após os dois fiascos recentes pelo Brasileiro, em Sampa.

O que foi dito

  • “Um ótimo indicador pra ver se um time fez boa partida ou não, é o que mede a quantidade de chances criadas versus quantidade de chances do adversário. A se basear nisso, ontem foi a melhor atuação do ano, quiçá da era Adílson Baptista. Principalmente no 2º item, em que o Cruzeiro vinha pecando. Ontem, o time não deixou o São Paulo jogar. Nem no chocolate contra as cocotas o sistema de marcação havia encaixado tão bem.” (André Murilo, torcedor)
  • “No final do jogo, nem parecia que a partida havia sido difícil. E foi. A Globo tá falando que o Cruzeiro dominou o São Paulo completamente. É uma visão enganosa. O 1º tempo foi muito nervoso. O sistema defensivo do Cruzeiro foi brilhante, fundamental para o placar. Leonardo Silva foi zagueiro de “1ª linha”. Em uma das boas chegadas do São Paulo no 1º tempo, ele tirou uma bola entre Washington e Borges. Foi uma muralha. Junto com ele, todos os defensores estiveram muito bem. O São Paulo cruzou quase 30 (!) bolas na área. Nenhuma passou. Ganhamos o jogo aí.” (Bruno Pontes, torcedor)
  • “O Cruzeiro controlou o jogo do inicio ao fim. Mandou no Morumbi. Fábio foi mero espectador. O time entrou com disposição, pegada. E é disso que precisa, pois qualidade técnica e tática ele tem! Henrique fez uma partidaça e marcou um gol de cinema! Muito bom ver os jogadores “com a faca nos dentes”. Taticamente o Cruzeiro jogou o seu tradicional. Wagner brilhou e comandou o meio de campo junto com o Mestre Paraná. Dois a zero foi pouco!” (Frede Amaral, torcedor)
  • “O Cruzeiro foi sensacional, jogou muita bola e não deu uma chance sequer ao São Paulo. Até o Léo Fortunato jogou muito. Depois do jogo contra o Palmeiras, pensei que ele não voltasse a jogar tão cedo, mas ele jogou muita bola. Jonathan também jogou muito, como tem jogado sempre, embora alguns ainda insistam em criticá-lo. Sinceramente, acho que ele é melhor lateral direito em atividade no país. Gerson Magrão mais uma vez calou os críticos com uma partidaça, Henrique, Paraná e Wagner estiveram muito bem. Cheguei a sentir medo quando foi anunciado que o Fabrício não iria jogar, mas Elicarlos cumpriu o seu papel. Wellington Paulista mais uma vez não foi bem, mas foi melhor do que contra o Palmeiras. Adilson Baptista mostrou que o foco está na Libertadores e que, quando é para valer, este time joga muito. O domínio foi tão grande que o Luiz Roberto, locutor da Globo, não parava de falar que o Cruzeiro não deixava o São Paulo jogar.” (Cláudio Lemos, torcedor)
  • “A torcida do Cruzeiro dominou a do São Paulo. Kléber parecia o computador que ganhou do Kasparov: frio como um gênio. Enquanto o Wagner ditou cátedra, o tricolor sumiu. O segredo foi o time tocar a bola em triangulações pelas laterais do ataque. O Henrique fez boa partida. Depois do Wagner, foi o melhor taticamente.” (Rosan Amaral, torcedor)
  • “Isso porque o Cruzeiro não sabe jogar fora de casa… As notas: 1) A atuação do Cruzeiro foi embrulhada para presente, e será enviada em DVD aos críticos de Adílson Batista. 2) O enfeite do embrulho foi o fantástico gol marcado por Henrique, que verdadeiramente passou a régua no jogo. 3) Se a bola, que entrou no ângulo, fosse reta, Dênis pegaria. Com a curva que “saiu” do gol e entrou no último instante, nem com três goleiros. 4) O Cruzeiro vai chegar. 5) Independentemente do que aconteça (ou não aconteça), o São Paulo que conhecemos nos últimos três anos não existe mais. E é normal que seja assim.” (André Kfouri, em seu blog)
  • “Página heróica imortal – O São Paulo foi uma decepção no primeiro tempo no Morumbi com muita gente, mais de 52 mil. E o Cruzeiro cozinhou o rival sem maiores dificuldades. Como era de se esperar, Kléber foi caçado e sofreu a primeira falta logo aos 6 segundos, de Eduardo Costa. Aos 30 segundos, ele devolveu, em Renato Silva. Mas aos 4, 26 e 31 minutos sofreu novas entradas de Renato Silva as duas primeiras e de Eduardo Costa a terceira, o que valeu ao tricolor um justo cartão amarelo. Que virou vermelho, aos 43, quando o mesmo Eduardo Costa fez uma falta irresponsável em Jonathan. E isso foi quase tudo que aconteceu nos primeiros 45 minutos, bem a gosto dos mineiros, uai! Porque chances de gol, na batata, ou no tutu, não houve nenhuma digna de nota. O São Paulo voltou com Dagoberto no lugar de Washington, que nada tinha feito mesmo. E com Hernanes no lugar de Júnior César, apagado. Aos 3 foi a vez de Zé Luiz fazer falta em Kléber. O sistema defensivo montado por Adílson Batista parecia intransponível. Frio e calculista, Wagner pontificava no meio de campo cruzeirense, o mais lúcido dos 21 jogadores em campo. Faltavam 35 minutos. O São Paulo vivia o drama que o Palmeiras viveu no Uruguai. O Cruzeiro estava confortável no papel do Nacional. E mais perigoso. Kléber, aos 14, faz uma falta burra em Zé Luiz e leva cartão amarelo. Fazia horas que não acontecia nada no jogo, nervoso, sem dúvida, mas modorrento. Até que o São Paulo tentou uma blitz na área mineira e esbarrou uma, duas, três vezes num emaranhado de pernas cruzeirenses. O Cruzeiro tocava a bola e tomava vaia. E assim, tocando e sendo vaiado, Henrique, aos 21, pegou um tirambaço pela direita e enfiou no ângulo, como se fosse Nelinho. Wagner, ainda fora de sua melhor forma física, cede o lugar para Jancarlos, aos 22. O Cruzeiro fazia como o Inter, o Grêmio e o Fluminense e tirava a Libertadores do São Paulo. Quase Kléber fez 2 a 0 aos 23. O Cruzeiro voltava a vencer fora de casa. E, convenhamos, na hora mais certa. E com toda, rigorosamente toda a justiça, mesmo quando estava 11 contra 11. As cornetas trombetearão nos ouvidos de Juvenal Juvêncio. Tiago Heleno entrou no lugar de Jonathan, aos 26 e Bernardo no de Elicarlos, em seguida. André Lima foi para a vaga de Zé Luiz, aos 30. A torcida tricolor cantava o hino do clube, que diz, entre outras coisas belas, algo que soava irônico, que “a sua glória vem do passado”. Mas também existe “um grande clube na cidade, tão combatido, jamais vencido!” Que o diga André Dias que, aos 35, meteu a mão na bola dentro da área, fez o pênalti e foi expulso. Kléber não perdoou: 2 a 0. Só se ouvia a voz da gente das Minas Gerais, que está onde sempre esteve, atrás do tricampeonato da Libertadores, como o Grêmio, seu rival nas semifinais, como o São Paulo já é e será por, pelo menos, mais um ano. O terceiro gol só não saiu porque o Cruzeiro brincou uma vez e porque a trave salvou noutra. Aos 43, Borges pegou Kléber, e merecia também a expulsão. Primeiro jogo no Mineirão, segundo no Olímpico, tudo azul na Libertadores. Do outro lado, Nacional e Estudiantes. Brasil x Argentina ou Brasil x Uruguai. Seja quem for o adversário, tem mais a cara de Brasil. A torcida são paulina variava seu coro entre “vergonha” e “tricampeão”. O primeiro coro não expressava uma verdade, só o segundo. E a torcida cruzeirense gritava “olé”, com mais razão ainda.” (Juca Kfouri, em seu blog)
  • “O Cruzeiro foi mais time do que o São Paulo nos dois jogos. Por isso, é indiscutível como semifinalista da Copa Libertadores, após doze anos de espera. Mérito de um time que soube jogar fora de casa. Se Muricy tentou repetir a estratégia de três semanas atrás, com três zagueiros e dois volantes — assim venceu por 3x 0 no Brasileirão — Adílson adiantou seus laterais e deixou Marquinhos Paraná na função de líbero. Não apenas um zagueiro de sobra, mas o líbero, posicionando-se à frente da defesa, como volante, com a bola, e como homem de cobertura, atrás dos dois beques, quando o Cruzeiro marcava. Funcionou a ponto de Henrique ganhar o duelo com Jean, Elicarlos cuidar bem da marcação de Marlos. Faltava Wágner começar a ganhar o duelo com Eduardo Costa, o que começou a acontecer a partir dos 30 minutos. Treze minutos mais tarde, Eduardo Costa recebia cartão vermelho. Muricy não mexeu mal — discorde à vontade — no intervalo, e o São Paulo voltou pressionando o Cruzeiro. Teve chance de abrir o marcador com Marlos, aos oito minutos. Pelo lado esquerdo, a marcação de Zé Luís distanciava-se de Gérson Magrão. Era o primeiro sinal de que a diferença numérica fazia diferença. Fez mesmo num contra-ataque, puxado no setor esquerdo, até a inversão do lado da jogada para a finalização brilhante de Henrique, o melhor do jogo. Um golaço. O Cruzeiro se classificou porque é mais time, montado durante um ano e meio de críticas a Adílson Batista. O São Paulo cai pela quarta vez contra um adversário brasileiro. Nos quatro jogos, contra Internacional, Grêmio, Fluminense e Cruzeiro, apenas um jogador estava em campo: Richarlyson.” (Paulo Vinícius Coelho, em seu blog)
  • “Adílson armou o time bem. Fechado quando era atacado, não deu espaços para o São Paulo. Diante de 53 mil pessoas, quando seus comandados tomavam a bola, trocavam passes esfriavam a partida e aumentavam a clara ansiedade dos rivais. O São Paulo não cresceu na decisão. Foi o mesmo de sempre. Cruzamentos curtos e tortos, chutes ruins e nenhuma penetração na área adversária. Muita gente questiona escalações. Eles pesam, sem dúvida. Porem o grande problema é o time mal treinado. Não sabe jogar com a bola. Veja o banco de reservas do São Paulo diante do Cruzeiro. Hernanes, Jorge Wagner, Dagoberto, Hugo, André Lima e Arouca. A maioria já foi titular ou teve boas oportunidades. E o time atuava de forma parecida. Não há o que discutir sobre arbitragem. A expulsão de Eduardo Costa no primeiro tempo foi justa. No intervalo, não entendi as substituições de Muricy. Não havia muito a fazer, Com um a menos, diante da Raposa deveras bem postada, deveria marcar duro no meio e soltar os alas para os cruzamentos na direção de Borges e Washington. Sofrer o gol seria fatal. Mas tirou o Washington e Junior César. O homem do cruzamento e o do cabeceio. E colocou Dagoberto e Hernanes. Foi para o jogo, abriu espaços para o adversário, e seu time tomou o gol. Aliás, um golaço!!! Que chute acertou Henrique! Depois o Cruzeiro cresceu ainda mais. Criou algumas boas oportunidades antes de fazer o segundo em cobrança de pênalti de Kléber. No fim das contas, o time de Adilson não deixou os anfitriões chutarem uma bola em gol. Tal qual o Grêmio de Mano Menezes havia feito na Libertadores de 2007. Foi para a semifinal quem jogou mais futebol. O Cruzeiro, por méritos, está entre os 4 melhores do continente. O São Paulo nunca havia sido eliminado no Morumbi, em mata mata de Libertadores, no tempo corrido. Caiu outro tabu.” (Vitor Birner, em seu blog)
  • “Não é que os jogos contra brasileiros são mais difíceis, é que a qualidade dos nossos times é melhor que dos outros. O Palmeiras não classificou por coisas do futebol, mas foi melhor. Não é problema com brasileiros, é que eles estão muito bem. O Cruzeiro mereceu sim, mas eu só queria ver se ficassem 11 contra 11. Não dá para falar agora. Até voltamos bem no 2º tempo, mas por coisas do futebol o cara acerta a bola no lugar que não existe. Méritos ao Cruzeiro.” (Muricy Ramalho, treinador do São Paulo)
  • “Quero enaltecer os jogadores pela dedicação, empenho e postura. O objetivo foi cumprido. O Cruzeiro se posicionou corretamente, teve personalidade, criou mais e foi merecedor. Gostaria de agradecer também a presença do torcedor que veio aqui. Criaram algumas situações que o Cruzeiro não vence fora. O Cruzeiro ganhou dois jogos pela Libertadores e sofreu um empate, fora. Eu não sou de reclamar, mas nos últimos quatro jogos o Cruzeiro vem sendo prejudicado pela arbitragem. A gente precisa analisar com mais cuidado e ter um pouquinho mais de critério. Não é que eu tive apoio do presidente. É que aqui no Brasil a gente cria. O Muricy está saindo agora, né? É assim que funciona no Brasil. Sempre se olha para o lado negativo das coisas. Infelizmente, enquanto não se der educação para o país, fica mais fácil vender jornal assim. As pessoas têm um pouquinho mais de dificuldade de compreender as coisas. Eu também não estava saindo, independente de qualquer coisa. É só analisar o trabalho. Alguns de vocês podem até estar um pouquinho incomodados, mas acho que até o fim do ano eu fico. O presidente já falou comigo sobre isso várias vezes. Não foi na semana passada, ou em função do resultado. Toda hora, eu vou tomar um vinho na casa dele e ele sempre diz para eu ficar mais um pouquinho, pra a gente terminar o mandato. Acho que isso é em função de termos uma sintonia, de eu respeitar o clube, de eu ter uma identificação com o clube, estar trabalhando. Ele vê isso. O Grêmio faz parte da minha vida, tenho um carinho muito grande pelo clube. Acho que acertaram na contratação do Paulo Autuori. É um profissional pelo qual tenho uma admiração muito grande, pelo trabalho que faz, pela pessoa que é. Vamos ver o que podemos fazer pra conseguir essa vaga na final.” (Adílson Baptista, treinador do Cruzeiro)
  • “Foi um jogo pegado, muito difícil, mas acabou facilitando um pouco na hora da expulsão do Eduardo Costa. Sabíamos da força do São Paulo, mas mostramos que o Cruzeiro também é grande, com um grande treinador, assim como é Muricy Ramalho.” (Jonathan, lateral-direito do Cruzeiro)
  • “Isso serve para alguns que falaram mal dos nossos jogadores após uma vitória em um jogo simples que tiveram aqui.” (Wellington Paulista, centroavante do Cruzeiro)
  • “Conseguimos um resultado importante. Ano passado estava aqui com o São Paulo e acabamos eliminados pelo Fluminense, mas este ano estou muito feliz com o Cruzeiro.” (Jancarlos, lateral-direito do Cruzeiro)
  • “A gente sabe que existem algumas propostas. A gente sabe que, às vezes, o Cruzeiro precisa vender. Agora, com a chegada do patrocinador, espero que eu possa continuar. Até porque, se for campeão da Libertadores, quero jogar o Mundial e ser campeão pelo Cruzeiro. O jogo contra o Grêmio talvez seja até mais difícil do que foi a partida contra o São Paulo. Eles ficaram em 1º lugar na classificação geral da Libertadores e vêm fazendo excelente campanha. Teremos muita dificuldade. A gente ainda precisa observar melhor como eles jogam, pra fazer bons jogos e passar pra final.” (Kléber, atacante do Cruzeiro)
  • “No jogo em que perdemos de 3×0, o juiz deixou correr algumas jogadas. O Kléber sofreu muitas faltas. Hoje, ele sofreu também, é normal, porque é um jogador que se destaca no Cruzeiro, mas o juiz soube se impor no momento certo e expulsar. Foi uma boa arbitragem. O Cruzeiro estava precisando dessa vitória. Falavam que nosso time fora de casa estava deixando a desejar, não estava ganhando, mas, na realidade, nossa caminhada fora de casa na Libertadores foi boa. Nós só perdemos um jogo, para o Estudiantes, devido a várias ocorrências: chegamos atrasados, nos perdemos no caminho. Hoje, estávamos bastante focados. Sabíamos que ia ser difícil. Nosso objetivo era segurar o São Paulo, sair nos contra-ataques e fazer os gols. Fomos felizes de fazer o 1º, quando eles tinham um jogador a menos. Conseguimos administrar e o 2º foi consequência do nosso trabalho.” (Gerson Magrão, lateral-esquerdo do Cruzeiro)
  • “Ofereço essa vitória ao Adílson Baptista que, pra mim, está entre os melhores técnicos do Brasil e, hoje, conseguiu anular o Muricy.” (Zezé Perrella, presidente do Cruzeiro)

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