Procópio Cardozo Neto

De CruzeiroPédia .:. A História do Cruzeiro Esporte Clube

Jogador[editar]

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Procópio
Procopio.png
Informações pessoais
Nome completo Procópio Cardozo Neto
Data de nasc. 21/03/1939 (83 anos)
Local de nasc.

Salinas

Altura 1,85m
Posição Zagueiro
Jogos 200 (Oficiais: 159 / Amistosos: 41)
Gols 6
Twitter @procopiocardozo
Elenco atual? Não
Resultados em campo
123 V - 42 E - 35 D
Primeiro jogo
Bela Vista Escudo Bela Vista.png 2x4 Escudo Cruzeiro 1959.png Cruzeiro - 22/03/1959
Primeiro Gol
Cruzeiro Escudo Cruzeiro BH.png 7x1 Escudo Araxá.png Araxá - 04/11/1967
Último jogo considerado
Cruzeiro Escudo Cruzeiro BH.png 4x1 Escudo Paysandu.png Paysandu - 03/07/1974

Histórica[editar]

Procópio com a taça do Mineiro 1967

Chegou ao Cruzeiro no dia 22 de fevereiro de 1959 recebendo Cr$ 31 mil. Estava no Renascença.

A demora da estreia durou 6 meses, e só aconteceu em Outubro, devido a recuperação de uma fratura no pé[1] e pela demora na liberação do CPOR que o impedia de assinar o seu primeiro contrato profissional[2]. Firmou-se na posição de titular formando a dupla de zaga com Massinha na campanha do título estadual de 1959.

Sendo carregado na volta olímpica do Campeonato Mineiro 1960, pós acidente

Em outubro de 1960 trombou na traseira de um caminhão na estrada de Salinas, MG. Quebrou o braço, o osso debaixo do olho e teve cortes profundos na cabeça e garganta. Ficou 50 dias parado[3].

Por causa do acidente, ficou de fora de algumas partidas do Campeonato Mineiro e, com a vinda do experiente zagueiro Benito, perdeu a posição de titular. Conseguiu voltar para a final e foi carregado nos braços pelos torcedores na volta olímpica em reconhecimento ao seu esforço.

Conselheiros e sócios acusaram o presidente Felício Brandi de transformar o clube em um hospital. O jogador havia sido considerado inapto para a prática do futebol, pois apresentava uma atrofia em um dos pés. O presidente Felício Brandi colocou o zagueiro aos cuidados do médico Aníbal Bonifácio da Costa, que era um dos únicos especializados em medicina esportiva no país.

Em um ano de tratamento Procópio estava recuperado e em condições de jogar. Mesmo na reserva e atuando poucas partidas chamou a atenção dos dirigentes do São Paulo, que o contrataram, em 17 de julho de 1961, por Cr$ 5,1 milhões (mais a renda dividida de um jogo).

Essa foi a maior negociação do futebol mineiro até então e fez com que o Cruzeiro pudesse terminar a construção da Sede Campestre (maior parque aquático da América Latina na época)[4]. Procópio ganharia Cr$ 30 mil mensais e 900 mil de luvas no tricolor.

Retornou em 31 de outubro de 1966, após desentender-se com dirigentes do Atlético-MG. O Cruzeiro pagou Cr$ 51 milhões pelo seu passe. Quando atravessava grande fase e tinha o seu nome cogitado para a Seleção Brasileira, sofreu uma grave lesão no joelho num pisão que levou de Pelé, na partida contra o Santos, pelo Campeonato Brasileiro, em 13 de outubro de 1968. A lesão o afastou dos gramados por 6 meses. Em fase de recuperação desobedeceu ao médico Neylor Lasmar, que o operou, e sofreu uma nova ruptura, em fevereiro de 1969, após participar de um jogo de vôlei e de duas partidas de futsal, no Olímpico Club, do bairro Serra, em Belo Horizonte. Durante o período de recuperação exerceu diferentes cargos no Cruzeiro, dentre eles, o de supervisor do departamento de futebol profissional entre 1971/72 e o de técnico do juvenil em 1972. Depois de constatada a sua plena recuperação resolveu voltar ao futebol profissional e, em maio de 1973, acertou contrato de um ano com o Cruzeiro, que revoltou os dirigentes Carmine Furletti e Edmundo Lambertucci que fizeram duras críticas a Felício Brandi. É que na ocasião o presidente cruzeirense fazia uma verdadeira novela com a renovação do contrato de jovens valores do plantel, como Palhinha, Vanderlei e Toninho Almeida, e não dispensou o mesmo tratamento para acertar um contrato com um veterano que estava há quase cinco anos sem jogar.

Formou a dupla de zaga com Perfumo nos Campeonatos Brasileiros de 1973/74. Seu contrato terminou em 28 de junho de 1974 e decidiu encerrar a carreira[5]

Dados[editar]

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    Temporada Jogos Titular Reserva Banco Gols Gol aos do Cartões Cartão amarelo recebido aos Cartões Cartão vermelho recebido aos
    1967 57 57 0 0 3 0 1
    1968 32 32 0 0 2 0 0
    1960 29 29 0 0 0 0 0
    1959 23 23 0 0 0 0 0
    1974 22 22 0 0 1 0 1
    1961 17 17 0 0 0 0 1
    1973 15 14 1 0 0 0 0
    1966 4 4 0 0 0 0 1
    1962 1 1 0 0 0 0 0

Títulos[editar]

Técnico[editar]

Os números estão desatualizados esperando cadastro dos jogos


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Icone-Treinador.png
Procópio Cardoso
Números totais
Número de jogos 42
Vitórias 23
Empates 9
Derrotas 10
Gols pró 65 (média: 1.55 )
Gols contra 43 (média: 1.02 )
Aprov. em pontos 61,91%
Aprov. de vitórias 54,76%
Último jogo considerado
Esportivo Escudo Esportivo.png 0x0 Escudo Cruzeiro BH.png Cruzeiro - 02/04/1986
Substituiu Foi substituido por

1978 Aymoré Moreira João Francisco 1978
1981 Cláudio Garcia Didi 1981
1986 Moraes Jair Bala 1986

Histórico[editar]

Estatísticas ano a ano[editar]

Temporada Jogos Vitórias Empates Derrotas Aprov. Gols pró Gols contra Saldo Cartão Cartão amarelo recebido aos Cartão Cartão vermelho recebido aos
1978 7 7 0 0 100,00% 15 (méd: 2.14) 4 (méd: 0.57) 11 0 0
1981 20 8 6 6 50,00% 27 (méd: 1.35) 23 (méd: 1.15) 4 0 0
1986 15 8 3 4 60,00% 23 (méd: 1.53) 16 (méd: 1.07) 7 0 0

Referências[editar]