Roberto Alfredo Perfumo

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Perfumo
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Informações pessoais
Nome completo Roberto Alfredo Perfumo
Data de nasc. 03/10/1942
Local de nasc.

Sarandí

Falecido em 10/03/2016
Local da morte Buenos Aires
Altura 1,80
Apelido El Mariscal
Posição Zagueiro
Jogos 141
Gols 6
Elenco atual? Não

Roberto Alfredo Perfumo, mais conhecido como Perfumo, foi um ex-jogador de futebol argentino que atuou na defesa. Jogou no Cruzeiro no período de 1971 a 1974. É o estrangeiro que mais atuou com a camisa celeste com 141 jogos e o primeiro argentino a vestir a camisa do Clube.

Ele foi um dos melhores zagueiros argentinos do futebol na história. Ele mesclava talento, temperamento forte e muita raça, o que fizeram dele titular indiscutível da seleção nacional por mais de dez anos, além de ser considerado por muitos veículos esportivos como uns dos melhores do mundo em sua posicao.

Além do Cruzeiro, ele defendeu o Racing e o River Plate, antes e depois do Clube respectivamente. Após a aposentadoria nos gramados, foi treinador de clubes como Olimpia. Ele enfrentou o Cruzeiro como jogador (na Libertadores 1976) e como treinador (na Supercopa Libertadores 1992).

Em 2015, antes da vitória do Cruzeiro contra o River Plate no Monumental de Núñez pela Libertadores daquele ano, Perfumo e Sorín foram homenageados pelos dois clubes com placas em reconhecimento às trajetórias com as duas camisas.[1] O ídolo e ex-zagueiro faleceu em 2016 após queda em um restaurante.

Histórico

Chegada

Na noite de 25 de março de 1971, chegava ao aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, aquele que por muitos é considerado o maior zagueiro da história do Cruzeiro e um dos grandes do futebol mundial. “Isso nunca me aconteceu. A torcida brasileira é muito mais carinhosa do que a argentina, não acha?”, indagou um espantado Roberto Perfumo a Armando Ramos Ruiz, então presidente do Racing, ao serem recepcionados por diversos torcedores e a famosa charanga de Oldair Pinto, com seus 80 integrantes, que tocavam “La Cumparsita” em ritmo de samba.

“O dia de mais alegria em minha vida foi quando Carmine Furletti (diretor do Cruzeiro) chegou a Buenos Aires para comprar meu passe. Eu já andava meio desiludido”, disse o zagueiro, então com 28 anos, após jogar nove temporadas pelo Racing, onde conquistou todos os títulos possíveis, inclusive o Mundial de Clubes contra o Celtic, em 1967.

Eram os primeiros passos do capitão da seleção argentina na capital mineira, por onde permaneceria por quase quatro anos e se tornaria ídolo da torcida celeste. Perfumo chegou ao Cruzeiro para ser líder de uma nova equipe em formação, co-capitaneando junto a Raul, Piazza, Dirceu e Zé Carlos os jovens recém-chegados da estirpe de Palhinha, Eduardo, Roberto Batata e Joãozinho.

O Cruzeiro fez um alto investimento em Perfumo à época, pagando Cr$ 500.000,00 pelo seu passe. O melhor defensor da América do Sul veio para preencher uma lacuna deixada por Procópio, xerife da zaga estrelada, que estava afastado do futebol desde 1968, quando fraturou a perna após entrada criminosa de Pelé. A empatia do “El Mariscal” com o clube e BH foi instantânea. “Um time de muita personalidade, com toque de bola preciso e a inteligência de Tostão. Nesse time é impossível errar. (...) Gostei da torcida, gostei da cidade. Vou logo trazer minha mulher e o Gustavinho”, contou zagueiro, citando seu filho que nem 1 ano de idade tinha.

Dupla com Procópio

Procópio ficou exatamente cinco anos, um mês e 13 dias sem jogar. Cerca de 3 anos e 8 meses no hospital para Procópio “tentar voltar a andar”. Dias que angustiavam cada vez mais a torcida celeste, que sonhava com uma dupla de zaga formada por Procópio e Perfumo. Quis o destino que seu retorno fosse justamente ao lado do argentino, para formar aquela que é considerada por muitos a melhor dupla de defensores da história do Cruzeiro.

Para Procópio, Perfumo foi o maior zagueiro da história. E a admiração é mútua. Em sua seleção dos sonhos, o argentino escalou seu companheiro e amigo em seu 11 ideal. Em sua seleção publicada pela Placar, o argentino botou Procópio na zaga ao lado de Albrecht, argentino que fez carreira no San Lorenzo.

Após Cruzeiro

Já se encaminhando para a aposentadoria, entre as temporadas de 1974 e 75, Perfumo recebeu uma oferta para voltar para Buenos Aires e jogar seus três últimos anos como profissional pelo River Plate, formando com Fillol e Passarela uma das melhores linhas defensivas de todos os tempos.

Lá ele também foi (e ainda é) idolatrado, mas quis o destino que sua história se cruzasse com a do Cruzeiro na final da Copa Libertadores da América 1976. El Mariscal jogou os dois primeiros jogos da final, mas suspenso não participou da batalha em terras chilenas que deu a primeira Libertadores para o La Bestia Negra.

Perfumo enfrentou o Cruzeiro como treinador também. Após a aposentadoria, foi treinador de clubes como Olimpia, e neste clube, enfrentou o time celeste pela Supercopa Libertadores 1992.

Morte

Em março de 2016, El Mariscal sofreu traumatismo craniano ao cair de uma escada no restaurante Carletto, em Puerto Madero, após jantar na quarta. Na Toca da Raposa, conquistou o tri mineiro, entre 1972 e 1974, e a Taça Minas Gerais 1973. Em quatro temporadas, disputou 138 partidas, fez seis gols e se tornou o estrangeiro que mais vestiu a camisa celeste.[2][3][4]

Reportagens

Um Zagueiro chamado Perfumo (Revista Lance!)

O zagueiro argentino Perfumo fez história no clube - entre 1971 e 1974. Ao sair para o River Plate, da Argentina, em 1976, assim que o time portenho veio jogar a primeira partida da decisão da Libertadores no Mineirão, Perfumo alertou ao técnico Angel Amadeo Labruna quanto à velocidade do ataque cruzeirense. Pediu cautela e que o meio-campo não avançasse tanto, mas não foi levado a sério. Labruna manteve o esquema do time e o Cruzeiro goleou por 4 a 1. Muito do respeito e mítica que o Cruzeiro tem nos países sulamericanos e, em especial, na Argentina deve-se aos relatos de Perfumo e os resultados que sempre confirmam as versões do zagueiro.

Títulos no Cruzeiro

Fotos

20150421 Sorin-Perfumo.jpg
Perfumo ao lado de Sorín em homenagem antes de jogo.
(Crédito: Autor Desconhecido)

Fontes

Referências