Nacional-URU 1x4 Cruzeiro - 21/01/2009

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Confrontos
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Por temporada
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Por Copa Bimbo, Amistosos
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Contra Nacional-URU
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Escudo Nacional-URU.png
Nacional-URU
1 × 4 Escudo Cruzeiro.png
Cruzeiro
Final do Torneio de Verão (Copa Bimbo)
Data: 21 de janeiro de 2009 Local: Montevidéu, URU
Horário: 22:45 Estádio: Centenário
Árbitro: Roberto Silvera Público pagante: 0
Assistente 1: Pablo Fandiño Público presente: Não disponível
Assistente 2: Miguel Nieva Renda: Não informado
Súmula: Não disponível
Escalações
Nacional-URU: Cruzeiro:
1. Leonardo Burián 1. Fábio
2. Martin Rodríguez Substituição realizada de jogo ( Pablo Caballero ) 2. Jonathan
3. Mauricio Victorino 3. Thiago Heleno
4. Adrian Romero 4. Léo Fortunato
5. Gastón Filgueira 5. Fernandinho Cartão amarelo recebido aos
6. Alvaro Fernández 6. Henrique Substituição realizada de jogo ( Jancarlos Cartão vermelho recebido aos 38  (2T) 38'  (2T)   )
7. Oscar Javier Morales 7. Elicarlos Gol aos do
8. Roberto Brum Cartão amarelo recebido aos Substituição realizada de jogo ( Matias Rodriguez ) 8. Ramires Gol aos do
9. Angel Morales Substituição realizada de jogo ( Luis Oyarbide ) 9. Wagner Substituição realizada de jogo ( Camilo )
10. Sergio Blanco Cartão amarelo recebido aos 10. Thiago Ribeiro Gol aos do Substituição realizada de jogo ( Leonardo Silva )
11. Alexander Medina Gol aos do 11. Wellington Paulista Gol aos do Substituição realizada de jogo ( Soares )
Técnico: Gerardo Pelusso Técnico: Adilson Batista
Reservas que não entraram na partida
Nacional-URU: Cruzeiro:


Pré-jogo

Marquinhos Paraná, com virose, não joga. Logo ele, o brasileiro que mais impressionou a imprensa uruguaia na rodada de abertura da Copa Bimbo, sábado passado.

Elicarlos deve ser o substituto do Mestre. Sorín treinou bem. Está na ponta dos cascos, mas ficará no banco.

O Cruzeiro só venceu o Nacional uma vez em Montevidéu, que depois da balaiada sofrida pelo Atlético-MG, virou Montevicréu para a galera de Beagá.

Essa vitória celeste teve a marca do Fenômeno, que fez 2 gols nos 3×2 válidos pela Supercopa, em 1994. Se vencer, hoje, o Cruzeiro conquistará seu 12º torneio amistoso internacional.

Além da penca incalculável de títulos internacionais, o Nacional, no momento, é co-líder do campeonato uruguaio. Mas dé possível batê-lo, de novo, em sua casa.

Primeiro Tempo

  • Na Globo, Márcio Resende de Freitas, começa mal ao dizer que o juiz, por ter apitado o jogo Cruzeiro x Potosi, tem mais approach com os jogadores celestes.
  • 0 minuto – Fábio é obrigado a trocar de camisa. No campo, Wagner reclama de dores nas costas e é atendido pelo massagista. No banco, sem uniforme de jogo, está Sorín. Cinco jogadores celestes sofreram virose e estão debilitados. Marquinhos Paraná, caso mais grave, está fora de combate.
  • 4 – Estádio vazio. Henrique lança Fernandinho, que cruza alto demais, pra fora.
  • 6 – Fernandinho cruza, beque corta antes de a bola chegar a Ribeiro. Cruzeiro começa forçando pela esquerda.
  • 7 – WP vai ao fundo, pela esquerda, e cruza. Beque atrasa para o goleiro.
  • 8 – Jonathan vai ao fundo, pela direita e cruza. Beque corta, Elicarlos antecipa-se a Morales, recolhe a bola, dá dois passos e, da entrada da área, chuta rasteiro, no canto esquerdo, sem defesa: Cruzeiro 1×0.
  • 11 – Martim Rodriguez chuta da intermediária, por cima do travessão. Torcida local canta sem parar.
  • 13 – Ramires recebe de Elicarlos, dentro da área, e chuta no poste direito. No rebote, WP, dentro da pequena área, acossado por um beque, chuta por cima do travessão.
  • SporTV 2 transmite a partida para todo o país.
  • 14 – Cruzamento da direita, alto. Fábio defende.
  • 15 – Escanteio na esquerda. Fábio corta de soco.
  • 16 – Nacional pressiona, pela direita, Jonathan despacha, Romero agarra WP pela camisa, os dois se desentendem no meio de campo.
  • 19 – Virada de jogo do Nacional da esquerda pra direita. Fernandinho derruba Blanco e recebe cartão amarelo.
  • 20 - Cruzeiro toca a bola com consciência e domina a partida.
  • 21 – Ribeiro faz a 6ª finalização do Cruzeiro, da intermediária, por cima do travessão, com perigo.
  • 22 – Ribeiro e WP tabelam, WP chuta, goleiro defende. Na volta da bola, Brum dá pontapé violento em Ramires, no meio de campo, e recebe cartão amarelo.
  • 23 – Time uruguaio dá sinais que vai descer o sarrafo.
  • 23 – Nacional ataca, Fábio defende.
  • 24 – Ramires cruzada ponta direita, defesa cede corner.
  • 25 – Henrique, Jonathan e Ribeiro triangulam pela direita. Defesa uruguaia alivia.
  • 26 - Wagner atravessa o campo com a bola, passa a WP, que toca pra Ramires, dentro da pequena área. O Queniano, em posição elgal, pois está atrás da linha da bola, toca pras redes: Cruzeiro 2×0.
  • 8 - Elicarlos corta mal, a bola sobra livre para Morales servir Blanco que, nas costas da zaga, cruza pra Medina, livre na entrada da pequena área, mesmo pressionado por Fortunato e Fábio, chutar pras redes: Nacional 1×2.
  • 30 – Ramires, na ponta direita, cruza. WP, dentro da área, tenta de calcanhar, goleiro defende. Nas Globo, Bob Faria diz que houve displicência do atacante.
  • 31 – Ribeiro cruza fechado, defesa tira dentro da pequena área.
  • 32 – Ribeiro cruza da linha de fundo e WP quase marca.
  • 33 – Nacional contra-ataca. Há um buraco de 50m x 70m na intermediária celeste. Fábio sai e defende na entrada da área.
  • 34 – Ribeiro recebe ótimo lançamento pela ponta direita, invade a grande área, mas isola a bola ao tentar cruzar. WP fechava livre no meio da área.
  • 35 – Ribeiro entra na área, pela direita, corta o marcador e chuta forte. Goleiro desvia para alinha de fundo. Escanteio cobrado pela direita é rebatido pela zaga, mas Ribeiro fica com o rebote e fuzila rasteiro. Encoberto por vários jogadores, Burian não vê a bola passar: Cruzeiro 3×1
  • 37 – Medina simula pênalti e discute com o juiz.
  • 38 – Ribeiro lança WP, que entra livre e toca por baixo de Burian: Cruzeiro 4×1.
  • 40 - Cruzeiro tem 62% de posse de bola.
  • 41 – Defesa cruzeirense joga com seriedade e desmancha ataque uruguaio.
  • 42 – Cruzeiro finalizou 12 vezes, 6 com WP, que fez 1 gol.
  • 43 – Nacional ataca pela direita, mas Fernandinho não permite o cruzamento. Wagner fica com a bola e sai jogando.
  • 44 – Fortunato vai que nem uma jamanta sobre Medina. Pênalti. Blanco bate rasteiro, Fábio defende com a mão direita, no canto esquerdo. Defesa limpa o lance no rebote.
  • 45 – Fim de primeiro tempo. Depois de correr uma barbaridade, Ramires dá entrevista sem nenhuma mostra de cansaço. Diz que estão marcando a ele e ao Wagner individualmente, mas que isto não tem soido problema pois os volantes locais são lentos.

Segundo Tempo

  • Zero Hora: começa o 2º tempo. Morales, atacante, é trocado pelo volante Oyarbide, no Nacional.
  • 1 – Wagner lança WP, zaga fica com a bola.
  • 2 – Brum abre para Filgueiras, que cruza da intermediária, por cima do travessão.
  • 3 – Blanco desce a ripa, de carrinho, em Fernandinho, no meio de campo, e recebe cartão amarelo.
  • 4 – Wagner e WP tabelam, mas o centroavante comete falta num beque, dentro da área.
  • 5 – Cruzeiro toca a bola “a la Ajax”, como gosta o Bap.
  • 7 – TH corta, de peixinho, cruzamento na área. Corner.
  • 8 – Henrique por Jancarlos. Volante substituído recebe água do massagista. Nada de seca como acontece no CT de Vespasiano.
  • 9 – Ribeiro recebe falta de Martim Rodriguez, na intermediária. Wagner bate, WP desvia de cabeça, Burian fica com a bola.
  • 10 – WP por Soares.
  • 14 – Nacional toca bola. Fortunato dá bico pra lateral.
  • 15 – O Nacional insiste, mas a defesa celeste não encontra dificuldades para se safar.
  • 16 – Contra-ataque perigoso após lançamento de Elicarlos para Ribeiro, que dribla adversário e bate forte, pra fora.
  • 15 – Nacional ataca, Cruzeiro se fecha na defesa. Jancarlos comete falta sobre Filgueiras. Escanteio de manga curta. Defesa celeste rebate.
  • 16 – Ribeiro entra na área e solta uma bomba, cruzada, pra fora.
  • 17 - Brum por Matias Rodrigues e Martim Rodriguez por Cabalero, no time local. Wagner por Camilo, no Cruzeiro.
  • 18 – Wagner, que havia chutado o chão, sai de campo no carrinho-maca. Nada grave, com certeza.
  • 20 – Cruzeiro concentra 9 jogadores para o cerco ao Nacional na intermediária defensiva.
  • 22 – Cruzeiro sai no contra-ataque, mas Camilo perde a bola bisonhamente.
  • 23 – TH corta, de cabeça, bola sobre a área celeste.
  • 25 – Cruzeiro está a 20 minutos do 1º título do ano.
  • 24 – Ramires comete falta na intermediária. Batida perigosa, no canto direito. Fábio faz ponte pra defender.
  • 27 – Jancarlos vai ao fundo, beque concede escanteio.
  • 28 – Jancarlos desce o porrete em Medina, no meio de campo, e é expulso.
  • 29 – Ribeiro por Leonardo Silva para recomposição da defesa.
  • 32 – Ramires apronta um salsero pra cima do adversário e sofre falta pela esquerda.
  • 33 – Jogo está mais chato do que bailar com a sogra. Imagem péssima, embaçada, torcida do Nacional pula e canta.
  • 34 – Escanteio, que Camilo e Soares desperdiçam numa cobrança curta seguida de totozinho improdutivo.
  • 35 – Ramires desce pela esquerda e leva sarrafada. Fernandinho bate forte, na arquibancada.
  • 36 – Morales lança Medina nas costas da zaga. Fábio chega antes do atacante e fica com a bola.
  • 37 – Cruzeiro cerca, Nacional joga pra valer, mas sem inspiração.
  • 38 – Nacional pressiona, Cruzeiro põe time inteiro na defesa.
  • 39 – Cruzamento da esquerda, Elicarlos tenta cortar, mas o taco espirra. Cansado, Nacional não se aproveita das poucas falhas celestes.
  • 40 – Morales chuta intermediária, por cima do travessão.
  • 41 – Leonardo Silva se enrola com a bola e cede corner.
  • 42 – Soares recebe na ponta-direita, corta para o centro e chuta alto, sem direção. Bap se aborrece.
  • 44 – Soares toca para Jonathan, que é derrubado na entrada da área. Camilo bate a falta, Burian defende.
  • 45- Fim de jogo. Cruzeiro campeonou pela 12ª vez em torneios internacionais.
  • Ribeiro, Ramires, Wagner, Jonathan, os melhores; Henrique, Elicarlos, TH e Fernandinho tb estiveram bem.
  • Nelinho e Revetria comandam a entrega de medalhas. Os dois detonaram a Cocota na decisão do Mineiro em 1977.
  • Jonathan, eleito o melhor do torneio. Cruzeiro no pódio recebendo medalhas das mãos de Nelinho. Andrey está presente. Mais forte que o Evandrão. Jogadores posam com o troféu.

Atuações

  • Adílson Baptista – Escalou certo, fez as substituições corretas. Dá mostras, a cada dia, de ter a equipe sob controle e cada vez mais amoldada ao sistema que começou a implantar ano passado, de marcação forte no meio de campo, toques e contra-ataques rápidos e muita solidariedade entre os jogadores.
  • Torcida – Pelas imagens da TV, estava maior do que na partida inaugural do torneio. Havia em torno de 300 fanáticos com bandeira e uniforme. Nenhuma organizada estava no Centenário.
  • Fábio – Defendeu o 4º pênalti na carreira, 3º para o Cruzeiro. E não teve muito mais o que fazer.
  • Jonathan – Eleito o melhor da partida (ou seria do torneio?) pelos jornalistas que acompanharam a Copa Bimbo. Com justiça. Defendeu e atacou com eficiência, tanto pela lateral quanto nos poucos minutos em que atuou como volante.
  • Jancarlos – Jogou pouco tempo, pois cometeu, por excesso de entusiasmo, falta dura e desnessária em Blanco, que lhe custou cartão vermelho.
  • Léo Fortunato – Cometeu pênalti numa jogada desastrada. No mais, esteve bem.
  • Thiago Heleno – Melhor que o colega de zaga, não cometeu erros grosseiros. No gol uruguaio, a defesa falhou na marcação e na cobertura e ele tem sua cota-parte na confusão.
  • Leonardo Silva – Enrolou-se com uma bola fácil cendedo escanteio, mas não chegou a comprometer. Teve atuação facilitada pelo congestionamento da intermediária promovido pelo Cruzeiro e pela pouca habilidade dos atacantes tricolores.
  • Fernandinho – Atacou sem muito brilho errando alguns cruzamentos, defendeu com mais pegada do que habitualmente. Tanto que recebeu cartão amarelo por uma falta dura na intermediária.
  • Elicarlos – Fez um belo gol logo no início e, depois, manteve-se na contenção. Perdeu a bola que deu origem ao gol uruguaio, mas não cometeu nenhum outro pecado grave ao longo da partida.
  • Henrique – Cumpriu as obrigações defensivas e saiu pouco para o jogo. Nem precisava, pois meias, atacantes e laterais atuaram bem.
  • Ramires – De novo, excelente atuação. Leva pancadas, levanta e joga com desenvoltura e deslocamentos imprevisíveis para o adversário. Continua aprimorando sua técnica. A cada dia, melhor serve e conclui jogadas ofensivas. O grande nome do torneio.
  • Wagner – Apesar da marcação pessoal, fez ótima partida até chutar o chão na tentativa de rebater uma bola na defesa e sair mancando. Fez uma grande jogada carregando a bola de uma intermediária a outra no lance do 2º gol e se apresentou para tabelas e triangulações no ataque. Citando o Ovación: “Es bien cierto que Wagner, Thiago Ribeiro y Wellington Paulista jugaron anoche como si fueran Kaká, Ronaldinho y Robinho”. Sem mais.
  • Camilo – Lento, mal colocado e, sobretudo, sem ter com quem jogar pois, quando substituiu Wagner, o time estava recuado diminuindo espaços para os uruguaios.
  • Thiago Ribeiro – Se não tivesse saído para recomposição da defesa, poderia ter sido o escolhido o melhor em campo. Seu 1º tempo foi excelente com jogadas em velocidade, bons passes e finalizações. Ataca e tem disposição para o primeiro combate. É jogador de fé para o treinador, pois é rápido e solidário como ele gosta.
  • Wellington Paulista – Será que a torcida exigirá dele um futebol de Robinho? Se não chegar a tanto, será útil, pois é leve, tem mobilidade e tem fôlego para atacar e atrapalhar a saída do adversário. Nesta decisão, marcou gol, serviu, perdeu outro dentro da pequena área e tentou uma conclusão de letra que o comentarista da Globo considerou, injustamente, fruto de displicência quando foi apenas a aplicação de um recurso de jogo. O saldo foi positivo. Aconselha-se um pouco de paciência com ele, levando em conta que, fosse um Robinho ou um Nilmar, certamente, não estaria no Cruzeiro. É a realidade. O resto é fantasia.
  • Soares – Fez uma bela jogada, que finalizou mal. Não teve com quem dialogar no pouco tempo em que atuou.
  • Juiz & Bandeiras – Tecnicamente perfeitos. Um cartão vermelho para os uruguaios talvez viesse a calhar, principalmente, para proteger Ramires que, novamente, foi servido num rodízio de botinadas.
  • Adversários – Embora divida a liderança do campeonato com o Danúbio, a uma rodada do fim (Peñarol é o 5º), este Nacional está distante das melhores formações do tricolor nos últimos anos (nem digo das históricas). Faltam jogadores com imaginação no lento meio de campo. Destacaram-se, pela vontade, Filgueras e Medina. Os demais se perderam no salão de baile.

Fonte