Nacional-URU 0x3 Cruzeiro - 05/05/2010

De CruzeiroPédia .:. A História do Cruzeiro Esporte Clube
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Confrontos
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Por temporada
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Por Copa Libertadores da América
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No estádio Parque Central
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Contra Nacional-URU
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Nacional-URU
0 × 3 Escudo Cruzeiro.png
Cruzeiro
Jogo de volta - Oitavas de Final - Libertadores
Data: 5 de maio de 2010 Local: Montevidéu, URU
Horário: 21:50 Estádio: Parque Central
Árbitro: Federico Beligoy (ARG) Público pagante: 20.000
Assistente 1: Diego Romero (ARG) Público presente: Não disponível
Assistente 2: Ariel Bustos (ARG) Renda: Não informado
Súmula: Súmula
Escalações
Nacional-URU: Cruzeiro:

25. Munoz 1. Fábio
15. González Substituição realizada de jogo ( 18. Godoi ) 2. Jonathan
2. Lembo Cartão amarelo recebido aos 3. Gil Cartão amarelo recebido aos  (1)
19. Coates Cartão amarelo recebido aos Cartão vermelho recebido aos 4. Leonardo Silva  Cartão vermelho recebido aos
4. Nunez Substituição realizada de jogo ( 22. Pereyra Cartão amarelo recebido aos ) 6. Diego Renan  Gol aos do
21. Oscar Morales 5. Fabrício Substituição realizada de jogo ( 18. Pedro Ken )
13. Ferro 7. Marquinho Paraná
17. Calzada Substituição realizada de jogo ( 24. Vera Cartão vermelho recebido aos ) 8. Henrique Cartão amarelo recebido aos  (1)
10. Angel Morales 10. Gilberto  Gol aos do
16. Varela 25. Kléber Substituição realizada de jogo ( 14. Thiago Heleno Cartão amarelo recebido aos )
14. Regueiro 11. Thiago Ribeiro  Gol aos do Substituição realizada de jogo ( 9. Wellington Paulista )
Técnico: Eduardo Acevedo Técnico: Adilson Batista
Reservas que não entraram na partida
Nacional-URU: Cruzeiro:
1. L. Burián 15. Fabinho Alves
8. M. Gabrera 12. Rafael
11. S. Blanco 19. Guerrón
20. S. García 23. Roger

Como foi o jogo

Primeiro tempo

O Nacional tentou intimidar, procurando impor no gramado o clima quente das arquibancadas. Antes mesmo da bola rolar, Lembo partiu pra cima de Diego Renan, criando a primeira confusão da noite. Na primeira falta marcada, o juiz foi cercado e outro bolo formado. A estratégia não deu resultado.

O Cruzeiro não caiu na provocação (nem o juiz, diga-se de passagem). Nervosos, sem maiores recursos técnicos, os uruguaios se limitaram a alçar bolas na área celeste, aproveitando qualquer falta ou escanteio.

Com uma marcação forte congestionando a intermediária, o Cruzeiro conseguiu neutralizar qualquer tentativa de pressão do adversário, jogando com tranqüilidade e segurança. Com uma atuação soberba dos homens de meio de campo, controlou as ações e ditou o ritmo que lhe interessava, esfriando o jogo.

E impondo seu toque de bola, criou boas situações no ataque. Na primeira delas, aos 8, depois de boa troca de passes, Fabrício recebeu pela meia direita e soltou uma bomba que explodiu na trave esquerda de Muñoz.

Aos 19, depois de boa trama, Diego Renan recebeu, cortou para o meio, mas bateu fraco, rasteiro, à direita do gol. Aos 23, depois de contra-ataque em velocidade, Gilberto escapou pela direita, cruzou e Thiago Ribeiro não alcançou.

Aos 28, Coates furou e Thiago Ribeiro, ligado, aproveitou a falha, avançou pela esquerda até a entrada da área e ao tentar o drible foi derrubado pelo mesmo Coates, que foi amarelado.

Na cobrança, aos 29, Thiago Ribeiro, com perfeição, jogou a bola por cima da barreira, de curva, no canto direito de Muñoz, que nem se mexeu. Cruzeiro, 1×0.

O gol deu ainda mais tranqüilidade ao Cruzeiro, que não deixou o Nacional crescer no jogo. Fora as bolas alçadas na área, os uruguaios pouco ameaçaram. Aos 32, Regueiro arriscou de fora da área e Fábio defendeu com tranqüilidade. Foi apenas a sua segunda intervenção.

Aos 39, em outra boa jogada do ataque, Gilberto recebeu de Kleber, bateu da entrada da área, a bola desviou na zaga e saiu a escanteio. Na sequência, Jonathan arriscou de fora da área e Muñoz defendeu no meio do gol.

Aos 44, Henrique foi amarelado por cometer falta, próximo ao bico da grande área, pela esquerda. A defesa mais uma vez cortou o cruzamento. Aos 47, mais uma vez os uruguaios tentaram armar confusão. Lembo, sempre ele, foi pra cima de Gilberto, Gil reagiu e mais uma vez o bolo foi formado, com muita discussão.

O juiz amarelou Gil e Lembo e encerrou o primeiro tempo.

Segundo Tempo

O Nacional voltou com três atacantes, com a entrada de Vera no lugar de Calzada. Adilson não mexeu. E o Cruzeiro voltou arrasador.

Aos 40 segundos, depois de boa trama no ataque, Thiago Ribeiro recebeu pela esquerda, cruzou, Fabrício apareceu livre pelo meio da área e testou para o gol. Muñoz fez grande defesa.

Com um minuto, Kleber escapou e foi derrubado na entrada da área, pela direita. Na cobrança, Thiago rolou para Gilberto, que bateu forte, mas por cima do gol.

Aos 3, Diego Renan interceptou uma bola ainda na defesa, tocou, recebeu de volta e avançou em velocidade. Nas proximidades da área, cortou para o meio e, da meia lua, bateu no canto direito de Muñoz. Golaço! Cruzeiro, 2×0.

O Nacional ainda tentou reagir, na base do abafa. Aos 4, em jogada que nasceu de um passe errado no meio, Vera recebeu na área, pela esquerda, e bateu cruzado, à direita do gol.

O Cruzeiro recuou a marcação e o Nacional imprimiu velocidade no ataque, chegando com perigo, sempre na base da bola lançada na área. Aos 7, depois de um bate-rebate na área, Fábio fez grande defesa. Na sequência do lance, Vera chutou forte e Fábio desviou para escanteio.

Aos 9, Fábio saiu do gol para defender uma bola e foi chutado no chão por Coates. Leonardo Silva chegou empurrando o jogador do Nacional e mais uma vez formou-se o bolo. O juiz entendeu o empurrão como agressão e deu o vermelho para o zagueiro celeste. E aplicou o segundo amarelo e o vermelho em Coates.

Para recompor a defesa, Adilson trocou Kleber por Thiago Heleno, aos 11. Aos poucos o time retomou o controle das ações, esfriando o que de restava do ímpeto uruguaio. O chute de Varela de fora da área, que Fábio desviou para escanteio com um tapinha, aos 17, foi praticamente o último bom momento do Nacional na partida.

Tocando a bola com inteligência, o Cruzeiro voltou a marcar presença no ataque, aproveitando os espaços abertos na defesa uruguaia. Aos 22, Fabrício arrancou pela direita e conseguiu um escanteio, que não foi aproveitado.

O jogo ficou ainda mais tranqüilo quando Varela atingiu Thiago Ribeiro com violência e foi expulso. Durante a paralisação para o atendimento de Thiago, Adilson trocou Fabrício por Pedro Ken.

O terceiro gol quase saiu aos 27. Depois de contra-ataque em velocidade, Thiago Ribeiro rolou para Jonathan, que da entrada da área soltou uma bomba no meio do gol. Muñoz fez outra grande defesa.

Com o adversário batido, o Cruzeiro tratou de administrar a vantagem e passeou em campo. Aos 32, depois de mais uma boa troca de passes, Jonathan cruzou da direita e Henrique, livre de marcação, tentou pegar de voleio, errou e facilitou a defesa de Muñoz.

Aos 36, em contra-ataque mortal, o Cruzeiro chegou ao terceiro gol. Jonathan avançou e rolou para Gilberto, que só teve o trabalho de ajeitar e bater cruzado no canto esquerdo de Muñoz. Cruzeiro, 3×0.

Aos 37, Adilson ainda trocou Thiago Ribeiro por Wellington Paulista, enquanto Acevedo entrou com Godói no lugar de Gonzalez. Substituições pró-forma, porque àquela altura a fatura já esta liquidada.

Foi mesmo uma noite de gala. A atuação do Cruzeiro foi impecável. Taticamente, beirou a perfeição. A defesa foi segura, mesmo depois da expulsão de Leonardo Silva. O meio de campo literalmente sobrou em campo, com uma atuação magnífica. Os 6×1 do placar agregado não deixam dúvidas sobre a superioridade celeste. Agora, sim, podemos pensar no São Paulo.

Atuações

  • Fábio – Pouco exigido, principalmente, no 1º tempo. O que faltou e chutes a gol, sobrou de chutes nas costelas pra ele defender. Como o do grandalhão Coates. Fábio transmite muita tranquilidade à zaga e aos volantes e armadores. (Elias Guimarães) Menos exigido do que sugeria a ocasião, quando acionado mostrou a segurança de sempre e também não se deixou intimidar pelas chegadas “menos carinhosas” dos atacantes orientais. (Matheus Penido)
  • Jonathan – Joga como se fosse uma sanfona, indo e voltando, com velocidade e senso de recuperação. Apronta uma correria maluca pela direita e arma jogadas como a que resultou no 3º gol, oferecido na bandeja pro Gilberto. A diretoria continua alisando a mão esquerda com a direita, esperando propostas por ele. (Elias Guimarães) Apoiou o tempo inteiro e praticou uma feroz marcação na saída de bola do Bolso. (Renato-SP)
  • Gil – Finalmente, o Cruzeiro descobriu o Espírito da Libertadores, que incorpora em quem não se deixa intimidar e não está nem aí pra tamanho de estádio e gritaria. Gil encarou os valentões uruguaios na bola e no peito. Não deixou nenhuma provocação sem resposta e ainda limpou a área por via área e terrestre. Tudo isto sem ter nascido na Argentina. Não é um espanto? (Síndico) Discordo do Síndico em relação ao “espírito de Libertadores” do Gil. Ele agiu mal ao peitar o jogador do Nacional no fim do 1º tempo. Ganhou cartão amarelo infantilmente. Dar uma de valentão custou caro ao Leo Silva e poderia ter custado um cartão vermelho pra elçe também. Na Libertadores, inteligente é quem não entra em provocação e ainda consegue tirar o adversário do jogo, não quem peita o adversário a cada provocação. Já cansei de ver equipes brasileiras terminarem com um a menos por seus jogadores acharem que têm de ser mais machos que os outros. Adílson Baptista precisa orientar alguns jogadores quanto a isto, pois uma expulsão pode ser fatal em Libertadores. (Flávio Carneiro)
  • Leonardo Silva – Sofre marcação homem-a-homem do comentarista mais ouvido da Rádio Itatiaia, Lélio Gustavo. Ele sempre descasca o Obama Azul. Resquício daquela tirada de bola sobre a linha no último clássico? O comentarista ficou magoado? Quem nunca jogou bola é incapáz de sentir o efeito da adrenalina em decisões. Leo foi expulso injustamente numa jogada em quedeveria, no máximo, receber um amarelo. No mais, ele rebateu bem, não afinou nas chegadas dos violentos adversários e esteve bem como o restante do time. (Elias Guimarães)
  • Thiago Heleno - Recompôs a defesa após a expulsão de Leonardo Silva jogando com sobriedade. (Síndico) Não comprometeu. Talvez pelo fato de o Nacional já estar no desespero e querendo bater mais do que jogar. De qualquer forma, TH manteve o bom nível defensivo e o Cruzeiro terminou sem levar gols. Bom sinal para o próximo jogo quando Lenardo Silva estará fora. Deveria formar a dupla de zaga com Gil contra o Inter pra ambos ganharem entrosamento.(Agnaldo Morato)
  • Diego Renan – Revitalizado com a volta do Fabricio. Com o Stallone, o meio de campo marca mais e Diego faz o que mais sabe: atacar. O 2º gol foi uma pintura, uma marca desse time que deixa o adversário tonto com suas ultrapassagens. (Elias Guimarães)
  • Henrique – Operário padrão, joga com simplicidade. Marca, ocupa espaços e ainda sai pro jogo. E, mais importante, não afina! (Elias Guimarães) Discreto, mas eficientíssimo e de grande utilidade para o time. Junto com seus colegas de meio de campo, não deixou o Bolso construir jogadas mais elaboradas e ainda pôs o time uruguaio na roda. (Matheus Penido)
  • Fabrício – Foi um gigante! Cobriu muito bem o lado esquerdo e ainda atacou com muita agressividade. A bola na trave no 1º tempo mostra bem isso. (Anderson Olivieri) O mais impressionante é sua disposição, sua entrega ao time. E tudo com muita consciência tática. Sua presença faz crescer os futebol dos colegas e, principalmente, do lateral-esquerdo Diego Renan. (Gustavo Martins)
  • Pedro Ken – Entrou bem na partida. Explorou o meio de campo aberto com movimentação e passes inteligentes. E não se descuidou das tarefas defensivas. Tem futuro o garoto. (André)
  • Marquinhos Paraná – Um dos responsáveis pelo domínio celeste na partida. Fechou bem o lado esquerdo liberando Renan pra atacar e ajudou a por o Nacional na roda com seu toque de bola refinado. (Matheus Penido) O descanso foi bom pra ele. Contra o Nacional, fez outra boa partida com viradas, desarmes e saídas de bola. Joga acima da média. Torna o complicado fácil e até óbvio. Simples e bonito, pois o simples é que é bonito. Paraná voltou a promover alguns churrascos com a língua dos que não gostam de dar o braço a torcer. (Elias Guimarães)
  • Gilberto – Outra grande exibição, ora cadenciando, ora acelerando, criando e virando bolas. Seu gol teve a marca da tranquilidade que norteia o futebol dos jogadores clássicos, dos caras que sabem jogar. (Elias Guimarães)
  • Thiago Ribeiro – Fez outro golaço. E correu muito, marcaou de forma insana os volantes e zagueiros. E quabdio deixam ele tocar a bola na frente, um abraço… De quebra, está marcando gols de falta, coisa que não viamos há muito no Cruzeiro. (Elias Guimarães) Thiago Ribeiro está “estraçalhando” esse ano. É como se fosse um novo jogador que o Cruzeiro tivesse acabado de contratar, e prova que o jogador, quando se cuida, e põe o objetivo do clube também como seu, tem o reconhecimento da torcida, dos comentaristas, e, infelizmente, de outros times. (Simone Castro)
  • Wellington Paulista - Entrou quando time estava ensebando a bola e gastando tempo sem grandes proeocupações ofensivas, por isto recebeu poucas bolas e não pôde exercer seu ofício de artilheiro. (Síndico)
  • Kleber - Discordando da maioria, gostei da sua exibição. Preocupa os zagueiros, não dá folga na marcação da saída de bola, trava o jogo, alogo imprescindível em jogos como este. Os gols que faltaram (ele sempre afirmou que faz poucos) são substituídos pela função tática de perturbar e preocupar os adversários. (Elias Guimarães) Ele atrapalha e defesa adversária e tá soltando a bola mais rápido do que antes. (Hugo Serelo) Embora não tenha produzido tanto com a bola nos pés, prendeu os beques do Nacional. Lutou o tempo todo sem jamais se intimidar. (Matheus Penido)
  • Adílson Baptista - Depois do fiasco no Mineiro, quando confiou nos bancários, provou ter time pra qualquer competição. É a conta do chá, mas descansado e focado ele não escolhe cancha nem adversário. Contra o Nacional, sua equipe fez tudo tão certo, que jamais saberemos se o Bolso é só isto que se viu ou se não podia mesmo fazer nada melhor. O Cruzeiro nunca ficou plantado na defesa levando sufoco. Ao contrário, mostrou ao adversário que a localia não lhe daria vantagem. Também fez pouco de ameaças e provocações. No Pé Vermelho, quando um time usava o expediente de trocar passes e rodar a bola de um lado pra outro pra amansar valentões, diziamos que ele estava “botando os cabeças-de-bagre na roda”. Foi o que aconteceu no Gran Parque Central. (Síndico) Adilson anda tão concentrado na Libertadores, que foi surpreendido pelo Ipatinga no Mineiro. Fico agradecido por esta obsessão. (Agnaldo Morato)
  • Torcida – Em meio a 20 mil malucos tricolores, que cantaram tanto mais alto quanto maior se tornava o desafio, 200 brasileiros levaram bandeiras e faixas do Cruzeiro. O que fizerm pra se fazer ouvir em meio àquele desvario coletivo só saberemos quando os turistas ludopédicos estiverem de volta. (Síndico) A torcida do Cruzeiro ontem arrebentou com o buzinaço e os fogos!!! Parece que estão me ouvindo! (Cláudio Ianni)
  • Juiz & Bandeiras – Os bandeiras tiveram um trabalhão pra marcar os muitos impedimentos dos uruguaios. E quase sempre acertaram. O Juíz cometeu um vacilo ao exibir cartão vernelho quando bastava um amarelo para Leonardo Silva. O beque celeste, embora imprudente, não merecia punição tão radical. Mas foi vítima da tal Lei da Compensação. (Síndico)
  • Nacional – Os tricolores apostaram na intimidação, que começaram a praticar antes de a bola rolar. Mas não resisitrma a força física de Gil e Leonardo e ainda acabaram postos na roda por Fabrício, Paraná e Henrique. Levaram um passeio desses que não se esquece tão cedo. Regueiro e Vera, dois atacantes voluntariosos foram os destaques de uma equipe sem recursos técnicos e imaginação tática. (Síndico) Muñoz fez duas gdes defesas e evitou um placar ainda mais dilatado. Os demais lutaram mas arrumaram pouca coisa, pois os perdererm o meio de campo, limitaram-se a levantar bolas sobre a área. O vexame ficou por conta dos beques Lembo, que caçou confusão do inicio ao fim, e Coates, que se mostrou mais um vez sofrivel no jogo terrestres. (Matheus Penido)

O que foi dito

  1. Jornal Espectador, de Montevidéu: Os tricolores foram superados por uma equipe técnica, tática e emocionalmente superior. O Cruzeiro, bicampeão da Libertadores da América e finalista da última edição, deu uma lição de técnica e eficácia diante de um Nacional inoperante, que se viu superado abertamente em todos os setores do campo.
  2. Ovación, caderno do jornal El País, de Montevidéu: Desde o início do jogo, ou mesmo antes, o time tricolor partiu para a briga pela classificação, ao invés de ganhá-la. Com mais discussões que futebol e mais nervosismo que idéias, o Nacional buscou os dois gols que precisava para se classificar.
  3. Saite Oficial do Nacional: O sonho de seguir avançando na Libertadores foi embora. O Cruzeiro voltou a nos derrotar, como já havia feito em Belo Horizonte. Foi um 3×0 justo, demonstrando que foram melhores nos 90 minutos disputados nesta noite, como nos jogados no Mineirão. Restou o apoio da torcida: “Olé, olé, olé, vamos bolsilludo, cada día te quiero más” cantavam as 20 pessoas enquanto sacudiam bandeiras e camisas. Foi um final emocionate para uma noite triste. Ganhando ou perdendo, a torcida está sempre alentando o time.
  4. Torcedora do Nacional para Federico Beligoy: Argentino, você foi um juiz pouco localista. Não nos deu uma falta duvidosa, nenhuma na entrada da área…
  5. Federico Beligoy, juiz da partida, para a torcedora: Minha senhora, desde que comecei a apitar profissionalmente, nunca vi algo semelhante ao que aconteceu neste estádio nos últimos 20 minutos. O apoio inigualável desta gente a seu time me tocou o coração.
  6. Eduardo Acevedo, treinador do Nacional: É preciso esquecer rapidamente este jogo contra o Cruzeiro. Perdemos para um rival superior e para a ansiedade. Os nervos que também contribuiram para que não fizéssemos a partida desejada. Coube-nos encarar um adversário muito forte, que atravessa um grande momento e é candidato sério a conquistar a Libertadores. Mas, ficarmos parados nesta partida, não nos interessa quando estamos a uma semana de um encontro de características completamente diferentes (decisão do Uruguaio contra o Peñarol). Contra o Cruzeiro pode ser que tenhamos sido demasiadamente conservadores, mas a vantagem de dois gols deu-lhes a possibilidade de se defender tocando a bola, algo que fazem muito bem.
  7. Diego Renan, lateral-esquerdo do Cruzeiro: Foi uma jogada rápida, de contra-ataque. Consegui fazer o gol e isso é muito importante para mim. Agora, temos que pensar no Internacional, pelo Campeonato Brasileiro. No ano passado fomos bem, mas temos que fazer um papel ainda melhor em 2010.
  8. Fabrício, volante do Cruzeiro: O primeiro resultado favorável é muito importante, porque joga a pressão toda pro outro time. Atacar e jogar pra frente é muito mais difícil do que defender e administrar a partida. Teremos um jogo difícil contra o São Paulo, que enfrentamos nas quartas de final do ano passado. É um time de tradição e tricampeão da Libertadores, enquanto ainda estamos atrás do 3º título.
  9. Kleber, atacante do Cruzeiro: Mostramos muita calma. Eles provocaram, houve vários empurrões. Libertadores é assim mesmo. Eles xingam e batem. A gente já sabia que seria assim.
  10. Adilson Baptista, treinador do Cruzeiro: É sempre difícil jogar aqui contra Nacional ou Peñarol. O futebol uruguaio tem sua maneira de jogar, o Nacional tem uma organização, bons jogadores e dificultou pra nós. Mas o Cruzeiro tem tradição e mostrou sua força e ambição. Fizemos um grande jogo. Os meninos estão de parabéns pela consciência e por suportar a pressão no início. É sempre importante marcar sem a bola, ter cuidados. E a gente os neutralizou. Nos últimos dez minutos, eles tiveram algumas bolas alçadas, mas o Fábio trabalhou muito pouco. Rodamos a bola e, depois da expulsão, o campo ficou bem maior pra gente, que tem um time rápido. Nesta condição fizemos os gols com o Diego Renan e o Gilberto, depois de jogada do Jonathan, e tivemos outras situações. Temos obrigação de apresentar um bom futebol, devido à estrutura, a condição que nos dão, a camisa que o Clube representa. A gente sempre pensa em fazer um bom jogo. O São Paulo é um grande time, tem um grande treinador, o Ricardo Gomes, que fez uma bela mexida no jogo contra o Universitário. São dois grandes times, duas grandes escolas que possuem conquistas. O Brasil está bem representado.
  11. Zezé Perrella, presidente do Cruzeiro: Eu queria aproveitar pra devolver a flanelinha pro Kalil. Ele disse que ia mandar uma flanelinha pra eu chorar. Ele disse também que nós somos o filme dos Três Patetas, eles estão pior do que nós, parecem filme de terror, que sempre termina em tragédia. A sala de troféu deles é igual Guarapari, só tem Mineiro. Minha resposta pra ele é essa. O Cruzeiro é um time de Libertadores, copeiro. Só não ganhamos o Mineiro porque privilegiamos a Libertadores. Que ele curta bastante o seu mineirinho lá, que o próprio treinador deles disse que não valia nada. O Vanderlei falou que depois que ele saiu do Cruzeiro, nós não ganhamos mais nada, disse textualmente que Mineiro não vale nada. Então ele não tem o que comemorar. Nunca vi tanta festa, inclusive de vizinhos meus. Um abraço pra todos eles e que chorem bastante esta noite.
  12. O Alixandre, presidente do Atlético-MG: Se alguém souber o que, nos últimos sete anos, ele ganhou sem ser o Campeonato Mineiro, vai lá na sede e me fala. Pelo que me consta, não foi absolutamente nada. Eles vivem de classificar para campeonato e de Campeonato Mineiro, mais nada. Tem sete anos que eles estão enganando, garantindo presidência e emprego. O importante é que nossa torcida não é enganada. Ela sabe que nós só ganhamos o Campeonato Mineiro.
  13. Juca Kfouri, em seu blog: O Cruzeiro obteve extraordinária vitória sobre o Nacional, em Montevidéu, por 3×0, e vai enfrentar o São Paulo nas quartas-de-final da Libertadores. O Cruzeiro é o time brasileiro com melhor futebol na competição continental.
  14. Lédio Carmona, em seu blog: Favorito, sim! Não deu para acompanhar a nova vitória do Cruzeiro sobre o Nacional de Montevidéu. Estava na transmissão de Grêmio 2×0 Fluminense. Mas, sinceramente, não é fácil se classificar num mata-mata de Libertadores contra esse bom time uruguaio. E, mais ainda, é ainda mais raro vencer as duas partidas, em ida e volta, com um placar agregado de 6×1. E como está jogando Thiago Ribeiro! Quatro gols em dois jogos contra os vizinhos e já ultrapassou Kleber na artilharia geral da temporada (13×12). E, mais ainda, o Cruzeiro voltou a jogar bem e com autoridade. Assim sendo, sem ficar em cima do muro, cravo por aqui, antes de rumar para o Beira-Rio. No confronto das quartas, contra o São Paulo, a Raposa é a favorita. É o meu palpite. Que o São Paulo desperte de vez e me surpreenda. Aguardemos.
  15. Mauro Beting, em seu blog: Foi uma goleada em 180 minutos. Foi uma superioridade absoluta em dois jogos contra um rival de história, alguns bons jogadores, mas muito longe da qualidade atual, da tradição semelhante, e do momento celeste. O melhor brasileiro na Libertadores. O Cruzeiro jogou à vontade, num campo inóspito, e com a categoria de Thiago Ribeiro, em fase iluminada, com e sem a bola. O atacante tem feito gols como poucos, e ajudado na contenção como raros. O melhor da grande partida mineira foi que o time marcou como nem sempre tem executado com Adilson, e mesmo antes dele. A passagem de Jonathan e Diego Renan pelos lados, com a guarida do regularíssimo Henrique e do recuperado Marquinhos Paraná, também ajudou a recuperar Gilberto na criação. São três volantes, sim. Mas passaram sempre os laterais. E mesmo Fabrício, vindo de trás. Contra o São Paulo, é outra história, tradição e qualidade. Mas, hoje, o Cruzeiro é favorito. Pelo que joga. E pelo pouco que tem jogado o Tricolor.
  16. Mário Marcos de Souza, em seu blog: Enquanto o Corinthians tropeça, o Cruzeiro dá show. Depois de vencer o Nacional por 3×1 no Mineirão, goleou o mesmo time por 3×0 também na noite desta quarta-feira, em Montevidéu. Na próxima fase, um grande clássico brasileiro: Cruzeiro e São Paulo disputam a vaga para a semifinal.
  17. Vitor Birner, em seu blog: Sem segredos: Cruzeiro está melhor que o São Paulo: Não vi, mas aplaudo: Não acompanhei a vitória cruzeirense contra o Nacional. Mas aplaudo a equipe de Adilson. No Parque Central, jogar melhor que os anfitriões e ganhar é sinal de força. A mesma força que a Raposa tinha mostrado no primeiro tempo da partida ida, no Mineirão, quando deu um baile nos uruguaios. Faltava a grande apresentação como visitante. Ela aconteceu. O Cruzeiro está crescendo. Devendo futebol: O São Paulo, ao contrário, chegou às quartas-de-final sem convencer. Parece estagnado. O time não evolui. Para melhorar, contará com o reforço de Fernandão. O bom jogador pode ajudar. Todavia, mais que qualidade técnica individual, a equipe de Ricardo Gomes apresenta defeitos coletivos táticos e emocionais. Parece desconfiar da própria capacidade. Já o Cruzeiro não tem problemas de auto-estima. Cruzeiro está bem melhor: Todavia, contra o São Paulo, rivalidade, ordem do mando, 1 jogo melhor sãopaulino no mata mata e outros “detalhes” podem mudar o final que parece óbvio para tanta gente. Hoje, a maioria das pessoas aposta na classificação do vice-campeão da Libertadores. Se nada diferente acontecer e ambos repetirem o futebol das últimas semanas, os mineiros são favoritos.
  18. Leandro Mattos, em seu blog: Em Montevidéu, o Cruzeiro deixou o Nacional conversar bastante antes do duelo e respondeu da melhor maneira: dentro das quatro linhas de cal, com um triunfo inconteste, que dá moral ao time para a parada torta contra o São Paulo, adversário das quartas de final do torneio mais importante das Américas. A chama do tri permanece acesa na Toca da Raposa II, merecidamente.
  19. João Chiabi Duarte, no PHD: O Cruzeiro mostrou grande futebol, mais uma vez. E novas forças apareceram. Os que reclamavam a falta de gols de bola parada, viram o talento de Thiago Ribeiro pra fazer o gol de abertura do placar, o chamado gol tranquilizante porque, depois dele, o Nacional somente nos eliminaria se fizesse 4, coisa que ninguém faz há muito tempo. O Cruzeiro entrou determinado a jogar bola. Não ficou encolhido, como time pequeno tentando defender uma grande vantagem. De cara, Fabrício mandou um balaço no travessão. O time tocava a bola com inteligência e o gol do nosso 11 botou a casa em ordem. Com a vantagem sendo levada ao vestiário, somente um grande desequilíbrio emocional poderia dar chance ao Nacional pra dificultar nossa classificação. E foi o que os beques Coates e Lembo tentaram fazer. Primeiro foi com Gil, lance em que ambos tomaram o amarelo. Depois, com Fábio que foi chutado no chão. Nessa momento, se Leonardo Silva fosse cordeirinho e aceitasse passivamente, além de dominar a arbitragem, o becão uruguaio comandaria psicologicamente o jogo. Ele reagiu como um capitão deve reagir. O golaço de Diego Renan, tornou nossa classificação ainda mais fácil, pois eles precisariam fazer 5. O Cruzeiro não tremeu, não amarelou, jogou bola numa partida quente. Adílson Batista teve lucidez bastante pra tirar Kleber e recompor a defesa após a expulsão de Leonardo Silva. Daí em diante, o Cruzeiro girou a bola. O Nacional, cada vez mais se convencia de que nenhuma medida que adotasse resultaria num desequilíbrio emocional do Cruzeiro. E veio o 3° gol, um golaço de Gilberto, após assistência do Jonathan, lateral marcado pelos torcedores de playstation ou de Elifoot. E foi assim que veio a classificação.
  20. Renato-SP, no PHD: Que noite! Que jogo! A bola que o maior de Minas jogou foi coisa de outro planeta. Vou falar o quê? Do goleiro ao ponta, todos arrebentaram. Gilberto foi muito bem novamente, Diego renan atacou e defendeu com muita qualidade. Thiago Ribeiro? Já virou sacanagem o que esse homi tá jogando. Paraná e Henrique passaram um cadeado na meiúca enquanto o Fabrício desarmava e brincava de ser Ramires. Jonathan apoiou o tempo inteiro e fez uma feroz marcação na saída de bola do Bolso. Kleber jogou como se dev. Prendeu a bola e deu passes pra agilizar o contra-ataque. Tô gostando de ver o crescimento do Gil. Em todo jogo de Libertadores, ele tem chegado junto dos atacantes, Não dá espaço. Leonardo Silva também esteve muito bem. Foi expulso injustamente. E, putaqueupariu, Fábio é o o melhor, goleiro do Brasil!

Links e Fontes