Marcelo Kiremitdjian

De CruzeiroPédia .:. A História do Cruzeiro Esporte Clube
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Marcelo Kiremitdjian, mais conhecido como Marcelo Djian, atua no Cruzeiro na diretoria e já atuou no Clube como jogador (zagueiro).


Diretoria

Marcelo Djian é diretor de futebol do Cruzeiro desde 17 de dezembro de 2017, quando a diretoria recém-eleita tomou posse.[1]


Histórico

Veja entrevistas deste período: Entrevistas de Marcelo Djian

Títulos


Jogador

[edit]

Marcelo Djian
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Informações pessoais
Nome completo Marcelo Kiremitdjian
Data de nasc. 06/11/1966 (52 anos)
Local de nasc.

São Paulo

Posição Zagueiro
Jogos 166 (Oficais: 161 / Amistosos: 5)
Gols 5
Elenco atual? Não
Último jogo considerado
Emelec 0x0 Cruzeiro - 17/04/2001

Marcelo Djian é um ex-jogador que atuou no Cruzeiro entre os anos de 1997 e 2001. Esta foi a primeira passagem dele no Clube: 16 anos depois assumira o cargo na diretoria celeste.


Biografia

Paulistano de ascendência armênia, iniciou nas categorias de base do Corinthians, onde foi campeão paulista e brasileiro (o primeiro do clube, em 1990). Em 1993, foi transferido ao Lyon, da França, sendo um dos primeiros brasileiros a atuar neste clube.

Retornou ao Brasil em 1997, como jogador do Cruzeiro. Ali, para evitar confusão com o colega Marcelo Ramos, adicionou o "Djian", abreviação de seu sobrenome armênio, ao seu nome futebolístico. Foi vice-campeão brasileiro em 1998 pela Raposa, curiosamente, contra o Corinthians, recebendo naquele ano sua segunda Bola de Prata (a primeira ele obteve em 1990, como jogador do time paulistano).

Posteriormente faturaria um estadual e a Copa do Brasil 2000. Em 2001, trocou o clube azul pelo rival local, sem o mesmo sucesso. Aposentou-se no clube em 2003, posteriormente tornando-se representante de sua ex-equipe do Lyon no Brasil.

Títulos

Individual

Entrevistas

SuperEsportes em 3 de novembro de 2017

Trechos da entrevista concedida ao Rafael Arruda do SuperEsportes.[2]

  • Como foi o acerto com o Cruzeiro?
“Nos últimos anos, sempre que havia a saída de um diretor, o pessoal colocava meu nome, me convidava, mas nunca tinha vindo um convite diretamente do presidente. Dessa vez veio o convite por meio do Itair Machado, que me ligou uns quatro dias antes da eleição e disse: ‘estamos concorrendo, temos boas chances de ganhar. Quero saber se você gostaria de ser diretor’. Disse a ele para aguardar a eleição, que não daria para conversar nada mais avançado, mas que me interessava sim. Se o presidente ganhasse, a gente voltava a se falar. Foi isso que aconteceu. Nós conversamos e nos acertamos. Só aguardamos a transição definitiva com o presidente, pois o Klauss e o Tinga estão no cargo, são profissionais e precisam ser respeitados. O próprio Klauss se colocou à disposição para me ajudar no que for necessário para essa transição. O ano de 2018 será muito corrido. Terá a Copa Libertadores, vamos ver quem fica, quem sai, quem será contratado. Agora sim podemos conversar mais abertamente sobre essas contratações”.
  • Qual será o cargo exato no clube?
“Conversamos pouco sobre isso. A princípio, devo abranger as duas funções (diretor e gerente de futebol). Isso vai depender do dia a dia. Se o clube achar necessário a contratação de uma outra pessoa, vai ser visto quando começarmos a trabalhar. Mas a princípio seria o de diretor de futebol, mas fazendo o que o Tinga faz também”.
  • O que há de semelhante entre a experiência como representante do Lyon e o trabalho futuro no Cruzeiro?
“Não é muito diferente. Eu analisava jogadores e via os jogos. Hoje, na minha função, tenho que fazer isso também e prestar atenção até mesmo nos adversários, quem tem qualidade, quem futuramente poderá ser contratado. Fui capitão nos clubes que joguei: no próprio Cruzeiro, no Corinthians, no Lyon, no Atlético. Sempre fiz parte das lideranças do grupo. Você tem que ter a tranquilidade para analisar cada pedido e resolver os problemas que têm. Nas contratações, é errar o mínimo possível. Às vezes o sucesso do jogador depende de detalhes, como a mudança de cidade, de posição, de ambiente, de um clube com estrutura. E o Cruzeiro tem uma base muito boa, tanto que ganhou a Copa do Brasil e está bem no Brasileiro”.
  • Com a sua chegada ao Cruzeiro, a função de agente esportivo deixará de ser exercida?
“Cancelei minha licença. Tive que fazê-la em 2003 a pedido do presidente do Lyon. Primeiramente fiz a licença por causa disso. Fiz algumas negociações com outros clubes da França, mas principalmente com o Lyon. Mas quando recebi o convite, cancelei o registro por meio de uma carta enviada à Confederação Brasileira de Futebol. Trabalho para o Cruzeiro, não me sentiria bem em conciliar as duas coisas”.
  • O quão foi importante manter o técnico Mano Menezes no Cruzeiro?
“Foi muito importante a renovação de contrato com o técnico Mano Menezes. Ele conhece todo o elenco, já sabe os detalhes de cada jogador. Um novo treinador poderia trazer um atraso, sobretudo na forma de jogar”.
  • Como será a montagem do grupo para a Copa Libertadores de 2018?
“O Cruzeiro tem um elenco bom. Tem uma base muito boa. Vamos conversar com o Mano e ver o que ele acha, pois ele está no dia a dia e sabe o que é melhor para a equipe. A conversa com a comissão técnica é essencial. Depois que está com o grupo formado, é saber que a Libertadores tem um nível de dificuldade mais alto que o Brasileiro. Os clubes argentinos, equatorianos e colombianos vão bem principalmente contra os brasileiros. Quando ainda disputavam a competição, os mexicanos também criavam dificuldades. A Libertadores tem um ritmo forte também na parte de arbitragem. Não é qualquer falta que os árbitros marcam, deixam o jogo correr. Temos que olhar tudo isso para fazer o planejamento”.
  • Há alguma carência já detectada no elenco?
“Não sentei para conversar com o Mano ainda. Quando estive em Belo Horizonte, o Mano estava se recuperando do tratamento de pele que fez em São Paulo. Só tenho conversado com o Itair. Vou a Belo Horizonte na semana que vem para fazer a transição. Aí vamos discutir quais as posições que o Mano quer reforçar o time para o ano que vem”.

Fontes

Referências