Goiás 3x0 Cruzeiro - 02/11/2008

De CruzeiroPédia .:. A História do Cruzeiro Esporte Clube
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Confrontos
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Por temporada
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No estádio Serra Dourada
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Contra Goiás
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Goiás
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Cruzeiro
33ª rodada do Campeonato Brasileiro 2008
Data: 2 de novembro de 2008 Local: Goiânia, GO
Horário: 17h Estádio: Serra Dourada
Árbitro: Paulo César Oliveira Público pagante: 8.273
Assistente 1: Milton Otaviano dos Santos Público presente: Não disponível
Assistente 2: Alessandro Alvaro Rocha de Matos Renda: R$ 129.585,00 R$ 129.585
Cr$ 129.585
NCr$ 129.585
Cz$ 129.585
NCz$ 129.585
(preço médio: R$ 15,66 )
Súmula: Súmula Borderô
Escalações
Goiás: Cruzeiro:

1. Harlei 1. Fábio
2. Rafael Marques 2. Jonathan Cartão amarelo recebido aos
3. Henrique Gol aos do 3. Thiago Heleno
4. Ernando 4. Espinoza Substituição realizada de jogo ( Léo Fortunato )
5. Vítor Cartão amarelo recebido aos 5. Carlinhos Cartão amarelo recebido aos
6. Fernando Cartão amarelo recebido aos 6. Henrique
7. Fábio Bahia 7. Marquinhos Paraná
8. Júlio César 8. Fernandinho Substituição realizada de jogo ( Maurinho )
9. Paulo Baier Gol aos do Gol aos do Substituição realizada de jogo ( Felipe ) 9. Wagner
10. Thiago Feltri Substituição realizada de jogo ( Lusmar ) 10. Thiago Ribeiro
11. Iarley Substituição realizada de jogo ( Alex Terra ) 11. Guilherme Gusmão Substituição realizada de jogo ( Camilo Cartão amarelo recebido aos )
Técnico: Hélio dos Anjos Técnico: Adilson Batista
Reservas que não entraram na partida
Goiás: Cruzeiro:


Pré-Jogo

O Cruzeiro tem histórico sofrível no Serra Dourada. Em 16 partidas na maior cancha do país (120m x 80m), o clube mineiro venceu 2, empatou 6 e perdeu 8. Hoje, a escrita precisa ser desfeita. Pra continuar sonhando com o título, só a vitória interessa ao time celeste. Caso, porém, o sonho seja apenas de Libertadores, um empate não seria mau resultado. Desde que, depois, ele vença todas suas partidas, em casa.

São campanhas distintas. O Goiás começou muito mal, cresceu com a contratação do técnico Hélio dos Anjos e chegou a sonhar com a Libertadores. Mas já está voltando ao normal, após uma série de empates e derrotas. Já o Cruzeiro tem feito da regularidade sua principal virtude. Em apenas uma das 32 rodadas esteve fora do G4.

Os sistemas táticos também são diferentes. O Goiás, no 3-6-1, concentra força no meio de campo e deixa Iarley como referência no ataque. Mas tem 4 jogadores capazes de chegar pra decidir: Vítor, Baier, Júlio César e Feltri. O Cruzeiro, como sempre, jogará no 4-3-1-2. A linha de volantes que, em outros tempos, chegava toda ao ataque, desta vez, terá Henrique e Paraná mais fixos e Fernandinho mais avançado. O que deve empurrar Wagner mais para o lado direito variando para um 4-2-2-2 quando o time estiver atacando.

Do ponto de vista anímico, o Cruzeiro está melhor. Vem de uma vitória sobre o líder, Grêmio. Já o Goiás, após 3 empates, perdeu para o Vasco, em casa, e Palmeiras, fora, dando adeus à Libertadores 2009. Sua torcida também deve se manter no sofá, uma constante, neste campeonato. Concentrado e determinado, o time celeste pode vencer mais esta mini-decisão e se candidatar de vez ao prêmio máximo da competição.

Como foi

Primeiro Tempo

O Cruzeiro provou do veneno que aplicou no Grêmio. Foi pressionado a partir da saída de bola e não soube se desvencilhar dos insistentes meio-campistas esmeraldinos, que não deixaram os defensores celestes nem respirar.

Sem compactação, com o meio de campo divorciado da defesa, as falhas individuais ficaram patentes. O mau posicionamento e os reflexos lentos de vários jogadores facilitaram a missão do Goiás. Foi, no popular, um atropelamento o que o time celeste sofreu nos primeiros 16 minutos.

No intervalo, Paulo Baier definiu a estratégia esmeraldina: “Demos mole contra o Vasco, mas hoje entramos determinados e pressionamos logo de cara.”

Aos 2, Vítor passou por Carlinhos, foi à linha de fundo e, diante da chegada de Espinoza, cruzou, Paraná cortou e a bola caiu nos pés de Júlio César, fora da área. O chute saiu forte, rasteiro. Fábio defendeu parcialmente, Baier apareceu livre, na cara do gol, e chutou cruzado, rasteiro, no canto direito de Fábio: Goiás 1×0.

Aos 8, da intermediária, Vítor lançou Feltri na entrada da área celeste. Espinoza desarmou o ala-esquerda, mas adiantou a bola que ficou com Baier. Paraná tentou cortar, mas os dois jogadores do Goiás o deixaram pra trás com uma tabela, que resultou num passe para Baier, na cara do gol, chutar forte. Fábio saiu pra tentar a defesa, mas a bola passou entre ele o poste esquerdo: Goiás 2×0.

Aos 10, Fábio defendeu chute forte de Júlio César. Três minutos depois, Wagner bateu falta sobre a área. Ribeiro cabeceou pra fora, à esquerda de Harlei. Pasado o susto, o Goiás voltou a atacar. Aos 16, Júlio César bateu escanteio pela direita, na corrida, Henrique subiu mais que seu xará celeste e Thiago Heleno pra fuzilar o arco defendido por Fábio: Goiás 3×0.

O jogo terminou aí. Mas o Cruzeiro ainda fez alguma marola. Aos 18, Ribeiro chutou de fora da área, por cima do travessão. Aos 20, o time mineiro pressionou a defesa goiana com vários chutes seguidos. Deu em nada. No contra-ataque, Baier chutou forte, Fábio defendeu.

Aos 26, Vítor puxou contra-ataque, serviu Iarley que cruzou para Carlinhos cortar. Aos 29, Ribeiro cruzou, mas o Henrique goiano chegou antes de Guilherme Gusmão e desviou pra escanteio. Aos 38, Fernandinho bateu falta sobre a área, Harlei defendeu sem problemas.

Aos 43, Iarley perdeu uma bola para a defesa celeste. Jonathan avançou no contra-ataque, mas cruzou mal, para defesa de Harlei. Aos 45, Wagner passou a Guilherme Gusmão que deixou Carlinhos livre para invadir a área. O cruzamento acabou nos pés de Rafael Marques.

A sonolência do time celeste, o divórcio entre os setores e a liberdade concedida a Paulo Baier refletiram as limitações da equipe celeste, que se mostrou, mais uma vez, sem a força requerida para os momentos de decisão.

As dificuldades de posionamento do time celeste no imenso gramado do Serra Dourada fizeram lembrar as que passam os times do interior de Minas quando jogam no Mineirão.

Segundo Tempo

O Cruzeiro voltou com Léo Fortunato e Camilo nos lugares de Espinoza e Guilherme Gusmão, ambos substituídos por deficiência técnica. Wagner avançou para o ataque e Ribeiro jogou mais centralizado.

Aos 2, Ribeiro chutou, Harlei defendeu. Aos 4, Fortunato cometeu falta em Iarley. Baier lançou a bola sobre a área. Na seqüência, a defesa celeste cedeu dois escanteios. No afã de atacar, o Cruzeiro deixava espaços imensos para os contra-ataques.

Aos 5, Fernandinho rolou uma bola limpa pra Carlinhos, que disparou um petardo da entrada da área. Ágil, o veterano Harlei fez ponte e desviou a bola para escanteio. O Cruzeiro queria jogo. Aos 12, Fernandinho bateu falta na linha lateral da grande área. Wagner chutou, Harlei defendeu. Aos 15, Wagner bateu uma falta na meia-lua. A bola desapareceu nos céus do Planalto Central.

Aos 19, Feltri recebeu livre na meia-esquerda e cruzou, Iarley deixou Heleno pra trás e marcou o 4º gol, mas anulado pelo bandeira, pois Fortunato dava condição de jogo ao atacante esmeraldino. Aos 21, Fernandinho lançou Carlinhos, que foi à linha de fundo e cruzou. A defesa goiana cortou. Um minuto depois, Iarley e Vítor entraram livres na intermediária celeste, mas o centroavante chutou por cima do travessão, desperdiçando oportunidade clara de gol.

Aos 24, Vítor chegou à linha de fundo e cruzou. Fábio defendeu, a bola ficou com Baier que desperdiçou outro gol chutando pra fora. Aos 26, Fernandinho foi substituído por Maurinho. Jonathan foi para o meio de campo. Não deu resultado, pois o time celeste completamente desarticulado não tinha personalidade nem inteligência para aproveitar o melhor de cada um de sues jogadores. A partida se arrastava sem perspectivas de mudanças em seu panorama.

Aos 30, Camilo fez jogada de linha de fundo e cruzou. Wagner bateu forte, mas a bola desviou na zaga e saiu pela linha de fundo. Aos 33, Lusmar substituiu Feltri. Satisfeito com o placar, Hélio dos Anjos reforçou a marcação para evitar qualquer surpresa. Aos 35, Baier cruzou, Carlinhos desviou para escanteio. Aos 39, Ribeiro serviu Jonathan que chutou forte, alto, de dentro da área. Harlei esticou-se e espalmou a bola para escanteio.

Aos 42, Baier foi substituído por Felipe. Valeu para o artilheiro da tarde conceder entrevistas com mais tranqüilidade porque o jogo estava resolvido desde o primeiro quarto de hora. Ao Cruzeiro, faltou inteligência, determinação e a força que caracterizam as equipes de chegada.

Resta, agora, acreditar que algumas zebras coloquem o Cruzeiro na rota do título, outra vez. Mas isto só adiantará se os jogadores celestes conseguirem praticar 110% de suas potencialidades. Jogar apenas tudo o que sabem, será pouco para aspirar a algo mais do que uma vaga na Libertadores.

Vídeos

Gols

Atuações

  • Adilson Batista – No final, ele assumiu o erro de todos. Consolidou a dívida, que promete pagar nas próximas rodadas.
  • Torcida – Dividiu o Serra Dourada com torcedores e bandidos locais. Foi apedrejada, mas o castigo pior foi a exibição do time. Outra vez, a galera azul fora da área de influência da mídia mineira jogou com o time. Pra quem estava na frente da TV, foi o único motivo de orgulho, ontem.
  • Fábio – Levou 4 gols indefensáveis, salvou 2, contou com a sorte pra não levar outros 2. Ufa!
  • Jonathan – Pela disposição, o melhor do time. E, como pegou gosto por esse trem de marcar gol, chutou 2 bolas perigosas contra Harlei.
  • Thiago Heleno – Perdido, tanto na esquerda quanto na direita. Foi completamente envolvido pelos meias e alas que apareciam feito enxame na intermediária celeste.
  • Espinoza – Perdeu a bola que resultou no 2º gol, mas levou a culpa dos demais. Se bobear, paga até pelo 4º mal anulado pelo juiz quando ele já não estava mais em campo. Também foi envolvido pelo ataque esmeraldino que não encontrou barreira alguma em suas investidas contra a defesa celeste.
  • Léo Fortunato – Com ele em campo, o Goiás criou tantas chances quantas as que criou com Espinoza. Sorte dele, que foram desperdiçadas ou anuladas pela arbitragem. Caso contrário, estaria também na boca do povo.
  • Carlinhos – De cara, levou uma passada do ala Vítor que resultou no 1º gol. Ficou mais contido, mas, ainda assim, desferiu uma bomba defendida por Harlei.
  • Henrique – Não viu a cor da bola. Provavelmente, nem a cor da camisa do Goiás.
  • Marquinhos Paraná - Entrou na roda goiana e esteve presente no lance dos 3 gols, mas não levou a culpa de nenhum. Isto, sim é discrição. Low profile. No 2º tempo, se aprumou e andou empurrando o time pro ataque, mas, aí, a fatura já estava liquidada.
  • Fernandinho – Lento, ruim na marcação, mas com alguma habilidade no trato com a bola. Alguma, não muita.
  • Maurinho – Fico imaginando o que ele deve ter pensado quando recebeu a ordem de entrar em campo. Provavelmente, algo como: “Pô, chefia, vou fazer o que nesta roubada?!”
  • Wagner – Só pra contrariar os reis do chavão, foi melhor no ataque do que armação. Ao menos, começou a jogar quando esteve mais próximo do arco adversário, porque, recuado, simplesmente, não viu a danadinha de perto. Bateu uma falta junina, daquelas em que a bola virão balão e sobe, sobe, sobe… Perdeu um gol em boa jogada de Camilo. Pra falar a verdade, considerados os desempenhos dos colegas, até que não foi tão mal assim.
  • Thiago Ribeiro – Correu, correu, correu… Parecia um coelhinho.
  • Guilherme Gusmão – Quando time naufragava, ele deu um taquito bacana. A bola, evidentemente, ficou com o beque. Ali, Adílson Baptista deve ter ditado a sentença da substituição.
  • Camilo – Fez excelente jogada de linha de fundo, que Wagner não conseguiu completar pras redes. Parece pouco, mas, nas circunstâncias, até que não foi de todo ruim.
  • Juiz & Bandeiras – Anularam mal um gol legítimo do Goiás.
  • Adversários - Contra o Vasco, o Goiás jogou como um time de senhoritas. Ontem, ao contrário, deu tudo de si. Bela transformação. Baier e Vítor sobraram em campo, Harlei fez quatro boas defesas. Ah, querem saber, todos foram bem… Tanto quanto foram bisonhos e desinteressados contra o Vasco. E como serão contra o São Paulo.

O que foi dito

  • “O foco continua sendo o título. Vamos tentar reagir o mais rápido possível. O Palmeiras enfrenta o Grêmio, pode ter um empate e ficaríamos a um ponto de novo. Grêmio e São Paulo podem vencer e aí ficaríamos a quatro. Mas eles jogam fora na próxima rodada, então o campeonato está aberto. O diferencial é fora. Infelizmente, hoje, deixamos a desejar, de novo. Com calma, vamos corrigir algumas coisas importantes. Agora, vamos pensar no Fluminense, que joga na quarta-feira contra o Figueirense, e trabalhar em cima do próximo jogo pra tentar diminuir a diferença.” (Adílson Baptista)
  • “O time não teve a mesma atitude da vitória sobre o Grêmio e o Goiás se aproveitou disso. Agora, é esperar o fim da rodada pra ver o que a gente precisa fazer no Mineirão. Que venha o Fluminense, vamos tentar a vitória em casa.” (Fábio)
  • “Nossa equipe entrou desligada, o campo estava pesado e o clima muito quente. Estávamos cansados. Fizemos uma partida muito forte contra o Grêmio e a viagem foi cansativa. Se a postura fosse diferente, teríamos conseguido um resultado melhor.” (Jonathan)
  • “Hoje, jogamos abaixo do esperado. Marcamos de longe, erramos bastante e tomamos três gols rapidamente. Agora, é torcer pros outros concorrentes não vencerem.” (Paraná)
  • “Continuamos pensando no título. Enquanto houver possibilidade, vamos tentar. Muitos vão falar que não, mas ainda temos como reverter essa situação.” (Guilherme Gusmão)