Figueirense 3x4 Cruzeiro - 21/09/2008

De CruzeiroPédia .:. A História do Cruzeiro Esporte Clube
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Confrontos
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Por temporada
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Por Campeonato Brasileiro
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No estádio Orlando Scarpelli
Escudo Figueirense.png 2x1 Escudo Cruzeiro.png Gol aos do Escudo Figueirense.png 1x0 Escudo Cruzeiro.png
Contra Figueirense
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Escudo Figueirense.png
3 × 4
Escudo Cruzeiro.png



Informações

Data: 21 de setembro de 2008 às 16:00
Local: Florianópolis, SC
Estádio: Orlando Scarpelli


Público e Renda

Público pagante: 7.153
Público Presente: 7.518
Renda: R$ 46.292,50 R$ 46.292,5 <br />Cr$ 46.292,5 <br />NCr$ 46.292,5 <br />Cz$ 46.292,5 <br />NCz$ 46.292,5 <br /> (preço médio: R$ 6,47 )


Escalações

Figueirense
  1. Wilson
  2. Alex Bruno
  3. Asprilla
  4. Gomes Cartão amarelo recebido aos
  5. Diogo Gol aos 13 do  (2T) 13'  (2T)
  6. Magal
  7. Jackson Substituição realizada de jogo ( Lima )
  8. Cleiton Xavier Gol aos do
  9. Ramon Gol aos 36 do  (1T) 36'  (1T)
10. Alex Cazumba
11. Bruno Santos Gol aos 26 do  (1T) 26'  (1T) Substituição realizada de jogo ( Rafael Coelho )
Técnico: Mário Sérgio

Cruzeiro
  1.  Fábio
  2.  JonathanSimbolo jogador base.png Substituição realizada de jogo ( 13. Maurinho )
  3.  Thiago HelenoSimbolo jogador base.png
  4.  Espinoza
  5.  Carlos Andrade Souza
  6.  Henrique  Gol aos 29 do  (1T) 29'  (1T)
  7.  Elicarlos Substituição realizada de jogo ( 15. Camilo )
  8.  Marquinhos Paraná
  9.  Wagner
10.  Thiago Ribeiro  Gol aos 26 do  (2T) 26'  (2T) Substituição realizada de jogo ( 14. Thiago Martinelli )
11.  Guilherme GusmãoSimbolo jogador base.png  Gol aos 14 do  (1T) 14'  (1T) Gol aos 36 do  (2T) 36'  (2T)
Técnico: Adilson Batista


Reservas que não entraram na partida


Pré-Jogo[editar]

O Cruzeiro precisa vencer pra escapar dos perseguidores, cada vez em maior quantidade em sua cola, pra ter alguma gordura pra queimar na próxima rodada, no Morumbi, e pra, caso, os que lhe vão à frente percam, sonhar com o título. Uma derrota, hoje, pode triturar um projeto iniciado há 8 meses.


Sem Fabrício e Ramires, a linha de volantes, já desfalcada de Charles, dispensado precocemente, não inspira confiança, De bom, neste setor, o time terá a volta do multifuncional Paraná. Wagner, como sempre, é incógnita. Saberá se livrar da marcação cerrada que vai receber? Otimismo a torcida poderá se permitir pela estréia da dupla Guilherme Gusmão & Ribeiro no ataque. Pela habilidade de ambos, promete dar liga.

O Figueira, a maior caixa de pancadas do torneio, não pela pontuação, mas pela fragilidade de sua defesa, jogará mais fechado que boca de bode. Ou o Mário Sérgio terá mudado radicalmente seus conceitos? É jogo de paciência, dedicação e, sobretudo, atenção. Uma falha como a que resultou no gol da SEP domingo passado seria senha pra uma baita crise.

Noves fora, fica uma pergunta a ser respondida a partir de 16h. Esse time tem colhões? Com a palavra (e a bola) Adílson Baptista e seu elenco de muito prestígio, vastas promessas e poucas respostas positivas até então

Lance a lance[editar]

Primeiro Tempo[editar]

O Figueira começou pressionando. Aos 4, Asprilla chutou de fora da área, cruzado. A bola saiu rente ao poste esquerdo do arco de Fábio. Aos 6, Bruno Santos recebeu uma bola cruzada e, na entrada da pequena área, tentou concluir de letra. A bola não chegou ao gol e foi rebatida pela defesa.

O meio de campo do Cruzeiro mostrou-se desentrosado. Henrique, Paraná e Elicarlos confundiam-se na marcação dos 5 volantes/meias do alvinegro. Eles arrancavam com a bola dominada pra cima da zaga celeste, que falhava quando era obrigada a combater os atacantes no mano-a-mano.

Mas o ataque, com Guilherme Gusmão e Thiago Ribeiro, trocando de posições e recebendo apoio de Wagner equilibrou a partida e, aos 9, Ribeiro serviu Wagner, que entrou na área e cruzou. A zaga rebateu. Aos 12, Paraná cruzou, Guilherme Gusmão escorou para Ribeiro, que arrematou à queima-roupa. Wilson defendeu.

Aos 14, Wagner entrou na área e chutou cruzado. Wilson deu rebote e Guilherme Gusmão, sozinho, com o gol aberto à frente, empurrou a bola para as redes: Cruzeiro 1×0.

O time mineiro se animou e tomou conta da partida, mas descuidou-se da marcação no meio de campo deixando a defesa exposta aos contra-ataques. O castigo aconteceu aos 26. Jonathan tentou voltar uma bola pra Espinoza, mas ela bateu no braço de Magal e ficou com Cleiton Xavier, que lançou Bruno Santos. O centroavante aplicou um corte, dentro da área, em Jonathan, que vinha corrida, e arrematou rasteiro: Figueirense 1×1.

O gol não desesperou o Cruzeiro, que saiu em busca do desempate. Aos 29, Wagner bateu escanteio, pela direita. Diogo cabeceou pra dentro da própria área. A bola sobrou pra Henrique que soltou uma bomba, sem chance defesa para Wilson: Cruzeiro 2×1.

O Figueira se desarrumou. Aos 31, Ribeiro entrou na área, driblou Wilson e arrematou cruzado, por cima do travessão, perdendo grande oportunidade de resolver o jogo ainda no 1º tempo. Na raça, o time da casa buscou o empate. Aos 36, Diogo cruzou e Ramon, entre os beques, cabeceou livre, pra baixo. Fábio se atrapalhou com a bola e ela acabou sobrando para Cleiton Xavier, que a empurrou pras redes: Figueirense 2×2.

Aos 40, Ribeiro chutou de fora da área. Wilson desviou para córner. Carlos Andrade Souza cobrou e Espinoza cabeceou pra fora. Aos 41, Bruno Santos escapou num contra-ataque perseguido por Marquinhos Paraná. Dentro da área, tentou arrematar, mas Fábio defendeu sem grandes problemas.

O Cruzeiro respondeu com um cruzamento de Carlos Andrade Souza, aos 43. Wilson falhou ao tentar defender pelo alto, Henrique ajeitou de cabeça pra Guilherme Gusmão, que chutou por cima do travessão. Um minuto depois, o Figueirense saiu num contra-ataque rápido, que Jonathan desfez.

Segundo Tempo[editar]

O Figueirense voltou disposto a virar o placar. A 1 minuto, Alex Cazumba cruzou e Fábio defendeu. Aos 2, Espinoza saiu mal, errou um passe, Bruno ficou com a bola e atravessou a despovoada defesa celeste com ela, ams quando se preparava pra chutar a gol, Fábio e fez defesa milagorsa a seus pés. Ramon fcou com o rebote e chutou rasteiro, rente ao poste direito, pra fora.

Aos 5, sob pressão do Figueira, Thiago Heleno cedeu córner. A pressão não diminuia e o Cruzeiro continuava com marcação foruxa no meio de campo permitindo o contorole das ações pelo adversário. Aos 9, dentro da área, Cleiton Xavier chutou, mas Espinoza, de ombro, impediu que a bola chegasse ao gol.

Aos 12, Alex Cazumba foi à linha de fundo e cruzou obtendo um escanteio. Um minuto depois, Cleiton passou a Ramon, que serviu Diogo. O ala-direita bateu, de primeira, no canto direito de Fábio: Figueirense 3×2.

Na saída de bola, o Cruzeiro desperdiçou uma chance clara de empatar. Guilherme Gusmão recebeu livre na área, driblou Wilson e arrematou forte, mas o goleiro recuperou-se a tempo de rebater a bola com o pé direito. Aos 15, Adílson Baptista trocou Elicarlos por Camilo numa tentativa de empurrar o time para o ataque aproveitando-se das subidas dos alas do Figueira.

O Cruzeiro despertou. Tomou conta do campo e pressionou a fraca defesa local. Aos 17, Thiago Heleno recebeu passe de Guilherme Gusmão, entrou na área e chutou por cima do travessão. Aos 22, Maurinho substituiu Jonathan e, em sua primeira jogada, lançou Camilo, dentro da área. O meia rolou para trás. Ribeiro recebeu a bola, cortou Asprilla e chutou rasteiro, no canto esquerdo de Wilson: Cruzeiro 3×3.

Mário Sergio trocou Bruno Santos, cansado, por Rafael Coelho tentando reequilibrar a partida. O Cruzeiro manteve a pressão, mesmo sem boa organização tática. Wagner cresceu ao encontrar espaços deixados pela marcação do confuso sistema de defesa alvinegro. Aos 29, Maurinho alçou uma bola sobre a área. A defesa cortou e Guilherme Gusmão, aproveitando o rebote, chutou, alto, por cima do travessão.

O Figueira se atrapalhou. Aos 30, Jackson atingiu Carlos Andrade Souza com um pontapé na barriga numa dividida desnecessária. O desempate estava se desenhando tamanha era a pressão celeste. Aos 33, Paraná entrou na área, pela direita, e tocou pra trás. Thiago Ribeiro chutou forte, Wilson defendeu parcialmente e a bola sobrou pra Guilherme Gusmão que, sem qualquer trabalho, empurrou-a para as redes: Cruzeiro 4×3.

Mesmo sem organização, o Figueirense passou a buscar novo empate. Aos 38, Ramon escorou cruzamento, de cabeça, mas a bola saiu pela linha de fundo. Daí em diante, o Cruzeiro tratou de segurar o jogo e ainda reforçou a marcação com a substituição de Thiago Ribeiro por Thiago Martinelli, aos 44.

Foi uma vitória de superação sobre os próprios erros e sobre o desespero do adversário que se aproxima da zona de rebaixamento. E, com ela, o time se mantém vivo na disputa pelo título.

Atuações[editar]

  • Fábio – Engoliu um frango, salvou um gol e fez outra defesa difícil. Nos demais lances, esteve correto. E como todo bom goleiro, sem se deixar abater pela falha.
  • Jonathan – Defendeu mal, atacou ainda pior. Mas lutou. O que não é de se desprezar.
  • Maurinho – Seu primeiro lance, um cruzamento despretensioso, resultou no 3º gol celeste. Entusiasmado, tentou outras jogadas mesmo sem aquela força de 2003. Se continuar evoluindo, será útil nesta fase final do campeonato. Mas é bom não contar com ele para entrar jogando contra o SPFC. Esse será uá uma partida pra quem estiver 100% condicionado, o que o lateral da Tríplice Coroa ainda não está.
  • Thiago Heleno – Como a linha de volantes funcionou mal na proteção à zaga, teve de se virar pra se impor contra os atacantes do Figueira. Ganhou e perdeu as disputas diretas, mas não afinou. Nos piores momentos, foi ao ataque e teve até uma oportunidade que chutou por cima do travessão após receber lançamento de Guilherme Gusmão.
  • Espinoza – Vacilou em lances importantes. Num deles, entregou a bola para um contra-ataque do Figueira, que só não se transformou em gol devido a uma defesa milagrosa de Fábio e a má pontaria do meia-atacante Ramon. Como defesa para algumas falhas, pode invocar a marcação errática dos volantes. De positivo, a liderança e a tranqüilidade demonstrada nos piores momentos da equipe.
  • Thiago Martinelli – Entrou pra esfriar o jogo e congestionar a defesa. É provável que nem tenha tocado na bola. Sinceramente, não me lembro de ter visto isto nos 4 minutos em que atuou.
  • Carlos Andrade Souza – Defendeu melhor do que atacou durante a maior parte do tempo. Quando começou a reação que levou à vitória, porém, jogou como volante e meia.
  • Henrique – Fez um gol, deu passe pra outro, mas se enrolou na marcação, que não soube dividir com Paraná e Elicarlos.
  • Elicarlos – O pior dos três volantes. Marcou mal e não saiu pro jogo.
  • Camilo – Entrou com a missão de empurrar o time pro ataque, aproveitando espaços pelo lado esquerdo. Cumpriu o que o treinador pediu. De quebra, ainda serviu Thiago no gol de empate.
  • Marquinhos Paraná – A sobriedade de sempre, mas sem a costumeira eficiência. Não ajustou corretamente a marcação com seus dois companheiros de proteção a zaga deixando espaços para os meias e atacantes do Figueirense se movimentarem. Numa de suas subidas ao ataque, iniciou a jogada do gol da vitória.
  • Wagner – Começou bem, criando jogadas e movimentando-se nos poucos espaços deixados pelos volantes do Figueira e chutando a gol como no lance do 1º gol celeste. No início do 2º tempo, perdeu-se junto com todo o time e ficou assistindo a pressão do adversário. Com o tempo, recuperou-se na aprtida, voltou a armar o time e terminou como um dos destaques da equipe.
  • Thiago Ribeiro – O melhor em campo. Muita movimentação, um belo gol, passes e tabelas verticais, bons chutes.
  • Guilherme Gusmão – Os dois gols, tão fáceis de serem feitos quanto importantes, já teriam justificado sua menção como um dos melhores em campo. Mas criou outras jogadas e se entendeu bem com Thiago Ribeiro, principalmente, quando o time iniciou a virada do placar na metade do 2º tempo.
  • Juiz & Bandeiras – O juiz deixou de marcar falta quando a bola foi desviada no braço de Magal no lance que resultou no 1º gol dos catarinenses. Nos demais, o trio acertou. Com a ajuda dos atletas que jogaram limpo. Tanto que ele só precisou mostrar umc artão amarelo, embora devesse ter mostrado outro numa jogada desastrada de Jackson contra Carlos Andrade Souza.
  • Adversários – Cleiton Xavier é o maestro do time catarinense e Bruno Santos, além de marcar um golaço, foi perigoso enquanto teve fôlego.

O que foi dito[editar]

  • “Vou fazer meu trabalho da melhor forma possível pra ajudar o Cruzeiro, entrando faltando 15 minutos ou como titular. O São Paulo é uma grande equipe. Temos que respeitar, mas não temer. O Cruzeiro é grande e, em toda competição, entra pra conquistar o título.” (Maurinho)
  • “Foi difícil em função da situação do Figueirense, da troca de treinador, da mobilização e dedicação de seus atletas. Trabalhei no Figueirense e sei como é difícil jogar aqui. Então, parabenizo nosso time pela dedicação pra superar as dificuldades do jogo e por termos alcançado a meta traçada. Poderíamos ter saído do 1º tempo com um placar melhor, mas deixamos de marcar, encurtar espaços, principalmente nas laterais. No intervalo, tentamos corrigir o problema. Entendi que o Mário Sérgio ia arriscar um pouquinho, como aconteceu em determinado momento do jogo. Ficaria um corredor aberto, que pedi ao Maurinho e ao Camilo pra explorarem. Eles tiveram méritos pela dedicação. Fiquei preocupado com o Wagner, que está pendurado. Mas os jogadores foram inteligentes e se comportaram adequadamente.” (Adílson Baptista)
  • “Fiz a defesa, só que, pela situação do gramado, não consegui jogar a bola pra fora. No 2º toque, ainda tentei tirar, mas o cara chegou dividindo. Graças a Deus, a equipe teve tranqüilidade e superação pra reverter a situação. O gramado, no começo, estava muito duro. Depois ficou escorregadio. Graças a Deus, a equipe se superou. Todos estão de parabéns. Entraram ligados, sabendo da responsabilidade que era recuperar os pontos que deixamos escapar no Mineirão.” (Fábio)

Fontes[editar]