Fábio Deivson Lopes Maciel

De CruzeiroPédia .:. A História do Cruzeiro Esporte Clube
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Fábio
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Informações pessoais
Nome completo Fábio Deivson Lopes Maciel
Data de nasc. 30/09/1980 (37 anos)
Local de nasc.

Nobres

Altura 1.89m
Direito
Apelido Muralha Azul
Número 1
Posição Goleiro
Jogos 794 (Oficais: 774 / Amistosos: 20)
Gols 823
Twitter @fabiogoleiro_01
Instagram @fabiogoleirooficial
Elenco atual? Sim [Detalhes]


Fábio Deivson Lopes Maciel, mais conhecido como Fábio, joga pelo Cruzeiro desde 2005 de forma ininterrupta, com exceção de lesões. É o jogador que mais vestiu a camisa do Cruzeiro. Seu contrato com o Clube vai até 2019.[1][2]

História

O camisa 1 chegou ao clube em 2000, mas poucas oportunidades teve na época, o titular era André. Contudo, teve tempo para fazer a sua estreia, vitória por 2 a 1 sobre o Universal no dia 4 de março daquele ano, na meta estrelada, partida que nunca foi esquecida.

- "Lembro da primeira vez que entrei no Mineirão, contra um time do Rio de Janeiro, o Universal. Foi marcante para mim, foi muito importante. Dentro do Mineirão, em um amistoso, em que, se não me engano, tive a oportunidade de entrar no segundo tempo, acho que nem comecei jogando. Mas foi importante e foi o primeiro passo. Depois várias coisas aconteceram, fui emprestado para o Vasco, me compraram e tive a oportunidade de retornar ao Cruzeiro" – relembrou.

Após o início tímido, Fábio foi para o Vasco, onde ficou por quatro anos. Voltou ao Cruzeiro mais maduro e apto para ser, dessa vez, o dono da camisa 1. E assim foi. O goleiro agarrou a oportunidade e nunca mais soltou, ao 400º jogo pela Raposa. Marca que traz identificação com a torcida, mas também mais responsabilidade.

- "Você se torna uma referência e, às vezes, as cobranças pelas conquistas e pelas vitórias será maior sobre você. O torcedor cria uma identificação. Isso é importante para você se dedicar ainda mais dentro do clube que você gosta de atuar, aprendeu a amar e onde você se esforça para que a torcida esteja sempre feliz com os bons resultados" – afirmou.

Ano a Ano

2005

Fábio chegou ao Cruzeiro em 2005, na sequência de um ano conturbado para a Raposa. Após a saída do técnico Vanderlei Luxemburgo, o time fez um pífio ano de 2004 – mesmo com toda pressão que existia sobre o campeão da Tríplice Coroa – tendo embaixo de suas traves os goleiros Artur e Doni. Ambos não conseguiram substituir a altura Gomes, que havia se transferido para o PSV Heidhoven (Holanda). Fábio, campeão da Copa América em 2004 com a Seleção Brasileira e recém-chegado do Vasco, foi o preferido do técnico recém-contratado Levir Culpi durante o começo do ano.

Fábio começou bem em seus primeiros jogos em 2005, disputando o Campeonato Mineiro e a Copa do Brasil, quando levou apenas 2 gols em 6 jogos. Entretanto, foi no seu primeiro clássico que o goleiro sofreu suas primeiras criticas. No dia 20 de fevereiro de 2005, o Atlético-MG venceu por 2 a 0 e o goleiro foi criticado pelo primeiro gol que tomou: uma falta direta batida pelo meio-campista atleticano Rodrigo Fabri. Muitos acharam que aquela mesma bola era defensável, já outros acreditaram que o goleiro celeste havia sido surpreendido com a cobrança direta.

A verdade é que tal situação em nada abalou a confiança que o técnico Levir tinha em Fábio. O jogador seguiu titular incontestável, levando o Cruzeiro à semifinal do Campeonato Mineiro naquele ano, reeditando o clássico contra o arquirrival. E dessa vez a estrela de Fábio brilhou.

No primeiro jogo, o Cruzeiro bateu o Atlético-MG por 1 a 0 (memorável gol de falta do artilheiro Fred) e mesmo com toda pressão que haveria no segundo jogo, Fábio foi um dos responsáveis por garantir o 0 a 0 que levaria o time à final contra o Ipatinga, quando veio o primeiro momento de duras criticas ao arqueiro desde sua chegado: os jogos das finais do Campeonato Mineiro terminaram respectivamente em 1 a 1 (disputado no Ipatingão) e 2 a 1 para o Tigre do Vale do Aço (disputado no Mineirão). Fábio foi duramente criticado por parte da torcida pelas falhas em ambos os jogos, proporcionando assim uma grande zebra no campeonato.

Apesar do momento, Fábio não foi substituído e teve o voto de confiança da comissão técnica. O goleiro continuou sendo titular durante o inicio do Campeonato Brasileiro, enquanto o time disputava paralelamente a Copa do Brasil. E foi justamente no mata-mata nacional que Fábio teve um dos seus piores momentos na carreira, mais precisamente na semifinal contra o Paulista de Jundiaí.

O Cruzeiro havia feito 3 a 0 no primeiro tempo, placar que garantia o time na final da competição – o primeiro jogo havia sido 3 a 1 para os paulistas – e foi então que Fábio sofreu dois gols, praticamente idênticos, de falta, do meia Cristian, o que levou à eliminação da Raposa naquele ano. Posteriormente Fábio foi duramente criticado e sua titularidade foi colocada em xeque. Entretanto, Levir Culpi, ainda técnico, bancou o goleiro mais uma vez.

A situação de Fábio, porém, não mudou com a chegada de PC Gusmão, que assumiu o time no meio do referido ano e manteve o goleiro como titular, tendo como seus reservas Doni e Artur. Ainda no Campeonato Brasileiro daquele ano, Fábio foi severamente criticado por algumas partidas marcantes. Por exemplo, a derrota de 4 a 3 para o Corinthians, ainda no primeiro turno e também pela partida em que mais sofreu gols com a camisa celeste, (6x2) contra o Fluminense, em pleno Mineirão.

Há também de se falar que o goleiro, inconstante, foi o responsável por segurar resultados importantes, como a vitória por 2 a 1 contra o Corinthians, onde fez grandes defesas. E, nesse ritmo, o time não apresentou maiores perigos para rebaixamento nem brigou por título ou G4, terminando o ano na discreta 8ª posição com um total de 73 gols feitos e 72 gols sofridos, PC Gusmão ainda no comando e o goleiro ainda prestigiado na posição de titular do clube celeste.

Premiações: O goleiro não recebeu nenhuma premiação individual nesse ano. Ficou em 4º lugar com nota média de 5,88 em 40 jogos na premiação “Bola de Prata”, promovida pela Revista Placar da Editora Abril – Fábio Costa (Corinthians) foi o vencedor com média de 5,97 em 33 jogos.[3]

2006

O ano de 2006 começou e Fábio seguia titular, mantido pelo técnico PC Gusmão. Em grande estilo, o arqueiro foi o menos vazado em toda a primeira fase do estadual, tomando apenas 5 gols em 11 jogos. Na semifinal o Cruzeiro jogou bem e passou pelo arquirrival Atlético-MG, após um empate por 2 a 2 e uma vitória por 2 a 0, último jogo este que rendeu a Fábio diversos elogios pelas grandes defesas. E mais uma vez o time estrelado iria para a final do Campeonato mineiro contra o Ipatinga.

O time do interior era detentor da melhor campanha e jogava por dois empates para se sagrar bicampeão. O primeiro jogo, no Mineirão, terminou em 1 a 1 e foi marcante na ascensão do goleiro: uma das defesas mais bonitas e difíceis de sua carreira foi feita nessa partida, já no final do jogo – uma cabeçada a queima roupa, direcionada pra baixo, em que Fábio com brilhantismo mergulhou e impediu que o Ipatinga levasse uma vitória para o segundo jogo. E na segunda partida da final, o goleiro teve que se fechar no tempo complementar, pois o Cruzeiro havia feito 1 a 0 já no encerramento da primeira etapa. E assim o fez! É explícito que Fábio teve grande participação no seu primeiro título como titular do Cruzeiro. O de Campeão Mineiro de 2006.

O Campeonato Brasileiro começou e Fábio seguia em plena crescente. Nem mesmo a saída nas quartas-de-final da Copa do Brasil para o Fluminense havia abalado a confiança do goleiro. O time foi criticado como um todo após a derrota em casa por 3 a 2 para o tricolor carioca – jogo em que Fábio chegou a operar “milagres” – e não teve força para reverter o placar no Rio de Janeiro, registrado em 1 a 0 para o time da casa.

A equipe vinha crescendo de produção e chegou a ficar na liderança do Campeonato Brasileiro por quatro vezes (6ª, 7ª, 10ª e 11ª rodadas). Entretanto, nesse mesmo ano o campeonato foi interrompido para a Copa do Mundo disputada na Alemanha. Após o reinício do Brasileiro, o time perdeu a liderança para o São Paulo e não conseguiu apresentar o futebol que vinha jogando no período pré-Copa. A queda de rendimento, com o clube completando 8 jogos sem vencer, fez com que o técnico PC Gusmão fosse demitido. Naquele momento, a Raposa ocupava o 6º lugar na metade do campeonato e logo após a saída de PC, assumiu Oswaldo de Oliveira.

O treinador carioca manteve Fábio como seu titular e, dos jogos que comandou com a Raposa, em apenas três não usou o arqueiro, testando o goleiro Lauro, que havia chegado da Ponte Preta. O Cruzeiro fez um bom Brasileirão como mandante, perdendo apenas um jogo em casa, o que aumentou a moral do goleiro com a torcida no estádio. No entanto, a equipe foi muito inconstante como visitante, conseguindo poucos pontos fora de casa.

Ainda com a competição nacional em andamento, o Cruzeiro disputou a Copa Sul-Americana, na qual enfrentou o Santos. A equipe da Vila Belmiro venceu o primeiro jogo por 1 a 0 no estádio do Pacaembu. No segundo jogo, foi a vez da Raposa vencer pelo mesmo placar e levar a decisão para os pênaltis. O Santos se classificou, fazendo 4 a 3 na disputa das penalidades. Fábio não conseguiu defender nenhuma das cobranças e, nesse mesmo ano, começou a ser questionado, sendo considerado um goleiro que não sabia defender bolas paradas (tanto faltas quanto pênaltis). O exemplo mais frequente citado pelos críticos era a lembrança de que ele já havia levado dois gols do goleiro do São Paulo, Rogério Ceni, na mesma partida, duelo que terminou empatado por 2 a 2, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro.

No duelo seguinte à eliminação sofrida em casa, contra o Santos, Fábio se redimiu fazendo uma de suas melhores partidas. No jogo contra o Palmeiras, no Mineirão, o volante Martinez foi expulso, deixando o Cruzeiro com um homem a menos em campo. Fábio, porém, operou grandes defesas e estas asseguraram ao Cruzeiro a vitória pelo placar de 1 a 0. Por fim, com a inconstância de não perder em casa e não ganhar fora, o ano terminou. O Cruzeiro encerrou o Brasileirão na 10ª posição, com 52 gols feitos e 45 gols sofridos. Fábio, por sua vez, foi um dos únicos poupados no ano, após o declínio do time pós-Copa.

Pênaltis: Fábio defendeu seu segundo pênalti com a camisa do Cruzeiro nesse ano, na partida contra o Nacional-AM, jogo válido pela primeira fase da Copa do Brasil, em que o Cruzeiro venceu por 5 a 2, fora de casa.

Títulos: Campeonato Mineiro.

Premiações: O goleiro recebeu as premiações de “Melhor Goleiro do Ano” do Troféu Guará e “Melhor Goleiro do Ano” e “Melhor Jogador do Ano” do Troféu Telê Santana. Chegou a disputar a liderança do “Bola de Prata” da Revista Placar (Editora Abril), mas no fim acabou em 6º lugar com nota média de 5,83 em 36 jogos – Rogério Ceni (São Paulo) foi o vencedor com média de 6,05 em 29 jogos.[4]

2007

Um ano complicado, talvez o pior da carreira do goleiro celeste, mas também o que começou sua redenção com a torcida. O Cruzeiro iniciou o ano no comando do técnico Paulo Autuori, que montou um time com medalhões do futebol. Geovanni, Araújo, Ricardinho e Rômulo faziam parte do elenco durante o campeonato estadual.

O Mineiro desse ano, porém, foi o pesadelo do goleiro Fábio. Marcado por falhar de maneira esdrúxula contra o Ipatinga – o goleiro segurou uma bola fácil, mas acabou empurrando a mesma para dentro do gol – na derrota por 3 a 1, em jogo válido pela sétima rodada da primeira fase do estadual, Fábio recebeu duras críticas, mas ainda assim foi mantido como titular. O Cruzeiro, por sua vez e apesar de não jogar bem até então, foi para a final do torneio com a melhor campanha e jogava por dois empates contra o Atlético.

Logo antes do primeiro jogo da final, o Cruzeiro havia sido eliminado precocemente da Copa do Brasil, nas oitavas-de-final para o Brasiliense. A Raposa perdeu o primeiro jogo por 1 a 0 em casa e só conseguiu o empate (1 a 1) no jogo de volta, em Brasília –, e por isso o clima andava pesado na Toca da Raposa. E foi na primeira partida da final que Fábio viveu um verdadeiro inferno com a camisa cinco estrelas. O Cruzeiro perdeu por 4 a 0 e Fábio ficou marcado por tomar um gol em que tomou um chapéu do jogador Danilinho e também por um lance histórico, protagonizado pelo atacante Vanderlei. Enquanto estava de costas e ia buscar a bola do gol anterior, no lado de dentro das redes, o goleiro foi surpreendido e o Atlético marcou pela quarta vez.

Depois deste episódio, Fábio acabou execrado por quase toda a torcida celeste e é lembrado até hoje pelos adeptos rivais por esse fatídico dia em sua carreira. Para piorar, antes do segundo jogo da final, foi constatado que o goleiro havia sofrido uma lesão no joelho. Na tentativa de evitar o segundo tento do Atlético, Fábio bateu o joelho contra a trave. “Na hora ali, com o sangue quente, deu para terminar a partida. Mas fizemos os exames e, infelizmente, acusou uma lesão. Mas, felizmente, não precisa de cirurgia”, palavras do próprio goleiro.

Depois de identificada a lesão, Fábio ficou afastado do time por quatro meses. Antes do segundo jogo da final, o técnico Paulo Autuori pediu demissão e entregou o cargo. O substituto do técnico até que o novo fosse contratado era Emerson Ávila. Para a partida final, vencida pelo Cruzeiro por 2 a 0, resultado insuficiente para reverter a vantagem atleticana, o goleiro Lauro foi o titular.

Foi então que o Cruzeiro contratou o técnico Dorival Júnior para a disputa do Campeonato Brasileiro, que testou os goleiros Lauro e Gatti durante o período em que o titular esteve contundido. Dorival liberou os medalhões e começou a formar uma equipe com apostas em jogadores baratos (Marcelo Moreno e Ramires) ou vindos da base (Guilherme) e formou um time rápido, que fazia muitos gols, mas que ainda sofria com a defesa, uma vez que os goleiros não haviam se firmado.

E aí entra a redenção de Fábio: Dorival Júnior apostou no goleiro para ser novamente o titular do time, contrariando o pedido da torcida, que vivia a sombra do pesadelo da final do Campeonato Mineiro do mesmo ano. Fábio voltou ao time titular na 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, na vitória do Cruzeiro por 2 a 1 contra o Goiás. A equipe, que era 12ª colocada quando ele voltou, chegou a brigar pelo título, porém, não conseguiu manter a disputa contra um São Paulo de aproveitamento espetacular, caiu de rendimento e acabou ficando com uma vaga na Copa Libertadores.

Fábio esteve presente em alguns jogos marcantes nesse Brasileirão, como a vitória por 5 a 0 contra o Palmeiras no Mineirão e o clássico vencido por 4 a 3, marcado pelo “drible da foca” feito pelo jogador Kerlon. A sua participação na arrancada celeste foi evidente e os números atestam isto, afinal a média de gols sofridos pelo time celeste caiu sensivelmente após o retorno do arqueiro. Foram 22 gols nos 10 primeiros jogos (uma média de 2,2 gols por partida e o estatuto de pior defesa da competição até aquele momento), mas nos jogos após sua volta, os números foram de 36 gols sofridos nos 28 jogos seguintes (caindo para uma média 1,2 por jogo), em um ano em que a defesa cruzeirense não conseguiu se firmar e transmitir tranquilidade em momento algum.

O Brasileiro terminou com o Cruzeiro em 5º lugar, registrando 73 gols feitos e 58 gols sofridos e Fábio, que havia vivido a sua pior fase no Cruzeiro no primeiro semestre, encerrava o ano conquistando a confiança de boa parte da torcida cinco estrelas.

Pênaltis: Neste ano Fábio passou em branco e não defendeu nenhum pênalti.

Títulos: Nenhum.

Premiações: O goleiro não recebeu nenhuma premiação individual nesse ano, ficando na 5ª posição do prêmio “Bola de Prata” da Revista Placar (Editora Abril) em parceria com a emissora ESPN Brasil, com nota média de 5,86 em 28 jogos – Rogério Ceni (São Paulo) foi novamente o campeão, com nota média de 6,05 em 35 jogos. [5]

2008

O ano de 2008 começou com Adilson Batista no comando técnico da equipe celeste e iniciou também uma era de grande ascensão para Fábio, que se tornaria titular incontestável. O Cruzeiro começou bem o Campeonato Mineiro, disputando paralelamente a Copa Libertadores da América, competição em que havia passado da primeira fase, também conhecida como Pré-Libertadores, ao vencer o paraguaio Cerro Porteño em partidas de ida e volta.

Como de costume, o time celeste fez uma boa primeira fase do campeonato estadual e terminou em primeiro lugar na tabela de classificação. Passou pela semifinal diante do Ituiutaba (atual Boa Esporte), time do interior mineiro e, novamente, fez a final do estadual contra o arquirrival Atlético-MG.

Ao contrário de 2007, porém, esta final foi a redenção do elenco celeste, e também do goleiro Fábio. A primeira partida terminou com uma sonora goleada de 5 a 0 para o Cruzeiro, deixando o time praticamente com a mão na taça. No segundo jogo, sem muito esforço, o Cruzeiro fez 1 a 0 e segurou a larga vantagem. Fábio, por sua vez, conquistou seu segundo título estadual com a camisa do Cruzeiro.

Na Libertadores, o Cruzeiro vinha bem, até enfrentar na última rodada da fase de grupos o modesto Real Potosí. O time boliviano surpreendeu e contou com a altitude para vencer a Raposa por 5 a 1, na maior goleada sofrida pelo time na em jogos pela Libertadores.

O placar elástico definiu o adversário do Cruzeiro nas oitavas-de-final da competição: o então campeão do torneio e sempre perigoso Boca Juniors. O primeiro jogo no estádio La Bombonera e terminou em 2 a 1 para os xeneizes, mas nesta partida Fábio foi muito elogiado após grandes defesas que impediram uma goleada dos argentinos. No jogo de volta, uma vitória simples levaria a Raposa às quartas-de-final, mas o experiente time de Buenos Aires venceu também no Mineirão, pelo mesmo placar (2 a 1) e sepultou o sonho do tricampeonato do Cruzeiro. Apesar disso, Fábio foi um dos poucos poupados de culpa pela eliminação.

Deu-se inicio ao Campeonato Brasileiro e o Cruzeiro manteve o técnico Adilson Batista, que fez um ótimo início na competição (chegou a ficar na liderança nas 3ª e 4ª rodadas). O time fez um campeonato regular, figurando sempre no topo da tabela, disputando o título com Grêmio e São Paulo durante boa parte do torneio. Entretanto, levou desvantagem no confronto direto com os paulistas, empatando em casa e perdendo fora, permitindo que gaúchos e paulistas polarizassem a disputa pela taça. Ao longo do campeonato, Fábio fez alguns jogos marcantes, entre eles o clássico do 2º turno que o Cruzeiro venceu e chegou à vice-liderança, na 30ª rodada. A vitória sobre o Atlético-MG por 2 a 0, com boa atuação do arqueiro, gerou grandes elogios ao goleiro. Mas no jogo seguinte, o time voltou a se distanciar da briga pelo título, após uma derrota para o Atlético-PR por 1 a 0 em Curitiba, com falha do goleiro no lance do gol de Rafael Moura, o que aumentou o número de críticos que diziam que Fábio não ia bem em jogos decisivos.

De fato, o time celeste não foi bem nos jogos finais do campeonato e, após o referido clássico, a equipe foi instável e entrou em um “perde e ganha”, tendo apenas 50% de aproveitamento até o final do Campeonato, bastante inferior aos 61,1% obtidos nas 30 primeiras rodadas.

O Brasileiro terminou com o Cruzeiro na 3ª posição, classificado para a Libertadores pelo 2º ano seguido, tendo marcado 59 gols e sofrido apenas 44, sendo assim a terceira defesa menos vazada da competição, apesar das duras criticas a zaga celeste ao longo do ano.

Pênaltis: Nesse ano o goleiro celeste fez sua 3ª defesa de pênalti pelo Cruzeiro, defendendo a cobrança do atacante Nilmar, do Internacional, ajudando assim a Raposa na vitória por 2 a 0, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro.

Títulos: Campeonato Mineiro.

Premiações: O goleiro recebeu as premiações de “Melhor Goleiro do Ano” do Troféu Guará, “Melhor Goleiro do Ano” e “Melhor Jogador do Ano” do Troféu Telê Santana e “Melhor Goleiro do Ano” do Troféu Globo Minas. Foi o melhor ano do goleiro até então no prêmio “Bola de Prata” da Revista Placar (Editora Abril) em parceria com a emissora de televisão ESPN Brasil, ficando em 3º lugar com nota média de 6,15 em 38 jogos (participou de todos) – o campeão foi outra vez Rogério Ceni (São Paulo), vencendo a premiação com nota média de 6,21.[6]

2009

Adilson Batista continuava no comando celeste e o goleiro Fábio continuava uma ascensão incrível em sua carreira. Titular absoluto e pouco contestado, ajudou o Cruzeiro a ser campeão do “Torneio de Verão”, uma disputa amistosa feita durante a pré-temporada do Cruzeiro, contra os times do Nacional e Peñarol, do Uruguai e o arquirrival Atlético-MG. O goleiro ainda defendeu um pênalti na partida que valeu o troféu da competição. O Cruzeiro venceu o Atlético no primeiro jogo por 4 a 2 e o Nacional por 4 a 1 na final. No campeonato estadual o domínio do time celeste ficou ainda mais evidente. Dono do melhor ataque e da melhor defesa (31 gols feitos e somente 7 gols sofridos), o Cruzeiro passou sem problemas pela fase de mata-mata enfrentando Tupi e Ituiutaba e reeditando o clássico estadual na partida final. Fugindo dos padrões, o Cruzeiro fez no primeiro jogo o mesmo placar do ano anterior e aplicou uma goleada por 5 a 0, com Fábio novamente fazendo boas defesas. No segundo jogo da final, restou ao time administrar a vantagem feita e a partida terminou com o placar de 1 a 1. O Cruzeiro começou o ano de forma arrasadora, e, naquele momento, já conquistava seu segundo título.

Paralelamente à disputa do campeonato estadual, o Cruzeiro disputava a Libertadores. O time havia feito uma ótima fase de grupos, terminando em primeiro lugar e classificando para as oitavas-de-final contra a Universidad de Chile, posteriormente para as quartas-de-final contra o São Paulo – onde Fábio teve grande destaque nas partidas e ajudou o cruzeiro a vencer tanto no Mineirão, quanto no Morumbi, pelos placaras de 2 a 1 e 2 a 0, respectivamente –, passando também pela semifinal contra o Grêmio, e chegando à final da Libertadores, contra o Estudiantes de La Plata, da Argentina. O Cruzeiro já havia enfrentado os “Pinchas” na fase de grupo, vencendo um jogo por 3 a 0 em casa e perdendo outro, por 4 a 0, na partida de volta disputada em La Plata – ARG.

E foi na primeira partida da final da Libertadores que Fábio fez, provavelmente, seu melhor jogo pelo Cruzeiro. O goleiro foi o responsável direto por segurar o empate por 0 a 0 no estádio Ciudad de La Plata, defendendo de forma espetacular todas as investidas do Estudiantes, incluindo os perigosos chutes a longa distância do craque argentino Verón. E assim o Cruzeiro foi confiante para o jogo de volta em casa, quando tudo parecia bem encaminhado para mais um título.

Entretanto, apesar do Cruzeiro ter saído à frente no placar, Fábio não conseguiu interceptar dois cruzamentos na pequena área e a equipe argentina acabou ficando com o título. Para muitos, o arqueiro cinco estrelas poderia ter evitado a virada e garantido a conquista, o que aumentou as críticas e reacendeu o discurso de que Fábio não era um goleiro decisivo. O momento, aliás, foi de criticas pesadas a todo o time, jogadores como Ramires e Wágner foram os principais alvos, mas, ao contrário de outras vezes, Fábio não foi poupado e também foi incluído com uma parcela grande de culpa.

O camisa 1, no entanto, não se abateu e mostrou que 2009 seria uma de suas melhores temporadas: já no fim de semana seguinte da perda do título da Libertadores e com o Campeonato Brasileiro em andamento, Fábio, apesar da derrota para o Corinthians no Mineirão por 2 a 1, defendeu pênalti de Ronaldo ‘Fenômeno’ e segurou o quanto pode a pressão alvinegra, com um jogador a mais desde o primeiro tempo.

Há de se ressaltar, porém, que não se abater com a derrota na Liberadores, não foi mérito só de Fábio. Após a partida contra o Corinthians, a Raposa entrou na zona de rebaixamento, mas lá ficou por pouco tempo, conseguindo uma arrancada das mais espetaculares nos pontos corridos e alcançando uma vaga para a Libertadores de 2010 na última rodada.

Ao longo desta arrancada, Fábio fez grandes exibições, como na vitória por 1 a 0 sobre o Atlético-MG no 2º turno, fundamental para o chamado flanelation, o que consolidou os pedidos por boa parte da torcida e da imprensa para que o goleiro tivesse uma chance na seleção. Estes pedidos, porém, não seriam atendidos e Fábio ainda esperaria mais um bom tempo para ser convocado. E assim o campeonato terminou, com o Cruzeiro na 4ª posição, tendo feito 58 gols e sofridos 53.

Pênaltis: Durante todo o ano de 2009, Fábio defendeu três pênaltis, sendo eles: O primeiro na vitória por 4 a 1 contra o Nacional (Uruguai) durante a final do “Torneio de Verão”. O segundo na vitória por 2 a 0 contra o Flamengo, pelo campeonato Brasileiro, no qual o goleiro também defendeu o rebote na sequencia da cobrança. E o terceiro na derrota para o Corinthians por 2 a 1, em jogo válido pelo campeonato Brasileiro, batido pelo goleador Ronaldo Fenômeno.

Títulos: Torneio de Verão; Campeonato Mineiro.

Premiações: O goleiro recebeu as premiações de “Melhor Goleiro do Ano” do Troféu Guará, “Melhor Goleiro do Ano” do Troféu Telê Santana e “Melhor Goleiro do Campeonato Mineiro” pelo Troféu Globo Minas. O arqueiro ficou em 2º lugar, superando o melhor desempenho histórico ocorrido no ano anterior, na “Bola de Prata” da Revista Placar (Editora Abril) em parceria com a emissora ESPN Brasil, com nota média de 5,93 em 34 jogos – Victor (Grêmio) foi o vencedor com média de 6,04 em 28 jogos.[7]

2010

O melhor ano do goleiro Fábio no Cruzeiro. O começo do ano do time, embalado pela reta final do ano anterior, deu novas esperanças à torcida na Libertadores. E mesmo deixando o Campeonato Mineiro de lado, o Cruzeiro terminou a fase de grupos em primeiro lugar. Entretanto, em pouco menos de duas semanas, o primeiro semestre do Cruzeiro desabou. As eliminações para o Ipatinga na semi-final do Campeonato Mineiro e para o São Paulo nas quartas-de-final da Libertadores, fizeram com que o time voltasse a ser criticado. Fábio, entretanto, foi um dos poucos poupados.


A culpa pela eliminação no Campeonato Mineiro caiu, aliás, quase que exclusivamente sobre Adilson Batista, que havia optado por colocar o time misto contra o time do interior. Enquanto isto, a culpa pela eliminação para o São Paulo, foi creditada em grande parte a Kléber, que foi expulso no início do jogo, deixando o time em situação complicada no Morumbi para reverter a desvantagem no placar da ida (2 a 0), e acabou perdendo pelo mesmo placar, dando adeus ao sonho do tricampeonato continental.

A fase do time pedia mudanças, já que havia muito desgaste sobre alguns jogadores e principalmente sobre o técnico Adilson Batista – que acabou dando lugar a Cuca. O novo técnico celeste assumiu o time pouco antes do início da Copa do Mundo de 2010, e antes mesmo da Copa, durante o Campeonato Brasileiro, já havia um grande apelo popular pela presença de Fábio na seleção, principalmente porque o questionável Doni fazia parte do grupo convocado por Dunga.

A convocação não veio, mas Fábio não se abateu e, após a Copa, fez o seu melhor Campeonato Brasileiro com a camisa cinco estrelas, sendo decisivo em várias partidas como no triunfo sobre o Fluminense em Uberlândia e no clássico contra o Atlético-MG disputado com apenas torcedores do clube alvinegro na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.

A sintonia com o time e a possibilidade real de título eram grandes e o Cruzeiro chegou a liderar o Brasileirão por duas rodadas seguidas (29ª e 30ª). A harmonia entre o goleiro e a torcida nesta temporada foi tão firme que, mesmo nas partidas em que o goleiro era vazado, a culpa dificilmente caía sobre ele. Um grande exemplo foi o clássico do segundo turno, vencido pelo Atlético-MG por 4 a 3, onde toda a equipe foi criticada por entrar desligada e permitir que o Atlético abrisse 3 a 0 no placar, mas Fábio acabou poupado pela ira do torcedor. Já o time, mesmo após uma partida polêmica contra o Corinthians, em pleno Pacaembu, onde o árbitro claramente prejudicou a equipe celeste, ainda conseguiu o vice-campeonato da competição – vencida pelo Fluminense –, o que foi para o goleiro a melhor colocação na competição nacional desde sua chegada, e para o Cruzeiro valeu a classificação para a Libertadores pelo 4º ano seguido.

O reconhecimento pelo bom ano de Fábio era praticamente unânime e, ao final da temporada, prêmios individuais brotaram na galeria de troféus do goleiro que, a partir de então, passaria a ser definitivamente considerado como ídolo pela grande maioria da torcida cinco estrelas.

Pênaltis: O ano de 2010 foi o melhor para Fábio em relação a pênaltis até hoje. O goleiro defendeu no ano o total de quatro pênaltis, sendo dois na mesma partida! Fábio defendeu dois pênaltis de Thiago Pereira no mesmo jogo, contra a Caldense, pelo Campeonato Mineiro. Os outros dois pênaltis defendidos foram os dos meias Renato Cajá, do Botafogo e Bruno César, do Corinthians, ambas partidas válidas pelo Campeonato Brasileiro.

Títulos: nenhum.

Premiações: O goleiro recebeu as premiações de “Melhor Goleiro do Ano” do Troféu Guará, “Melhor Goleiro do Ano” do Troféu Telê Santana e “Melhor Goleiro do Campeonato Mineiro” pelo Troféu Globo Minas. O arqueiro venceu a “Bola de Prata” da Revista Placar (Editora Abril) em parceria com a emissora de TV ESPN Brasil, ganhando assim o prêmio individual mais importante do esporte nacional, com nota média de 6,21 em 36 partidas disputadas. [8]

2011

O ano de 2011 começou no mesmo ritmo que terminou 2010. Empolgado, o vice-campeão brasileiro, comandado pelo capitão Fábio, começou o ano de forma arrasadora na Copa Libertadores. Jogadores como Montillo, Roger e Wallyson comandavam um ataque poderosíssimo, enquanto Fábio seguia fazendo um ano seguro.

O segundo jogo da final do Campeonato Mineiro aconteceu logo em seguida ao jogo contra os colombianos. A torcida celeste, ainda abalada, viu o arquirrival Atlético-MG – que já estava em vantagem por ter ganhado o primeiro jogo por 2 a 1 – ter uma grande oportunidade de título, que certamente seria concretizada não fosse por Fábio: O Cruzeiro precisava de uma vitória simples para ser campeão e com o jogo ainda em 0 a 0, o goleiro aos 28 minutos do segundo tempo, após sair nos pés do jogador Magno Alves, cara a cara com o atacante, fez uma das defesas mais bonitas da sua carreira, aproveitando para já ligar o contra-ataque, que resultaria no primeiro gol do Cruzeiro. No final do jogo, o Cruzeiro fez 2 a 0 e garantiu o título do Campeonato Mineiro. Paz momentânea.


A campanha na Libertadores animava a torcida e o Campeonato Mineiro seguia o mesmo ritmo. O Cruzeiro terminou a fase classificatória com a melhor defesa da competição e em primeiro lugar, mas a lua-de-mel entre torcida e time duraria até o fatídico jogo contra o Once Caldas (COL), no jogo de volta pelas oitavas-de-final da Libertadores. O time simplesmente sofreu um “apagão” e perdeu em casa por 2 a 0, sendo desclassificado da competição nacional de forma precoce. Apesar de ter escapado das críticas pela eliminação, a balança começaria a pesar contra o arqueiro celeste, como para o restante do time, em pouco tempo.

O título estadual manteve o clima amigável entre Fábio e a torcida, mas o Brasileirão começaria já com um lance que desgastaria o goleiro com parte dos cruzeirenses. Na estreia contra o Figueirense, o Cruzeiro foi superior durante todo o jogo, porém uma falha de Fábio foi crucial para a vitória dos catarinenses por 1 a 0. O goleiro saiu mal do gol e socou a bola na cabeça de Marquinhos Paraná. Gol contra creditado ao volante, mas que fez com que as críticas de outros tempos ao goleiro voltassem a ficar frequentes. O treinador Cuca, por sua vez, não aguentou a pressão do começo ruim na competição nacional, saindo do comando do time na 5ª rodada e dando lugar ao treinador Joel Santana.

O Cruzeiro oscilou muito com Joel e, entre vitórias e derrotas, não fazia um bom campeonato. Pouco após o final do primeiro turno, Joel foi demitido e, em seu lugar, a tentativa de solução veio de dentro do próprio clube: Emerson Ávila, que não conseguiu nenhuma vitória e logo deu lugar a Vagner Mancini.

Mesmo com a excessiva troca de técnicos, Fábio sempre se manteve como titular absoluto, embora o Brasileirão 2011 tenha sido o mais irregular do goleiro, até o momento, com a camisa cinco estrelas. Fábio alternou atuações como a mencionada contra o Figueirense com atuações de gala, como na vitória sobre o Internacional por 1 a 0, gol de Farias, momento em que o clube já estava bastante ameaçado pela possibilidade de rebaixamento.

A maior polêmica do ano, entretanto, veio na penúltima rodada. Fábio foi advertido com o cartão amarelo por retardar a cobrança de tiro de meta, apesar de ser o zagueiro Léo quem estava posicionado para recolocar a bola em jogo. O cartão foi o terceiro do goleiro, que ficaria assim de fora do clássico da última rodada – a goleada de 6 a 1 do Cruzeiro, sobre o Atlético, na ultima rodada, teve Rafael como titular – que definiu o destino do Cruzeiro e a permanência na Série A. Para alguns, Fábio teria amarelado e fugido desta dura batalha, mas, no geral, a polêmica não foi alimentada por muitos. E assim o ano terminou. Com um clima bem pesado na Toca e Fábio dividindo opiniões na torcida: ídolo para uns, contestado por outros.

Pênaltis: com duas defesas de pênaltis no ano, o arqueiro chegou à marca de 12 pênaltis defendidos com a camisa do Cruzeiro. As cobranças defendidas foram a de Medina, jogador do Desportes Tolima (Colômbia) durante a fase de grupos da Libertadores e do artilheiro Luís Fabiano, atacante do São Paulo, durante o Campeonato Brasileiro.

Títulos:Campeonato Mineiro.

Premiações: O goleiro recebeu as premiações de “Melhor Goleiro do Ano” do Troféu Guará, “Melhor Goleiro do Ano” do Troféu Telê Santana e “Melhor Goleiro do Campeonato Mineiro” pelo Troféu Globo Minas. Pela primeira vez, desde que chegou ao Cruzeiro, o goleiro não figurou entre os dez melhores goleiros da competição no prêmio “Bola de Prata” da Revista Placar em parceria com a emissora ESPN Brasil – o ganhador do Prêmio foi Fernando Prass, goleiro do Vasco, com nota média de 6,14 em 38 jogos. [9]

2012

A temporada 2012 começou com cara de 2011. A manutenção de Vágner Mancini e a realização de contratações duvidosas, como os volantes Rudnei e Amaral, lembravam os investimentos feitos pela diretoria comandada por Perrella no segundo semestre do ano anterior, quando o clube brigou contra o rebaixamento, e davam poucas esperanças de que o Cruzeiro poderia viver uma temporada em alto nível e na briga por títulos. Se a Era Gilvan começou com cara de mais do mesmo em relação ao mau momento que o clube havia vivido no fim de 2011, para Fábio, a crise na relação com o torcedor iniciada na reta final do Brasileirão não teve um rosto diferente e duas situações agravaram ainda mais este problema.

A manutenção de nomes como Dimas Fonseca e a falta de dinheiro deixada pela gestão anterior preocupavam. Montillo foi um dos nomes que mais era especulado para sair, mas o de Fábio também movimentou os noticiários com especulações.

A primeira crise do goleiro com a torcida em 2012, aliás, nasceu justamente no campo da especulação, e foi o possível interesse de Fábio em vestir a camisa do Atlético-MG, que buscava um camisa 1 antes da chegada de Victor. Segundo alguns órgãos de imprensa, o goleiro se disporia a negociar com o arqui-rival e, o que desagradava muitos torcedores, o próprio goleiro não desmentia a situação, contentando-se apenas em dizer que era profissional e que, se um dia o Cruzeiro não mais o quisesse, ele teria que procurar um novo destino. De fato, declarações como esta sempre serviram de argumento para muitos que alegam que o goleiro não pode ser considerado um ídolo!!

A segunda crise, porém, veio a partir do posicionamento junto a outras lideranças do grupo, caso principalmente do meia Roger, questionando as declarações irônicas do novo presidente, Gilvan de Pinho Tavares, em relação ao atraso dos salários no início do ano. Inconformados com o fato de o presidente indicar que a reclamação era exagerada, os jogadores, com Fábio entre os líderes, publicaram uma carta que, com o mau desempenho do clube no início da temporada, sempre era lembrada por parte da torcida de forma negativa, uma vez que os jogadores pareciam não mostrar em campo fazer jus aos seus salários.

Enquanto os bastidores pegavam fogo, o primeiro semestre do clube se desenhava cada vez mais tenebroso e eliminações precoces no Campeonato Mineiro (semifinal contra o América) e Copa do Brasil (oitavas-de-final da Copa do Brasil), duas equipes então na Série B do Brasileirão, mostraram o quanto o elenco era frágil. Fábio era um dos menos criticados pela situação, mas muitos passaram a defender que o goleiro já não tinha mais o desempenho de outros tempos.

A queda de Vágner Mancini, a saída de Dimas Fonseca e a chegada de Celso Roth e Alexandre Mattos, além de alguns reforços, casos de Ceará, Borges e Tinga, renovaram as esperanças do torcedor cruzeirense e o bom início na competição, com o Cruzeiro chegando a frequentar o G-4 e até mesmo a liderança nas primeiras rodadas, significaram, se não uma paz, uma trégua entre Fábio, que vinha bem nos primeiros jogos, e seus críticos.

A palavra trégua é a mais indicada, pois foi só o desempenho da equipe cair para Fábio voltar a ser questionado. De fato, o goleiro não manteve a regularidade de outros anos, a ponto de, pelo segundo ano seguido desde que chegou ao clube, não figurar entre os 10 primeiros colocados da Bola de Prata da Placar. Para piorar, falhas, na maioria das vezes não admitidas pelo goleiro, começaram a aparecer, especialmente no período em que o clube ficou sete jogos sem vencer após o início do 2º turno.

O momento mais crítico desta relação veio no embarque do Cruzeiro para a partida contra o São Paulo pela 26ª rodada. Um grupo de torcedores protestava contra o mau momento do time, mas concentrava a sua manifestação em Fábio, com alguns torcedores mostrando pés de alface em referência ao apelido "mão-de-alface", atribuído por alguns dos seus críticos.

Foi justamente contra o São Paulo, porém, que Fábio fez uma de suas melhores partidas no campeonato. É verdade que, para muitos, o goleiro falhou no gol da equipe paulista, mas ficou evidente ao final do jogo que, se não fosse pela atuação de Fábio, a vitória tricolor teria sido superior ao magro 1X0 que se verificou ao fim dos 90 minutos.

O movimento de protesto serviu mais pra dividir a torcida do que pra alguma coisa. Alguns defendiam que Fábio tinha créditos e que parte do momento do time não era culpa dele. Outros alegavam que já devia se encerrar a passagem do goleiro pelo clube.

Sem engrenar no campeonato e com uma zaga não confiável e repleta de mudanças ao longo do torneio, o Cruzeiro seguiu a partir de então uma tônica de perde e ganha que manteve o time no meio da tabela, mas Fábio saiu um pouco de cena como alvo dos protestos. Atuações regulares, e alguns milagres, marcaram sua reta final de competição, em especial o pênalti defendido no confronto contra o Atlético-MG na última rodada cobrado por Ronaldinho Gaúcho, mas a equipe não conseguiu no torneio mais do que garantir o afastamento do fantasma do rebaixamento faltando apenas 3 rodadas para o fim do campeonato.

No total, o ano do Cruzeiro foi pífio, Fábio foi um jogador inconstante, embora com grande destaque em algumas partidas, e a posição do time no Brasileirão serviu para resumir o ano de Fábio: falhas e milagres. Um ano médio...

Diante disso, hoje a opinião sobre o goleiro segue dividida. Boatos já deram conta de possíveis interesses de São Paulo, Grêmio e Internacional em seus serviços e estas especulações dividem o torcedor. O dossiê Fábio está aí para te ajudar a pensar. Valeria a pena negociar Fábio? O goleiro é um ídolo do clube? A palavra agora está com você.

Pênaltis: Fábio defendeu nesta temporada três penaltis com a camisa cinco estrelas, todas diante de jogadores com passagem pela Seleção Brasileira. No Campeonato Mineiro, o arqueiro parou Fábio Junior na semifinal contra o América. Já no Brasileirão, Luís Fabiano (São Paulo) e Ronaldinho Gaúcho (Atlético-MG) foram as vítimas do goleiro.

Títulos: Nenhum.

Premiações: O goleiro foi condecorado com o Troféu Guará de melhor goleiro do futebol mineiro em 2012.[10]

2013

Depois de muitas boas atuações, títulos e criticas, Fábio começa 2013 pronto para o ápice de sua carreira. Apesar da derrota para o Atlético-MG e do vice-campeonato estadual, o Cruzeiro exalava novos ares com a renovação quase que total do elenco e o comando de Marcelo Oliveira. Fábio, além de ser o capitão do time, era um dos jogadores com mais experiência no grupo, se tornando referência para todo o plantel.

Com ótimas e seguras atuações, Fábio ajudou o time do Cruzeiro na fantástica e incontestável conquista do Campeonato Brasileiro, com quatro rodadas de antecedência. O time celeste teve a terceira melhor defesa da competição, atrás apenas de Grêmio e Corinthians. Fábio ergueu seu primeiro troféu nacional como titular e marcou, definitivamente seu nome nas página do clube estrelado. O goleiro ainda recebeu o prêmio de melhor goleio do ano, na premiação de Craque do Brasileirão.[11]

2015

No dia 30 de setembro de 2015 chega ao fim a novela da renovação do goleiro. Cruzeiro confirmou a renovação do contrato do goleiro Fábio por mais três temporadas. A negociação foi motivo de polêmica e se arrastava por algumas semanas. Justo no dia em que o atleta completava 35 anos, o vínculo foi estendido até julho de 2018. O contrato, até então, tinha validade até o dia 3 de abril de 2016. [12][13]

2016

No dia 14 de agosto, Fábio sofreu uma contusão grave no joelho no empate com o Coritiba que o tirou de campo pelo resto da temporada.

2017

Fábio com a taça da Copa do Brasil 2017

Recuperado da contusão no ano anterior, Fábio faz o primeiro jogo como titular na vitória sobre o Democrata-GV pelo Campeonato Mineiro. Rafael foi titular no resto dos jogos, mas ao fim do Campeonato Fábio assumiu a titularidade.

Como Fábio ficou de fora por quase um ano, Henrique herdou a faixa de capitão e a manteve mesmo após a volta do goleiro.

Teve papel fundamental na conquista do Pentacampeonato da Copa do Brasil 2017 ao defender um penalty na semi-final contra o Grêmio e na final contra o Flamengo.

No dia 23 de outubro renovou o contrato até o fim de 2019[14][15].

2018

No dia 27 de fevereiro, Fábio recebeu a notícia do falecimento do seu pai, José Ramão de Souza Maciel, na madrugada da estreia do Cruzeiro na Libertadores 2018 contra o Racing, na Argentina. O jogador retornou ao Brasil e Rafael o substituiu[16][17].

Chances raras na Seleção

Desde o ano de 2009, quando auxiliou a Raposa a chegar na final da Taça Libertadores, o goleiro Fábio é um pedido constante da torcida cruzeirense para a Seleção Brasileira. Vários técnicos passaram pela seleção e o camisa 1 celeste recebeu pouquíssimas chances de mostrar o seu potencial debaixo da meta canarinha.

Fábio foi até convocado para os amistosos contra Holanda e Romênia, em 2011, ambos preparatórios para a Copa América daquele ano. Mas sequer atuou. O treinador da Seleção preferiu utilizar Júlio César contra a Orange e Victor contra os romenos. Na Copa América, nova desilusão. O então técnico, Mano Menezes, além de Júlio César e Victor, convocou Jefferson para ser o terceiro suplente.

Ruim para Fábio e para o Brasil, ótimo para a torcida celeste, que pôde contar com o jogador em um momento complicado da equipe do Brasileirão. [18]

Fábio sobre a chance na seleção

Entrevistas Coletivas

Números históricos

Cartunista Quinho

Números por ano

Ano Jogos Titular Reserva Cartões Amar. Cartão amarelo recebido aos Cartões Verm. Cartão vermelho recebido aos
2005 69 68 1 3 0
2006 60 60 0 1 0
2007 49 49 0 1 0
2008 62 62 0 3 0
2009 63 63 0 6 0
2010 62 62 0 1 0
2011 56 56 0 9 0
2012 54 54 0 1 0
2013 59 59 0 0 0
2014 71 71 0 3 0
2015 61 61 0 2 0
2016 39 39 0 4 0
2017 40 40 0 1 0
2018 49 49 0 3 0

Penaltis

Ver artigo principal: Vídeos com as defesas de pênalti do Fábio

Ao todo, Fábio defendeu 18 pênaltis no tempo normal com a camisa do Cruzeiro.

Disputa de penalti

Clubes Anteriores

Títulos

Fábio com a taça do Campeonato Brasileiro 2013 na Assembleia Legislativa de Minas Gerais

Individuais

  • 2006 - O goleiro recebeu as premiações de “Melhor Goleiro do Ano” do Troféu Guará e “Melhor Goleiro do Ano” e “Melhor Jogador do Ano” do Troféu Telê Santana
  • 2008 - O goleiro recebeu as premiações de “Melhor Goleiro do Ano” do Troféu Guará, “Melhor Goleiro do Ano” e “Melhor Jogador do Ano” do Troféu Telê Santana e “Melhor Goleiro do Ano” do Troféu Globo Minas
  • 2009 - O goleiro recebeu as premiações de “Melhor Goleiro do Ano” do Troféu Guará, “Melhor Goleiro do Ano” do Troféu Telê Santana e “Melhor Goleiro do Campeonato Mineiro” pelo Troféu Globo Minas
  • 2010 - O goleiro recebeu as premiações de “Melhor Goleiro do Ano” do Troféu Guará, “Melhor Goleiro do Ano” do Troféu Telê Santana e “Melhor Goleiro do Campeonato Mineiro” pelo Troféu Globo Minas. Bola de Prata da Placar.
  • 2011 - O goleiro recebeu as premiações de “Melhor Goleiro do Ano” do Troféu Guará, “Melhor Goleiro do Ano” do Troféu Telê Santana e “Melhor Goleiro do Campeonato Mineiro” pelo Troféu Globo Minas.
  • 2012 - Troféu Guará de melhor goleiro do futebol mineiro em 2012
  • 2013 - Melhor goleiro do Campeonato Brasileiro[19], Bola de Prata
  • 2017 - Troféu Guará de melhor goleiro do Futebol Mineiro 2017[20]
  • 2018 - Troféu Guará de melhor goleiro do Futebol Mineiro 2018

Vídeos

Alexandre Mattos e Fábio
Entrevista com o Kajuru
Expectativa para 2014
Entrevista com Héverton Guimarães
600 jogos
Resumo de momentos pela TVGDG
Resenha de Boleiro com Fábio Goleiro do Cruzeiro

Sites sobre o jogador

Referências e Fontes