Deportivo Itália 2x2 Cruzeiro - 11/03/2010

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Por temporada
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Por Copa Libertadores da América
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No estádio Estádio Olímpico
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Contra Deportivo Itália
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Escudo Deportivo Itália.png
Deportivo Itália
2 × 2 Escudo Cruzeiro.png
Cruzeiro
3ª rodada - Fase de Grupos - Copa Libertadores da América 2010
Data: 11 de março de 2010 Local: Caracas, Venezuela
Horário: 21h50 Estádio: Estádio Olímpico
Árbitro: Carlos Vera (EQU) Público pagante: Não disponível
Assistente 1: Carlos Herrera (EQU) Público presente: Não disponível
Assistente 2: Christian Lescano (EQU) Renda: Não informado
Súmula: Não disponível
Escalações
Deportivo Itália: Cruzeiro:
1. Liebesking 1. Fábio
2. McIntosh Gol aos 66 do 66' Cartão amarelo recebido aos 2. Jonathan
3. Maidana 3. Thiago Heleno
4. Javier Lopez 4. Leonardo Silva Cartão amarelo recebido aos
5. Daniel Diez Substituição realizada de jogo ( Lobo Cartão vermelho recebido aos ) 6. Diego Renan Substituição realizada de jogo ( 4. Gil )
6. Alain Giroletti Cartão amarelo recebido aos 8. Henrique Cartão amarelo recebido aos
7. Morales Cartão amarelo recebido aos 7. Marquinhos Paraná
8. Diomaf Diaz Substituição realizada de jogo ( Féliz Cásseres ) 18. Pedro Ken
9. Urdaneta 23. Roger Substituição realizada de jogo ( 21. Eliandro )
10. Blanco Gol aos 11 do 11' 11. Thiago Ribeiro Cartão amarelo recebido aos Substituição realizada de jogo ( 20. Bernardo )
11. Panigutti Substituição realizada de jogo ( Christian Cásseres ) 25. Kléber Gol aos 26 do 26' Gol aos 50 do 50' Cartão amarelo recebido aos Cartão vermelho recebido aos
Técnico: Eduardo Saragó Técnico: Adilson Batista
Reservas que não entraram na partida
Deportivo Itália: Cruzeiro:


Pré-Jogo

Empatado em pontos com o Colo Colo, mas com vantagem no saldo de gols, o Cruzeiro está em 2º lugar no Grupo 3.

Com duas derrotas, o Deportivo Itália é o lanterna do grupo e joga suas últimas chances de tentar a classificação.

O Cruzeiro só não contará com Gilberto, suspenso. O Itália vai completo para o jogo.

Lance a lance

Primeiro Tempo

  • 21h25 – Começa o jogo, Deportivo Itália com uniforme semelhante ao da seleção italiana defende arco à direita das tribunas. Cruzeiro joga com calções azuis, camisas e meias bracas.
  • 01 – Começa o 1º tempo.
  • 02 – Blanco invade a área, Thiago Heleno espana.
  • 03 – Girolleti levanta a bola sobre a área, Blanco ajeita de cabeça, Panigutti arremata, Fábio defende no canto direito.
  • 05 – Henrique chuta rasteiro de fora da área, Liebeskind rebate, Kleber arremata de peixinho, goleiro volta a defender.
  • 06 – Blanco cobra falta da intermediária, bola desvia na barreira celeste.
  • 08 – Girolleti levanta a bola sobre a área em cobrança de falta, juiz marca falta do ataque local.
  • 09 – Kleber dá rasteira em Lopez, sem bola, e recebe cartão amarelo.
  • 11 – Liebeskind cobra tiro de meta, Giroletti desvia de cabeça na intermediária, Blanco recebe a bola na área, marcado à distância por Thiago Heleno e perseguido por Diego Renan, domina, gira e toca pras redes na saída de Fábio. Deportivo Italia 1×0.
  • 16 – Jonathan cruza rasteiro pra Kleber, que não domina a bola e é desarmado.
  • 17 – Morales lança Blanco na área, bola sai pela linha de fundo.
  • 18 – Thiago Ribeiro disputa a bola no campo de ataque e comete falta em Urdaneta.
  • 19 – McIntosh cruza, Thiago Heleno corta.
  • 20 – Jonathan recebe passe de Roger na direita, mas cruza muito fechado. Liebeskind defende.
  • 22 – Thiago Ribeiro é lançado nas costas da defesa do Deportivo Italia, mas está impedido.
  • 23 – Adilson Baptista grita na lateral tentando ajustar a marcação, que deixa espaços na lateral-esqeurda.
  • 24 – Jonathan cruza pra Kleber, que cabeceia. Liebeskind defende.
  • 25 – Jonathan corta o marcador e chuta, bola desvia na bequeira e sai a escanteio.
  • 26 – Roger cobra escanteio pela direita, Liebeskind sai mal do gol e não acha a bola, que fica dividida entre Kleber e Maidana. O Gladiador chuta bola canela do adversário e tudo pra empatar a partida. Cruzeiro 1×1.
  • 29 – Jonathan tenta passe por cobertura pra Pedro Ken. Liebeskind defende.
  • 31 – Girolleti calça Roger e recebe cartão amarelo.
  • 32 – Panigutti dribla Pedro Ken e cruza da direita.Fábio defende.
  • 32 – Leonardo Silva derruba Giroletti e recebe cartão amarelo.
  • 34 – Blanco recebe lançamento na ponta-direita, mas é desaramdo por Fábio, que sai da área pra rebater a bola pra lateral.
  • 35 – Jonathan cruza rasteiro, defesa do Italia falha, bola fica com Kleber, que domina no peito, mas é travado por McInstosh quando tenta finalizar.
  • 37 – Thiago Ribeiro recebe lançamento de Marquinhos Paraná, ajeita de cabeça pro meio, Kleber não consegue dominar a bola.
  • 38 – Roger cobra escanteio curto pra Thiago Ribeiro, que chuta da entrada da área, pra fora.
  • 40 – Blanco dribla Thiago Heleno e cruza da direita, pra fora.
  • 41 – Pedro Ken recebe passe de Kleber na área e chuta. Bola explode na zaga.
  • 43 – Jonathan cruza pela direita, Liebeskind defende.
  • 44 – Díaz chuta de fora da área, Fábio defende.
  • 46 – Termina o 1º tempo.

Segundo Tempo

  • 221h32 – Começa o 2º tempo.
  • 01 – Panigutti chuta de longe, bola quica no gramado, mas não engana Fábio que faz escolta pra ela sair pela linha de fundo sem provocar surpresas.
  • 03 – Diego Renan faz boa jogada individual pela esquerda e recebe falta de Mcintosh no bico da área.
  • 04 – Roger cobra falta levantando a bola sobre a área, mas Kleber desperdiça o ataque empurrando Maidana.
  • 05 – Diego Renan recebe na cara do gol, mas seu chute é abafado por Liebeskind; Kleber apanha o rebote e toca com a direita no canto esquerdo do goleiro. Cruzeiro 2×1.
  • 07 – Blanco é lançado no meio da defesa do Cruzeiro, mas o bandeira para a jogada marcando impedimento.
  • 08 – Diego Renan recebe na área, mas escorreega e não consegue dar sequência à jogada.
  • 09 – Água jorrando na cancha! Sistema de irrigação é ativado e a partida fica paralisada.
  • 12 – Esguichos recolhidos, recomeça a partida.
  • 15 – Roger parte com a bola dominada desde o meio de campo, mas erra o passe pra Thiago Ribeiro.
  • 15 – Díaz parte com a bola dominada, penetra na área e chuta forte, por cima do travessão.
  • 17 – Henrique comete falta em Lopez pra evitar contra-ataque e recebe cartão amarelo.
  • 19 – Gil substitui Diego Renan. Marquinhos Paraná joga pela esquerda, Gil pela direita e Jonathan ganha liberdade pra se movimentar do meio pra frente.
  • 21 – Blanco recebe na direita, vence Marquinhos Paraná na corrida e cruza rasteiro. McIntosh se antecipa à zaga e, cara-a-cara com Fábio, desvia bola pras redes. Deportivo Itália 2×2.
  • 22 – Félix Cássesres, atacante, substitui Diaz, volante.
  • 23 – Thiago Ribeiro e McIntosh trocam sopapos e recebem cartão amarelo.
  • 25 – Cruzeiro não tem quem arme seu jogo, perde o meio de campo, e sofre com as ligações diretas do Itália por desatenção de sua defesa.
  • 29 – Eliandro substitui Roger Secco.
  • 30 – Félix Cásseres invade a área pela esquerda, dribla Gil que cede escanteio.
  • 31 – Cristian Cásseres substitui Panigucci.
  • 32 – Morales comete falta em Kleber e recebe cartão amarelo.
  • 35 – Thiago Ribeiro ajeita de cabeça pra Eliandro, que não domina a bola.
  • 33 – Thiago Heleno lança Elçiandro, goleiro defende.
  • 36 – Girolleti cobra falta da intermediária sobre a área, Fábio defende.
  • 39 – Félix Cásseres lança Cristian Cásseres, Gil enfia o pé na bola com vontade acabando com o perigo.
  • 40 – Kleber dá cotovelada em Giroletti, recebe 2º cartão amarelo e o vermelho.
  • 42 – Lobo substitui Diez.
  • 44 – Lobo dá um soco em Henrique e recebe cartão vermelho.
  • 45 – Bernardo substitui Thiago Ribeiro.
  • 48 – Confusão na área celeste. Gil resolve o problema com um bumba-meu-boi.
  • 49 – Pedro Ken é desarmado no ataque e comete falta em Maidana.
  • 50 – Termina o jogo. Finalizações: Itália 9×8.
  • Fábio: “Tínhamos a vitória nas mãos, mas o Deportivo não desistiu e buscou o empate. Agora, vamos tentar fazer 6 pontos nos dois jogos em casa. Hoje, o gramado não ajudou, pois a bola quicou demais prejudicando o toque de bola da nossa equipe.”

Vídeos

Gols

Atuações

  • Adílson Batista – Sem Ramires, Fabrício e Wagner, o abacaxi de 2010 está mais difícil de descascar. Na dúvida, deveria levar o barco com mais prudência, impedindo que os laterais ataquem ao mesmo tempo. Se tomar esta providência, ficará faltando arranjar um armador eficiente. Se não encontrar, realmente, saberá que não se classificar não é o fim do mundo, mas tão somente, consequência de deficiências no elenco.
  • Torcida – Não se viu uma só camisa azul-estrealda entre os 3 mil torcedores presentes ao Estádio Olímpico. Já em Beagá, cornetas, vuvuzelas e trombetas soaram sem dó dos ouvidos alheios. A má fase da equipe tem movido os tropeiristas.
  • Fábio – Atento ao jogo, fez defesas difícieis e, de novo, jogou como líbero quando foi preciso.
  • Jonathan – Já não cuidava muito da marcação quando o time ganhou um terceiro beque e ele resolveu se mandar de vez pro ataque. O problema é que os adversários já perceberam que podem surpreender o homem-surpresa e o sistema defensivo fica na mão de calango.
  • Gil – Deu alguns chutões pra espanar bolas marotas que os os itálicos insistiam em chuveirar na área celeste. No mano-a-mano, anda meio devagar, precisando se aprumar.
  • Thiago Heleno – Cometeu alguns erros de praxe, coisa de quem nasceu pra ser beque. Mas não pode carregar sozinho a cruz do fracasso.
  • Leonardo Silva – Andou aplicando uns canelaços na bola, perdendo disputas que até há pouco tempo ganhava com facilidade, inclusive a do 1º gol itálico.
  • Diego Renan – Atacou sem meias medidas obrigando os volantes a se desdobrarem pra cercar Macintosh e Blanco, que desfilaram pela esquerda da defesa celeste. Pior, atacou, muitas vezes, ao mesmo tempo em que o fazia Jonathan. Assim, não há tatu nem volante que dê jeito na cobertura. A seu favor, as boas chegadas no ataque, numa delas obrigando o goleiro a rebotear uma bola que o Gladiador guardou.
  • Henrique – Sóbrio, concentrado, cumpriu seu dever de marcador e ainda arriscou uns chutes e passes ofensivos. Está 100% ligado na Libertadores.
  • Pedro Ken – Ainda não pegou a manha do rodízio dos volantes celestes e ainda tem dificuldade na contenção. Mas tem se esforçado. Quer jogo.
  • Marquinhos Paraná – A sobrecarga da linha de volantes, incumbida de marcar, cobrir e armar o time está sendo excessiva pra ele nas últimas partidas. Bons tempos em que o time dispunha de Fabrício, Ramires e Wagner pra ajudar na marcação e na criação. Contra o Itália, Marquinhos foi volante e lateral-esquerdo sem o brilho de outras ocasiões, mas muito longe de ter comprometido o time.
  • Roger Secco – Esforçou-se mas não não conseguiu armar o time. E sem armação adequada, o Cruzeiro não pôde tomar as rédeas do jogo permitindo que o ritmo fosse ditado pelos itálicos.
  • Bernardo – Alcançou 100% de erros em 5% do jogo. Noite pra ser esquecida. Bola pra frente.
  • Eliandro – Apenas esforçado.
  • Kleber – Metade dele amarra o time com seu jogo físico e truncado. A outra metade, decide quando tem a bola em boas condições na área. Na terceira margem do rio, aporta um maluco que dá pontapé e cotovelada sem a menor necessidade e recebe cartão vermelho desnecessário.
  • Thiago Ribeiro – Correu como sempre, mas produziu muito pouco.
  • Juiz & Bandeiras – Atuação perfeita.
  • Deportivo Itália- O velhinho -37 anos- Macintosh teve fôlego pra defender e atacar. Blanco causou transtornos ao sistema defensivo celeste. Giroletti passou o tempo chuveirando. Teria emprego garantido em times treinados por Yustrich. Panigucci movimentou-se por todos os lados confundindo a marcação. Os demais estiveram corretos e, sobretudo, muito entusiasmados.

O que foi dito

  • Eduardo Saragó, treinador do Deportivo Itália: Fizemos uma partida muito boa. Manejamos bem a pelota. Mantivemos nosso modo de jogar, o mesmo que nos trouxe até a Libertadores. Daniel Diez foi campeão nesta equipe. Estamos aqui graças a ele, a Bladimir Morales e a Alan Liebeskind, todos campeões. Panigutti também veio pra fazer o que fez hoje e me deixou contente, assim como Giroellti, que não estava tendo continuidade, mas fez uma partidaça. Diomar Díaz, que tem apenas 17 anos, também não foi campeão à toa e por isto está aqui. Mas, além das individualidades, o Deportivo Itália fez uma grande exibição. Fez o possível, desde o início pra vencer. Não admitimos a derrota em momento algum e foi isto que nos fez conseguir este ponto.
  • Fábio, goleiro do Cruzeiro: Nossa maior dificuldade foi o gramado. A bola estava quicando muito e isto prejudicou o nosso grupo, que é de bastante toque de bola e de velocidade. Mas conseguimos levar um ponto, que é superimportante. Queríamos a vitória e ela esteve muito próxima, nas nossas mãos, mas o Deportivo não desistiu e conseguiu, em uma jogada trabalhada num escanteio empatar.
  • Diego Renan, lateral-esquerdo do Cruzeiro, em seu blog: Ontem, tivemos um jogo muito complicado. E Libertadores é sempre assim… Como tinha dito antes, um vacilo é sempre mortal e com a gente não foi diferente. Lógico que a derrota teria sido muito ruim, mas o empate não foi bom, porque estávamos vencendo. Agora é voltar o foco para o Campeonato Mineiro. Temos um clássico contra o América e precisamos da vitória, para continuar na liderança com um pouco de folga. Torcida celeste, espero o apoio de vocês mais uma vez. Tomara que o Mineirão esteja lotado para termos a força que vem das arquibancadas.
  • Pedro Ken, armador do Cruzeiro: Conseguimos virar o placar e depois com uma desatenção tomamos o gol de empate. Temos que levantar a cabeça e ir com tudo pra tentar a vitória nesses dois jogos em casa. Só depende de nós e vamos pra cima.
  • Thiago Ribeiro, atacante do Cruzeiro: Pelas circunstância, o resultado foi ruim. A gente tinha um jogo controlado e não podíamos sofrer um gol como foi. Eles bateram escanteio curto, ficamos desatentos e tomamos o gol. Tínhamos o placar a nosso favor e, no desespero do adversário, poderíamos tentar fazer o terceiro.
  • Adílson Baptista, treinador do Cruzeiro: A gente sempre pensa em vencer. Começamos mal, desatentos e sofremos o gol em uma ‘casquinha’ e entrada em diagonal, que foi mostrada. Depois o Cruzeiro tomou conta do jogo, rodou, trabalhou, inverteu, criou algumas situações e fez o gol. No 2º tempo, começamos bem e fizemos o gol no contra-ataque, com a inteligência do pessoal. Depois tentei mudar o sistema pra melhorar a marcação, pois estávamos com um pouco de dificuldade. Aí acabamos sofrendo o gol de uma triangulação em escanteio quando a bola era nossa. O gol não saiu em função da mudança. Eu defini a marcação, já estava observando o Cásseres, um jogador de correria, que iria entrar. O Gil entraria descansado, marcaria esse jogador e o Thiago Heleno ficaria com o Blanco. Estava bem definido, só que a minha preocupação era com a recomposição, a volta. Alguns tinham cartão, outros precisando parar um pouco. A gente lamenta porque a decisão vai pra Santiago. Precisamos vencer os dois jogos e de algumas combinações que nos interessam. Mas vamos por etapas, pensar no jogo de volta agora contra eles mesmos e tentar chegar a sete pontos. O Colo-Colo também pode ganhar o jogo, fica com seis pontos e a gente com quatro. Pegamos o Vélez em casa. Precisamos é vencer esses dois jogos em casa e depois ver o que vai acontecer.
  • Eduardo Maluf, diretor de futebol do Cruzeiro: Precisamos ver o lance pela televisão. Eu confesso que não estava olhando pro campo quando aconteceu, mas pelo que me falaram, o Kleber apenas se protegeu. A regra do Cruzeiro é de punição no caso de vermelho direto por questão disciplinar, mas ainda precisamos saber se a expulsão foi justa ou não.
  • Leandro Mattos, em seu blog: O Cruzeiro foi à Venezuela nessa quinta-feira e, depois de fazer o mais difícil, ao virar o placar pra cima dos donos da casa após sofrer o primeiro golpe, permitiu o empate ao Deportivo Itália, que até então só conhecia o revés na Libertadores da América. Antes da igualdade com os estrelados, o limitado time de Eduardo Saragó tinha sido batido pelo Colo Colo (1×0) e pelo Vélez (1×0). Com o resultado insosso, a meta da Raposa, de buscar a classificação às oitavas com o primeiro lugar do Grupo 7, ficou mais complicada, já que o Vélez poderá abrir cinco pontos de vantagem para a equipe de Adílson Batista, caso vença o difícil duelo contra o Colo Colo, fora de casa. O nome do jogo foi Kléber. Depois de desperdiçar duas boas chances de cabeça, o Gladiador usou os pés para sacudir as redes de Liebeskind e marcou os dois tentos cruzeirenses. No final, o atacante foi expulso de campo, pelo segundo amarelo, numa falta mais ríspida. O ponto fraco foi a defesa. Lenta, desatenta, permitiu tramas perigosas aos venezuelanos, como no segundo gol, quando os três zagueiros que estavam no gramado, naquele momento, permitiram que McIntosh concluísse sozinho na pequena área. Após três jogos pela competição continental, o Cruzeiro soma 44% de aproveitamento, com uma vitória, um empate e uma derrota. Na configuração atual dos grupos (que muda a cada compromisso disputado nas oito chaves), os estrelados têm o pior aproveitamento entre os segundos colocados, ao lado do Estudiantes. Campeão e vice da Libertadores 2009, os dois times têm tabela idêntica até aqui: uma vitória, um empate, uma derrota, seis gols pró, cinco tentos contra e um de saldo. É obrigatório que a Raposa faça valer seu mando nos dois próximos jogos e reaja diante do próprio Deportivo e do Vélez, sob o olhar de um Mineirão lotado.
  • André Kfouri, em seu blog: Kléber “Rooney” ficou fora de três jogos do Cruzeiro, mas voltou ontem com toda a intensidade. Dois gols, muita vontade e um cartão vermelho.
  • Décio Lopes, em seu blog: E o Cruzeiro? Uma vitória, um empate e uma derrota pode parecer um começo cambaleante em uma competição. Afinal de contas são apenas 44% de aproveitamento (o pior entre os brasileiros até agora). Mas as estatísticas enganam. Se pensarmos bem, perder na Argentina para o Velez não chega a ser assutador. Empatar aquela partida de ontem também é bastante razoável. A questão agora passa a ser: em casa não tem ponto perdido. É vencer ou vencer. E, sinceramente, pensando no próximo passo, este time do Deportivo Italia, no Mineirão, não assusta. Em Minas é outro jogo.
  • Juca Kfouri, em seu blog: Irreconhecível Cruzeiro: Nem Corinthians, nem São Paulo, nem Cruzeiro enfrentaram o tal clima de Libertadores em suas partidas fora de casa. Se em Bogotá o estádio não estava tão vazio como em Assunção e em Caracas, a torcida colombiana até aplaudir aplaudia as estrelas corintianas, principalmente Ronaldo, que esteve muito mal. Em Caracas, o Cruzeiro tinha tudo para fazer gato e sapato do Deportivo Itália. Mas não só não fez como ainda tomou um gol logo aos 9 minutos, de Blanco, para complicar as coisas. Kléber, com coragem numa dividida depois de escanteio venenoso cobrado por Roger, só foi empatar aos 25. Mas aí os venezuelanos já tinham percebido que o bicho não era tão feio como pintavam e trataram de jogar de igual para igual. Postura que mantiveram no segundo tempo. Tanto que, aos 4, tiveram uma chance de ouro para fazer 2×1. Mas não fizeram. E, no contra-ataque, depois de Diego Renan perder gol certo, Kléber pegou o rebote do goleiro e meteu na rede: 2×1, com muita categoria, um golaço. Aí, de repente, não mais, aos 9 minutos, a irrigação do gramado entrou em funcionamento e a partida foi interrompida por três minutos. Que serviram para o Deportivo botar a cabeça no lugar e voltar a pressionar o Cruzeiro, cuja defesa, estranhamente, parecia jogar sob efeito da altitude que, em Caracas, não há. Mas a defesa batia cabeça até que, aos 20, Mcintosh empatou a partida. O pior é que era justo. Roger não estava bem, Gilberto fazia muita falta e só o goleiro Fábio e Kléber pareciam estar jogando pela Libertadores. O resultado era preocupante para os mineiros. Aos 29, o Cruzeiro, que já tinha trocado Diego Renan por Gil, pôs Eliandro no lugar de Roger. Por incrível que pareça, no entanto, o Deportivo era mais perigoso e tocava mais a bola que o time brasileiro que, numa noite abaixo da crítica, permitia o primeiro ponto do rival na Libertadores. E, isso num grupo tão equilibrado, pode ter sido fatal. Para completar, aos 40, mais uma vez o Cruzeiro ficou reduzido a 10 jogadores com a expulsão de Kléber, um talento em busca de juízo. Menos mal que, aos 43, o venezuelano Lobo, que havia entrado um minuto antes em campo, também foi expulso. Dez contra 10 e mais 7 minutos pela frente. Inúteis. Não foi o Cruzeiro que conhecemos.
  • Mauro Beting, em seu blog: O de sempre. Um cruzeirense expulso. Kléber expulso. Problemas defensivos na lateral esquerda. Marcação frouxa desde o ataque. Qualidade com a bola nos pés. Faro de gol. Diferente, porém, é que o time venezuelano foi ousado e melhor do que se poderia supor. O empate não foi de todo ruim. Mas o grupo é muito complicado. É preciso um pouco mais de bola do Cruzeiro. A felicidade é que ninguém está jogando todo esse futebol na competição.
  • Mário Marra, em seu blog: Apenas um pontinho! O Cruzeiro volta da Venezuela com o bolso vazio. Se for para procurar culpados o gramado poderia até ser o grande vilão. Entretanto, o goleiro Fábio preferiu destacar os erros de posicionamento da defesa. E foram vários erros. O estilo de jogo dos venezuelanos não conta com a bola no chão, a bola do Deportivo Itália passa pelo alto e a defesa sentiu. No primeiro tempo o Cruzeiro, mesmo tendo sofrido um gol aos 11 minutos, o Cruzeiro ainda fez a bola rolar e girou o meio, no entanto, foi um Cruzeiro bem distante do habitual. Jonathan tinha mais liberdade que Diego Renan. Pela esquerda estava o grande perigo com as jogadas de Blanco, nas costas de Diego. O empate saiu com Kleber aproveitando cobrança de escanteio. O momento era bom, entretanto, o futebol do Cruzeiro ficou escondido. Era a hora de impor limites e mostrar quem é melhor, mas a oportunidade passou e o primeiro tempo ficou no empate. Aos 5 do segundo tempo, o futebol apareceu. Jonathan achou Diego Renan na cara do gol, ele perdeu, mas na sobra Kleber fez o segundo. A sorte sorriu para o Cruzeiro, que novamente não aproveitou. Preocupado com as costas de Diego Renan, Adilson investiu em Gil como terceiro zagueiro e abriu Paraná pela esquerda. Foi só Gil pisar em campo para o Deportivo empatar. A jogada até parecia brasileira. De pé em pé, aproveitando espaços, Giroletti para Blanco e dele para Mcintosh: Gol. O jogo seguiu fraco tecnicamente e, para colocar um pouco mais de emoção na partida Kleber e Rafael Lobo foram expulsos. O grande problema do resultado é que o Deportivo Itália é, de longe, o time mais fraco do grupo e a chance de o Colo Colo conquistar os três pontos é boa. Em um grupo equilibrado, qualquer tropeço pode custar caro.
  • Neto, em seu blog: Realmente o Kléber é daqueles atacantes que fazem a diferença. O problema são os altos e baixos. Dois gols e cartão vermelho não pode, né?
  • Líder em Deportes, site venezuelano: O jogo mostrou várias coisas: que o futebol nacional tem crescido uma enormidade a ponto de se igualar com algumas potências, que o Itália anda jogando de forma muito vertical e ninguém anda mais ligado do que Richard Blanco. De qualquer forma, nada disto adiantou e os azuis empataram com o Cruzeiro do Brasil e se complicaram no Grupo C da Libertadores, embora tenham deixado boa imagem em seus três jogos até aqui. Desde o começo se pôde reparar que seria um choque equilibrado e atraente. Maidana esteve pra marcar num voleio, mas dois minutos depois Liebeskind evitou, em dois tempos, que os amazônicos saíssem na frente. Quem não perdoou foi Richie, que definiu de forma magistral um passe de cabeça de Panigutti que o deixou sozinho à frente de Fábio, o qual venceu com um totozinho por cobertura. Por volta de meia hora, Kleber aproveitou um erro de saída de gol de Liebeskind e empatou. No começo do 2º tempo, os amazônicos deram a volta por cima aproveitando rebote do goleiro azul. Mas, ao invés de vir abaixo, o Itália se encheu de coragem e, numa jogada ensaiada, Giroletti passou a Blanco que cruzou pra Macintosh empatar. Com a entrada de Félix Cásseres, os criollos ganharam em força de arranque mas isto não foi suficiente pra tirá-los da terapia, embora o ponto tenha sido glorioso.
  • El Nacional, jornal de Caracas: O Itália saiu em vantagem aos 12 minutos com Richard Blanco. Kleber mudou a história com tentos aos 21 e aos 51 e Macintosh salvou os venezuelanos no naufrágio aos 66. O 1º gol do Deportivo surgiu de uma desatenção capitalizada pelo atacante Blanco com um arremate que deixou Fábio sem opções de defesa. Apesar da desvantagem, os brasileiros tiveram calma com Roger e Henrique tratando de buscar espaços desde a metade da cancha. As contínuas aproximações dos brasileiros renderem frutos aos 27, quando o goleiro venezuelano perdeu o tempo de bola num escanteio e deixou o aríete Kleber empatar com uma espécie de voleio. No começo do 2º tempo, o atacante argentino Emerson Panigutti teve uma oportunidade, mas a bola passou raspando o poste direito. Quando a equipe venezuelana estava melhor, aos 51, Kleber aproveitou o rebote de um contra-ataque iniciado no meio de campo. Aos 54, a partida esteve paralisada por um defeito do sistema de irrigação do Estádio Olímpico. Alguns minutos após o recomeço, aos 61, o Itália quase marcou com um canhotaço de Diomar Díaz. O empate ocorreu numa jogada bem trabalhada a partir de um escanteio. Gabriel Urdaneta, Bladimir Morales y Richard Blanco tramaram até deixar o defensor David McIntosh livre pra arrematar aos 66. A partir daí, os venezuelanos pressionaram em busca do 3º gol enquanto o Cruzeiro tirou o pé do acelerador e se dedicou a administrar o resultado. Os dois times terminaram com dez jogadores devido às expulsões do goleador Kleber e do meiocampista Rafael Lobo. O brasileiro deu uma cotovelada em Alain Giroletti, aos 85 e o venezuelano jogou só dois minutos antes de receber o cartão vermelho.

Transmissão

  • Sportv

Fontes