Democrata-GV 0x3 Cruzeiro - 30/01/1973

De CruzeiroPédia .:. A História do Cruzeiro Esporte Clube
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Confrontos
(clique no jogo para navegar)
Por temporada
Escudo Atlético-TC.png 0x2 Escudo Cruzeiro.png Gol aos do Escudo Cruzeiro.png 4x0 Escudo Nacional-MG.png
Por Amistosos
Escudo Cruzeiro.png 1x1 Escudo Flamengo.png Gol aos do Escudo Figueirense.png 1x2 Escudo Cruzeiro.png
No estádio Mamudão
Escudo Democrata-GV.png 0x3 Escudo Cruzeiro.png Gol aos do Escudo Cruzeiro.png 0x0 Escudo América-RJ.png
Contra Democrata-GV
Escudo Cruzeiro.png 1x1 Escudo Democrata-GV.png Gol aos do Escudo Democrata-GV.png 1x3 Escudo Cruzeiro.png

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Escudo Democrata-GV.png
Democrata-GV
0 × 3 Escudo Cruzeiro.png
Cruzeiro
Amistoso
Data: 30 de janeiro de 1973 Local: Governador Valadares, MG
Horário: Não disponível Estádio: Mamudão
Árbitro: Público pagante: Não disponível
Assistente 1: Público presente: Não disponível
Assistente 2: Renda: Não informado
Súmula: Não disponível
Escalações
Democrata-GV: Cruzeiro:
1. Juvenal 1. Vítor de Paula
2. Zelito Substituição realizada de jogo ( Hélio ) 2. Pedro Paulo
3. Bentinho 3. Camilo NA Substituição realizada de jogo ( William )
4. França 4. Misael
5. Jairo Substituição realizada de jogo ( Cotinha ) 5. Geraldo Galvão
6. Luizinho Substituição realizada de jogo ( Mauricio ) 6. Toninho Almeida
7. Roberto Felipe Substituição realizada de jogo ( Paulo Mariante ) 7. Garrincha Substituição realizada ' () de jogo ' () ( Alexandre )
8. Wellington 8. Aender Gol aos do
9. Zeca Substituição realizada de jogo ( Carlinhos ) 9. Pirulito
10. 10. Evaldo Gol aos do Gol aos do
11. Piolho 11. Joãozinho
Técnico: Técnico: Benecy Queiroz
Reservas que não entraram na partida
Democrata-GV: Cruzeiro:

Sobre o jogo

O Cruzeiro disputava a Taça Minas Gerais com o time principal. Convidado para um jogo festivo contra o Democrata-MG, em comemoração aos 35 anos de emancipação política de Governador Valadares, mandou para a cidade um time misto, reforçado por nomes como Evaldo, que se recuperava de contusão, e Joãozinho, que se tornaria o maior ponta-esquerda da história do clube, então com 18 anos. O expressinho cruzeirense foi comando por Benecy Queiroz, preparador físico na época e atual supervisor de futebol da Raposa.

A principal atração da festa era a presença de Mané Garrincha, que jogaria pelo Democrata-MG. Isso, somado à popularidade do Cruzeiro no leste de Minas, lotou o estádio e encheu a torcida local de expectativa. Acontece, porém, que o técnico da Pantera, no dia anterior ao jogo, anunciou que não escalaria Garrincha em seu time, sob a alegação de que Mané não havia feito sequer um treino com os companheiros. Dirigentes do clube teriam dito que o Democrata-MG não pagaria um centavo para ter o jogador em seu time, e que ele é quem deveria pagar se quisesse jogar pela Pantera.

Garrincha.jpg

Com o bicampeão mundial barrado, os organizadores do evento se viram enrascados, já que os torcedores estavam ansiosos para ver Garrincha. A solução, então, foi tentar encaixá-lo no Cruzeiro. Uma pequena comitiva foi até o hotel do time da capital, para tentar resolver o impasse.

Na verdade, não houve impasse nenhum. O Cruzeiro aceitou prontamente ter Garrincha no time. Garrincha me perguntou o que era para fazer em campo. Disse pra ele jogar tranquilamente. Dei a camisa do Cruzeiro para ele, que atuou bem. Ele era muito humilde, tanto que veio perguntar o que tinha que fazer - disse o então técnico Benecy Queiroz.

Garrincha entrou em campo com a camisa da seleção brasileira e foi ovacionado pela torcida valadarense, que ainda não sabia que ele jogaria pelo Cruzeiro. O craque tirou a camisa amarela, a entregou para Luizinho e revelou a camisa azul com a qual jogaria. O público não perdoou e deu uma longa vaia nos dirigentes do próprio time, já que a negativa da Pantera em ter Garrincha já era noticiada pelas emissoras de rádio.

Benecy Queiroz até hoje não entende a atitude do time de Governador Valadares. E comemora que tenha sido assim. Não consigo entender por que eles perderam a chance. Quem ganhou foi o Cruzeiro. O Garrincha nos foi apresentado duas horas antes do jogo. Ele nem chegou a almoçar conosco, já foi direto para o estádio. Foi uma surpresa. Na verdade, ficamos gratos por ter um jogador da grandeza de Garrincha no Cruzeiro.

Luizinho ficou pasmo com a situação. E passou a se questionar se poderia ter feito algo para mudar aquele panorama.

Fiquei pensando se a culpa de ele não ter jogado com a camisa do Democrata era minha. Porém, estava muito feliz de estar ali do lado de um ídolo, bicampeão mundial. Eu já havia jogado contra ele pela primeira vez em um amistoso entre a seleção carioca e a de Valadares, em 1969, e tinha sido muito gratificante - relembra Luizinho, que hoje é advogado e professor. Garrincha jogou apenas o primeiro tempo e, mesmo longe de ser brilhante, encantou companheiros de time, adversários e torcedores presentes ao estádio, simplesmente por ter participado da partida.

Fonte