Cruzeiro 4x2 Atlético-MG - 17/01/2009

De CruzeiroPédia .:. A História do Cruzeiro Esporte Clube
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Confrontos
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Por temporada
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No estádio Centenário
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Contra Atlético-MG
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Escudo Cruzeiro.png
Cruzeiro
4 × 2 Escudo Atlético-MG.png
Atlético-MG
Primeiro jogo do Torneio de Verão
Data: 17 de janeiro de 2009 Local: Montevideu, URU
Horário: Não disponível Estádio: Centenário
Árbitro: Jorge Larrionda Público pagante: 25.000
Assistente 1: Público presente: Não disponível
Assistente 2: Renda: Não informado
Súmula: Não disponível
Escalações
Cruzeiro: Atlético-MG:
1. Fábio 1. Juninho
2. Jonathan Substituição realizada de jogo ( Jancarlos ) 2. Welton Felipe
3. Thiago Heleno Substituição realizada de jogo ( Leonardo Silva ) 3. Leandro Almeida
4. Léo Fortunato 4. Marcos Substituição realizada de jogo ( Tchô )
5. Fernandinho Cartão amarelo recebido aos  (1) Gol aos do (P) 5. Carlos Alberto
6. Henrique 6. Renan aos do Substituição realizada de jogo ( Sheslon Cartão amarelo recebido aos )
7. Marquinhos Paraná 7. Rafael Miranda Substituição realizada de jogo ( Márcio Araújo )
8. Ramires Gol aos do 8. Júnior Substituição realizada de jogo ( Lopes )
9. Wagner Substituição realizada de jogo ( Camilo ) 9. Thiago Feltri Substituição realizada de jogo ( Raphael Aguiar )
10. Thiago Ribeiro Substituição realizada de jogo ( Soares Gol aos do ) 10. Éder Luís
11. Wellington Paulista Substituição realizada de jogo ( Alessandro ) 11. Diego Tardelli Gol aos do Gol aos do
Técnico: Adilson Batista Técnico: Emerson Leão
Reservas que não entraram na partida
Cruzeiro: Atlético-MG:

Pré-jogo

A temporada começa em temperatura máxima com um RapoCota disputado no Exterior em meio à pré-temporada dos rivais do futebol mineiro.

Vale pela rivalidade e pelos caraminguás que contribuirão para amenizar o previsível déficit dos clubes em 2009.

O vitorioso disputará a final da Copa Bimbo, na próxima quarta-feira contra o vencedor de Nacional (2ª colocado no Campeonato Uruguai) e o Peñarol (5ª).

Wellington Paulista, Júnior, Carlos Alberto e Wagner Tardelli, da safra de contratações da pré-temporada, são os estreantes no RapoCota.

Fabrício e Guilherme, no Cruzeiro, e Renan Oliveira, na Cocota, são desfalques relevantes.

Ovacion, tablóide esportivo do El País, principal jornal uruguaio, dá pouco destaque ao jogão mineiro.

Primeiro tempo

Aconteceu no Estádio Centenário, vazio, em Montevidéu, o primeiro RapoCota do ano. Cruzeiro e Atlético estrearam na temporada 2009, mostrando aos seus torcedores algumas novidades. No time titular cruzeirense, uma única cara nova: o atacante Wellington Paulista, que substituiu Guilherme. Já do lado plumífero, Diego Tardelli, Júnior e Renan eram as novidades.

O jogo começou com o Cruzeiro tendo mais posse de bola. Já no primeiro minuto, um forte chute à gol. Após um longo lançamento de Fernandinho, Wagner recebeu a bola com liberdade, avançou pela direita e chutou com força. A bola foi pra fora, mas o cartão de visitas foi dado. Logo em seguida, no terceiro minuto, o polivalente Marquinhos Paraná arriscou da entrada da área. Juninho se jogou, fazendo uma importante defesa.

O Cruzeiro vinha melhor na partida. Aos 6, Thiago Ribeiro ganhou na corrida do marcador e conseguiu um escanteio. Na cobrança, de Wagner, Ramires testou mas um desvio providencial impediu que a bola entrasse. O juiz marcou tiro de meta.

Apesar do predomínio cruzeirense nos primeiros 10 minutos, os times erravam muitos passes. Além do gramado ruim, a falta de ritmo era evidente. Aos 14, a jogada mais pífia da primeira etapa. Thiago Ribeiro foi cobrar um escanteio e, ao invés de alçar a bola para a área adversária, chutou-a em direção ao meio de campo e um plumífero recebeu o presente.

Mas aos 17, a superioridade cruzeirense fez com que o placar do Estádio Monumental fosse inaugurado. Marquinhos Paraná lançou uma bola roubada para Thiago Ribeiro. O atacante encontrou Jonathan livre. O lateral tentou cruzar para Wellington Paulista, mas o volante Renan interceptou o passe e acabou mandando a bola contra o próprio patrimônio. Cruzeiro 1×0.

Com o Cruzeiro ainda superior, Adilson Batista mandou o time atacar. Logo após o gol, aos 20, Wellington Paulista recebeu a bola de Wagner. Mesmo longe do gol, o centroavante arriscou o chute, que saiu forte, sem direção.

Abalado com o gol do Cruzeiro, o time riscado não conseguia sair da defesa. Os excessivos erros de passe irritavam Leão, que vez ou outra era flagrado pelas câmeras fazendo caretas. Aos 24, o jogo foi interrompido para tempo técnico e reidratação dos jogadores. Na volta, o Cruzeiro passou a trocar passes na intermediária, diminuindo um pouco o ritmo.

Somente aos 30, o Atlético conseguiu chegar com certo perigo à meta cruzeirense. Após um chute de longe que foi desviado pela zaga, os plumíferos cobraram escanteio. Livre na área, Diego Tardelli finalizou mal, para a sorte do Cruzeiro. Aos 32, após uma bola recuada, Fábio finta em Éder Luiz, ao invés de isolar a bola. Apesar do risco, o drible foi aplaudido pelos cruzeirenses.

Demonstrando querer crescer na partida o Atlético começou a ganhar campo. Aos 34, uma falta perigosa preocupou o arqueiro Fábio. Mas Éder Luiz cobrou por cima do gol. No minuto seguinte, pênalti para os plumíferos. Diego Tardelli recebeu a bola em profundidade. Após dominá-la, tentou cruzar para o centro da área, mas ela acabou tocada pelo braço de Thiago Heleno durante o trajeto. O juiz assinalou a marca do pênalti após o auxílio do bandeirinha. O próprio Diego Tardelli cobrou e converteu: Atlético 1×1.

Assim que o jogo recomeçou, aos 38, Thiago Ribeiro foi lançado. Na corrida, Welton Felipe, com o braço esquerdo, derrubou o atacante cruzeirense. O juiz assinalou pênalti. Fernandinho encheu o pé, Juninho fez defesa parcial, mas em seguida a bola resvalou em seu ombro e entrou mansamente: Cruzeiro 2×1.

Aos 40, Jonathan, que era um dos destaques do primeiro tempo, cruzou a bola para a área adversária, os defensores não a encpntraram e ela sobrou para Wellington Paulista. Antes de finalizar, o atacante foi surpreendido com um carrinho na bola do goleiro Juninho. Três minutos depois, Henrique roubou a bola no meio campo e tocou para Wagner. O camisa 10 cruzou com perfeição para Ramires, que concluiu bem, mas Juninho defendeu.

O Atlético ainda ameaçou empatar no final da primeira etapa. Aos 46 minutos, Leandro Almeida roubou a bola de Thiago Ribeiro e lançou para Éder Luiz, que, no mano a mano com Léo Fortunato, jogou a bola para o lado e chutou. Fábio a desviou para corner.

Na sequencia, os emplumados foram surpreendidos com um bem armado contra-ataque cruzeirense. Ramires e Jonathan, com velocidade, tabelaram até a entrada da área plumífera até que o Queniano, na cara do gol, colocaoua bola no canto direito e saiu pra comemorar. Cruzeiro 3×1.

Segundo tempo

A segunda etapa começou com várias substituições. No Cruzeiro, Thiago Heleno saiu para a entrada de Leonardo Silva. No Atlético=MG, três alterações: Márcio Araújo no lugar de Miranda; Sheslon no de Renan e Lopes no de Júnior.

No primeiro minuto, num cruzamento pela esquerda, a bola viajou pela área celeste, mas foi cortada pelo beque recém-contratado, Leonardo Silva.

Novamente, as equipes erravam passes, principalmente no meio de campo. Os primeiros 10 minutos foram fracos em técnica, com poucas chances de gols para os dois lados.

Aos 10, Adilson Baptista promoveu a segunda alteração. Saiu Thiago Ribeiro e entrou Soares. De cara, o estreante desperdiçou excelente chance de marcar seu primeiro gol com a camisa do Cruzeiro. Esperto, roubou uma bola do goleiro Juninho, mas, ao invés de chutar, rolou para Wellington Paulista, que errou o chute.

No minuto seguinte, o Atlético respondeu. Diego Tardelli recebeu a bola no lado direito, próximo à área celeste, levou-a para o meio e chutou firma. Fábio fez importante defesa.

Aos 14, Adilson trocou Wagner por Camilo. No minuto seguinte, foi a vez do Atlético mudar: saiu o zagueiro Marcos e entrou Tchô.

A chance mais clara do Atlético no jogo foi no minuto 15. Após receber a bola, Eder Luiz driblou Fábio e tocou para o gol, mas Léo Fortunato, bem na cobertura, limpou a jogada. No minuto 17. o Cruzeiro respondeu com Soares, que limpou dois plumíferos e rolou pra Jonathan. O lateral percebeu a chegada de Wellington Paulita e tocou. Na conclusão, o atacante isolou a bola.

Outra alteração no Cruzeiro. Aos 19, saiu Wellington Paulista e entrou o recém-chegado Alessandro. Aos 20, Camilo se enroscou com o zagueiro plumífero na área e pediu pênalti. O juiz ignorou o pleito do cruzeirense e mandou seguir, criando uma polêmica.

Aos 23, o Atlético diminuiu. Após lançamento nas costas de Jonathan, Thiago Feltri cruzou nos pés de Diego Tardelli, que concluiu com facilidade. Atlético 2×3.

Em seguida, as equipes, assim como na primeira etapa, tiveram tempo técnico. O treinador cruzeirense aproveitou para fazer outra alteração: saiu o lateral direito Jonathan e entrou o ex-são-paulino Jancarlos.

No minuto 28, o Atlético quase empatou. Eder Luiz recebeu de Diego Tardelli sozinho, na direita, e chutou na saída de Fábio. A bola foi para fora, mas por pouco não sela o empate plumífero. Dois minutos depois, Fernandinho recebeu amarelo por agarrar Lopes no meio de campo.

Aos 31, é a vez de um atleta plumífero ser punido. Carlos Alberto chegou atrasado na bola e acertou a perna de Ramires. As seguidas faltas e punições deixaram o jogo morno, o que favorecia ao Cruzeiro.

Aos 35, Camilo recebeu passe da direita e arricou o chute. A bola passou beliscando a trave. No minuto 43, Marquinhos Paraná achou Jancarlos livre pela direita. O lateral levantou a cabeça, mas executou mal o cruzamento.

No minuto seguinte, novamente o maestro Marquinhos Paraná lançou com perfeição. Dessa vez, Ramires foi o presenteado. O Queniano cruzou rasteiro para o centro da área. O estreante Soares, que chegava na corrida, concluiu para o fundo das redes. Cruzeiro 4×2.

Aos 47, o árbitro encerrou a partida.

O que foi dito

  • “Tenho que enaltecer e parabenizar pelo esforço e a dedicação deles. Com 10 dias de treinamento, você pensa e as pernas não obedecem. Vi muita dedicação, empenho, responsabilidade. Os mais velhos acolheram bem os que chegaram alertando sobre o que é jogar no Cruzeiro. Claro que foi importante manter a base, um sistema e os mesmos jogadores do ano passado. O entrosamento que acaba se refletindo no jogo. Do outro lado também tem pessoas qualificadas, jogadores que chegaram com qualidade e criaram dificuldades. Foi um bom jogo e o Cruzeiro mereceu o resultado. Foi importante começar bem e vencendo um adversário por quem nós temos respeito. O objetivo era que ninguém se lesionasse e isso aconteceu. Está todo mundo inteiro. Tivemos bom volume de jogo no primeiro tempo, poderíamos ter decidido o placar. O Leão fez algumas mudanças, nós tivemos uma certa dificuldade e sofremos o segundo gol. Mas antes, se o Soares faz o quarto, poderíamos ter tido uma tranqüilidade maior.” (Adílson Baptista, treinador do Cruzeiro)
  • “Foi um estréia positiva. O time inteiro está de parabéns. Todo mundo sabia da importância desse clássico, por ser início de temporada e fora de casa.” (Leonardo Silva, beque do Cruzeiro)
  • “Apesar do pouco tempo de trenamento, o Cruzeiro mostrou que estará forte não só no Mineiro, mas também na Libertadores e no Brasileiro.” (Fernandinho, lateral-esquerdo do Cruzeiro)
  • “Precisamos de mais um zagueiro e ele vai chegar logo. Será um jogador experirente que vai agradar à torcida.” (Eduardo Maluf, Diretor de Futebol do Cruzeiro)

Vídeos

Gols com narração da Itatiaia

Atuações

  • Adílson Baptista – Manteve a base do ano passado, o que deu resultado, vide o amplo domínio do time no primeiro tempo. No segundo tempo, mexeu para contrabalançar o cansaço de alguns e promover as estréias dos novos contratados, sem alterar a estrutura do time e sem abdicar da vitória. Virou especialista em derrotar o rival, pra desespero dos emplumados da mídia e dos multinicks.
  • Torcida – Coisa rara, a TV mostrou mais emplumados do que cruzeirenses num estádio. Provavelmente, porque os azuis continuam preferindo o Nordeste e os zebrados tenham aderido a Punta Del Este. Até pra escapar das inevitáveis gozeiras que levam em praias brasileiras. (Síndico)
  • Fábio – Tranquilo e seguro como sempre. Na verdade, não teve muito trabalho. Fez apenas duas defesas difíceis, uma num chute rasteiro de Eder Luis no final do primeiro tempo e outra numa ótima saída do gol no segundo.
  • Jonathan- Excelente atuação. No primeiro tempo foi praticamente um atacante. Chutou a gol, deu o “passe” pro primeiro gol e tabelou com Ramires no terceiro. No segundo tempo guardou posição até sair esgotado.
  • Jancarlos – Apareceu no ataque apenas uma vez.
  • Léo Fortunato – Boa atuação. No seu melhor momento, salvou um gol certo. No pior, não acompanhou Tardelli no lance do segundo gol emplumado.
  • Thiago Heleno – Estava razoavelmente bem no jogo, cortando tudo, até falhar no lance do primeiro gol emplumado, quando deixou Tardelli escapar e depois meteu a mão na bola dentro da área. Saiu no intervalo.
  • Leonardo Silva – Estréia de razoável pra boa. Fez boas antecipações e foi bem no jogo aéreo. Mostrou segurança.
  • Fernandinho – No primeiro tempo, enquanto Jonathan atacava, guardou posição. Ainda assim, fez um belo lançamento que originou o pênalti no Thiago Ribeiro. Na cobrança, chutou tão forte que Juninho, mesmo chegando na bola, não conseguiu defender. No segundo tempo tentou sair mais pro jogo, mas não foi tão efetivo.
  • Marquinhos Paraná – Foi o maestro do time. Distribuiu bem o jogo, tocou a bola com propriedade, marcou bem e fez ótimos lançamentos, como nos lances do primeiro e quarto gols.
  • Henrique – Muito bem no jogo, sobressaindo-se na marcação. Roubou uma enormidade de bolas. Mas seus críticos vão dizer que errou passes.
  • Ramires – O melhor do time. Parece que nem saiu de férias. Responsável pelos melhores lances de ataque do time, quase fez um golaço, marcou o seu e deu um passe açucarado pro Soares fazer o dele. Pra parar o Queniano, só na porrada.
  • Wagner- Não quis saber de dureza. Sumido do jogo. Começou o ano como terminou 2008, sem jogar nada.
  • Camilo – Se não produziu muito de efetivo, pelo menos correu, lutou e se movimentou bem mais do que o Wagner.
  • Wellington Paulista – Único estreante a começar a partida, sentiu o desentrosamento com os companheiros. Apagado.
  • Alessandro – Entrou com entusiasmo, procurou se movimentar, mas pouco produziu.
  • Thiago Ribeiro – Também começou o ano como terminou o passado, correndo e se movimentando bastante. Pela esquerda fez o lançamento que resultou no primeiro gol; pela direita sofreu o pênalti, numa jogada que mostrou esperteza.
  • Soares – Na sua primeira jogada, recebeu um presente da zaga emplumada e perdeu uma chance incrível, por indecisão. Depois fixou-se no lado esquerdo para tentar puxar contra-ataques e fez boas jogadas. No quarto gol teve o mérito de acompanhar a jogada e concluir bem.
  • Juiz & Bandeiras – A atuação de Jorge Larionda teria sido impecável se ele marcasse um pênalti sofrido por Camilo. Mas como o lance não foi tão claro, podemos dizer que ele foi excelente. Os bandeiras foram perfeitos.
  • Adversários – Me disseram que Juninho evitou que a goleada fosse maior e Tardelli cumpriu sua missão de artilheiro (Síndico)

Transmissão

  • Sportv

Porque é uma partida histórica

Primeiro clássico fora do Brasil.

Fonte