Cruzeiro 4x1 Colo-Colo - 24/02/2010

De CruzeiroPédia .:. A História do Cruzeiro Esporte Clube
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Confrontos
Por temporada
Escudo Atlético-MG.png 1x3 Escudo Cruzeiro.png Gol aos  do Escudo Ituiutaba.png 0x1 Escudo Cruzeiro.png
Por Copa Libertadores da América
Escudo Vélez Sársfield.png 2x0 Escudo Cruzeiro.png Gol aos  do Escudo Deportivo Itália.png 2x2 Escudo Cruzeiro.png
No estádio Mineirão
Escudo Atlético-MG.png 1x3 Escudo Cruzeiro.png Gol aos  do Escudo Cruzeiro.png 5x0 Escudo Uberaba.png
Contra Colo-Colo
Escudo Colo-Colo.png 0x0 Escudo Cruzeiro.png Gol aos  do Escudo Colo-Colo.png 1x1 Escudo Cruzeiro.png

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Escudo Cruzeiro.png
Cruzeiro
4 × 1 Escudo Colo-Colo.png
Colo-Colo
2ª rodada - Fase de Grupos - Copa Libertadores da América 2010
Data: 24 de fevereiro de 2010 Local: Belo Horizonte, MG
Horário: 19h30 Estádio: Mineirão
Árbitro: Óscar Ruiz Público pagante: 32.927
Assistente 1: Abraham González Público presente: Não disponível
Assistente 2: Humberto Clavijo Renda: R$ 783.826,25 R$ 783.826,25
Cr$ 783.826,25
NCr$ 783.826,25
Cz$ 783.826,25
NCz$ 783.826,25
(preço médio: R$ 23,80 )
Súmula: Súmula
Escalações
Cruzeiro: Colo-Colo:
1. Fábio 1. Prieto
2. Jonathan 15. Diego Olate Cartão amarelo recebido aos Cartão amarelo recebido aos Cartão vermelho recebido aos
3. Leonardo Silva 19. Scotti Cartão amarelo recebido aos
4. Thiago Heleno 8. Sebastián Toro
5. Elicarlos Substituição realizada 25' (2T)  de jogo 25' (2T) ( 18. Pedro Ken Gol aos 23 do  (2T ) 23'  (2T ) ) 4. Cereceda Cartão amarelo recebido aos 6  (2T) 6'  (2T)   Cartão amarelo recebido aos 67 67'   Cartão vermelho recebido aos 67 67'  
6. Diego Renan 18. Meléndez Cartão amarelo recebido aos 57 57'  
7. Marquinhos Paraná Cartão amarelo recebido aos 18  (2T) 18'  (2T)   16. Charles Aránguiz
8. Henrique Cartão amarelo recebido aos   (1) Substituição realizada 38' (2T)  de jogo 38' (2T) ( 20. Bernardo ) 14. Rodrigo Millar
25. Kléber Gol aos 16 do  (2T) 16'  (2T) Gol aos 26 do  (2T) 26'  (2T) 10. Macnelly Torres Substituição realizada 58' de jogo 58' ( 2. P. Magalhães Cartão amarelo recebido aos 60 60'   )
23. Roger Substituição realizada 9' (2T)  de jogo 9' (2T) ( 9. Wellington Paulista ) 7. Paredes Gol aos 36 do  (1T) 36'  (1T) Substituição realizada 72' de jogo 72' ( 17. Sanhueza Cartão amarelo recebido aos 80 80'   )
11. Thiago Ribeiro Gol aos 6 do  (2T) 6'  (2T) 11. Miralles
Técnico: Adilson Batista Técnico: Hugo Tocalli
Reservas que não entraram na partida
Cruzeiro: Colo-Colo:
12. Rafael 22. Graf
19. Guerrón 9. Bogado
22. Caçapa 13. Fuenzalida
15. Fabinho Alves 5. Riffo

Pré-jogo

O Cruzeiro faz seu primeiro jogo em casa na Libertadores 2010. E precisa vencer pra encostar no Colo Colo e não perder o Vélez Sarsfield de vista na tabela de classificação do Grupo 7.

Gilberto e Gil, expulsos na 1ª rodada, e Fabrício, contundido, serão os desfalques do time celeste. O Colo Colo jogará completo.

A torcida celeste terá de jogar junto com o time se quiser que ele vá longe na competição. Jogar junto com ele nos bons e também nos maus momentos.

O jogo

Primeiro Tempo

  • 19h30 – Começa o jogo. Cruzeiro e Coclo Colo com uniformes tradicionais. Cruzeiro defende o Gol da Lagoa .
  • Torcida do Colo Com 100 componentes e 100 faixas de apoio está nas cadeiras inferiores. Torcida celeste faz grande festa, mesmo sem o bandeirão e com apenas duas bandeiras convencionais. Ministério Público colcou a galera de castigo pelos distúbio que ela provocou no RapoCota.
  • 02 – Thiago Ribeiro arranca pela esquerda, mas é desarmado por Toro.
  • 03 – Roger cobra falta na ponta direita, por cima do travessão.
  • 04 – Thiago Ribeiro lança Diego Renan na esquerda, Olate comente falta.
  • 05 – Roger levanta da ponta esquerda, Prieto sai do gol e afasta mal.Bola sobra para Henrique que chuta por cima do travessão.
  • 06 – Marquinhos Paraná recebe de Diego Renan e lança Henrique, que arranca da inetrmediária, e passa a Thiago Ribeiro, na área. O atacante chuta cruzado, raasteiro, no canto direito de Prieto, que salta, mas não alcança. Cruzeiro 1×0.
  • 07 – Colo Colo joga no 3-5-2.Marquinhos Paraná marca Torres, Leonardo Silva joga na sobra. Jonathan e Elicarlos revezam-se na lateral-direita.Thiago Ribeiro corre pelas duas pontas, Kleber joga de centroavante.
  • 08 – Leonardo Silva atropela Paredes no meio de campo.
  • 09 – Millar passa a Cereceda, na ponta esquerda. Marquinhos Paraná antecipa, corta e sai jogando.
  • 10 – Roger, do meio de campo, lança Diego Renan pela esquerda, bola sai pela lateral.
  • 11 – Paredes recebe lançamento na entrada da área, mas está impedido.
  • 12 – Miralles recebe passe na ponta direita, mas está impedido.
  • 13 – Miralles parte em velocidade pela intermediária e chuta de fora da área. Leonardo Silva fica com a bola e sai jogando.
  • 14 – Paredes recebe lançamento de Cereceda, dentro da área, rola a bola pra Miralles, que chuta, à direita de Fábio, rente ao poste.
  • 15 – Cruzeiro pressiona, torcida canta alto.
  • 16 – Jonathan chuta de fora da área, bola sai à direita.
  • 17 – Olate recebe cartão amarelo por reclamação.
  • 18 – Roger Secco, da ponta esquerda, levanta a bola pra área, Henrique chuta, mas Scotti afasta.
  • 19 – Thiago Ribeiro recebe passe de Jonathan, dribla Toro dentro da área e chuta forte. Prieto espalma pra escanteio.
  • 20 – Colo Colo toca bola na defesa.
  • 21 – Miralles dribla Jonathan dentro da área, mas deixa a bola escapar pela linha de fundo.
  • 22 – Elicarlos cai no gramado e é retirado de maca.
  • 24 – Kleber é derrubado por Toro na entrada da área. Falta.
  • 25 – Pedro Ken substitui Elicarlos.
  • 25 – Roger cobra a falta, bola explode na barreira.
  • 26 – Scotti comete falta em Kleber e recebe o cartão amarelo.
  • 28 – Roger lança Jonathan, na área. Prieto defende nos pés do lateral.
  • 29 – Cereceda dribla Marquinhos Paraná na linha de fundo, pela esquerda, e levanta a bola pra Paredes, na área. O atacante salta, mas não alcança a bola, que sai pela linha de fundo.
  • 30 – Colo Colo tem controle do meio de campo e arma boas jogadas pra seus dois atacantes.
  • 31 – Henrique chuta forte, de fora da área. Bola sai à direita do arco chileno.
  • 33 – Paredes cruza da esquerda, bola desvia em Henrique e sai pela lateral.
  • 35 – Aranguiz recebe lançamento na direita, avança pra área, mas é desarmado por Leonardo Silva.
  • 36 - Jonathan perde uma dividida com Miralles, recupera-se, perde a segunda dividida com Torres, que cruza pra Paredes, livre, na entrada da pequena, tocar pras redes. Colo Colo 1×1.
  • 37 – Torcida celeste apoia Jonathan gritando seu nome.
  • 38 – Kleber chuta forte da entrada da área, Prieto espalma bola pra escanteio.
  • 39 – Thiago Ribeiro chuta cruzado, da ponta direita. Bola bate em Millar e sai pela linha de fundo. Escanteio.
  • 41 – Roger dribla dois marcadores na entrada da área, e cai após entrada de Scotti. Juiz manda seguir o jogo.
  • 42 – Kleber chuta de fora da área, bola sai à esquerda do arco chileno.
  • 44 – Diego Renan avança pela esquerda, passa a Thiago Ribeiro, que entra na área e chuta forte, por cima do gol de Prieto, com perigo.
  • 46 – Thiago Ribeiro entra forte em Olate e recebe o cartão amarelo
  • 47 – Fim do 1º tempo. Colo Colo, melhor organizado em campo, conquistou o domínio territorial do meio de campo, aos poucos, e credencia-se para a vitória no 2º tempo.

Segundo Tempo

  • 20h34 – Começa o 2º tempo
  • 02 – Diego Renan avança pela esquerda e é parado com falta por Aranguiz.
  • 03 – Roger cobra falta sobre a área, Thiago Ribeiro cabeceia, bola sai por cima do travessão.
  • 04 – Diego Renan cruza da ponta esquerda, Prieto defende.
  • 05 – Melendéz derruba Henrique na entrada da área. Falta.
  • 06 – Roger cobra falta. Prieto defende.
  • 07 – Cereceda segura Kleber e receb cartão amarelo.
  • 08 – Roger dribla Millar, na direita, mas acaba sendo desarmado.
  • 09 – Henrique comete falta em Torres no meio de campo e recebe cartão amarelo.
  • 10 – Wellington Paulista substitui Roger.
  • 11 – Olate comete falta em Jonathan, recebe 2º cartão amarelo e, em seguida, o vermelho.
  • 12 – Melendéz reclama da expulsão e recebe o cartão amarelo.
  • 13 – Magalhães substitui Torres.
  • 14 – Torcida celeste apóia o time.
  • 15 – Paulo Magallanes segura Leonardo Silva pelo braço, quando o zagueiro tenta subir pra cabecear dentro da área. Pênalti. Kleber bate forte, no meio do gol. Prieto desvia com a perna, bola toca no travessão e vai pras redes. Cruzeiro 2×1.
  • 16 – Começa o apagão do Colo Colo. Do time organizado e tranquilo do 1º tempo, nada mais resta. Apertado na saída de bola, o campeão chileno erra muito na defesa e já foi engolido no meio de campo. Cruzeiro tem o jogo sob controle.
  • 17 – Marquinhos Paraná recebe cartão amarelo.
  • 20 – Cruzeiro ataca muito.
  • 21 – Jonathan invade a área, pela direita, e recebe falta de Cereceda, na risca da grande área.
  • 22 – ereceda reclama da marcação, recebe o cartão amarelo e, em seguida, o vermelho.
  • 23 – Jonathan, no bico da área, cobra falta. Segue-se um bate-rebate dentro da ntro da área. Toro afasta parcialemente, Pedro Ken fica com a bola e, da marca do pênalti, chuta forte, rasteiro, de direita, no meio do arco. Preito salta, mas não alcança a bola. Cruzeiro 3×1.
  • 24 – Kleber recebe lançamento na área de Marquinhos Paraná, dentro da área. Millar chega na marcação e o derruba com um empurrão nas costas. Pênalti. Millar recebe cartão amarelo. Kleber cobra no ângulo direito, Prieto acerta o lado, mas não chega a tempo. Cruzeiro 4×1.
  • 28 – Sanbueza substitui Paredes.
  • 29 – Cruzeiro toca a bola, no meio de campo.
  • 30 – Torcida celeste canta “Caiu na rede é peixe, Cruzeiro vai golear”.
  • 32 – Pedro Ken arranca pela direita e cruza. Scotti corta.
  • 33 – Pedro Ken entra livre na área, mas fura na hora de arrematar.
  • 34 – Máfia Azul tenta, por duas vezes, puxar a ola, mas a torcida não acompanha.
  • 35 – Cruzeiro toca bola no ataque. Colo Colo arma ferrolho na frente de seu arco pra não tomar mais gols.
  • 37 – Bernardo substitui Henrique. O armador recebe ordens expressas do treinador pra chutar a gol e tentar aumentar a vantagem celeste.
  • 38 – Diego Renan chuta, na risca da grande área, Prieto defende no canto direito.
  • 39 – Diego Renan recebe passe na esquerda, em impedimento.
  • 40 – Diego Renan recebe de Kleber e cruza. Wellington Paulista fura ao tentar arrematar de cabeça.
  • 41 – Kleber parte em contra-ataque,mas recebe falta de Scotti, no meio de campo.
  • 42 – Jonathan cruza da ponta direita, no 2º pau, Wellington Paulista cabeceia, bola sai rente ao poste esquerdo do arco de Prieto.
  • 44 – Sanhueza entra forte em Kleber e recebe cartão amarelo.
  • 45 – Kleber, o melhor em campo pela Itatiaia. Fenrique, o melhor em campo pela Globo / CBN.
  • 46 – Cruzeiro rodou a bola sob a batuta de Marquinhos Paraná, mas não abriu a defesa chilena. Bernardo não conseguiu chutar a gol.
  • 47 – Fim de jogo. Colo Colo suportou bem a pressão e manteve o prejuízo em 3 gols de diferença. Agora, é o 3º do grupo, com 3 pontos, enquanto o Cruzeiro se torna vice-líder também com 3. No 1º lugar, está o Vélez Sarsfield com 6 pontos. Na lanterna, o Deportivo Itália, com zero.

Vídeos

Melhores momentos

Atuações

  • Adílson Batista - Em noite de exercício de sinceridade disse não ter gostado do 1º tempo de seu time e também que o mundo não acaba se a classificação não vier. Mas trabalhou pra consegui-la, escalando bem e substituindo certo.
  • Torcida - Entusiasmada, cantou o tempo todo. E ainda apoiou Jonathan quando o lateral caiu do salto na jogada do gol de empate.
  • Fábio – Sem excesso de trabalho, mas atento cumpriu sua obrigação.
  • Jonathan – Boa participação em quase todos os lances, menos nas duas divididas que perdeu para Miralles e Torres e resultaram no gol de empate. Da próxima vez, talvez ele opte por isolar a bola ao invés de se consagrar em cima dos atacantes.
  • Thiago Heleno - Magro e ágil, ele foi arisco na perseguição aos atacantes chilenos.
  • Leonardo Silva - Entrosou-se bem com Thiago Heleno, ficando na sobra quando o colega saia à caça dos atacantes adversários. Ganhou as disputas pelo alto e ainda sofreu um pênalti, que deve ter sido fruto de muita falação do treinador argentino na cabeça de seus beques em função do gol do becão contra a Cocota.
  • Diego Renan – Sem o brilho ofensivo de outras ocasiões, jogou pro gasto, sem comprometer.
  • Elicarlos - Outra grande atuação, marcando pelo meio e fechando a lateral-direita num perfeito revezamento com Jonathan. Pena ter se contundido na coxa e deixado o campo cedo.
  • Pedro Ken – Mais esforçado do que brilhante, marcou um gol de oportunismo e tropeçou em si mesmo quando podia ter feito outro. Pela disponibilidade pra correr atrás do a versário, foi útil pra retomada do controle da meiúca no 2º tempo.
  • Marquinhos Paraná - No começo, exerceu marcação pessoal sobre Torres. Depois, passou a missão pra Henrique e saiu pro jogo, atuando como maestro, pois todas as bolas passavam por ele antes de serem distribuídas aos meias e atacantes.
  • Henrique - O Cruzeiro torrou dinheiro com jogador descartado pelo São Paulo alegando prescisar de um portador do Espírito e Libertadores em sua equipe. No fim das contas, Henrique é o cara, ou melhor, o jogador que encarna o tal espírito. Ele joga duro, não entra em catimba, não provoca, não faz marketing de si mesmo, não bajula torcedor, não joga de bunda no chão, não esmorece um só minutoe sai de campo tão silencioso quanto entrou. Contra o Colo Colo, ele marcou e armou com muita competência. Mas a torcida prefere cantar o nome da mascote do Clube de Lourdes do que de seu guerreiro.
  • Bernardo – Segundo o treinador, entrou pra chutar em gol. Mas não chutou. Menos por falta de vontade, do que por falta de aquiescência do adversário.
  • Roger Secco – Cavou um pênalti, que o juiz sabiamente, não marcou. Deu bons passes, mas não repetiu a performance do RapoCota. O que livrou o Raposão de ser novamente decapitado.
  • Wellington Paulista – Não viu a cor da bola.
  • Thiago Ribeiro – Grande 1º tempo com um golaço e boas jogadas. No 2º, desapareceu. Talvez encafifado com as bolas fáceis que deixou de encaçapar.
  • Kleber – Pouco inspirado, foi contido com facilidade pela marcação. Bateu dois pênaltis, um mal outro bem, mas com 100% de aproveitamento.
  • Juiz & Bandeiras - Afora alguma liberalidade com os termocéfalos chilenos, que andaram distribuindo alguns coices no início da partida, tiveram boa atuação. Tecnicamente, foram quase perfeitos. Obviamente, os chorões não vão concordar com esta avalaição. mas isto também faz parte do show.
  • Colo Colo - O que terá acontecido pro time chileno oscilar tanto do 1º para o 2º tempo? De repente, aquelke futebol envolvente deu lugar a trapalhadas que resultaram em pênaltis e expulsões desnecessárias. Torres, Millar, Paredes e Miralles foram os melhores colocolinos.

O que foi dito

  • El Mercúrio, diário chileno: Um irritado Colo Colo foi esmagado em Belo Horizonte – Alvos perderam de 4×1 para o Cruzeiro – As expulsões de Diego Olate e Roberto Cereceda e os dois pênaltis marcados pelo colombiano Óscar Ruiz puseram uma pedra sobre o time de Hugo Tocalli e o Cacique engrossou sua nefasta história em Minas Gerais. – Com uma hora de jogo, tudo se arruinou para o Colo Colo. Rapidamente, foi expulso Diego Olate, que havia sido colocado pra marcar do lado direito, e tentou, desde cedo, um cartão vermelho. Tocalli sacrificou McNelly Torres para preencher a vaga do expulso com Paulo Magalhaes, que, tão logo entrou, cometeu pênalti, que Kleber converteu desequilibrando o placar de uma partida que terminaria sendo um pesadelo para o monarca chileno. Ali, se desmoronou toda a resistência dos alvos. Aos 67, Roberto Cereceda encheu a paciência de Óscar Ruiz e terminou expulso. Jogar com nove na imensidão do Mineirão contra o Cruzeiro, é quase uma condenação de morte. E foi assim que acabou o Colo Colo… Rodrigo Millar empurrou Kleber na área, Ruiz marcou outro pênalti, e o Gladiador voltou a vencer a Francisco Prieto. O Colo Colo tentou se armar do jeito que pôde pra não piorar o papelão. Magalhaes foi pro lado esquerdo, Charles Aránguiz passou a marcar pela direita, enquanto Arturo Sanhueza entrava para ajudar a Meléndez. Na frente, ficou apenas Ezequiel Miralles. Sanhueza podia ter sido o terceiro expulso por agredir Kleber no final, mas, a essa altura, Ruiz optou por controlar os ânimos. Antes de começar a histeria colocolina, a Raposa ameaçava com o canhoto Roger e o visitante se aproximava do arco com as correrias de Miralles e Esteban Paredes, que fez o gol do empate transitório após um centro do bahinse a partir de uma bola tomada por Cereceda. A negra história do Colo Colo no Mineirão aumentou nesta noite. Foi a 7ª derrota do Cacique neste fazendão, incluindo-se, aí, as derrotas de 6×1 em uma Supercopa e de 5×0 numa Mercosul. Definitivamente, Colo Colo não foi capaz de arranjar nada no Brasil e arruinou seu saldo de gols numa série que está apertada. Na próxima partida, em 16 de março, o Colo Colo receberá o Vélez Sarsfield em Macul.
  • Hugo Tocalli, treinador do Colo Colo: Não gosto de falar de arbitragens. O que me chateia são as declarações do presidente do Cruzeiro após perder para o Vélez. Me dói perder uma partida dessa forma, porque me parece que as declarações terminaram fazendo efeito na arbitragem desta partida. Tirei o Torres e o Paredes pra reforçar a marcação e se não tivesse fieto sito, a goleda teria sido maior.
  • Andrés Scotti, beque do Colo Colo: Agora, mais calmo, posso dizer que a partida ficou distinta quando aconteceram as explusões. Com dois a menos, tudo mudou em 10 minutos. Quando havia 11 contra 11, a história era outra. Não vou criticar a arbitragem e sei que temos potencial e vamos lutar pra nos classificarmos.
  • McNelly Torres, armador do Colo Colo: Ninguém gosta de sair deste tidpo de aprtida. Eu estava bem e a decisão foi do treiandor. Saí com raiva, pois sabia que vários clubes estavam me observando. É uma derrota que deixa o que pensar. Estamos machucados, pela forma como perdemos, mas os responsáveis somos nós mesmos.
  • Ezequiel Miralles, atacante do Colo Colo: O árbitro tinha experiência suficiente pra nos repreender, mas nos deixou com um homem a menos em um campo muito grande, sobretudo quando vínhamos jogando bem. Depois marcou um pênalti, expulsou outro e marcou outro pênalti. Assim é muito difícil de jogar. Se o árbitro errou, que seja castigado de uma vez por todas.
  • Roberto Cereceda, defensor do Colo Colo: Às vezes, o Juiz é ruim, mas este se superou. Estávamos jogando bem e ele nos prejudicou, me expulsando e também ao Olate, além de ter marcado um pênalti que não aconteceu. Tudo isso passa da conta em um campo tão grande.
  • Adílson Baptista, treinador do Cruzeiro: Nós começamos um pouquinho lentos, aceitando a marcação, tendo dificuldade de penetração. Mesmo assim, saímos na frente. Depois tivemos um erro, uma desatenção e eles chegaram a ter duas situações de contra-ataque. Não gostei do 1º tempo, vamos ser sinceros. Se o Cruzeiro entrasse um pouquinho mais concentrado, com mais velocidade, dava pra fazer o resultado no 1º tempo. Mas não é a hora que quer que vai ganhar a competição, não é assim. Tem que ter o espírito da competição. Eu não gostei do 1º tempo, mas no 2º a gente melhorou. O Jonathan tem essa liberdade por dentro, e tem gente pra cobrir: Henrique, Eli, Pedro Ken, Paraná. Eu já tinha intenção de entrar com o Wellington Paulista, fazer os três na frente, em função do posicionamento deles. Fomos felizes no 2º tempo, merecemos o resultado, e as expulsões acabaram facilitando.
  • Thiago Ribeiro, atacante do Cruzeiro: Eu poderia ter feito até mais gols, perdi uma chance real, tentei colocar no canto, exagerei na força e a bola subiu, mas o importante é que conseguimos conquistar esses primeiros pontos na competição. Agora é já pensar na Venezuela, nossos dois próximos jogos são contra o Deportivo Itália, lá e aqui. Então é procurar se concentrar para vencer esses jogos e conseguir a classificação.
  • Kleber, atacante do Cruzeiro: Nossa equipe foi muito bem. No 1º tempo. Poderíamos ter feito mais gols, poderia e ter tido uma tranquilidade maior. Infelizmente, não fizemos e eles empataram, foi complicando. Mas, no 2º tempo, a gente conseguiu fazer os gols e vencer essa partida. A gente não vai chegar aqui e meter quatro gols de cara, jogar um futebol maravilhoso desde o 1º minuto. Aconteceu um erro do Jonathan ali, a torcida acabou pegando no pé dele, mas o Jonathan fez uma partida excelente depois, deu a volta por cima, está de parabéns. Espero que o torcedor agüente um pouco mais, espere um pouco mais, porque, no final, todo mundo comemora junto.
  • Pedro Ken, volante do Cruzeiro: Quando vim para cá, falei que ia buscar meu espaço aos poucos, conquistar a confiança do torcedor e do Adílson dando o melhor de mim em campo. Hoje, fui feliz fazendo gol, que espero seja o primeiro de muitos outros. Torço pra que, este ano, dê tudo certo pra gente. Hoje, mais importante foi a vitória. Tivemos paciência, persistência pra continuar em cima e conquistar um resultado que vai dar mais confiança para o time.
  • Débora Secco, esposa de Roger: Sou Flamengo desde criança, mas agora sou Cruzeiro também. Quando os dois times jogarem vou torcer para o Cruzeiro, por causa do Roger. E sou grata ao clube que trouxe meu marido de volta.
  • Evandro Oliveira, no PHD: Minhas notas: Fábio (7); Jonathan (6), Thiago Heleno (8), Leonardo Silva (8) e Diego Renan (5); Elicarlos (6) (Pedro Ken (7)), Marquinhos Paraná (6) e Henrique (7) (Bernardo (4)); Roger Secco (6) (Wellington Paulista (4)); Thiago Ribeiro (6) e Kleber (7). Adílson Batista (8,5).
  • Matheus Penido, no PHD: O Cruzeiro foi totalmente ofensivo, criou muitas chances, mas também permitiu que o adversário complicasse o jogo. Os dois zagueiros foram bem mas a cobertura foi mal feita, especialmente após a saida do Elicarlos. No final das contas, merecemos a vitória , mas os erros defensivos quase puseram tudo a perder. Algumas coisas precisam ser acertadas entre laterais e volantes. Felizmente, pelas declarações no pós-jogo, Adilson está ciente disto.
  • Cláudio Xina Lemos, no PHD: O cruzeiro dificilmente gaharia o jogo se não houvesse as expulsões. Falo pelo andamento da partida mas, no entanto, o juiz não expulsou os jogadores do Colo Colo sem motivos, mas porque eles forçaram o jogo e se expuseram. A violência usada pra bloquear as jogadas cruzeirenses é que causaram as expulsões. Outro fato a ser ressaltado é que o Cruzeiro jogou contra um time bom, não era um timinho qualquer. O Colo Colo é um time muito bem armado, taticamente fechadinho e que não abdicou de jogar. Bateu, mas isto não quer dizer que seja ruim. É até melhor que o Vélez.
  • Agnaldo Morato, no PHD: Após o 1º gol, o Cruzeiro diminuiu o ritmo, começou a chegar mais lento ao ataque. Thiago Ribeiro, que teve as melhores oportunidades pra marcar perdeu duas grandes chances. A defesa do Colo Colo se preocupava mais com o Kleber, não dando espaço pra ele. Ribeiro não pode ser o homem-gol, pois seu aproveitamento é muito baixo. Deslocado, recebendo bola em velocidade e servindo os companheiros cumpre seu melhor papel. Quando os chilenos partiram pra buscar o empate, a coisa se complicou e a saída de Elicarlos prejudicou muito o time. O 2º gol do Kleber e a expulsão do chileno foram um alívio.
  • Eduardo Louback, no PHD: O Cruzeiro se conformou em ver o Colo-Colo tocar a bola no meio de campo, liderados pelo bom Macnelly Torres. Os caciques encontraram maior espaço pela direita da defesa depois da saída de Elicarlos. Hugo Tocalli agiu mal ao tirar o McNellyTorres, pois matou a ligação entre defesa e ataque. Se a bola do 1º penalti não tivesse entrado, o goleiro do Colo-Colo seria mais destacado, pois jogou muito bem.
  • João Chiabi Duarte, no PHD: Minha percepção do lance do Roger é que o beque chuta deliberadamente o joelho dele. Foi erro do árbitro, que acertou nos pênaltis e nas expulsões e poderia ter até botado outros pra fora como o Scotti e o Melendez por ficarem catimbando à frente da bola comendo o tempo em cada falta. Óscar Ruiz foi totalmente diferente do árbitro de Buenos Aires, que poupou os jogadores do Vélez.
  • Juca Kfouri, em seu blog: O Cruzeiro começou o jogo dando a sensação de que golearia o Colo-Colo, no Mineirão.Como acabou por golear.Mas depois de só empatar 1 a 1 no primeiro tempo, com gol de Thiago Ribeiro logo no começo e o surpreendente empate chileno, numa falha imperdoável de Jonathan. Empate que aconteceu depois que o time brasileiro desperdiçou pelo menos três chances claras de gol e não teve um pênalti escandaloso em Roger apitado pelo árbitro. Menos mal que no segundo tempo o árbitro acabou por dar dois pênaltis, o primeiro deles meio mandrake, ambos convertidos por Kléber, os do segundo e quarto gols. Pedro Ken havia marcado o terceiro e os chilenos acabaram com nove jogadores. O Cruzeiro não jogou tudo que pode, mas, se mesmo assim, marcou quatro tentos, imagine quando jogar.
  • Mário Marra, em seu blog: Adilson Batista abriu a coletiva falando que o time começou lento. Thiago Ribeiro encerrou a entrevista falando que quem olha só o placar não sabe o tanto que foi difícil. E foi difícil mesmo! Com Roger começando a partida e Thiago Heleno na zaga, o Cruzeiro facilitou sua vida logo no início do jogo. Thiago Ribeiro, aniversariante do dia, recebeu de Henrique e bateu cruzado para o primeiro gol. A postura do Cruzeiro era boa. O Colo Colo não conseguia tocar a bola e trocar passes. Até que o time chileno começou a se acertar em campo. A saída se dava sempre pela esquerda com Cereceda. Os volantes se aproximaram mais, Torres chegou mais perto de Paredes e Miralles marcava a saída e colocava velocidade em campo. O Cruzeiro se viu em dificuldades, e aí fica claro o que Adilson percebeu: o time estava lento e o meio, ponto forte da equipe, se perdeu em alguns momentos. Aos 36, depois de ganhar de Jonathan, o lutador Miralles cruzou para Paredes, que, livre de marcação, empatou a partida. O jogo se desenhava complicado no segundo tempo, até que o Colo Colo se perdeu em indisciplina e reclamações desnecessárias. Olate foi expulso e logo depois Cereceda. Era um vermelho lá e um gol cá. Kléber fez o segundo de penalti e Pedro Ken o terceiro. O quarto saiu logo após com outro penalti batido por Kléber. O Cruzeiro mostrou defeitos e virtudes. Defeitos quando, depois de muito tempo, perdeu o meio de campo no primeiro tempo. Virtudes quando aproveitou a superioridade em campo. Em Buenos Aires foi o Cruzeiro que ficou com nove em campo e o Velez sofreu para fazer gols. No Mineirão, foi só sair o cartão que os gols saíam também. Um outro fator pode entrar em campo nos próximos jogos do Mineirão: O Cruzeiro é um time conhecido e temido. Os adversários já ouviram o recado dado. Não precisa ser muito atento para calcular que em seis jogos em casa o Cruzeiro fez média de quatro gols. O recado está aí! Nenhum time vai partir para cima. Os times já sabem que é melhor perder de pouco.
  • Lédio Carmona, em seu blog: A marca da Bestia Negra – Cruzeiro 4×1 Colo-Colo. Placar clássico, redondo, com jeito de convincente. Torcida empolgada no Mineirão. Festa até para Debora Secco, que foi ver o maridão, Roger, jogar desde o começo com a camisa celeste. Resultado perfeito, que fez subir o saldo de gols dos mineiros (agora de 1, contra deficit de 2 dos chilenos) e levou a Raposa ao segundo lugar do grupo, atrás apenas do líder, o Velez Sarsfield. Capítulo a mais da sequência de surras que o Colo-Colo levou do Cruzeiro em sua história. A saga da Bestia Negra mais uma vez mostrou sua cara. Noite boa também para Kleber, autor de dois gols de pênaltis (Thiago Ribeiro e Pedro Ken, com Esteban Paredes descontando, marcaram os outros) e que agora está a apenas um dos artilheiros da Libertadores: o panamenho Luis Tejada, do Juan Aurich, e do paraguaio Rodolfo Gamarra, do Libertad. ambos com quatro. Enfim, quase tudo perfeito. Quase… Diante de um bom time do Colo-Colo, o Cruzeiro, de Adílson Baptista, mostrou duas facetas. E elas não são novidade. Do meio para frente, excelente. Jogou em cima dos chilenos, com Jonatahan trabalhando como meia, Diego Renan avançado pela esquerda, Marquinhos Paraná de um lado, Henrique do outro, ainda se virando para impedir (e bem) Macnelly Torres de jogar. Thiago Ribeiro e Kleber, além de Wellington Paulista no segundo tempo, se movimentando e criando chance na frente. Assim, com essa intensidade, Thiago Ribeiro, após passe de Henrique, fez 1 a 0 logo aos seis minutos. Mas aí é que veio o problema, o tal do quase sugerido lá em cima. O Cruzeiro se empolgou e esqueceu que tinha um adversário de qualidade e que estava no jogo. E, basicamente, ignorou um princípio básico do futebol. Você ataca e, claro, defende. O Colo-Colo foi em busca do empate e achou espaços e mais espaços na defesa do Cruzeiro. Principalmente quando Elicarlos saiu machucado e deixou Jonathan sem cobertura. Por ali, os chilenos se criaram e chegaram ao empate com Esteban Paredes. E poderiam ter marcado o segundo gol, como também o Cruzeiro, que continuava atacando muito (e bem) e defendendo pouco (e mal). O quadro continuou no segundo tempo, até o momento em que o time do Colo-Colo surtou. Olate foi expulso pelo conjunto da obra. Puxão de camisa em Leonardo Silva. Penalti. Gol de Kleber. Logo depois, Cereceda, que não joga nada, deu um piti com o árbitro e também levou o vermelho. No pacote, Pedro Ken fez o terceiro. E, mais à frente, Millar empurrou Kleber de forma tosca. O gladiador bateu e fez 4×1. No descontrole do Colo-Colo e na sua força ofensiva, o Cruzeiro chegou à goleada. Tudo ótimo. O Cruzeiro segue forte, tem time para brigar pelo título e muitos méritos na vitória. Só não podemos esquecer que nem tudo foi perfeito. A defesa falhou muito e o meio não acertou o posicionamento defensivo. Desequilibrio claro. O pânico do Colo-Colo facilitou tudo. Mas é bom Adílson Batista rever a partida e constatar como o Cruzeiro não pode ser tão bom numa parte do campo e tão inseguro do outro lado. A hora para arrumar a cozinha é agora. Dá tempo para ajeitar.

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