Cruzeiro 3x4 Atlético-MG - 24/10/2010

De CruzeiroPédia .:. A História do Cruzeiro Esporte Clube
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Confrontos
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Por temporada
Escudo Grêmio.png 2x1 Escudo Cruzeiro.png Gol aos do Escudo Prudente.png 0x2 Escudo Cruzeiro.png
Por Campeonato Brasileiro 2010
Escudo Grêmio.png 2x1 Escudo Cruzeiro.png Gol aos do Escudo Prudente.png 0x2 Escudo Cruzeiro.png
No estádio Parque do Sabiá
Escudo Cruzeiro.png 1x0 Escudo Fluminense.png Gol aos do Escudo Cruzeiro.png 0x2 Escudo São Paulo.png
Contra Atlético-MG
Escudo Atlético-MG.png 0x1 Escudo Cruzeiro.png Gol aos do Escudo Cruzeiro.png 3x4 Escudo Atlético-MG.png

[edit]

Escudo Cruzeiro.png
Cruzeiro
3 × 4 Escudo Atlético-MG.png
Atlético-MG
31ª rodada do Campeonato Brasileiro 2010
Data: 24 de outubro de 2010 Local: Uberlândia, MG
Horário: 18:30h Estádio: Parque do Sabiá
Árbitro: Sandro Meira Ricci Público pagante: 18.732
Assistente 1: Márcio Eustáquio Sousa Santiago Público presente: Não disponível
Assistente 2: Guilherme Dias Camilo Renda: R$ 462.347,50 R$ 462.347,5 <br />Cr$ 462.347,5 <br />NCr$ 462.347,5 <br />Cz$ 462.347,5 <br />NCz$ 462.347,5 <br /> (preço médio: R$ 24,68 )
Súmula: Súmula Borderô
Escalações
Cruzeiro: Atlético-MG:

1. Fábio 30. Renan Ribeiro
2. Jonathan Substituição realizada Intervalo de jogo Intervalo ( 13. Pablo ) 26. Rafael Cruz
3. Edcarlos 5. Réver Gol aos 21 do  (2T) 21'  (2T) Cartão amarelo recebido aos 29  (1T) 29'  (1T)  
4. Caçapa 22. Werley Cartão amarelo recebido aos 27  (1T) 27'  (1T)  
5. Fabrício Cartão amarelo recebido aos 24  (1T) 24'  (1T)   6. Leandro
6. Diego Renan Cartão amarelo recebido aos 22  (1T) 22'  (1T)   Substituição realizada 35' (1T) de jogo 35' (1T) ( 16. Gilberto Gol aos 36 do  (1T ) 36'  (1T ) ) 15. Zé Luis
7. Marquinhos Paraná Substituição realizada de jogo ( 17. Róger ) 8. Serginho
8. Henrique 7. Renan Oliveira Substituição realizada 10' 2T de jogo 10' 2T ( 31. Alê )
9. Farías 11. Diego Souza Substituição realizada 35' 2T de jogo 35' 2T ( 16. Joedson )
10. Montillo 9. Diego Tardelli Substituição realizada 32' 2T de jogo 32' 2T ( 10. Daniel Carvalho Cartão amarelo recebido aos 41  (2T) 41'  (2T)   )
11. Thiago Ribeiro  Gol aos 31 do  (2T) 31'  (2T) Gol aos 33 do  (2T) 33'  (2T) 27. Obina Gol aos 6 do  (1T) 6'  (1T) Gol aos 23 do  (1T) 23'  (1T) Gol aos 30 do  (1T) 30'  (1T) Cartão amarelo recebido aos 41  (1T) 41'  (1T)  
Técnico: Cuca Técnico: Dorival Júnior
Reservas que não entraram na partida
Cruzeiro: Atlético-MG:
12. Rafael

Pré-Jogo

Líder com 54 pontos, o Cruzeiro só perde uma posição em caso de derrota se o Flu não perder para o Atlético Paranaense.

Cuca só não poderá escalar o centroavante Wellington Paulista, contundido.

Em 17º lugar, na zona de rebaixamento, o Atlético-MG precisa vencer para sair do rebolo. Empatando ou perdendo, cai para o 18º posto.

DJ terá o retorno do astro do time, Tardelli e nenhum desfalque de peso.

Como mandante, o Cruzeiro terá direito 100% do público. Mas isto pode não acontecer, caso atleticanos não identificados tenham comprado ingressos. O que, no final das contas, será irrelevante, pois a torcida rival costuma ser muito discreta no RapoCota.

Como foi

Primeiro Tempo

  • 1' Começa a partida
  • 2' Diego Tardelli é lançado na direita da grande área e é flagrado em posição de impedimento
  • 3' Diego Souza recebe ajeitada de Diego Tardelli pela esquerda do ataque e bate de longe. A bola sobe e sai longe do gol, em tiro de meta
  • 4' Montillo descola boa enfiada de bola para Diego Renan na esquerda do ataque. O lateral cruza mal e a bola sai direto em linha de fundo
  • 6' GOL DO ATLÉTICO-MG!! Leandro arranca pela esquerda, cruza na cabeça de Obia, que abre o placar para o alvinegro
  • 8' Montillo faz jogada individual, sofre falta. O camisa 10 cobra para dentro da área, mas a defesa do Atlético faz o corte
  • 11' Montillo recebe passe de Henrique, dentro da área bate para o gol, a bola passa rente a trave de Renan Ribeiro
  • 12' Diego Souza faz jogada individual, chuta fraco, Fábio faz a defesa
  • 13' Ataque do Cruzeiro, Marquinhos Paraná lança Farias na esquerda, o atacante chuta para fora. Mas o juiz assinala impedimento do atacante
  • 14' Ataque do Atlético, Diego Tardelli toca para Obina, que rola para Diego Souza, que tenta fazer jogada individual, mas é desarmado
  • 15' Farías domina pela esquerda do ataque e bate de fora. A bola sobe e sai em linha de fundo, acima da meta
  • 16' O Cruzeiro tem escanteio pela esquerda. Montillo recebe na entrada da área com liberdade e cruza no segundo poste. A bola passa por todo mundo e a defesa do Atlético-MG afasta
  • 17' Farías comete falta de ataque
  • 18' O Cruzeiro aperta a saída de bola do Atlético-MG
  • 19' Obina recebe passe na esquerda da grande área e ginga para cima da marcação. Ele cruza rasteiro e Caçapa afasta o perigo
  • 20' Farías é lançado no contragolpe pela direita e invade a grande área. Ele se atrapalha com a bola e cede a posse para o goleiro do Atlético-MG
  • 21' Montillo carrega pelo lado esquerdo do campo e parte para cima de Serginho. O meia do Atlético-MG rouba a bola na boa e arma o contragolpe
  • 22' Diego Renan comete falta sobre Serginho, na esquerda do campo de defesa, e recebe cartão amarelo
  • 23' GOL DO ATLÉTICO-MG!!! Obina recebe levantamento de Rafael Cruz e aparece livre de marcação, na esquerda da grande área, para tocar por baixo de Fábio
  • 24' Fabrício recebe cartão amarelo por reclamação
  • 25' Thiago Ribeiro tabela com Montillo pela direita da grande área, mas não consegue evitar a saída da bola em linha de fundo
  • 26' Jonathan parte para cima de Diego Tardelli pela direita e é derrubado com falta
  • 27' PÊNALTI PARA O CRUZEIRO!!! Werley empurra Edcarlos na grande área e ainda é advertido com o cartão amarelo
  • 28' Montillo se posiciona para cobrar a penalidade
  • 29' PARA FORA!!! Montillo cobra a penalidade com uma cavadinha e a bola sobe demais, saindo acima do travessão
  • 29' Réver é amarelado por reclamação após a cobrança de pênalti
  • 30' GOL DO ATLÉTICO-MG!!! Numa descida de contra-ataque veloz, Obina recebe cruzamento de Serginho na pequena área e empurra para as redes
  • 31' Montillo domina uma bola pela esquerda do ataque e desaba diante da marcação. O árbitro não marca nada
  • 32' Montillo domina uma bola no campo de ataque e bate de fora da área. A bola sobe e sai em linha de fundo
  • 33' Gilberto é chamado no banco de reservas
  • 34' Henrique dispara em velocidade pela direita e invade a grande área. Ele desaba, mas o árbitro não marca nada
  • 35' O Cruzeiro mexe. Sai Diego Renan, para a entrada de Gilberto
  • 36' GOL DO CRUZEIRO!!! Thiago Ribeiro constrói boa jogada pela direita do ataque e cruza rasteiro para a entrada da grande área. Gilberto aparece, em seu primeiro lance, e bate firme de primeira, acertando o ângulo esquerdo de Renan Ribeiro
  • 37' Obina tenta passar pela marcação de Caçapa, mas é derrubado com falta
  • 38' Fabrício desce em velocidade pelo campo de ataque e cruza da direita para a grande área. Thiago Ribeiro sobe e cabeceia no centro do gol
  • 39' Edcarlos é derrubado com falta no meio de campo
  • 40' Farías pega uma sobra na entrada da área e tenta ajeitar para Montillo. Ele rola mal e a defesa do Atlético-MG afasta
  • 41' Obina discute com Fábio no campo de ataque e é advertido com um cartão amarelo
  • 42' Montillo é derrubado com falta pela direita do ataque, próximo à linha de fundo
  • 43' Montillo desce em jogada individual pelo campo de ataque e cruza. Réver sobe e desvia para escanteio
  • 44' O árbitro assinala 2 minutos de acréscimo
  • 45' Thiago Ribeiro constrói boa jogada pela direita da grande área e cruza. Renan Ribeiro sobe e espalma para fora da área
  • 46' Montillo tenta uma tabela com Jonathan, mas cede a posse de bola para a defesa do Atlético-MG
  • 47' Final de primeiro tempo

Segundo tempo

  • 1' Começa o segundo tempo
  • 2' Montillo desce em velocidade pelo meio de campo, mas é desarmado por Serginho
  • 3' Fabrício domina pela intermediária de ataque e bate de fora da área. A bola sobe e sai em linha de fundo
  • 4' Pablo domina pela direita e dá um passe na linha de fundo. Montillo não vai e a bola sai em tiro de meta
  • 5' Thiago Ribeiro desce em velocidade pela direita e cruza de dentro da grande área. Farías domina e gira, batendo em cima da marcação
  • 6' O Cruzeiro pressiona no campo de ataque e Montillo é derrubado com falta por Serginho perto da meia lua
  • 7' Montillo cobra a falta por cima do gol, em linha de fundo
  • 8' PARA FORA!!! Farías recebe grande passe de Gilberto na grande área e bate cruzado. O goleiro Renan Ribeiro fecha a porta e desvia em escanteio
  • 9' O Cruzeiro tem escanteio pela esquerda
  • 10' O Atlético-MG mexe. Sai Renan Oliveira para a entrada de Alê
  • 11' Réver é atendido no gramado, sentindo dores no tornozelo direito
  • 12' Thiago Ribeiro domina pela direita da grande área e bate cruzado. Renan Ribeiro espalma em escanteio
  • 13' Thiago Ribeiro recebe na direita da grande área e cruza. A bola passa por Farías e a defesa do Atlético-MG afasta
  • 14' Fabrício é derrubado com falta por Zé Luís, quase na meia lua
  • 15' Thiago Ribeiro cobra a falta por cima da barreira e a bola sobe demais, saindo em linha de fundo
  • 16' O Cruzeiro não sai do campo de ataque e o Atlético-MG se fecha no campo de defesa
  • 17' Zé Luís divide com Montillo pela linha de fundo e garante um tiro de meta para o Atlético
  • 18' PARA FORA!!! Bate rebate na grande área do Atlético e Marquinhos Paraná fica com a bola. Ele gira e bate para fora, ao lado direito da meta
  • 19' O Cruzeiro segue pressionando no campo de ataque
  • 20' Caçapa comete falta sobre Diego Tardelli na direita do ataque do Atlético-MG
  • 21' GOL DO ATLÉTICO-MG!!! Réver recebe cruzamento na grande área e sobe mais que a marcação, cabeceando no canto esquerdo de Fábio. A bola ainda toca na trave antes de morrer no fundo das redes
  • 22' O Cruzeiro tem cobrança de falta pela intermediária de ataque
  • 23' Diego Tardelli é derrubado com falta por Marquinhos Paraná no campo de ataque
  • 24' Farías recebe levantamento na grande área e desvia de cabeça. A bola sai à esquerda da meta, em linha de fundo
  • 25' Obina desce em velocidade pela direita e cruza para a grande área. A defesa do Cruzeiro afasta
  • 26' O Cruzeiro sofre o baque do quarto gol e agora encontra uma defesa congestionada pela frente
  • 27' Zé Luís é derrubado com falta por Fabrício na esquerda do campo de ataque
  • 28' Gilberto desce pela esquerda e cruza na grande área. A zaga afasta em escanteio
  • 29' O Cruzeiro mexe. Sai Marquinhos Paraná para a entrada de Roger
  • 30' Diego Tardelli é lançado na direita do campo de ataque e é flagrado em posição de impedimento
  • 31' GOL DO CRUZEIRO!!! Thiago Ribeiro aparece após cruzamento e cabeceia na pequena área para o fundo das redes
  • 32' O Atlético-MG mexe. Sai Diego Tardelli para a entrada de Daniel Carvalho
  • 33' GOL DO CRUZEIRO!!! Após uma roubada de bola no meio de campo, o Cruzeiro desce em velocidade no contragolpe e Thiago Ribeiro aparece, na grande área, para bater na saída de Renan Ribeiro
  • 34' o Atlético-MG segura o jogo no campo de ataque
  • 35' O Atlético-MG mexe. Sai Diego Souza para a entrada de Joedson
  • 36' O Cruzeiro aperta pelo campo de ataque e a defesa do Atlético-MG se fecha ainda mais
  • 37' Roger é derrubado com falta por Zé Luís na esquerda do ataque, à beira da grande área
  • 38' O Cruzeiro tem cobrança de escanteio pela direita
  • 39' Montillo recebe passe na direita do ataque e tenta a finta, mas ele deixa a bola escapar em linha de fundo
  • 40' O Cruzeiro segue pressionando pela esquerda e não deixa o Atlético-MG sair para o ataque
  • 41' Daniel Carvalho comete falta sobre Pablo no meio de campo e recebe cartão amarelo
  • 42' O campo do Atlético-MG fica cheio de jogadores, o Cruzeiro desce todo para o ataque e o Atlético-MG recua
  • 43' O árbitro dá 4 minutos de acréscimo
  • 44' Montillo tenta puxar o Cruzeiro para o ataque pela esquerda, mas erra um passe e toca em lateral
  • 45' O Cruzeiro tem escanteio pela direita
  • 46' Caçapa sobe na cobrança de escanteio e cabeceia acima da meta, em linha de fundo
  • 47' O Cruzeiro aperta na grande área de ataque e o Atlético-MG fica estourando bolas para frente
  • 48' Daniel Carvalho escapa em velocidade, mas é desarmado pela marcação no momento do chute
  • 49' Fim de jogo

Vídeos

Melhores momentos

Atuações

  • Torcida - Que atitude dos torcedores que ficaram até o fim! Que inveja! Que exemplo! A atitude do torcedor que ficou até o fim da partida e aplaudiu a saída dos jogadores pelo esforço, foi o quarto gol cruzeirense no jogo de ontem! (Ernesto Araújo e Maurício Sangue Azul) / nem lembro a última vez que vi um jogo perto da Máfia Azul, a galera cantou muito, chovia sem parar e o pessoal não desanimou. Mesmo quando o placar não era dos melhores. Foi apoio do começo ao fim, e aplausos ao final. A torcida fez sua parte. (Mariana Resende)
  • Fábio – Atuação normal. Não teve culpa nos gol(s) mas tambem não apresentou nada de mais. Em nenhum monteno ouvi a torcida gritar o seu nome por causa de uma grande defesa. As poucas bolas que chegaram ao seu gol entraram, mas não houve frango. (Naldo Morato)
  • Jonathan - Atuação frustrante. esperava ganhar o jogo nas costas de um Leandro Chinelinho que não marca, apoia e deixa uma avenida atrás. Prá time com 2 contendores, um filet. Mas, prá minha surpresa, tomou uma nas costas que originou o passe açucarado pro adversário marcar o primeiro. Parece que sentiu e não produziu mais nada digno de nota. Toca a bola aqui, vira o jogo ali, tudo administrativamente, sem suas famosas “pontadas” que lhe deram muita fama. Não sei o que acontece com ele, se é deficiência física, frustração por uma transferência que não aconteceu. Na minha modesta opinião, ficou devendo. O Evandrão sempre escreve aqui… sem laterais operantes, nossas chances ficam muito reduzidas… (Elias Guimarães)
  • Pablo - Não entendi a retirada do nome do Rômulo da lista dos suplentes. Afinal, ele vinha sendo o substituto imediato e realizando boas partidas. Ao contrário do Pablo. E não é que ele me surpreendeu? Tentou, partiu pra cima, voltou pra marcar, fêz uma ótima cobertura na lateral esquerda, uma vez que Gilberto atuava mais de meia impedindo de certa feita um bom contra ataque do time do Damas. Mas juro que ele ainda não é o lateral esquerdo dos meus sonhos. Um bom suplente, se muito. (Elias Guimarães)
  • Edcarlos & Caçapa - Edcarlos e Caçapa, Caçapa e Edcarlos não estavam muito protegidos, é verdade, mas penaram e perderam várias jogadas pros jogadores frangos. Erraram linha de impedimento, saída de bola, botes, antecipações. Não estiveram em uma jornada nada feliz. Definitivamente não formam uma boa dupla, principalmente pq são pesados e lentos, não ganham nada pelo alto e perdem na corrida pro Obina. Pra mim o Cuca erra nessa insistencia com o Edcarlos que é muito fraco. Não ganhou uma bola ontem, se mandou pro ataque igual a um doido e comprometeu muito o jogo da equipe. Caçapa ainda tem uma saída de bola um pouco melhor, mas ontem foi mal. Espanou bizonhamente a bola que gerou o escanteio do fatídico 4º gol zebrado. Individualmente, Gil e Leo são melhores que os dois, não sei se farão uma boa dupla. Pareciam sem força perto dos rivais. A Cocota atacou 5 vezes e fez 4 gols. Jogadas identicas pelas laterias com a zaga pessimamente posicionada. Sempre havia pelo menos um dos dois marcando o gasparzinho nos 4 gols. (Frede Amaral)
  • Edcarlos - Muito mal. Posicionou-se mal e errou os tempos de bola em todos lances cruciais e cismou de armar jogo algumas vezes. É o zagueiro de confiança do Cuca e desconfiança da torcida. Como não deve sair, que treine muito e melhore. (Matheus Reis)
  • Cláudio Caçapa – Embora tenha feito grandes partidas no 4-4-2, é zagueiro pra jogar com dois companheiros. Pareceu sem ritmo e penou com a velocidade do time atleticano e falta de apoio das laterais. (Matheus Reis)
  • Diego Renan - Assim como o Jonathan ficou no meio e não ajudou nem à frente, nem atrás. Extremamente nervoso quando amarelado, correu o risco de expulsão por continuar xingando a arbitragem. (Matheus Reis)
  • Gilberto – A forma como ele entrou em campo, foi algo de incrível. Entrou deu aquela cacetada certeira, e ainda chamou a torcida pra cantar e incentivar. Foi impressionante a forma como disputava cada bola. Sou fãzona dele, meu pai acha que eu supervalorizo tudo o que ele faz, discordo. Pela forma como bate na bola, somada a sua experiência e profissionalismo, se eu fosse o Cuca, era ele e mais 10. (Mariana Resende)
  • Henrique – Chegou algumas vezes na área e protagonizou um dos lances mais bonitos do jogo na tabela com o Montillo. Cada vez melhor no desarme, se aperfeiçoar o passe jogará em algum grande da Europa. (Gustavo Sobrinho)
  • Fabrício - Correu como uma maluco com sempre faz. Só que esse estilo muito intenso de jogar faz com seja muito irregular, pode ser gênio e cabeça de bagre em questão de segundos. (Fabrício)
  • Marquinhos Paraná – Tentou manter a calma e o senso de colocação, quando a vaca, descendo pelas laterais, tomava, célere, o rumo do brejo. Manteve bom duelo com os armadores atleticanos, trancou a lateral-equerda quando solicitado e ainda subiu ao ataque onde fez uma grande jogada que, os orixás protetores do artilheiro baiano do rival, impediram que se transformasse num gol de placa. (Síndico) / Oposto do Fabrício, sempre sóbrio e tranquilo. Errou alguns passes que não costuma errar e ficou perdido no meio do bagunçado sistema de marcação do 1º tempo. Mas organizou o time e fez o balanço defensivo no 2º, como de costume. (Gustavo Sobrinho)
  • Roger Galera – Entrou com seu jogo cadenciado de sempre. Quando vejo ele correndo me dá a impressão que ele está fazendo cooper descompromissado. (Gustavo Sobrinho) / Melhorou o toque de bola no ataque e coisa e tal. Mas até hoje espera-se que repita a partida contra o Palmeiras. Afinal de contas, é diferenciado ou não é? (Matheus Reis) / Não deve estar muito satisfeito com o Cuca. Tem entrado na reta final, quando a vaca já foi para o brejo levando o bicho junto e nada tem acrescentado. Pelo menos tem sido profissional e não veio aos micofones reclamar. (Naldo Morato)
  • Montillo – Seu abatimento só aumentava na luta em vão para fazer a diferença. Teve uma hora, depois do pênalti, que a câmera deu um close e ele estava mordendo a camisa, com uma cara de atordoado que deu dó. Infelizmente aprendeu o peso do clássico da forma mais dura possível. Mas tenho certeza que isso vai ser combustível pra ele. (Moema Fox) / Fez um bom jogo, nada fenomenal, mas pecou nas conclusões. Aliou sua técnica e raça de sempre, mostrando que não tinha bola perdida. Proporcionou o lance mais belo do jogo, quando tabelou com Henrique e quase fez um golaço, mas ficou marcado, como não poderia deixar de ser, por disperdiçar o pênalti que poderia signifcar uma reação mais rápida do time. Assumiu grande responsabilidade ao tentar a cavadinha. Responsabilidade que foi taxada de soberba, dispilicência e afins. Não vejo assim. Naquele momento, ele achou que o melhor recurso fosse aquele. Djaminha fez vários gols assim. Ari bateu assim no jogo mais importante de 2003, contra o Santos quando estava 0×0. Zidane e Loco Abreu fizeram o mesmo em Copa do Mundo. Ele poderia ter batido no canto e o goleiro defender. Poderia ter batido forte no meio e a bola subir. Penalti, além de todos os aspectos, é um duelo também psicológico entre batedor e arqueiro. Montillo entendeu que a melhor alternativa pra enganar o goleiro fosse a cavadinha. Conseguiu deslocar Renan Ribeiro, mas foi infeliz ao pegar na bola. Claro que, depois que errou, é até complicado alguém defender uma batida de cavadinha e por isso digo que cabe a ele assumir a responsabilidade de optar por bater de maneira fora do tradicional. Guilherme, ex-Cruzeiro, às vezes, saia na cara do goleiro, tentava encobrir. Se perdia, a torcida o vaiava. Tentar um recurso fora do comum e difícil para os medianos. Mas, hoje em dia, virou sinônimo de displicência. Há casos e casos. No caso do Montillo, não houve soberba e falta de raça em momento algum. (Chaves)
  • Thiago Ribeiro – Ele acredita em todas, disputa a vera cada partida, inflama o time com sua raça. Foi o melhor em campo. Teve desempenho superior até do que o autor da tripleta, pois, ao contrário do centroavante atleticano, Ribeiro defendeu um time que jogou pelada e não football association. (Síndico) / Foi melhor em campo sem duvida nenhuma, se movimentou muito bem pelos dois lados da defesa “Galinicia Vespeciana” o que não acontecia a três partidas quando ficava fixo do lado esquerdo do ataque. Com isto abriu espaços, fez ótimas jogadas e sairam gols. Parabéns espero que Cuca continue orientando ele a jogar desta forma até o final do campeonato. (Maurício Sangue Azul)
  • Ernesto Farias – Mesmo plantado na área não conseguiu marcar um gol com todo aquele bombardeio celeste. (Moema Fox) / Esteve muito lento o jogo todo, seja pra pensar, seja pra agir. Em uma das jogadas de fundo, dominou uma bola com a direita e demorou cerca de 3 segundo pra virar o corpo e finalizar. E ainda finalizou mascado. Seu futebol tem se rezumido a esperar uma bola na sobra, no segundo pau, pra tentar fazer o gol, essa bola está rara no futebol de hoje. Tem se colocado mal e nem trombar com o zagueiros pra brigar por espaço na área tem feito. Quando recebeu sem marcação, perdeu o gol e não cumpriu seu dever. Seu único bom momento na partida foi aquele peixinho que originou o rebote do segundo gol. É isso que espero do Farías, se colocar melhor pra aproveitar as bolas que chegam. (Chaves) / Não se movimentou, mas se posicionou bem em diversos lances. Discordo de quem o crucifica pelo gol perdido quando esteve cara a cara. Foi uma grande defesa do Renan Ribeiro, isso sim. Se tivesse dado uma cavadinha ou driblado o goleiro seria o Ronaldo Fenomeno, não o Farias. (Gustavo Sobrinho)
  • Cuca – Apanhado com as calças nas mãos pelo jogo veloz e aberto dos atleticanos e as falhas de seu trio final, ficou desesperado, gritou, gesticulou, saiu trocando jogadores sem, contudo, dar sinais de que tinha um plano B. Na base da pelada, a rapaziada se mandou pra cima dos assustados atleticanos e, por pouco, não consegue o empate. Passado o tufão, é hora de contabilizar os prejuízos e voltar à retranca que andou colecionando importantes pontos na melhor fase da equipe no torneio. E é bom não folgar nem com o Prudente, que não vai perdoar time desconjunatado, como mostrou ao virar pra cima do Santos na Vila Belmiro. (Síndico) / Seu maior erro, conjuntamente com os jogadores, foi acreditar demais que o time podia matar o adversário logo de cara. Faria melhor posicionando seu meio de campo pra proteger a insegura dupla de zaga e contendo os laterais, dando liberdado pro Montillo como aliás aconteceu nos outros 1×0 do Parque do Sabiá. Do jeito que fez, o adversário teve liberdade pra jogar e como o ataque desperdiçou muito a coisa desandou. Fica portanto a lição de que em partidas duras como as do ”Morrinhão” melhor confiar num time agrupado e solidário do que tentar matar a parada baseado numa suposta superioridade técnica. Se liga, Cuca! (Matheus Penido) / Faltou um pouco de controle em relação ao time no momento que tomamos o primeiro gol. Parece que bateu um desespero geral e ele não soube orientar. Corrigiu isso no intervalo e ganhou o segundo tempo por 3×1. Foi insuficiente. (Renato_SP)
  • Juiz & Bandeiras - Atuação sóbria e com pequenas falhas que não chegaram a comprometer o espetáculo. A maior delas foi no pênalti (que nem o Bob Faria teria dado, diga-se) que, como é de conhecimento público, quando é mal marcado costuma ser mal batido. (Walterson Almeida) / Colaboraram com o Cruzeiro marcando pênalti discutibilíssimo em Edcarlos e amarelando Werley. O bandeira número 2 errou três impedimentos contra o atlético-mg que poderiam aumentar o estrado. Atuação ruim. (Matheus Reis)
  • Marcos Leandro & Bob Faria – Dizem que o Leandro é cruzeirense e o Faria, atleticano. Ontem, os dois torceram pelo Atlético-MG, na transmissão do PPV. Faria discretamente, Leandro ostensivamente. Dá vontade de cancelar o pacote do paguepraver. Como eles têm o direito de se manifestar livremente, algo que sindicalistas pelegos querem impedir, não peço pra que mudem de postura. Fica como está. Eu saio.
  • Atlético-MG – Ciente de que aquele poderia ser o jogo do campeonato, o DJ armou o time de forma ofensiva disposto a surpreender e encucou isto na cabeça dos seus comandados. O time galináceo começou atacando e enquanto o Cruzeiro ainda se acertava em campo fez 1 x 0 com o Obina aproveitando um cruzamento do Leandro. O Cruzeiro sentiu o golpe e ainda meio que atordoado levou o segundo gol. Após perder uma penalidade levou o terceiro. É aquela história: acertou o primeiro golpe o adversário balançou, da-se o segundo, o terceiro e se não soar o gongo é nocaute. O gongo soou, o time se ajeitou e partiu para o revide, quando equilibrava a luta tomou mais um golpe e balançou novamente. (Naldo Morato)

O que foi dito

  • André Kfouri, em seu blog: Novo líder, nos critérios. Dos 10 primeiros colocados, só 2 venceram. Ninguém comemorou tanto quanto os atleticanos. As notas da trigésima-primeira rodada do BR-10: A vitória do Atlético (4 x 3 no Cruzeiro: Obina-3, Gilberto, Réver e Thiago Ribeiro-2 – público ND no Parque do Sabiá) no clássico mineiro mudou tudo na vida dos dois rivais. O Cruzeiro era líder. O Atlético estava na ZR. Não mais.
  • Juca Kfouri, em seu blog: Torcedor do Galo, por mais fanático que seja, dirá que seu time é melhor que o do Cruzeiro. Mas hoje foi. E foi porque o Cruzeiro, muito confiante em sua superioridade e com 100% do Parque do Sabiá (18.132 pagantes) a favor, partiu para cima do Galo como se fosse goleá-lo. Sim, é verdade que criou muito mais que o Galo e que Renan Ribeiro só não foi o nome do jogo porque o nome do jogo foi Obina, autor de três gols e impedido equivocadamente de marcar o quarto, quando o Galo já vencia por 3 a 1 e o Cruzeiro tinha perdido um pênalti inexistente cobrado com cavadinha por Montillo. O gol cruzeirense foi de Gilberto, em seu primeiro toque na bola ao entrar em campo, ainda aos 35, no lugar de Diego Renan. Sim, o jogo foi espetacular, dos mais espetaculares da temporada. Obina marcou aos 6, 23 e 30, em jogadas que exploraram a fragilidade pelas alas cruzeirenses. Para o segundo tempo, Cuca tirou Jonathan e pôs Pablo, e, aos 10, Dorival Jr. pôs Alê no lugar de Renan Oliveira. (Sim, Cruzeiro e Galo fazem o jogo com maior concentração de Renans da história do ludopédio). O que o Cruzeiro criou de possibilidades no segundo tempo foi brincadeira. E é por isso que se pode dizer, por contraditório que pareça, que o Galo jogou melhor. Porque o Galo teve, no máximo, seis chances de gol. E aproveitou quatro! O Cruzeiro teve, no mínimo, oito, e… Como quatro? Mas não estava 3 a 1. Sim, estava até que, aos 21, em cobrança de escanteio, Rever subiu mais e cabeceou para fazer 4 a 1. Que jogo, que jogo, que jogo! Não, não pense que é exagero e nem que acabou. Por que Roger entrou no lugar de Marquinhos Paraná, aos 29, e Thiago Ribeiro, aos 31, se aproveitando do rebote de mais uma defesaça de Renan, diminuiu: 4 a 2. E ele de novo, chutando cruzado, diminuiu ainda mais: 4 a 3, dois minutos depois. O Galo tirou Tardelli para entrar Daniel Carvalho e Diego Souza para Joedson. O 4 a 4 era iminente e seria justo. O Galo recuara demais, talvez porque fosse mesmo impossível, com um time inferior, resistir à blitz cruzeirense. Era se defender e rezar. Rezar para São Renan. Deu certo e o Galo caiu fora da ZR, que não é mesmo lugar para ele.
  • Marcelo Bechler, no blog do Lédio Carmona: Clássico alucinante vai de Super-Obina à cavadinha frustrada: Com Renan Oliveira, Diego Souza, Tardelli e Obina o Atlético pressionou o Cruzeiro no início do jogo. Foram 30 minutos como um trator para cima do time de Cuca que parecia não entender o que se passava dentro de campo. Leandro e Rafael Cruz vinham de trás Zé Luís desarmava Montillo e o contragolpe se iniciava. A esperança era Montillo que jogou mal e ainda perdeu um pênalti tentando cavadinha e mandando sobre o gol. A partida poderia estar decidida faltando 15 minutos para acabar o primeiro tempo. Poderia. Gilberto deu nova formatação ao clássico. O Cruzeiro começou a jogar pelo lado esquerdo, Marquinhos Paraná recuou para fazer a saída de bola e o quarteto ofensivo do alvinegro não acompanhava o meio-campo celeste. Quando Gilberto entrou no jogo, o Cruzeiro tinha quatro finalizações contra cinco do Atlético. Depois disso foram 14 da Raposa e uma do rival – a cabeçada mortal de Réver aos 21 minutos do segundo tempo que se transformou no gol da vitória. Farias, Marquinhos Paraná, Fabrício, Thiago Ribeiro e Caçapa perderam chances claras de diminuir. O Cruzeiro, que criava uma chance atrás da outra e esbarrava em Renan Ribeiro ou na falta de pontaria, parecia entregue depois do quarto gol. Até Thiago Ribeiro marcar duas vezes em dois minutos. O jogo ficou maluco. A Raposa atacava com oito e o Atlético tinha 3 contra 1 no contragolpe. Os gols acabaram e o Atlético saiu com a vitória. A. O resultado é justo. A começar por 30 minutos brilhantes e passando pelas chances perdidas pelo Cruzeiro. Ser eficaz faz parte do jogo e foi o que os comandados de Dorival Jr. fizeram muito bem, em uma noite inspiradíssima de Obina e sem brilho de Montillo. O clássico de sete gols teve de tudo. A quarta vitória nas últimas cinco rodadas Depois de 21 jogos, o Galo deixa a zona de rebaixamento e parece que não voltará. Já não é, definitivamente, candidato a rebaixamento. Precisa ainda vencer quatro jogos dos sete que restam para se salvar, mas Dorival Jr. conseguiu fazer bons jogadores formarem um time. Organizou, primeiramente, a marcação que é avançada e atrapalha o adversário a sair jogando. A dupla de zaga é protegida por Zé Luís que apenas marca e deixa Serginho jogar. Tem a arma do jogo aéreo e consegue também evitá-la. O Cruzeiro perdeu, pela primeira vez, dois jogos seguidos no campeonato. Os jogos contra Grêmio e Atlético eram difíceis e a equipe sucumbiu. Para ficar com o título, precisa vencer cinco das sete partidas que restam. A entrada de Gilberto foi o ponto positivo para a equipe de Cuca. Muito bem no jogo, o meia pode devolver fôlego à Raposa na briga pelo campeonato.
  • Mauro Beting, em seu blog: As bolas que batiam nas traves rivais (ou nem chegavam à grande área alheia) resolveram entrar. Foram seis finalizações atleticanas, contra 27 (!) cruzeirenses. Foi mais uma grande vitória de Obina, que em meia hora matou o clássico em Uberlândia. Jogo estranho, onde a massa alvinegra só se ouviu ao longe contra um Cruzeiro que marcou mal, mas não jogou para levar quatro gols. O 4 a 1 era demais. O 4 a 3 se justifica por mais uma grande atuação de Renan Ribeiro. O primeiro goleiro atleticano digno da camisa de Mazurkiewicz desde Diego Alves. Mas o mérito não é só do goleiro. É de Rever. É de Serginho. É de Dorival Júnior, que resgatou um espírito e um time mais ofensivo. Mais ousado. Abusado. Mais atleticano. O problema, agora, para o Cruzeiro, é Cuca juntar os cacos e tentar o ainda possível título brasileiro. Com três volantes e Montillo. Ou mesmo com o argentino e um armador que pode ser Gilberto (que golaço em 20 segundos em campo!) ou mesmo Roger. Só não precisa desarmar completamente o time e o espírito. Até mesmo a opção de Marquinhos Paraná, mais uma vez na lateral, pode ser viável em algumas circunstâncias. E o Galo, pela primeira vez em 21 rodadas fora da turma do funil, ganhando o segundo clássico nos últimos 17 disputados, pode pensar, sim, em jogar com a força máxima na Sul-Americana. É possível. Como é mais que provável que permaneça na Série A em 2001.
  • Mário Marra, em seu blog: O Cruzeiro mantinha sua estrutura de jogo e o Atlético acenava com um jogo mais ofensivo, com Zé Luís e Serginho mais marcadores no meio. Mais que o clássico, os dois rivais alimentavam seus sonhos. A glória do título e a fuga do desespero do rebaixamento. O momento técnico era bom para os dois times e a bola rolou. A postura do Atlético era inteligente. O time dava campo e Zé Luís cercava Montillo. Ao roubar a bola, o Galo era rápido e buscava as laterais. Leandro aparecia como opção pela esquerda e Rafael Cruz e Serginho pela direita. O primeiro gol saiu com Leandro e o inspirado Obina. O Cruzeiro não se entregava, mas os homens dos lados estavam bem abaixo do normal. Diego Renan pouco se apresentava e Jonathan se limitava a observar o jogo. A estratégia dava certo para o Galo. Zé Luís, na minha visão um dos melhores em campo, organizando o sistema defensivo e o jogo de velocidade pelos lados fluindo muito. O segundo gol saiu pela direita. Diego Renan não travou cruzamento e, no mano a mano estavam Renan Oliveira e Obina contra Edcarlos e Caçapa. Pode isso? Obina não quis saber e ampliou a vantagem. O Cruzeiro teve a grande oportunidade na cobrança de penalti de Montillo. O argentino, que tem sido decisivo, perdeu o penalti. O gol perdido deu mais estímulo e o Galo aproveitou. Incrível é que o terceiro gol mostrou o mesmo erro e a mesma virtude. Velocidade pelos lados e Serginho bateu para a área. Mano a mano e sem cobertura de três volantes, estavam Renan Oliveira e Obina. Obina fez de novo. Cuca mexeu. Diego Renan saiu e Paraná passou a dar aquela olhada pela esquerda. Gilberto entrou dividindo a marcação do Atlético. Quem marcava só Montillo já tinha que providenciar a marcação em Gilberto. Deu certo! Assim que entrou, Gilberto aproveitou boa jogada de Thiago Ribeiro e fez um belo gol. O final do primeiro tempo ainda teve mais lances agudos, mas o placar apontou 3 a 1 para o Atlético. Com 3 x 1 no bolso, o Atlético recuou e o Cruzeiro foi para cima. O toque de bola na entrada da área achava Farias, Thiago e Montillo em condições de finalizar e quando chegava Renan Ribeiro fazia belas defesas. O setor que mais recebia elogios resolveu falhar e Réver, aproveitando cobrança de escanteio de Serginho, fez o quarto. Diminuiu a tensão e aumentou a vantagem. O Cruzeiro manteve a luta e Thiago Ribeiro foi premiado duas vezes. Fim de jogo e que jogo! O Cruzeiro ainda tem o mesmo número de pontos do líder e o Galo respira fora do rebaixamento. Dorival tem muitos méritos na mudança de postura do time e Cuca merece o elogio por ter mudado uma partida que caminhava para uma derrota histórica. Resta saber como o Atlético vai conviver com as duas disputas e a missão de escapar definitivamente do sufoco. A imagem de um time de luta, velocidade e empenho é para ser guardada na memória. Outra grande dúvida está em perceber se o Cruzeiro engoliu o resultado. Pouco adianta chorar e reclamar. A melhor postura é ver a evolução que o time teve com a entrada de Gilberto.
  • PVC, em seu blog: Dorival Júnior é o técnico das grandes vitórias no clássico mineiro: O retrospecto recente do Atlético era péssimo no clássico mineiro. Em 16 jogos, 13 derrotas, 2 empates e 1 vitória, contra o time reserva do Cruzeiro no primeiro turno do Brasileirão 2009. Dorival Júnior encerrou a escrita. E com o placar com que se acostumou no tempo em que era treinador cruzeirense. No Brasileirão 2007, o Cruzeiro de Dorival Júnior venceu o Atlético de Zetti, no primeiro turno por 4 x 3, e o Atlético de Leão no segundo turno por 4 x 2. Abraço de urso Dorival deu no seu amigo Cuca, com quem jogou no Palmeiras e no Juventude. Depois, montou seu time com dois meias. Diego Souza e Renan Oliveira empurraram Marquinhos Paraná e Henrique para a defesa. Usou o lado do campo com Leandro, autor do passe para o primeiro gol. E depois matou Diego Renan do lado esquerdo do Cruzeiro, com Rafael Cruz, Diego Souza. E com Obina, autor de três gols, o maior goleador da história do clássico em um jogo.
  • Leandro Mattos, em seu blog: Na toada de Obina!: Foi jogo de gente grande, como pede um dos clássicos mais tradicionais do futebol brasileiro. Sete gols, belos tentos e emoções de sobra no estádio Parque do Sabiá, em Uberlândia. A noite no Triângulo Mineiro foi alvinegra e veio na toada de Obina, autor de três dos quatro gols no triunfo por 4 a 3 sobre o Cruzeiro, até então líder do Campeonato Brasileiro. A vitória começou fácil e deixou tons de uma goleada que acabou não se confirmando. Um golpe aos 06, outro aos 27 e o terceiro aos 30 minutos da primeira etapa fizeram do bom baiano o nome do jogo e passaram a impressão de que a partida estava resolvida. Ledo engano. O Cruzeiro também se impôs, travou um embate franco diante do maior rival, teve grandes chances, desperdiçou gols em cascata, e a conta final da partida mostrou que quando as duas forças de Minas se encontram a única certeza é a de que se terá muita adrenalina. O resultado significou alívio para o Atlético, que deixou a zona de rebaixamento do Nacional depois de 21 rodadas como inquilino fiel do “Z-4”. Para os celestes, o revés custou a ponta da tabela, que agora é do Fluminense, com o mesmo números de pontos, mas melhor saldo de gols, um dos critérios do desempate. Do lado celeste do confronto, o holofote fica para Thiago Ribeiro. O atacante marcou dois gols e diminuiu a conta para os estrelados, junto com Gilberto, dono de um golaço, marcado ainda na primeira etapa do último clássico do ano e da década. Os celestes terão uma semana de trabalho pela frente, antes da chance de retomar a liderança da competição, no duelo contra o lanterna Grêmio Prudente, no próximo sábado, fora de casa. O Galo terá o Botafogo pela frente no Brasileirão, também no sábado, mas antes recebe o Palmeiras, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, nesta quarta-feira, nos primeiros 90 minutos das quartas de final da Libertadores da América.
  • Leandro Iamin, no blog do Vitor Birner: Galo e Raposa fizeram um dos duelos mais imporantes entre eles nos últimos anos. O momento deles no campeonato deu ao clássico atmosfera ainda mais especial. O estádio era 100% cruzeirense. Mas, em campo, só deu Atlético e só deu Obina em 29 minutos. O folclórico e oportunista atacante balançou as redes 3 vezes, tirou o Cruzeiro da liderança e o Atlético da zona da degola. Quando a partida estava 2×0 o Cruzeiro ainda teve um pênalti, para mim inexistente, que Montillo chutou por cima do gol, de cavadinha displicente. Três a zero e silêncio no Parque do Sabiá. O domínio atleticano era enorme e, quando o Cruzeiro chegava, Renan, goleiro alvinegro, estava inspirado. Aos 35 Gilberto entrou em campo, no lugar de Diego Renan. No primeiro toque na bola, marcou o 1° gol celeste. Gilberto atuou na meia, e o volante Marquinhos Paraná virou o lateral. Na etapa final o goleiro do Atlético se destacou. O Cruzeiro fez o que era preciso, Gilberto e Montillo deram à Raposa o domínio do meio campo e a equipe de Dorival Jr não se importou em defender e aguardar o contragolpe. O jogo ficou aberto e emocionante. Pablo entrou improvisado na lateral direita, no lugar de Jonathan, e foi muito bem. O Cruzeiro atacava com tudo mas acabou tomando mais um. Aos 21, em escanteio, Réver de cabeça fez o quarto gol atleticano. Dez minutos depois, Thiago Ribeiro diminuiu. Mais 2 minutos e o mesmo atacante volta a balançar as redes. O “ataque versus defesa” daquele momento havia se tornado realmente ameaçador. Os 15 minutos finais só poderiam ser cardíacos e carregados de emoção, como foram.
  • Cuca, treinador do Cruzeiro: Estou muito frustrado por tudo que fizemos no jogo. Tem que ter equilíbrio, por pior que sejam as derrotas. Jogamos um belíssimo jogo e tivemos erros que não acostumamos ter e pagamos por isso. Deu tudo certo para eles e, para nós, tudo errado. Agora é trabalhar para o jogo contra o (Grêmio) Prudente. Vamos ter dificuldade. Estamos lutando pelo título e vamos ter a grandeza de buscar a vitória. A gente tem que valorizar o jogo em si, acho que foi um dos maiores, se não o maior jogo do campeonato. Temos que valorizar a vitória do adversário. A gente tem que ser grande até na derrota. Futebol não tem injustiça, tem merecimento. Hoje não merecemos vencer. Em um clássico, você ter 26, 27 oportunidades de gols e o adversário seis, como você explica. Você tem que ter equilíbrio. Por pior que sejam as derrotas, tem que ser equilíbrio. Se bem que não é vergonha para ninguém perder do jeito quer perdeu. Se é um jogo de tênis, de basquete, fatalmente teria ganho, em cima dos números. Mas não é. Por isso que a gente fala que não tem justiça, tem merecimento. Ele (Gilberto) não tinha condição de 90 minutos e talvez nem de entrar o quanto entrou. É que a gente precisava dar uma chacoalhada na equipe e ele entrou bem. Lógico que é um jogador em nível de titularidade. É só ter paciência e trabalhar bem para que ele possa jogar ao natural. Fonte: Saite Oficial do Cruzeiro
  • Thiago Ribeiro, atacante do Cruzeiro: O torcedor viu, todo mundo viu que, em momento algum, nossa equipe desanimou. A gente fez o 4 x 2, 4 x 3 e poderíamos ter empatado no final, que seria um empate heróico, mas não aconteceu. Nada acabou ainda, está tudo aberto, mesmo número de pontos do Fluminense e não vamos desanimar. Algumas rodadas atrás, a gente estava 12 pontos atrás do Fluminense. Agora, que estamos empatados, não vamos desanimar. É coisa do futebol, a gente não pode deixar essa derrota nos abater, futebol é assim. Você ganha e você perde. Restam sete jogos e a gente vai jogar com toda raça e determinação para tentar ficar com esse título. Vamos tirar as lições das coisas ruins e levar o que foi bom para o outro jogo, que precisamos da vitória de qualquer maneira. Conseguimos cinco vitórias seguidas e não agora são duas derrotas consecutivas que vão nos abalar. É tirar lições das coisas ruins e levar o que foi feito de bom porque temos outro jogo fora de casa em que vamos ter de buscar o resultado. Precisamos de qualquer maneira da vitória. Fonte: Saite Oficial do Cruzeiro
  • Fábio, goleiro do Cruzeiro: Jogo que a gente errou muito, tanto na defesa e depois para finalizar. Importante é que a equipe lutou, se superou e tivemos chances de sair com a vitória. Importante é que a gente criou, criou muito até e não fizemos. A equipe não entrou concentrada como deveria, demos muitos espaços para o Atlético-MG, que estava em noite feliz. Deu tudo certo para eles, até as vezes que eles erraram chutes, a bola sobrava para algum jogador. E conseguiram fazer os gols por méritos e futebol é assim, bola na rede é o que vale. Fonte: Saite Oficial do Cruzeiro
  • Edcarlos, beque do Cruzeiro: Não vamos desanimar jamais. A gente está buscando o título. Se estivéssemos na zona de rebaixamento e perdêssemos, era outra história. Fomos desatentos no primeiro tempo, conseguimos ajustar no segundo, mas não conseguimos vencer. Fonte: Globo.com
  • Gilberto, meia do Cruzeiro: Sem dúvida, foi um grande jogo, digno de clássico. Temos que trabalhar mais para não errarmos como no primeiro tempo. Fonte: Globo.com
  • Fabrício, volante do Cruzeiro: Fomos muito superiores, mas entramos mal no jogo. Falhamos muito. Perdemos muitos gols, foi impressionante. Fomos muito melhores, mas existe aquela máxima de que o futebol pune. Fonte: Globo.com
  • Dorival Júnior, treinador do Atlético-MG: Eu acho que foi acima de tudo um grande jogo. O Atlético prevaleceu no primeiro tempo, o Cruzeiro foi mais equipe no segundo. Nos defendemos bem, porque o Cruzeiro criou mais que a gente, principalmente no segundo tempo. Mas fizemos um jogo inteligente, pela situação em que estamos, precisamos nos defender. E tivemos a felicidade de conseguir segurar o resultado. É muito complicado marcar uma equipe como a do Cruzeiro. Um equipe que ataca pelos dois lados do campo, ainda mais defendendo a liderança do campeonato, enquanto a gente luta pra sair de uma situação muito incômoda. Mesmo você tendo dois zagueiros e dois ou três volantes, às vezes você não consegue marcar o ataque adversário. O Cruzeiro é uma equipe que sabe muito variar as jogadas de ataque e nossa necessidade de segurar o resultado e o lado psicológico também dificultam muito o trabalho de marcação. Vamos privilegiar o Campeonato Brasileiro, infelizmente, pela situação em que nos encontramos. É o que precisamos fazer. Está na hora do torcedor fazer a diferença novamente, até porque as coisas não estão definidas. É o primeiro momento em que conseguimos sair deste incômodo. O campeonato não acabou e temos que manter esta luta até as rodadas finais. Fonte: Globo.com
  • Obina, atacante do Atlético-MG: Não teve coisa melhor do que chegar em casa e ouvir minha filha dizer: 'Pai, eu vi você fazendo os gols'. A minha esposa falou 'Você é o melhor, parabéns'. A minha força vem disso, da minha família. Ela é o mais importante neste momento. Minha mãe, meu pai, meus irmãos, minha esposa e minha família. É com eles que choro nos momentos ruins e nos bons. Lembro desse sentimento quando entro em campo, pois sei que posso fazê-los felizes. Sou um cara iluminado por Deus. Peço sempre para Deus me dar forças e oportunidades. E procuro não desperdiçá-las. Dediquei meus gols ao grupo, uma tropa de elite, osso duro de roer! Fonte: Globo.com
  • Werley, beque do Atlético-MG: Foi uma das partidas mais emocionantes que disputei. Nossa equipe esteve muito bem ofensiva e defensivamente. Graças a Deus, saímos da zona de rebaixamento e teremos uma semana de tranquilidade pela frente. Agora, precisamos seguir somando pontos para subir na tabela. Estamos em uma crescente no campeonato, e essa vitória, diante do nosso maior rival, serviu para aumentar ainda mais a nossa confiança. Estão todos de parabéns. Aqui, não temos apenas jogadores, mas guerreiros que vão lutar até o último momento por essa camisa. Fonte: Globo.com
  • Leandro, lateral-esquerdo do Atlético-MG: Já estava feliz por poder voltar a jogar. Essa vitória sobre o Cruzeiro deixou tudo ainda melhor. É sempre muito ruim ficar de fora, só na torcida. Minha vontade é estar sempre em campo e ajudando os meus companheiros. Temos que celebrar bastante, porque marcou a nossa saída da zona de rebaixamento e ainda estamos na disputa da Sul-Americana. Fonte: Globo.com
  • Diego Souza, meia do Atlético-MG: Em função do que a gente produziu, neutralizamos o adversário e conseguimos sair nos contra-ataques para matar o jogo. Pelo que jogou, a equipe mereceu vitória. Fonte: Globo.com
  • Réver, beque do Atlético-MG: Fico feliz por ter feito o gol, mas o que importa é que a equipe foi aguerrida e conseguiu a vitória. A gente acabou recuando demais, demos muito chutões e chamamos a equipe deles pra cima. Mas a sorte estava do nosso lado e finalmente deixamos a zona de rebaixamento para trás. Fonte: Globo.com
  • Serginho, volante do Atlético-MG: A gente sabia que o jogo ia ser difícil. Clássico é isso mesmo. Nas outras partidas, a gente jogava bem e não fazia os gols, hoje conseguimos fazer três só no primeiro tempo. A gente sabia que eles viriam pra cima para tentar o empate no segundo tempo e, graças a Deus, conseguimos segurar a vitória. Fonte: Globo.com
  • Diego Tardelli, atacante do Atlético-MG: A gente teve uma palestra com um instrutor do BOPE, ontem (sábado) à noite na concentração. Ele é ex-policial e foi uma das melhores palestras que já assisti. A palestra foi fundamental para nossa vitória. Entramos motivados e buscamos os três pontos o tempo todo. A palestra foi sobre o comprometimento de cada policial. Ele disse que unidos a gente pode conseguir nossos objetivos. Isso motivou bastante. Estou muito feliz e muito emocionado. Temos muitos guerreiros aqui e pudemos demonstrar isso em campo hoje. Hoje a equipe mostrou que tem muita vontade, entramos inspirados. Os outros times vão começar a olhar o Atlético-MG com mais respeito, que é o que a gente merece. Fonte: Globo.com
  • Edurdo Maluf, diretor de futebol do Atlético-MG: Durante essas 21 rodadas em que a gente teve na zona de rebaixamento, pouquíssimas vezes reclamamos de arbitragem, porque a gente entendia que estávamos sendo mais incompetentes que prejudicados. Domingo, ganhamos e era para estarmos calados. Mas o juiz só tem errado a favor dos time que estão na ponta. Nesse domingo, tivemos dois bandeiras mineiros (Márcio Eustáquio Sousa Santiago e Guilherme Dias Camilo) e eles tiveram seis erros inadmissíveis pela posição que estavam e dificuldade do lance. O Sandro (Meira Ricci, do Distrito Federal), que vinha sendo um dos melhores do Brasil, marcou um pênalti com uma convicção e estava próximo do lance. É inadmissível para um juiz FIFA esse tipo de conduta. O Sérgio Corrêa não é uma pessoa que tem condição de estar no cargo, não tem poder de liderança sobre os árbitros. Temos que ficar atentos neste final de campeonato. Ontem fui ver o jogo do Atlético-PR e do Fluminense. Teve um pênalti claro para o Atlético-PR, e o árbitro não deu. A CBF precisa tomar uma decisão firme. Está formalizado oficialmente o protesto do Atlético. Fonte: Superesportes

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