Cruzeiro 3x1 San Lorenzo - 03/04/2008

De CruzeiroPédia .:. A História do Cruzeiro Esporte Clube
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Confrontos
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Por temporada
Escudo Cruzeiro.png 2x0 Escudo Betim.png Gol aos do Escudo Tupi.png 1x2 Escudo Cruzeiro.png
Por Copa Libertadores da América
Escudo Caracas.png 1x1 Escudo Cruzeiro.png Gol aos do Escudo Real Potosí.png 5x1 Escudo Cruzeiro.png
No estádio Ipatingão
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Contra San Lorenzo
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Escudo Cruzeiro.png
Cruzeiro
3 × 1 Escudo San Lorenzo.png
San Lorenzo
5ª rodada da fase de grupos da Copa Santander Libertadores 2008
Data: 3 de abril de 2008 Local: Ipatinga, MG
Horário: 21h Estádio: Ipatingão
Árbitro: Carlos Chandía (CHI) Público pagante: 15.727
Assistente 1: Osvaldo Talamilla Público presente: Não disponível
Assistente 2: Sergio Román Renda: R$ 325.621,00 R$ 325.621 <br />Cr$ 325.621 <br />NCr$ 325.621 <br />Cz$ 325.621 <br />NCz$ 325.621 <br /> (preço médio: R$ 20,70 )
Súmula: Súmula
Escalações
Cruzeiro: San Lorenzo:

1. Fábio Cartão amarelo recebido aos 1. Orión
2. Apodi 2. Aguirre
3. Léo Fortunato Cartão amarelo recebido aos 3. Méndez
4. Espinoza 4. Romeo Substituição realizada de jogo ( Silvera Gol aos 42 do  (2T) 42'  (2T) )
5. Jadilson 5. Bottinelli Cartão amarelo recebido aos
6. Henrique Substituição realizada de jogo ( Marcinho II ) 6. González Substituição realizada de jogo ( Bilos )
7. Marquinhos Paraná 7. Alvarado
8. Ramires 8. Rivero Cartão amarelo recebido aos
9. Wagner Gol aos 37 do  (2T) 37'  (2T) 9. D’Alessandro Substituição realizada de jogo ( Acevedo Cartão amarelo recebido aos )
10. Guilherme Gusmão Substituição realizada de jogo ( Thiago Heleno ) 10. Placente
11. Marcelo Moreno Gol aos 10 do  (1T) 10'  (1T) Gol aos 25 do  (2T) 25'  (2T) 11. Bergessio
Técnico: Adilson Batista Técnico: Ramón Díaz
Reservas que não entraram na partida
Cruzeiro: San Lorenzo:


Pré-jogo

Se vencer o Cruzeiro termina esta fase da Libertadores em 1º lugar no Grupo 1. Se empatar, terá de correr muito na altiplano boliviano, contra o Potosi, pra conseguir o objetivo. Qualquer outro resultado – existe outro? – está fora de cogitação. Mas o que deve mover mesmo o time é e ncessidade de afirmação.

Paira no ar uma sensação de que a equipe montada por Adílson Baptista ainda não foi devidamente testada. Se é verdade, nada melhor do que a partida de hoje pra afastar a desconfiança. O San Lorenzo vem no embalo de 6 vitórias consecutivas. Expiou pecados e encontrou seu jogo. Dará trabalho.

Menos mal que 2/3 do Vale do Aço torce pelo Cruzeiro. Por isto, é certo que os 22 mil lugares disponíveis estarão ocupados esta noite no Ipatingão. Não faltará apoio ao Mais Querido de Minas que, diga-se, fez bem em mandar o jogo lá. Time que está na briga pelo título não escolhe campo nem adversário. Força, Cruzeiro!

Lance a Lance

Primeiro Tempo

O Cruzeiro que começou animado em seu tradicional 4-3-1-2. Buscou o gol contra um precavido San Lorenzo, que passou o tempo tentando esvaziar a partida. Aos 11, após seqüência de erros de conclusão do ataque celeste, a bola sobrou para Moreno que, de virada, dentro da área, acertou uma bomba de canhota: Cruzeiro 1 x 0.

Quem imaginava que o Cuervo sairia em busca do empate, enganou-se. Ele manteve sua proposta de jogo cadenciado. Marcou muito e arriscou poucos ataques. Quis, sobretudo, evitar que, na velocidade, o Cruzeiro se impusesse. E conseguiu, até porque a chegada do meio de campo celeste não é a mesma de quando Charles e Ramires alternam arrancadas a partir da defesa.

Estabilizada a partida como queria, o time argentino começou a sair mais para o jogo nos 15 minutos finais e incomodou Fábio em duas estocadas com Romeo. Na mais aguda, o centroavante dominou a bola com a mão e foi impedido, pelo juiz, de concluir a jogada.

A sensação é de que algo está fora de lugar. Quem sabe a torcida que não apareceu como se previa? Ou o meio de campo sem muita imaginação? Guilherme Gusmão com pouca mobilidade? Laterais improdutivos? Adílson Baptista, que sempre faz alterações precisas no intervalo, deve ter observado os problemas do time e, certamente fará mudanças para garantir a vitória.

  • 09 – Jadílson avança pela esquerda, González cede lateral. Paraná cruza, Méndez recua de cabeça pra Orión.
  • 11 – Apodi chuta cruzado da direita, a bola bate em Ramires e sobra pra Moreno uqe, de virada, solta vomba de canhota para as redes: Cruzeiro 1 x 0.
  • 15 – Wagner passa a Moreno, Orión sai defende.
  • 16 – Wagner acerta Rivero, mas o juiz poupa o cartão amarelo.
  • 18 – Apodi passa por Alvarado, mas cruza forte demais.
  • 20 – Botinelli comete falta sobre Apodi e recebe cartão amarelo.
  • 21 – Wagner cruza, Méndez corta de cabeça. Escanteio batido por Jadílson, Rivero corta.
  • 24 – González cruza no 2] poste, Espinoza corta pra escanteio.
  • 26 – Jadílson é lançado pela esquerda e cruza. Orión caça borboletas, Aguirre corta. Na seqüência, Jadílson chuta forte, cruzado, mas a bola desvia na zaga.
  • 35 – González cruza da esquerda, Fábio tira de soco.
  • 39 – Romeo vence Espinoza, passa a Berguessio, Fábio defende no chão.
  • 40 – Guilherme Gusmão para Jadílson, na ponta esquerda. O lateral cruza em cima de Aguirre, a bola volta mas o lateral chuta pra fora.
  • 41 – D´Alessandro cruza, Bergessio ajeita de cabeça, mas Romeo domina no braço e perde chance de empatar.

Segundo Tempo

O San Lorenzo volta melhor. D’Alessandro tenta replicar Wagner correndo por todos os lados buscando conectar meio de campo e ataque. O Cruzeiro fica espiando pra ver no que vai dar. Como não dá em nada, volta ao ataque e, com botes precisos, devora o corvo, e se classifica para as oitavas-de-final.

A melhor oportunidade dos argentinos acontece aos 5 quando Mendez cruza da esquerda e Bergessio, de canhota, manda a bola no poste direito de Fábio. O Cruzeiro tenta se equilibrar, mas o ataque não funciona. As bolas batem e voltam para a defesa com muita rapidez.

Guilherme Gusmão e Moreno não jogam juntos. Cerebral, o maranhense tenta passes e lançamentos. Instintivo, o boliviano fareja oportunidades. De chutes longos a cabeçadas certeiras, é ele quem leva perigo à meta de Orion.

Aos 7, Ramon Diaz troca o ala-direita Gonzalez, de bons cruzamentos, pelo meia-atacante Bilos, que força o jogo sobre Apodi e desequilibra a defesa celeste com passes e cruzamentos longos sobre a área.

E como Romeo não responde bem às jogadas de área, Acevedo entra em seu lugar. O Ciclón fica mais ágil, mais contundente e, por várias vezes, fica perto do empate.

Como Guilherme Gusmão e Moreno não encaixam jogadas, Adílson troca o maranhense por Thiago Heleno. O Cruzeiro passa a jogar com 3 zagueiros, 2 volantes, 2 alas, Ramires avançado, Wagner, na ponta-esquerda, com ajuda de Jadílson infernizando a vida do volante Rivero, que ficou no lugar do ala Gonzalez, e Moreno mais próximo à área.

O torcedpor vaia a troca do atacante pelo zagueiro, mas a evolução da partida mostra que o treinador tem razão. Wagner e Jadílson destroem o lado direito da defesa azulgrana e o Cruzeiro retoma o controle da partida nos últimos 20 minutos.

Aos 25, Ramires lança Wagner, Aguirre aparece dentro da pequena área pra evitar a conclusão do lance cede escanteio. Wagner cobra alto, Moreno antecipa-se a Jonathan Botinelli e cabeceia sem chance para Orion: Cruzeiro 2 x 0.

O San Lorenzo perde o entusiasmo e a cabeça. Passa a dar pontapés ao invés de buscar, com inteligência, diminuir a margem de gols o que lhe daria condição de jogar por um empate na última rodada. Com o jogo sob controle, o Cruzeiro cria outras oportunidades.

Aos 37, Placente dá um pescoção em Ramires, na intermediária. Marcinho II bate a falta com violência, Thiago Heleno tenta cabecear, mas Ramires toma-lhe a frente e conclui pra defesa parcial de Orion. No rebote, a bola fica na pequena área à espera do pé esquerdo de Wagner pra ser jogada nas redes: Cruzeiro 3 x 0.

O Ciclón acorda e sai em busca dos gols que lhe dariam favoritismo na decisão da 2ª vaga contra o Caracas. Aos 42, Walter Acevedo passa entre Ramires e Fortunato, dentro da área, rola pra Andrés Silvera, na pequena área, concluir para o gol vazio: San Lorenzo 1 x 3.

Um minuto depois, Bergessio faz boa jogada pela direita e cruza para Silvera perder o 2º gol. O Cruzeiro não foi brilhante, mas foi contundente e, por isso, mereceu vencer.

  • 02 – Wagner cruza no 1º poste, Aguirre afasta.
  • 03 – Fortunato atinge Rivero e recebe cartão amarelo.
  • 06 – Paraná sai jogando com Apodi, mas a nmarcação argentina chega antes e toma a bola. Na seqüência, Mendez cruza, da esquerda, e Berguessio, na pequena área, chuta no poste direito de Fábio.
  • 07 – Bilos substitui González.
  • 09 – Guilherme Gusmão passa a Jadílson, que cruza forte para a área. Moreno escora de cabeça, Méndez corta.
  • 10 – Bilos lança Romeo, que tenta desviar de primeira erra o alvo.
  • 12 – D´Alessandro recebe de Alvarado pela meia direita, dribla Ramires, mas chuta mal, à direita de Fábio.
  • 14 – Bilos cruza da esquerda, Apodi, de carrinho, cede escanteio.
  • 15 – Silvera substitui Romeo.
  • 17 – Rivero comete falta mais forte sobre Ramires e recebe cartão amarelo.
  • 20 – Thiago Heleno substitui Guilherme Gusmão. Parte da torcida vaia. Parte aplaude.
  • 25 – Ramires lança Wagner, Aguirre aparece dentro da pequena área pra evitar a conclusão do lance cede escanteio. Wagner cobra alto, Moreno antecipa-se a Jonathan Botinelli e cabeceia sem chance para Orion: Cruzeiro 2 x 0.
  • 26 – D´Alessandro cruza, Aguirre escora de cabeça, Heleno cede escanteio.
  • 29 – Acevedo substitui D´Alessandro.
  • 30 – Acevedo comete falta sobre Moreno e recebe cartão amarelo.
  • 34 – Marcinho II substitui Henrique.
  • 35 – Wagner dribla dois argentinos e toca para Ramires, que sofre falta de Placente na intermediária.
  • 37 – Marcinho II bate a falta com violência, a bola bate em Thiago Heleno e sobra para Ramires que chuta pra defesa parcial de Orion. No rebote, a bola fica na pequena área à espera do pé esquerdo de Wagner pra ser jogada nas redes: Cruzeiro 3 x 0.
  • 39 – A torcida grita olé.
  • 41 – Ramires recebe falta de Botinelli, reclama e recebe cartão amarelo.
  • 42 – Walter Acevedo passa entre Ramires e Fortunato, dentro da área, rola para Andrés Silvera, na pequena área, concluir para o gol vazio: San Lorenzo 1 x 3.
  • 43 – Bergessio, da direita, cruza para Silvera que, no meio da zaga, desvia à direita de Fábio, com perigo.
  • “Jogamos bem. Com um pouco mais de tranqüilidade, poderíamos ter definido antes a partida. O objetivo foi alcançado. Os jogadores estão de parabéns pela dedicação. Tivemos dificuldade até pra escalar os onze. Temos que enaltecer o departamento médico e o empenho desses jogadores pra ficarem à disposição. Uma boa pontuação é importante pra, lá na frente, termos alguma vantagem. Vamos a Potosi sabendo das dificuldades de se jogar na altitude. Teremos que nos posicionar corretamente pra correr o menos possível e fazer a bola andar. Não é impossível vencer o Potosi também.” (Adílson Baptista)
  • “A gente tem que ir por fases. Estamos classificados, agora vamos pensar no Potosí e, depois, ver o que realmente podemos fazer. Mas com certeza jogadores e comissão técnica estão pensando no título.” (Marcelo Moreno)

Vídeos

Melhores momentos

Atuação

  • Adílson Baptista -Temi pelas escalações de Jadílson e Henrique, que imaginava sem condicionamento para jogo de Libertadores. Mas ambos estiveram bem. Fez uma substituição certa, de quem observa a partida, mas que irritou a turma que estava debruçada sobre o pratão de tropeiro, ao trocar Guilherme Gusmão por Heleno. Não era proposta de retranca, mas tão somente um novo esquema com Ramires mais solto, Wagner e Moreno mais abertos, enfim, uma maneira de conter os avanços dos alas portenhos e criar confusão no meio de campo adversário. Deu tão certo que, de dominado, o Cruzeiro voltou a ser dominador e fez mais 2 gols. Ainda assim, no Seu Nome, Seu Bairro, a grita era geral contra o “retranqueiro”. O tropeiro estava estragado, só pode!
  • Torcida – Dos 22 mil ingressos postos à venda, 7,7 mil micaram. Papelão! O Cruzeiro já cansou de jogar para públicos maiores, em jogos do Mineiro, no Ipatingão. Nem o preço, R$25, pode ser considerado alto para a importância do jogo. De bom, a presença animada da Máfia Azul, que levou consigo o espírito do Mineirão. De excepacional, a comovente paixão do Fubá a quem nem a morte do irmão impediu de comparecer e comandar a galera. De chato, a falta de bandeiras e a retirada do caixote sobre o qual o Fubá comanda a massa. Pára com isso, PM!
  • Fábio – Fez as defesas protocolares, não teve culpa no gol e o poste o ajudou num lance que não teria como evitar a queda do seu arco.
  • Apodi – Tentou impor seu ritmo alucinante, mas nem sempre teve o corredor aberto à sua frente. Passou alguns apertos quando Bilos entrou para armar o jogar em seu setor. Perdeu uma bola, na intermediária, ao tentar sair jogando que, por pouco, não resulta em gol.
  • Léo Fortunato – Só foi enganado uma vez pelos argentinos, justamente no lance do gol de Silvera. No restante do tempo foi soberano no setor direito da defesa celeste.
  • Espinoza – Alguns contratempos com os atacantes argentinos, que por vezes o engaram. Nada que resultasse em grandes prejuízos, pois a contundência não é a marca deste San Lorenzo.
  • Thiago Heleno – Entrou pra trancar de vez a defesa quando o Cruzeiro estava sendo dominado, mas levou, de cara um pisão e passou boa parte do jogo mancando. Ainda assim, cumpriu seu papel defensivo e se arriscou no ataque.
  • Jadílson – Atacou com vontade o jogo inteiro, cruzou várias bolas sobre a área e marcou com eficiência. Boa partida que algumas lances perdidos não chegaram a manchar.
  • Marquinhos Paraná – Errou uma vez com um passe curto para Apodi, que resultou numa bola na trave. No mais, jogou com classe (desta vez com direito a caneta em adversário afoito), segurança, excepcional colocação em campo. Grande descoberta do Bap. Esse garoto vai longe…
  • Henrique – Fechou a cabeça da área e não se arriscou muito além da linha de meio de campo. Pra quem vinha de longa inatividade, boa atuação.
  • Ramires – Arisco, defende e ataca com qualidade. E, agora, também arma. Só não pode perder a cabeça quando leva pescoções e pontapés porque juízes costumam ser duros com as vítimas.
  • Wagner – Grande partida. Enquanto esteve livre foi um D’Alessandro de resultados. Já o similar portenho foi um Wagner sem brilho. No final, por determinação do treinador, ficou na ponta-esquerda. Mesmo confinado lá, deu seu baile pessoal levantando a galera com dribles para Canal 100 (que pena não existir mais!). Num deles, o locutor árabe enlouqueceu e gritou Iassalá! Iassalá! Iassalá! (vídeo abaixo e tradução só com ajuda dos Chiabi e do Elias) Cruzou a bola para o 2º gol e marcou o 3º. O que mais teria de fazer pra dividir com Moreno a condição de melhor em campo? Absolutamente nada!
  • Guilherme Gusmão – Pensa. Às vezes até demais. Mas compensa certa falta de expediente com toques bonitos e passes precisos. O que não ajuda muito ao lado de Moreno, que costuma se virar sozinho em campo.
  • Marcelo Moreno – O boliviano é intuitivo, explosivo, um self-made-man. Não tem essa de tabela, troca de passes e futebol bunitim com ele. Desmente os que acham que só centroavantes de toque refinado podem vestir a 9 celeste. Cabeceia e chuta bem, faz gols. Pressiona a saída de bola adversária. Quem pode reclamar de um jogador assim? Já subiu degraus japoneses, mexicanos e árabes. Está galagando os ucranianos e russos. Mas, a continuar assim, não demora a escalar escadarias mais íngremes, do tipo italianas ou espanholas.
  • Marcinho II – Entrou com disposição. Bateu a falta que resultou no 3º gol. Está evoluindo com o apoio e a paciência do Bap.

Transmissão

  • Sportv