Cruzeiro 3x1 Grêmio - 24/06/2009

De CruzeiroPédia .:. A História do Cruzeiro Esporte Clube
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Confrontos
Por temporada
Escudo Cruzeiro.png 2x4 Escudo Prudente.png Gol aos do Escudo Cruzeiro.png 1x0 Escudo Avaí.png
Por Copa Libertadores da América
Escudo São Paulo.png 0x2 Escudo Cruzeiro.png Gol aos do Escudo Grêmio.png 2x2 Escudo Cruzeiro.png
No estádio Mineirão
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Contra Grêmio
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Escudo Cruzeiro.png
Cruzeiro
3 × 1 Escudo Grêmio.png
Grêmio
Jogo de ida - Semi-Final da Copa Santander Libertadores de 2009
Data: 24 de junho de 2009 Local: Belo Horizonte, MG
Horário: Não disponível Estádio: Mineirão
Árbitro: Enrique Osses / Jorge Osório Público pagante: 51.296
Assistente 1: Cristian JULIO Público presente: Não disponível
Assistente 2: Osvaldo TALAMILLA Renda: R$ 1.387.664,94 R$ 1.387.664,94
Cr$ 1.387.664,94
NCr$ 1.387.664,94
Cz$ 1.387.664,94
NCz$ 1.387.664,94
(preço médio: R$ 27,05 )
Súmula: Súmula
Escalações
Cruzeiro: Grêmio:
1. Fábio 1. Marcelo Grohe Cartão amarelo recebido aos
2. Jonathan 15. Thiego
22. Leonardo Silva 3. Léo
4. Thiago Heleno 5. Réver
7. Marquinhos Paraná 6. Fábio Santos
21. Fabinho Alves Gol aos do 23. Túlio
15. Henrique 11. Adilson
17. Elicarlos Cartão amarelo recebido aos Substituição realizada de jogo ( 14. Jancarlos ) 10. Tcheco Cartão amarelo recebido aos
10. Wagner Gol aos do Substituição realizada de jogo ( 16. Bernardo ) 8. Souza Gol aos do
9. Wellington Paulista Gol aos do 16. Maxi López
25. Kléber 9. Alex Mineiro Substituição realizada de jogo ( 20. Herrera )
Técnico: Adilson Batista Técnico: Paulo Autuori
Reservas que não entraram na partida
Cruzeiro: Grêmio:
12. Andrey 22. Alessandro
3. Anderson 2. Ruy
18. Zé Carlos 4. Rafael Marques
19. Wanderley dos Santos 7. Jonas
13. Jadílson
19. Douglas


Pré-Jogo

Sem vários titulares – Gerson Magrão, a mais recente baixa, contundiu-se a dois dias do jogo – Adílson Baptista arma um time cheio de novidades.

Fabinho Alves é um volante que funciona como 3º zagueiro, à frente de Leonardo Silva e Thiago Heleno.

Marquinhos Paraná entra na lateral-esquerdo, mas com direito a avançar pela meia fazendo jogadas com Wagner enquanto Henrique cuida de fechar seu setor.

A armação permite ao Cruzeiro atacar com 5 jogadores ao mesmo tempo (Jonathan, Paraná, Wagner, Kléber e Wellington paulista) e se defender com 7.

No Grêmio, nenhum problema. E Paulo Autuori prefere Thiego a Ruy Cabeção, fechando a frente do arco com três zagueiros.

Antes da partida, Adílson Baptista recebe placa das mãos do presidente Zezé Perrela por ter completado 100 partidas como treinador do Cruzeiro.

O tríplice campeão de 2003, Alex, além de moldar os pés para a calçada da fama do Mineirão, dá volta olímpica ao lado do Raposão levantando a platéia.

Lance a lance

Primeiro Tempo

  • 21h52 – Inicia -se a partida com saída do Grêmio. Cruzeiro, com uniforme tradicional, defende o Gol da Lagoa. Grêmio, com camisa branca com duas listras azuis, calções e meias pretas, defende o Gol da Cidade.
  • 02 - Jonathan recebe na direita e cruza. Zaga do Grêmio afasta o perigo.
  • 04 - Kléber abre na esquerda e Marquinhos Paraná cruza para a área. Rever espana.
  • 05 – Maxi Lopez passa por Elicarlos na direita, cruza para Alex Mineiro, que erra o chute.
  • 07 – Wagner lança Marquinhos Paraná na esquerda, mas a bola se perde pela linha de fundo.
  • 08 - Paraná encontra Wellington Paulista na área. O atacante segura a bola, faz o pivô e rola pra Jonathan chutar com o pé esquerdo. Marcelo Grohe defende.
  • 10 – Marcelo Grohe cai no gramado. Cera.
  • 13 – Paraná arrisca de fora da área, bola passa por cima do gol de Grohe.
  • 14- Alex Mineiro recebe cruzamento da direita e, livre na área, cabeceia. Fábiodefende.
  • 17 – Tcheco cobra falta pra dentro da área. Zaga do Cruzeiro corta.
  • 18 - Fábio Santos cruza rasteiro da esquerda. Thiago Heleno corta.
  • 21 – Wagner lança Elicarlos, mas esquerda. Bola escapa pela linha de fundo.
  • 22- Maxi López fica com uma bola que Thiago Heleno tenta recuar para Fábio, invade a área e toca na saída do goleiro. A bola toca no pé do poste direito e sai para a linha de fundo.
  • 25 - Cruzeiro tem masi posse de bola, Grêmio cria melhores jogadas de ataque.
  • 26 – Elicarlos entra forte em Fábio Santos. Cartão amarelo.
  • 28 – Souza cobra escanteio pela esquerda, Alex Mineiro desvia e a bola sai pela linha de fundo.
  • 29 – Kléber cruza para Jonathan, que, dentro da área, tenta duas conclusões, Grohe salva gol certo.
  • 30 – Falta cobrada para dentro da área. Zaga do Grêmio rebate.
  • 33 – Jogo tenso. Por quealquer coisa, jogadores discutem a cada lance.
  • 34 - Maxi López, na pequena área, desvia cruzamento assustando o goleiro Fábio.
  • 36 – Fabinho Alves, pela direita, cruza. Wellington Paulista divide com Marcelo Grohe. Falta do atacante.
  • 37- Kléber cruza da direita, Wellington Paulista se antecipa à defesa e cabeceia para as redes. Cruzeiro 1×0.
  • 39 – Alex Mineiro recebe livre no ataque, mas o bandeira marca impedimento.
  • 41- Souza chuta forte, à meia altura, da intermediária. Bola tem endereço certo: o canto esquerdo do arco celeste. Fábio faz uma ponte cinematográfica e defende.
  • 45 Souza cobra falta pra dentro da área. Bola passa por todo mundo e vai para a linha de fundo.
  • 46 – Termina o 1º tempo.

Segundo Tempo

  • 22h56 – Começa o 2º tempo. As equipes voltam sem alterações.
  • 01 - Wagner chuta forte de fora da área. A bola desvia em Tcheco, engana Marcelo Grohe e entra no canto direito. Cruzeiro 2×0.
  • 05 – Souza cobra falta da esquerda, diretamente pra fora.
  • 07 – Rafael Marques passa a Souza, livre na área. O camisa chuta a bola por cima do travessão.
  • 8 Kléber recebe na esquerda e cruza. Na segunda trave, Wagner, livre, erra o chute.
  • 11 - Fabinho Alves passa a toca para Jonathan, na direita. O lateral chuta por cima do arco gremista.
  • 12 – Alex Mineiro recebe livre dentro da área, mas Fábio aparece para abafar a jogada, impedindo o gol do Grêmio.
  • 13 – Herrera substitui Alex Mineiro.
  • 15 – Herrera recebe lançamento da direita e cruza rasteiro para Maxi López. Leonardo Silva chega dividindo e impede ao argentino de marcar.
  • 18 – Souza cobra escanteio pela esquerda. Fábio afasta de soco.
  • 19 – Túlio chuta de fora da área. Bola passa à esquerda de Fábio.
  • 21 - Wellington Paulista recebe lançamento de Wagner, domina, entra na área, mas é desarmado por Thiago quando tenta chuta.
  • 22 - Marquinhos Paraná cruza da esquerda. Dentro da área, Fabinho Alves cabeceia para as redes. Cruzeiro 3×0.
  • 23 - Maxi López recebe lançamento dentro da área. Juiz marca impedimento.
  • 25 - Wagner cobra falta na intermediária sem autorização do juiz, Jonathan cruza e Wellington Paulista cabeceia para fora. Tcheco reclama e recebe cartão amarelo.
  • 26 – Marcelo Grohe reclama, aos gritos, e recebe cartão amarelo.
  • 27- Henrique Osses para o jogo e sai de campo com dores musculares. Sem condição de continuar, é substituído pelo 4º árbitro, Jorge Osorio.
  • 32 Escanteio cobrado da esquerda e Fabinho Alves faz o corte de cabeça
  • 33 - Kléber tenta sair jogando, mas a bola bate em seu braço e o juiz marca falta. Fábio arma barreira que recebe acréscimo de vários jogadores do Grêmio. Souza cobra por cobertura. Bola entra à esquerda de Fábio. Grêmio 1×3.
  • 36 - Animado, Grêmio marca saída de bola, pressiona enquanto o Cruzeiro se fecha na defesa.
  • 40 – Jancarlos substitui Elicarlos.
  • 41 – Falta cobrada pra dentro da área celeste. Herrera cabeceia, Leonardo Silva corta.
  • 42 – Bernardo substitui Wagner.
  • 44 – O Grêmio aperta a saída de bola. Cruzeiro tenta armar contra-ataques.
  • 45 – Juiz sinaliza 5 minutos de acréscimo.
  • 47 - Cruzeiro toca a bola.
  • 48 – Souza cobra escanteio, alto, sobre a área. Thiago Heleno afasta, de cabeça.
  • 50 – Fim de jogo.

Vídeos

Melhores momentos
Gols narração Itatiaia com imagens vistas da arquibancada

Atuações

  • Adílson Baptista – Inventou ótimas soluções pra montar um time com alguns jogadores sem plenas condições. Elicarlos estava baleado, Leonardo Silva com febre e Fabinho Alves fora de forma. Com o pouco que sobrou, deduzidas as várias contusões que impediram outros tantos de estarem á disposição, jogou com praticamente três zagueiros, deu liberdade a Jonathan e Paraná. Assim, atacou até com 5 jogadores simultaneamente. E nunca se defendeu com menos de 7. Foi brilhante.
  • Torcida – Fez uma tremenda festa. Tremenda ao pé da letra, pois o Mineirão balançou, de verdade. Só oscilou quando o Grêmio marcou seu gol e pressionou a saída de bola da defesa celeste. Refeita do susto, contudo, voltou a apoiar o time em grande estilo.
  • Fábio- Sem culpa no gol, salvou pelo menos um e contou com a sorte pra não levar outros três.
  • Leonardo Silva – Grande atuação. Limpou a área sem querer mostrar categoria. E, mesmo nos momentos mais tensos, jogou com tranquilidade. “Como se estivesse chupando um Chicabom”, teria dito Nelson Rodrigues.
  • Thiago Heleno -Perdeu uma bola para Maxi Lopez que poderia ter resultado em gol. Depois disso, ficou mais ligado, jogou com disposição, simplificou tudo.
  • Fabinho Alves – Foi um 3º zagueiro à frente dos beques de ofício. Depois de um início claudicante da zaga com esta nova formatação, o futebol dos três se encaixou e Fabinho Alves pôde se soltar a ponto de marcar o 3º gol. Grande atuação!
  • Jonathan – Com liberdade pra atacar, cumpriu bem a missão. Impediu que Fábio Santos jogasse e ainda arriscou bons chutes, cruzamentos e passes. Mas o melhor é constatar o quanto ele se entrega em cada partida. Está a caminho de se tornar um “Deus da Raça”.
  • Elicarlos – Jogou no sacrifício devido a uma contusão no tornozelo, mas não mediu esforços na marcação. Outro raçudo que, nestas partidas decisivas da Libertadores, tem escrito seu nome na galeria dos heróis celestes que, evidentemente, só será inaugurada se o time campeonar.
  • Jancarlos – No pouco tempo em que esteve no gramado, não decepcionou. Fez o arroz-com-feijão que as circunstâncas exigiam.
  • Henrique – O lutador de sempre. Mais precupado com a proteção à defesa, arriscou pouco no ataque. Quase foi vítima de uma armação do meia Souza que se atirou ao chão e fez uma tremenda cena por uma pequena desavença entre ambos.
  • Marquinhos Paraná – Um fenômeno! Joga todas as partidas com uma dedicação comovente. E produz jogadas de fina confecção a cada toque na bola. Deve ser desanimador ter que escapar de sua amrcação ou tentar impedir que ele crie jogadas. Ontem mais uma vez, Paraná excedeu as espcificações. Foi brilhante como ala-esquerda, como volante e meia.
  • Wagner – Um dos maiores nomes de uma excelente partida. Armou belas jogadas, fez um golaço, confundiu Túlio e demais volantes tricolores com deslocamentos em suas costas. E se mostrou maduro, um líder, quando defendeu seu colega Elicarlos de uma suposta ofensa racista praticada por Maxi Lopez. No vale-tudo do futebol, desaforo se devolve em campo, mesmo.
  • Bernardo – Pouco tempo em campo. Não comprometeu.
  • Wellington Paulista – Marcou um gol fundamental, quando o Grêmio tinha controle do jogo. Lutou muito e, mesmo sem muita técnica, contribuiu para afligir a zaga tricolor durante toda a partida.
  • Kléber – Com a bola nos pés, enlouquece os marcadores que não conseguem desarmá-lo. Como ponta-direita, fez um cruzamento precioso para o 1º gol. Na etapa final, caiu mais pela esquerda e, até perder o fôlego, segurou os beques e o volante Adílson.
  • Juiz & Bandeiras – Osses, tecnicamente, vinha bem no jogo. Pouco ligado na pancadaria, deixava o jogo correr. Mas contundiu-se e, aos 27 do 2º tempo, foi substituído pelo 4º árbitro, Osorio, que começou tudo do zero dexixando de contablizar as faltas de Tcheco & Cia. E ainda errou ao transformar em falta um toque involuntário de Kléber, que deu a Souza a oportunidade de marcar o gol tricolor.
  • Adversários – Paulo Auturi, embora conservador ao não arriscar preterir Ruy Cabeção por Thiego, mandou a campo um time bem articulado, que teve chances de decidr a partida antes que o Cruzeiro o fizesse. Souza fez de tudo um pouco: defendeu, atacou, catimbou, alentou os colegas cabusbaixos depois dos 3×0 e fez gol. Adílson defendeu e atacou. Rever e Leo são muito bons, mas não cosneguiram impedir o 1º e o 3º gols que aconteceram em suas jurisdições. Maxi Lopez fez um belo 1º tempo jogando nas costas da zaga, puxando contra-ataques, dando passe milimétrico para Alex marcar o que, felizmente, não aconteceu. Seu pior momento foi a ofensa idiota a Elicarlos (que ele nega, é bom que se diga). Teria passado como mais uma das milhões de besteiras que se dizem durante as aprtidas, mas como houve queixa-crime, ele se expôs de forma degradante como o novo racista a se linchado pela mídia. Que sirva de lição e ele arquive as lições recebidas em sua formação de boleiro argentino. Lá tudo pode dentro das quatro linhas. Aqui, vira tema obrigatório pra mesas-redondistas.
  • Diretoria do Grêmio – Como anda baixo o nível dos cartolas gremistas, hem Sancho? Os que acompanharam o time, ontem, ao Mineirão, tentaram impedir a ação legítima da polícia, que tinha obrigação de ouvir Maxi Lopez, uma vez formalizada a queixa de racismo por Elicarlos. E ainda lançaram ameaças revanchistas para partida de volta em Porto Alegre como se alguém tivesse medo de guampada de bois mansos. Bah…

O que foi dito

  • “Destaco o empenho dos jogadores, a entrega e dedicação em função das lesões de última hora e das improvisações que fizemos. Jogadores com febre, com o tornozelo doendo, todo mundo se sacrificando e jogando pelo grupo. Fizemos bom jogo, tivemos bom volume, criamos algumas situações e o Grêmio também teve as suas. Acho que foi um jogo bem disputado e a gente sai feliz com o objetivo alcançado. A gente criou chances. O Paraná começou jogando pela esquerda, depois de líbero saindo. Todo mundo se entregou, ajudou, correspondeu, e todos estão de parabéns. Tivemos um descuido e o Alex Mineiro perdeu a chance. Mas também perdemos. Tivemos contra-ataques, rebotes, rebotes de escanteio, bola na mão. Mas o Cruzeiro teve volume também. O Wellington esteve para fazer o quarto gol, quando foi empurrado no cruzamento. Mudou a arbitragem, mudou o estilo. Aconteceu muita coisa, é Libertadores.Vamos trabalhar, temos tempo suficiente pra montar o time para o próximo confronto. Preciso ver quem está inteiro. O Cruzeiro inteiro enfrenta qualquer um.” (Adílson Baptista, treinador do Cruzeiro)
  • “Eles estavam marcando muito forte atrás. A gente sabia que, se fizesse um gol, eles iam querer sair para fazer um gol fora de casa, que era bom para eles também. Conseguimos fazer o gol, eles tentaram sair e, no 2º tempo, tomaram o 2º e o 3º.” (Wagner, armador do Cruzeiro)
  • "Conseguimos fazer um gol. Por causa disso, no 2º tempo, eles tentaram sair e tomaram o 2º e o 3º. Não queríamos tomar esse gol, mas a gente sabe como é o futebol. Temos que continuar trabalhando forte esta semana agora, para chegar lá e vencer também. Não vamos pra Porto Alegre jogar na retranca e ficar só esperando. Vamos pra vencer.” (Wellington Paulista, centroavante do Cruzeiro)
  • “Era jogo pra encaminharmos a classificação. Jogamos pra isso. Fiquei orgulhoso, pena que não pude ficar completamente satisfeito. Poderíamos ter matado no 1º tempo. Pressionamos o adversário, depois sofremos os gols. Em um jogo como este não se pode deixar de matar o jogo. Pagamos o preço quando não se consegue concluir. O jogo estava absolutamente controlado. Fico com a impressão de que temos chances de ganhar no Olímpico, mas precisamos marcar gols. É mais difícil ter a postura que o Grêmio teve, não deixando o Cruzeiro fazer o jogo que queria. Isso foi mérito da atitude dos jogadores, mas não podemos desperdiçar este esforço. Demos asas à cobra.” (Paulo Autuori, treinador do Grêmio)
  • “O gol nos colocou na briga de novo. É difícil. No futebol nada é impossível.” (Souza, armador do Grêmio)
  • “Passamos baita sufoco antes do 1º gol, pois o Grêmio teve pelo menos 3 chances claras. A trave, a má pontaria do Grêmio e o Fábio nos salvaram. Num contra-golpe bem treinado, com a bola de pé em pé – Jonathan, Wagner, Jonathan, Kléber, Wellington Paulista – saiu o gol que deve ter tirado o ímpeto adversário. Ocorreu o célebre, “quem não faz, leva”. No 2º tempo, com o time melhor postado, apareceram boas chances. Wagner, que fez uma partidaça, e Fabinho Alves, escorando de cabeça, selaram o destino da partida. Mas com a contusão do fraco árbitro, entrou outro pior. E uma bola na mão do Kléber virou falta, que o Souza bateu muito bem. Fábio não teve tempo de reação.” (Arthur Alvarenga, torcedor)
  • “Levaremos para Porto Alegre uma vantagem ainda maior do que a que levamos para São Paulo. Tivemos uma ótima atuação, hoje. Adílson Batista simplificou na substituição de Gérson Magrão. E foi premiado pela burrice de Autuori que deixou Ruy no banco. Se existia um setor por onde o Grêmio teria que forçar o jogo seria o nosso lado esquerdo, onde havia improvisação. Mas, não foi só isto. O Cruzeiro também marcou. Pressionou quem estava com a bola e teve mérito ao saber fazer a bola girar como o treinador gosta de falar. Hoje tínhamos Henrique, Fabinho Alves, Elicarlos e Paraná em campo. Quatro volantes. Tivemos Paraná na lateral-esquerda, Thiago Heleno na zaga e Wellington Paulista no ataque e metemos 3×1 no ótimo time do Grêmio.” (João Chiabi Duarte, torcedor)
  • “Disputei uma bola com Maxi, ele não gostou, virou para mim e disse: “macaco”. O Wagner também ouviu, ficou puto e foi para cima dele. Na hora, não acreditei naquilo, fiquei sem reação. Foi algo muito duro, difícil de aceitar. Fiz a coisa certa, fui à Polícia denunciá-lo. Nem sei se ele vai ser punido ou suspenso. Não sei se posso perdoá-lo. E nem pensei que passaria por isso um dia. Foi coisa minha, ninguém mandou eu fazer nada. Não posso aceitar der tratado assim por ninguém.” (Elicarlos, volante do Cruzeiro)
  • “O jogador Maxi López alega que foi uma discussão normal de futebol, e que, em momento algum, usou qualquer termo depreciativo para com o jogador do Cruzeiro. Alegando, inclusive, que não tinha condições de se expressar tão veementemente no idioma português. O Elicarlos alega que foi chamado de ‘macaco’. Ele manteve a versão dele e o Maxi López negou veementemente qualquer expressão nesse sentido racista. Certamente será instaurado um inquérito policial para investigar se houve realmente esse crime de injúria qualificada e concluir essa investigação, encaminhando à Justiça. Não há que se falar em indiciamento nesse momento. O indiciamento ou não vai ocorrer ao final de uma investigação. O que nós temos é a versão de um jogador contra a versão de outro. Então, estamos iniciando uma investigação.” (Daniel Barcelos, delegado de polícia)
  • “O jogo [de volta] será de alto risco. O Cruzeiro planejou mal essa confusão. Não deveria ter feito isso.” (Chico Novelletto, presidente da Federação Gaúcha de Futebol, no Terra Esportes)
  • “Os responsáveis por isso devem estar preocupados. Infelizmente isso vai acontecer [represálias] . Já vimos esse filme. Acabou como tudo no Brasil. Não deu em nada, porque não é nada. É só um jogo de futebol. Temos de nos preocupar com coisas mais sérias, nosso País precisa ser mais sério” (Paulo Autuori, treinador do Grêmio, no Terra Esportes)
  • “Quanto ao senhor Paulo Autuori, respeitado e competente treinador, com três dignas passagens pelo Cruzeiro Esporte Clube, fica a pergunta: alguma vez ele participou ou testemunhou qualquer armação por aqui para que o mesmo agora se sinta no direito de fazer descontroladas acusações contra a nossa diretoria? O que fica parecendo aos olhos de quem acompanhou todos esses absurdos é a intenção de pessoas provocarem um ambiente de hostilidade em Porto Alegre na segunda partida, programada para semana que vem. O Cruzeiro Esporte Clube não aceita que seja criado nenhum clima de guerra que coloque em risco a segurança de nossa delegação e torcedores.” (Zezé Perrella, presidente do Cruzeiro, em carta aos leitores do site oficial do clube)
  • “Autuori se exaltou de alguma forma, mas no atendimento da delegada ela preferiu por relevar para entender como mero desabafo.” (Daniel Barcelos, delegado, no Terra esportes)
  • “No Mineirão, os visitantes iniciaram melhor. Os primeiros minutos foram gremistas. O time de Adílson falhava na saída da defesa, os gremistas tomavam a bola ali, criavam a boa oportunidade e perdiam o gol. Logo no início o apático Alex Mineiro furou na pequena área. Maxi “La Barbie” Lopez também errou fácil finalização na cara de Fábio. Aos poucos o Cruzeiro foi se acertando. Quando Wellington paulista abriu o marcador, aos 37, o duelo era equilibrado. Depois do intervalo, a Raposa voltou melhor. Pressionou o Grêmio e abriu 3×0. Contou com a sorte, não é pecado, faz parte, no segundo gol, pois a bola desviou em Tcheco. Por conta da vantagem, o Cruzeiro recuou. Ao invés de contra-golpear e levar perigo, viu o Imortal Tricolor crescer. Souza, de falta, fez o de honra. Depois continuou a pressão gaúcha, mas em vão. A vantagem cruzeirense é respeitável, os mais de 51 mil festejaram com razão a vitória, porem a classificação não está resolvida. O ambiente, pressão nodo Olímpico e a inexperiência cruzeirense ajudam os gaúchos. Mas a vantagem é boa. O chileno Henrique Osses deixou os atletas se provocarem. Liberou lances mais duros de ambos os lados, e não viu quando Kléber usou o cotovelo. Por volta do trigésimo minuto sentiu lesão muscular. Foi substituído por seu compatriota Jorge Osorio que teve desempenho melhor. Elicarlos prestou queixa contra Maxi “La Barbie” Lopez porque o rival teria o chamado de Macaco. Neste momento, um delegado vai ao Mineirão para pegar o depoimento de “La Barbie”. Ele está no ônibus e o portão do Mineirão foi fechado para evitar a saída do ônibus, de acordo com informação da Sportv. O atleta pode ser indiciado por injúria qualificada. Apedrejaram ao menos um dos ônibus da torcida gremista. O Sportv informou que 2 torcedores se feriram. Além da idiotice de atirar pedras em estranhos, infelizmente é comum em partidas como essa, e machucar desconhecidos, o ato só ajuda o Grêmio. Vão usar isso na partida de volta. Poucos sabem pressionar como o Grêmio em casa. E como dizem os torcedores de verdade, acostumados a acompanhar seus times, quem fez isso não vai lá no Olímpico.” (Vitor Birner, em seu blog)
  • “Cruzeiro fere, mas não mata – Foi um baita primeiro tempo, com um Mineirão efervescente. O Cruzeiro teve mais a bola e o comando do jogo. O Grêmio teve as melhores chances. Mas o Cruzeiro fez o gol, aos 37, com Wellington Paulista, de cabeça, em cruzamento de Kléber, infernal, pela direita. Antes disso, aos 5 e aos 7, Alex Mineiro e Jonathan, perderam gols incríveis, um para cada lado. De cabeça, fraquinho, em seguida, Alex Mineiro perdeu outro. Mineiro ou gaúcho? E, aos 22, Maxi Lopez perdeu o gol mais feito do primeiro tempo, mais feito até que o, de fato, feito. Azar gaúcho, quem não faz toma, como ensinaram os mineiros. Mineiros e gaúchos que andaram trocando sopapos que o árbitro chileno preferiu fingir não ver. – Bem à moda Libertadores – O segundo tempo não poderia ter começado melhor para o Cruzeiro. Wagner chutou de fora da área, a bola desviou em Tcheco e… 2 a 0. Aos 13, Alex Mineiro, em terrível jejum de gols, deu lugar a Herrera. Em vão. Porque o Cruzeiro continuou melhor e como a fortuna sorri para quem trabalha, Marquinhos Paraná, que joga demais, pôs a bola na cabeça de Fabinho Alves, que fez 3 a 0, aos 22. O Grêmio era churrasqueado na brasa do Mineirão. Kléber apanhava como de costume, não se exasperava e quem acabou se machucando foi o árbitro chileno, que acabou substituído pelo quarto árbitro. E deu sorte para o Grêmio. Porque, aos 33, Souza bateu falta como se fosse com a mão e fez o gol que pode significar a sobrevivência gremista no Olímpico. Mas ainda faltavam uns 15 minutos. Só que, estranhamente, o Mineirão, com mais de 51 mil torcedores, gelou e os gaúchos foram para cima. Aos 40, Adílson Batista tirou Elicarlos e pôs Jancarlos. Em seguida tirou Wagner e pôs o menino Bernardo. O Grêmio, que perdeu sua invencibilidade na Libertadores, continuava mais perigoso, como se o segundo gol fosse mais possível que o quarto. E, com um 2 a 0 em casa, com o goleiro Vitor de volta, se classifica às finais. Já o Cruzeiro joga por qualquer empate e até por 1 a 0 contra. E com Ramires de volta. Porto Alegre viverá dias de expectativa de viradas. No Beira-Rio, na quarta-feira, e no Olímpico, na quinta. Ambas difíceis, ambas possíveis.” (Juca Kfouri, em seu blog)

Fontes