Cruzeiro 2x2 Avaí - 16/05/2010

De CruzeiroPédia .:. A História do Cruzeiro Esporte Clube
Ir para navegação Ir para pesquisar


Confrontos
(clique no jogo para navegar)
Por temporada
Escudo Cruzeiro.png 0x2 Escudo São Paulo.png Gol aos do Escudo São Paulo.png 2x0 Escudo Cruzeiro.png
Por Campeonato Brasileiro
Escudo Internacional.png 1x2 Escudo Cruzeiro.png Gol aos do Escudo Guarani.png 2x2 Escudo Cruzeiro.png
No estádio Mineirão
Escudo Cruzeiro.png 0x2 Escudo São Paulo.png Gol aos do Escudo Cruzeiro.png 1x0 Escudo Botafogo.png
Contra Avaí
Escudo Avaí.png 2x2 Escudo Cruzeiro.png Gol aos do Escudo Avaí.png 1x2 Escudo Cruzeiro.png

[edit]

Escudo Cruzeiro.png
Cruzeiro
2 × 2 Escudo Avaí.png
Avaí
2ª Rodada Campeonato Brasileiro 2010
Data: 16 de maio de 2010 Local: Belo Horizonte, MG
Horário: 18:30 Estádio: Mineirão
Árbitro: Leonardo Gaciba Público pagante: 8.116
Assistente 1: José Antônio Chaves Público presente: Não disponível
Assistente 2: Marcelo Bertanha Renda: R$ 67.363,94 R$ 67.363,94
Cr$ 67.363,94
NCr$ 67.363,94
Cz$ 67.363,94
NCz$ 67.363,94
(preço médio: R$ 8,30 )
Súmula: Súmula Borderô
Escalações
Cruzeiro: Avaí:

1. Rafael 1. Zé Carlos Cartão amarelo recebido aos Cartão amarelo recebido aos Cartão vermelho recebido aos
2. Leonardo Silva Cartão vermelho recebido aos 2. Emerson
3. Gil 3. Rafael
6. Diego Renan Substituição realizada de jogo ( Thiago Heleno ) 4. Patric
4. Elicarlos Substituição realizada de jogo ( 19. Guerrón ) 5. Émerson Nunes Substituição realizada de jogo ( Gabriel )
10. Gilberto Substituição realizada de jogo ( 23. Fernandinho ) 6. Pará Gol aos do Substituição realizada de jogo ( Hegon )
7. Marquinhos Paraná 7. Marcinho Guerreiro
8. Henrique 8. Davi
5. Fabrício 9. Rudnei Cartão amarelo recebido aos
9. Wellington Paulista Gol aos do Gol aos do 10. Caio
11. Thiago Ribeiro Cartão amarelo recebido aos 11. Roberto Gol aos do
Técnico: Adilson Batista Técnico: Péricles Chamusca
Reservas que não entraram na partida
Cruzeiro: Avaí:
12. Flavio 12. Batista
13. Eliandro 13. Cristian
14. Pedro Ken 14. Laércio
15. Fabinho Alves 15. Róbson


Atuações

  • Rafael Monteiro – Em sua estréia em morrinhões, causou algum desassoego ao torcedor. Bolas atrasadas na direção de seu pé direito demoram a ser despachadas, pois ele tem de se contorcer pra usar a canhota, a perna de ofício. Não teve culpa nos gols. Se já fosse um Fábio talvez tivesse evitado o segundo. Talvez, vejam bem! Mas como nem o Fábio foi sempre um Fábio, melhor apoiar o garoto até ele pegar mais cancha. (Síndico)
  • Elicarlos – Teve uma boa atuação até o lance do drible do Pará. Convenhamos, zagueiro que joga de bun.da no chão no mínimo vai cometer um pênalti. (Walterson Almeida)
  • Gil – Teve de encarar os atacantes velozes do Avaí o jogo todo, e sem proteção dos volantes que estiveram mal no primeiro tempo e viraram atacantes no segundo. Nessa empreitada saiu-se mal na primeira etapa e bem na segunda. Desempenho razoável no geral, que pode ser arredondado pra bom se levarmos em conta o nível de dificuldade da tarefa que o becão teve de enfrentar, ainda mais sem seu fiel escudeiro de zaga. (Matheus Penido)
  • Leonardo Silva – Vinha atuando tranquilamente até perder o controle de uma bola e atropelar frontalmente um adversário que vinha na dividida. Por essa mistura de falta de categoria e de inteligência, acabou expulso e por pouco não levou seu time a sofrer um vexame jogando em casa. (Matheus Penido)
  • Diego Renan – Tentou atacar, mas como o time mal conseguiua escapar da marcação avaiana na saida de bola, não deu conta. Defensivamente como sempre levou bolas na costas, nessa partida com o agravante de que o zagueiro que cobria o seu setor foi expulso, então os estragos foram ainda maiores. Por essas e outras o treinador deve te-lo escolhido pra sair no intervalo, numa decisão pra lá de acertada. (Matheus Penido)
  • Thiago Heleno – Jogou bem, arrumou a defesa, mandou uma bola no travessão que merecia ter entrado. Felizmente pra nós ele tá numa crescente. Será muito útil. (Agnaldo Morato)
  • Marquinhos Paraná - Tocou 65 vezes na bola e errou 5 passes. Tudo o mais que ele fez, marcação, deslocamentos, facilitação de jogadas de quem tem a bola e não sabe o que fazer com ela, coberturas, proteção à defesa, fechamento de lateral, armação etc, fica prejudicado na opinião dos tropeiristas por conta dos poucos passes errados. Jonílson tá desempregado. Peçam a contratação dele. (Síndico) Paraná é um jogador que chega muito próximo à meia-lua em condições de bater para o gol. Hoje, teve espaços até dentro da área. Sei que o forte dele não é a finalização, mas um jogador que chega tanto, que aparece tanto em condições de bater, tem que melhorar um pouco esse aspecto. Contra o São Paulo e Nacional. ele também apareceu muito de frente para o gol, próximo à meia-lua. Paraná é voluntarioso, ajuda na cobertura, se apresenta como opção de passe para os companheiros, se erra passes é porque não se omite, enfim, é um baita de um jogador. (Vinícius Cabral).
  • Fabrício - Anda correndo mais que o Franck Caldeira. Contra o Avaí, brincou em várias posições, conforme a demanda da partida. Foi volante, meia e ponta-direita. Resta saber se deixou um gasinho pra gastar contra o St. Pauli no Morumbi. (Síndico)
  • Henrique – Teve bons e maus momentos enquanto jogou de zagueiro, no pior deles foi totalmente juvenil e deixou o atacante do Avai girar em cima dele, o que resultou no segundo gol. Como volante e lateral foi determinado e eficiente como sempre. (Gustavo Sobrinho)
  • Gilberto - Deve ter sido o principal alvo da bronca do treiandor no intervalo. Depois de um 1º tempo malemolente, voltou suspindo fogo pelas ventas no 2º. Fez várias jogadas e abusou da criatividade no pênalti que originou o gol de empate. (Síndico)
  • Fernandinho – A última coisa que o Cruzeiro precisava era da entrada dele, ainda mais se entrasse com o espirito de jogador de master que vinha apresentando. Porém acabou sendo regular, participou de algumas tramas no ataque e não comprometeu muito. (Gustavo Sobrinho)
  • Wellington Paulista - Fez dois gols que garantitram o empate. Ele não precisa jogar bem, mas tem que fazer gols. Fazendo cumpre seu papel. (Agnaldo Morato)
  • Thiago Ribeiro - Tentou jogadas pelos dois lados do campo e acabou premiado com o serviço para Wellington Paulista marcar o primeiro gol celeste. Envolveu-se tanto com a aprtida que perde a paciência, excedeu-se nas reclamações e levou um cartão amarelo besta. (Síndico)
  • Guerrón – Virou o Judas da vez. Ele entra quando as defesas estão mais fechadas do que boca de bode e o torcedor quer que ele saia driblando todo mundo e entre com bola e tudo no arco adversário como se Joãozinho fosse. Ou que cruze com perfeição como se fosse o colorado Kleber. Ele faz o que sabe: cisca e cruza. Alguém tem de se desmarcar, ir de encontro à bola pra que a jogada se complete. Como tal não ocorre, o equatoriano fica mal na fita. Paciência, pessoal! Torcedor, você não vive pleiteando a aquisição de jogador de grife? Então, não reclama. Aliás, toma! (Síndico)
  • Adílson Baptista – Deveria ter escalado o time reserva. Achei arriscado escalar tantos titulares. Mas entrou com força máxima, dentro do que tinha à disposição, seguindo suas convicções. Soube motivar o time para o 2º tempo e fez as substituições corretas. Mostrou ter o grupo nas mãos. Não é de hoje que o Cruzeiro não se entrega nos momentos difíceis. Tenho orgulho do Adilson e da postura da grande maioria dos seus comandados, que fazem valer o ditado “a esperança é a última que morre.” (Vinícius Cabral)
  • Torcida - Pouca, mas animada gente, compareceu ao Mineirão. No final, palmas pra alma que o time botou pra jogar no 2º tempo. Daí o grito de “Eu acredito!” entoado pela galera no final. (Síndico)
  • Juiz & Bandeiras - Gaciba podia ter marcado um pênalti a favor do Cruzeiro, mas não o fez por considerar involuntária o hands (esta é nova, anotem) de um beque avaiano. Seus auxiliares também andaram se confundindo. Erraram ao marcar dois impedimentos inexistentes contra o Avaí e um contra o Cruzeiro. Este, por sinal, teria sido o do 3º gol celeste. Ah, sim, é necessário registrar que, no pênalti a favor do Cruzeiro, Gilberto caiu antes de ser tocado pelo goleiro. E o Gaciba não viu porque não é Deus, mas tão somente juiz de futebol. (Síndico)
  • Avaí - Muito bem treinado, no 1º tempo, o Avaí jogou à italiana, usando uma faixa de 30 metros do campo onde concentrou toda sua equipe. Com isto, ganhou o setor e criou sérios problemas para o sistema defensivo celeste. No 2º tempo, assustou-se com a pressão do Cruzeiro e perdeu o controle da partida. Pará e Roberto foram seus destaques. Jogaram muita bola , incomodaram além da conta a defesa cruzeirense. Mas o pricipal avaiano na partida foi, pela armação tática inovadora, o treiandor Péricles Chamusca. (Síndico)

O que foi dito

  • Patric, lateral-direito do Avaí: O Cruzeiro ficou com um a menos no 1º tempo. Por isso, abrimos uma vantagem boa. Só que voltamos com outro espírito no 2º tempo. Vamos conversar para não acontecer isso de novo. Infelizmente, não saímos com uma vitória daqui.
  • Emerson, beque do Avaí: Quase perdemos. Mas acho que temos que ter tranquilidade porque empatar aqui no Mineirão não é um mau resultado, mesmo podendo vencer.
  • Marcinho Guerreiro, volante do Avaí: Infelizmente não mantivemos o padrão de jogo do 1º tempo. Entramos com a mesma dedicação para fazer o terceiro e sabíamos que iríamos sofrer pressão. Num todo está bom. Arrancamos um empate e está de bom tamanho. Não podemos deixar a equipe adversária crescer, mas não precisa mudar muita coisa.
  • Péricles Chamusca, treinador do Avaí: Foram dois tempos distintos. No 1º, conseguimos a vantagem e tivemos oportunidade ampliar. Sabemos das características do Cruzeiro, uma equipe que nunca desiste e eles foram alertados. Mas o Cruzeiro voltou para o 2º tempo com um volume muito forte e a gente não conseguiu controlar essa pressão. Perdemos nossa vantagem e, quando conseguimos nos equilibrar no jogo, já estávamos sem a superioridade numérica e também no placar. Desde que encaixamos Emerson Nunes nessa função, a qualidade técnica da nossa equipe foi acrescida. A saída dele não estava nos planos, mas nós temos que estar prontos para sempre que sair algum atleta manter a qualidade da nossa equipe e isso não aconteceu. A gente sabe que precisa trabalhar nossa equipe para controlar o jogo e vamos intensificar o trabalho no aspecto tático.
  • Leonardo Silva, beque do Cruzeiro: Foi o que todo mundo viu. Foi um lance de jogo, adiantei a bola, fui tentar recuperá-la, ele chegou primeiro e acabou que houve o contato. Não foi nada intencional. Foi uma situação de jogo, na qual tentei uma opção e ela não deu certo. Nada que preocupe ou tenha que fazer polêmica. Ninguém conversou ainda de multa. É uma situação que vamos conversar, mas, a princípio, estamos preocupados mais em trabalhar. Não sou jogador violento, procuro sempre a bola. Foi uma situação que vamos procurar evitar daqui para frente, ser mais cauteloso. Foi uma situação de jogo e não vamos preocupar em ser multado.
  • Gil, beque do Cruzeiro: Tivemos que nos desdobrar no 2º tempo. Tivemos que dar o máximo possível para conseguir esse resultado. Nós tomamos uma bronca do professor, mas é assim mesmo. Sabíamos que a partida seria difícil e depois tivemos garra e determinação.
  • Fabrício, volante do Cruzeiro: Queríamos os três pontos, mas pela situação, com um a menos, a gente chegou ao empate e acho que criamos muitas oportunidades. Foi bom pela determinação de todo mundo e este um ponto valeu muito. Alguns jogadores que não estavam rendendo no 1º tempo, tomaram uma chamada do Adilson no intervalo e vieram com tudo no 2º tempo.
  • Henrique, volante do Cruzeiro: O 2º tempo foi a cara do Cruzeiro, o que nós queríamos também para o 1º tempo. Infelizmente, não foi possível. O Adilson colocou bem o que precisava deu uma bronca na gente e por isso a reação no segundo tempo.
  • Wellington Paulista, atacante do Cruzeiro: No 2º tempo, começaram a aplaudir a gente. Diferentemente do 1º. Mas também pelo 1º tempo que fizemos, merecíamos era levar uns tapas (riso). Mas valeu o empenho, a determinação, a força de vontade. O que eles queriam tá aí, a raça. Vamos botar esse segundo tempo em campo na quarta-feira para vencer em São Paulo.
  • Thiago Ribeiro, atacante do Cruzeiro: O 1º tempo foi complicado, porque jogamos com um a menos e a equipe estava um pouco perdido na marcação. No 2º, o Adilson conversou com a gente para apertamos a marcação lá na frente e por isso conseguimos o empate e poderíamos até ter conseguido a virada. Você não pode começar o jogo mais ou menos e espera o intervalo para tomar uma dura, voltar e jogar. Temos que ter consciência que a gente não pode perder o jogo para nós mesmo. Perdemos o primeiro tempo para nós mesmo, a gente entregou a bola para o adversário e em uma dessas perdemos um jogador expulso. É complicado jogar com um a menos em um campo deste tamanho, mas no segundo tempo reagimos. Os torcedores têm que acreditar na vaga pelo segundo tempo que fizemos. Jogamos com um a menos, conseguimos diminuir e conseguimos o pênalti assim, porque só depois o goleiro foi expulso. Então, isso serviu para mostrar que é possível, desde que a gente jogue com este espírito, desde o início do jogo.
  • Adilson Baptista, treinador do Cruzeiro: Foi a ambição, a determinação, a superação. Crescemos de produção, jogamos melhores e merecíamos até um outro resultado, em função de uns dois ou três lances que a gente esperava que fosse marcado, o gol anulado. Mas tem que destacar o segundo tempo, diante das dificuldades. Parabéns aos atletas. A gente perdeu dois pontos até em função do primeiro tempo, um pouquinho de desatenção. E aí com a expulsão, ficamos sobrecarregados, cometemos alguns erros, a gente se expôs, tomamos o segundo gol, a intenção já era mexer, mas estava faltando pouco para o intervalo. Invertemos o Fabrício e o Paraná, o Elicarlos ficou para marcar com o Henrique e os três tiveram liberdade na frente (Gilberto, Thiago Ribeiro e Wellington Paulista).
  • Juca Kfouri, em seu blog: Noite de empates: Wellington Paulista havia perdido um gol feito nem bem o jogo começava no Mineirão. Mas o Cruzeiro ficou com 10 logo aos 17, graças a expulsão de Leonardo Silva, autor de um carrinho, melhor dizendo, de um caminhão criminoso. Sete minutos depois Pará abriu o placar para o líder Avaí, em belo corte na defesa mineira. Por pouco, aos 39, Patric não fez 2 a 0, coisa que ficou a cargo de Roberto, aos 45, com um toque de classe sobre o goleiro Rafael. Registre-se que o Cruzeiro estava com o que tem de melhor e Fábio, por exemplo, só não jogou por estar machucado. O Cruzeiro voltou com Thiago Heleno no lugar de Diego Renan. E logo aos 7 minutos do segundo tempo, um cruzamento precioso de Thiago Ribeiro encontrou a cabeça de Wellington Paulista, que diminuiu, também porque o goleiro Zé Carlos não conseguiu cortar a bola alçada na segunda trave. Aos 12, Thiago Ribeiro desperdiçou o gol de empate de maneira incrível. Mas o Cruzeiro encurralava o time catarinense, mesmo com um a menos. Até que, aos 14, o goleiro Zé Carlos fez pênalti em Gilberto e foi expulso. Wellington Paulista cobrou e empatou: 2 a 2. Aos 23, o Cruzeiro virou com Henrique, mas o bandeirinha inventou um impedimento. Crime! Aos 28, na trave, com Wellignton Paulista. Aos 32, travessão! Guérron já estava no lugar de Elicarlos quando Thiago Heleno acertou o travessão. Só que, em seguida, Roberto, do Avaí, respondeu cabeceando na trave mineira. Lá e cá, mais lá do que cá.
  • Lédio Carmona, em seu blog: Empate geral no Mineirão: Cruzeiro e Avaí se enfrentaram no Mineirão e fizeram aquele clássico jogo do empate. Não só o 2 a 2 no placar, claro. As duas equipes empataram em quase todos os aspectos. Primeiro o futebol. O Avaí fez um ótimo primeiro tempo. Aproveitou as fragilidades do time misto celeste e abriu 2 a 0, com Pará e o bom Roberto, surpreendendo muita gente. Não pelo time catarinense em si, que já tinha mostrado na primeira rodada que continuava competitivo. Mas pelo fato de que dava um baile no time mineiro em pleno Mineirão, o que é raro. Já o Cruzeiro acordou e só mostrou futebol na segunda etapa. Viu que poderia empatar e foi no embalo de Wellington Paulista, que volta e meia resolve fazer uma boa partida e marcar gols. Hoje fez dois, apesar de ter perdido um incrível na primeira etapa. 2 a 2, tudo igual. Empate também nas expulsões. Leonardo Silva deu uma tesoura incompreensívelmente criminosa e foi muito bem expulso. Já Zé Carlos foi para o chuveiro após Gilberto simular pênalti. Leonardo Gaciba entrou na onda. Para não dizer que houve injustiça nos erros de arbitragem, Henrique fez o gol que seria da virada celeste, totalmente em condições. Inexplicavelmente, o bandeirinha anulou. Empate em gols, expulsões, erros, atuações… Não tinha placar mais justo no Mineirão. O Avaí consegue um importante ponto fora de casa, contra um adversário da tradição do Cruzeiro. Já o time mineiro e sua torcida focam na partida de volta contra o São Paulo, na Libertadores. Conseguirá reverter esse placar tão adverso? Acho que nem os Deuses de Futebol poderão cravar uma resposta…
  • Mauro Beting, em seu blog: Para variar, um cruzeirense expulso no início do jogo, numa bobagem inominável de Leonardo Silva. Henrique foi para a zaga, que permaneceu escancarada. Adilson não quis recompô-la. E, mais uma vez, nos contragolpes, o Cruzeiro sofreu com o bom momento do Avaí. Uma atuação sonolenta, onde a única ação foi a lamentável do zagueiro expulso. Na segunda etapa, com o recuo catarinense, e o pé calibrado de Thiago Ribeiro no primeiro cruzamento para Wellington Paulista, o Cruzeiro diminuiu, e chegou ao empate em pênalti discutível em Gilberto. Com a expulsão do goleiro Zé Carlos, o Cruzeiro se atirou. Deveria ter virado num lance muito mal interpretado pelo assistente, que anotou impedimento inexistente de Henrique. Houve um pênalti para discutir numa mão na bola/bola na mão do catarinense Emerson. E houve, enfim, uma entrega cruzeirense que pode animar para a tarefa dificílima no Morumbi.
  • Mário Marra, em seu blog: Pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro, Cruzeiro e Avaí fizeram um jogo de dois tempos distintos: Na primeira etapa o jogo foi da equipe catarinense. O time comandado por Péricles Chamusca envolveu com facilidade a equipe celeste. No início o Cruzeiro começou pressionando, perdeu oportunidades e teve o domínio do jogo. Aos 17 minutos um lance mudou a partida: Leonardo Silva, após carrinho violento, foi expulso de campo. Com um jogador a mais, a equipe catarinense conseguiu impor seu ritmo de jogo e dominou o meio-de-campo. O destaque do Avaí foi o jogador Pará; o ala é habilidoso, apóia muito bem o ataque e aos 25 minutos abriu o placar. O jogador invadiu a grande área, driblou Elicarlos e estufou as redes do goleiro Rafael. O Cruzeiro sentiu o gol sofrido e, prejudicado pela expulsão, pouco conseguiu criar. Jogando com um homem a menos em campo, perdendo o jogo e sendo dominado pelo adversário, o time celeste acabou sofrendo o segundo gol. O atacante Roberto recebeu lançamento, aos 45 minutos, invadiu a grande área, encobriu o jovem goleiro Rafael e marcou o segundo do Avaí. Segundo tempo; a vez dos treinadores: Adilson Batista: Com a desvantagem de dois gols, ao Cruzeiro só restava atacar e Adilson mexeu na equipe. Diego Renan deixou o campo e deu lugar ao zagueiro Thiago Heleno. Com a alteração, o técnico recompôs a defesa e o time pôde partir para cima do adversário. Péricles Chamusca: A confortável vantagem de dois gols deu tranqüilidade à equipe do Avaí. A proposta catarinense para o segundo tempo era a de se defender e explorar os contra-ataques, mas a estratégia de Chamusca não funcionou: aos cinco minutos o Avaí perdeu uma de suas principais armas, o ala Pará deixou o gramado lesionado. O jogador era o principal responsável pela saída de bola da equipe catarinense e sua ausência foi muito sentida. A raça e a determinação de Thiago Ribeiro e Fabrício foram fundamentais para a recuperação celeste. Cada jogador assumiu sua responsabilidade. Thiago Ribeiro e Wellington Paulista se movimentaram muito, Henrique e Fabrício se desdobraram no meio-de-campo, aceleraram o jogo, e aos sete minutos o Cruzeiro conseguiu diminuir. Wellington Paulista, de cabeça, marcou o gol que incendiou a partida. A pressão, que já era grande, ficou ainda maior. O Avaí ficou acuado em seu campo de defesa, o Cruzeiro dominou totalmente a segunda etapa e aos 13 minutos veio o segundo gol. Gilberto, na grande área, recebeu lançamento e foi derrubado pelo goleiro Zé Carlos. Como já havia recebido cartão amarelo no primeiro tempo, o goleiro catarinense recebeu o segundo amarelo e foi expulso de campo. Na cobrança da penalidade, Wellington Paulista assumiu sua responsabilidade e, com um chute no meio de gol, empatou o jogo. Com os gols, a equipe do Avaí desmoronou. Só o Cruzeiro atacava e a virada parecia cada vez mais próxima. Aos 25 minutos o Cruzeiro foi prejudicado pela arbitragem. Henrique, em posição legal, marcou o terceiro gol celeste, o lance foi mal anulado e o placar não foi alterado. Durante a segunda etapa, o Avaí pouco criou e teve apenas duas chances para desempatar a partida. A pressão celeste foi grande até o fim da partida. Welington Paulista, Thiago Ribeiro e cia. perderam um caminhão de gols. Aos 42 minutos tivemos mais um lance polêmico: após finalização do ataque celeste, a bola tocou na mão de um dos defensores catarinenses que, de acordo com o árbitro, não teve a intenção de cortar a trajetória da bola. No final o placar foi justo. O empate foi um bom resultado para o Avaí, que se comportou muito bem no primeiro tempo. Para o Cruzeiro, pelo segundo tempo, a vitória seria mais justa, mas se considerarmos o fraco futebol apresentado pela equipe na primeira etapa, o empate ficou de bom tamanho.
  • Vitor Birner, em seu blog: Leonardo Silva jogou apenas 17 minutos no Mineirão. Acabou expulso por Leonardo Gaciba após forte entrada de carrinho. O árbitro acertou. A missão do Cruzeiro, que começou melhor e pressionando o adversário, se tornou mais difícil desde então. O Avaí, que também atuou com 11 contra 10 desde o 1° tempo na sua estreia contra o Grêmio PP, tirou proveito e abriu o placar aos 24, em jogada de categoria de Pará. Raros lances terminaram em conclusão ao gol. Os dois times disputaram 1° tempo truncado e chato. Pouco antes do intervalo, Roberto recebeu livre e ampliou. O maior mérito da equipe do Avaí estava em algumas saídas velozes com o ala esquerdo Pará, e também na consistência de seu trio de zaga, que nunca esteve no mano-a-mano com o rápido ataque cruzeirense. Para os 45 finais, Adílson Batista tirou Diego Renan, colocou Thiago Heleno e remontou a sua zaga. Abriu Gilberto para a esquerda e contou com os incansáveis Henrique e Marquinhos Paraná no meio de campo. A Raposa voltou agressiva, marcando em cima, atacando de maneira incisiva, e, em 15 minutos, mudou o rumo das coisas. Aos 8, Wellington Paulista diminuiu o placar, de cabeça. Sete minutos depois, e Gaciba assinalou pênalti do goleiro Zé Carlos em Gilberto. Concordo com a marcação. Nem tanto com a expulsão do goleiro. Wellington converteu. Antes dos 20 minutos, o duelo estava empatado em gols e número de jogadores no gramado. Prato cheio para a blitz com a cara do time de Adílson. O Cruzeiro foi senhor do confronto daí em diante, teve volume suficiente para virar, mas desperdiçou tudo que criou. Falhou nas conclusão das jogadas. Aos 26, Henrique teve gol mal anulado pela arbitragem. Ele não estava impedido. O time da casa acertou a trave numa de suas melhores oportunidades, ao passo que a equipe catarinense carimbou o poste de Rafael na sua única boa descida. Com Guerrón e Fernandinho para os 10 minutos finais, a aposta final da Raposa resultou em bombardeio à meta catarinense. Outra vez, faltou pontaria. A torcida estava impaciente. Os espaços foram corretamente encontrados. O gol da vitória, não. Jogo desgastante para o Cruzeiro.

Fonte

Transmissão

  • PPV