Cruzeiro 2x1 São Paulo - 27/05/2009

De CruzeiroPédia .:. A História do Cruzeiro Esporte Clube
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Confrontos
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Por temporada
Escudo Cruzeiro.png 2x0 Escudo Vitória.png Gol aos do Escudo São Paulo.png 3x0 Escudo Cruzeiro.png
Por Copa Libertadores da América
Escudo Cruzeiro.png 1x0 Escudo Universidad de Chile.png Gol aos do Escudo São Paulo.png 0x2 Escudo Cruzeiro.png
No estádio Mineirão
Escudo Cruzeiro.png 2x0 Escudo Vitória.png Gol aos do Escudo Cruzeiro.png 1x1 Escudo Internacional.png
Contra São Paulo
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Escudo Cruzeiro.png
Cruzeiro
2 × 1 Escudo São Paulo.png
São Paulo
jogo de ida quartas-de-final da Copa Santander Libertadores
Data: 27 de maio de 2009 Local: Belo Horizonte, MG
Horário: Não disponível Estádio: Mineirão
Árbitro: Carlos Chandía Público pagante: 52.906
Assistente 1: Público presente: Não disponível
Assistente 2: Renda: R$ 1.376.847,50 R$ 1.376.847,5
Cr$ 1.376.847,5
NCr$ 1.376.847,5
Cz$ 1.376.847,5
NCz$ 1.376.847,5
(preço médio: R$ 26,02 )
Súmula: Não disponível
Escalações
Cruzeiro: São Paulo:

1. Fábio 24. Denis
2. Jonathan 3. André Dias
22. Leonardo Silva Gol aos do 5. Miranda Cartão amarelo recebido aos
4. Thiago Heleno 20. Richarlyson Cartão amarelo recebido aos
20. Gerson Magrão Substituição realizada de jogo ( 18. Zé Carlos Gol aos do ) 23. Zé Luís Cartão amarelo recebido aos
5. Fabrício 8. Eduardo Costa
15. Henrique 15. Jean
7. Marquinhos Paraná 10. Hernanes
8. Ramires 7. Jorge Wagner
11. Thiago Ribeiro Substituição realizada de jogo ( 6. Athirson ) 25. Dagoberto Cartão amarelo recebido aos Substituição realizada de jogo ( 17. Borges )
25. Kléber Cartão amarelo recebido aos 9. Washington Gol aos do Substituição realizada de jogo ( 19. André Lima )
Técnico: Adilson Batista Técnico: Muricy Ramalho
Reservas que não entraram na partida
Cruzeiro: São Paulo:
24. Rafael 1. Fabiano
3. Anderson 6. Júnior César
9. Wellington Paulista 12. Marlos
14. Jancarlos 14. Renato Silva
17. Elicarlos


Pré-Jogo

O Brasil tem 4 entre os 8 times que disputam as quartas-de-final da Libertadores 2009. Coisa jamais vista nas 49 edições anteriores do torneio.

Cruzeiro e São Paulo se enfrentam no confronto mais equilibrado e de maior rivalidade desta fase. O São Paulo, dizem os analistas da mídia, está mal. Ainda não engrenou em 2009.

O Cruzeiro, por outro lado, está sendo incensado pelos mesmos jornalistas. Sinal de alerta! Esse pessoal gosta muito de futebol bunitim… E é justamente disto que o Cruzeiro não precisa, neste pega-pra-capá que se inicia esta noite.

As escalações só serão dadas a público altas horas, com os times na escadaria, subindo para o gramado. Mas algo me diz que o time que Adílson Baptista lançou contra o Vitória será o que começa jogando.

A torcida celeste está animada como nunca. O Mineirão vai pulsar, vai tremer e, se possível, festejar.

Lance a lance

Primeiro Tempo

  • 22h52 – Começa o jogo. Cruzeiro com uniforme tradicional defende o Gol da Cidade. São Paulo com uniforme branco defende o Gol da Lagoa.
  • 01 – Jonathan recebe lançamento e cruza pra Thiago Ribeiro, que domina e chuta mal.
  • 03 – Gerson Magrão lança Jonathan, que vai à linha de fundo e cruza. Kléber conclui pra fora.
  • 05 – Torcida celeste faz grande festa no Mineirão.
  • 06 – Thiago Ribeiro cruza da direita, defesa espana.
  • 08 – Henrique recupera bola na entrada da área e chuta de pé direito. Denis defende.
  • 10 – Ramires cruza da direita, defesa desarma Kléber.
  • 11 – Jean cruza da direita, Washington cabeceia, Thiago Heleno rebate.
  • 12 – “Vamos Cruzeiro querido, de tradição, Libertadores ser campeão”, canta a torcida.
  • 13 – Gerson Magrão cruza, Miranda rebate.
  • 14 – Thiago Ribeiro dribla Zé Luiz e cruza. Dênis defende.
  • 15 – Chandia para o jogo para advertir Kléber que reclama de seguidas faltas sem bola.
  • 16 – Paraná cruza, Dênis defende.
  • 17 – Miranda simula contusão e para o jogo.
  • 19 – Kléber recebe falta de Eduardo Costa, sem bola. Chandia manda seguir.
  • 20 – Kléber, após receber várias faltas sem bola, revida entrada de Miranda e recebe cartão amarelo.
  • 21 – Miranda acerta Kléber nas costas com um tranco. Chandia manda seguir o jogo.
  • 22 – Jonathan chuta da entrada da área. Bola sai à esquerda de Denis.
  • 24 – Gerson Magrão, desloca-se da lateral para o meio de campo, recebe passe de Jonathan, e chuta de pé direito. Bola sai rente ao poste direito do arco de Dênis.
  • 25 – Kléber é derrubado por Jean na entrada da área. Ribeiro cobra, bola bate na barreira, São paulo sai no contra-ataque.
  • 26 – Richarlyson gasta quase 1 minuto para bater um lateral.
  • 27 – Miranda derruba Kléber, sem bola. Chandia manda seguir o jogo.
  • 28 – Thiago Heleno comete falta na intermediária. Jorge Wagner bate alto, de curva. Hábio corta a bola com um soco, Hernanes fica com o rebote e chuta em cima da zaga.
  • 29 – Jonathan chuta, bola sai por cima do travessão.
  • 30 – Dagoberto entra forte em Henrique recebe cartão amarelo.
  • 31 – Richarlyson, sem bola, dá pontapé na barriga de Jonathan, que está caído no gramado. O juiz aplica cartão amarelo no ala-esquerda do São Paulo. No bolo, Eduardo Costa provoca Kléber e forma-se a confusão. Fábio sai de seu arco para apaziguar o ambiente. O juiz chileno manda o jogo seguir sem expulsar os brigões.
  • 33 – Dagoberto derruba Henrique no meio de campo. Fabrício rola para Paraná que chuta forte. Bola sai à direita de Dênis.
  • 34 – Ramires chuta forte, cruzado. Denis evita o gol com defesa difícil no canto esquerdo.
  • 37 – Henrique chuta forte, de longe. Bola passa por cima do travessão. Dênis faz cera na cobrança do tiro de meta.
  • 38 – Ramires puxa contra-ataque e é derrubado por André Dias. Gerson Magrão cobra falta, bola passa por cima do travessão.
  • 41 – Thiago Ribeiro cobra escanteio pela direita, Leonardo Silva cabeceia pra fora. Dênis faz cera na cobrança de tiro de meta.
  • 43 – Henrique tabela com Ramires e chuta forte. Dênis defende.
  • 44 – Marquinhos Paraná lança Ramires, que passa a Henrique na área. Como centroavante, o volante da camisa 15 e chuta firme. Dênis defende parcialmente. A bola ainda bate em André Dias e sai a escanteio.
  • 45 – Gérson Magrão cobra escanteio, Leonardo Silva sobe na altura do 1º poste vewnce a disputa com o goleiro, que sai tentando socar a bola, e cabeceia para as redes. Cruzeiro 1×0.
  • 46 – Fim de tempo com a torcida em festa. Zezé Perrela diz que o São Paulo é um time tinhoso, que sabe se defender, que, ao tomar o gol no último segundo do 1º tempo, terá que sair da defesa no 2º e o jogo ficará bom para o Cruzeiro.

Segundo Tempo

  • 00 – Athirson volta em lugar de Thiago Ribeiro, que reclamou, no vestiário, de uma fisgada na coxa direita. Athirson fica na meia, Ramires vai para o ataque tentar suprir a ausência do velocista Ribeiro.
  • 01 – Jorge Wagner bate escanteio pela esquerda. Thiago Ribeiro afasta. Jorge Wagner volta a cruza, Fábio tira de soco. Hernanes fica com o rebote e chuta à esquerda de Fábio.
  • 08 – Leonardo Silva Cede escanteio, que Jorge Wagner cobra para Thiago Heleno afastar, de cabeça.
  • 10 – Hernanes passa a Washington, que invade a área, mas é desarmado por Fábio, que sai a seus pés.
  • 12 – Zé Luís cruza alto, da direita. No meio da área, sem marcação, Dagoberto cabeceia. Fábio defende com grande dificuldade. Washington apanha o rebote e chuta cruzado, de dentro da área. Leonardo Silva tenta evitar o gol, mas a bola desvia nele e vai para as redes. São Paulo 1×1.
  • 13 – Kléber entra perseguido por Zé Luiz e Miranda, que o desloca com um empurrão nas costas. Pênalti. Talvez, por ter a visão encoberta pelos dois são-paulinos, Carlos Chandia não percebe a falta e manda seguir o jogo seguir.
  • 14 – Jonathan cruza rasteiro, Dênis defende.
  • 15 – Zé Carlos substitui Gerson Magrão. Athirson vai para a lateral esquerda e Ramires volta a ser meia-de-ligação.
  • 16 – Kléber recebe falta na intermediária. Fabrício cobra alto, pra fora.
  • 17 – Athirson cruza da esquerda, Ramires não alcança a bola.
  • 18 – Washington passa a Hernanes, que cruza da esquerda, Fabrício limpa a área com um chutão.
  • 19 – Marquinhos Paraná passa a Kléber, que faz o pivô na intermediária e rola pra Jonathan na área. O lateral cruza de primeira e Zé Carlos arremata também de primeira. Dênis tenta espalmar a bola pra escanteio, mas ela toca no travessão e vai para as redes: Cruzeiro 2×1.
  • 21 – Torcida celeste canta “Explode coração, na maior felicidade…”
  • 23 – Zé Carlos cai na intermediária. Fabrício chuta a bola para a lateral.
  • 24 – Borges substitui Dagoberto.
  • 25 – Jonathan cruza, Zé Carlos cabeceia, André Dias corta.
  • 26 – Athirson cruza, Dênis corta.
  • 27 – André Lima substitui Washington.
  • 28 – Eduardo Costa, desmarcado, chuta da entrada da área. Fábio estica-se para defender no canto direito.
  • 30 – Kléber tabela com Zé Carlos e cai na área. Chandia manda seguir o jogo.
  • 31 – Miranda recebe cartão amarelo por falta em Jonathan.
  • 32 – Fabrício cobra falta da direita, Leonardo Silva cabeceia, Dênis defende.
  • 33 – Zé Luiz cruza alto, Fábio defende.
  • 35 – Ramires abre espaço com um corte sobre a zaga e chuta forte, de canhota. Bola desvia em Miranda e sai a escanteio. Athirson cobra pela esquerda, Zé Carlos fica com o rebote e é derrubado na entrada da área.
  • 36 – Athirson bate no canto direito, Denis desvia para escanteio.
  • 37 – Athirson bate falta pela esquerda, defesa corta.
  • 38 – André Lima ajeita a bola pra Jean, na entrada da área. O volante conclui à direita de Fábio.
  • 39 – Fabrício cobra falta pela direita. Dênis defende.
  • 40 – Athirson cruza da esquerda, Miranda corta, Fabrício fica com o rebote e chuta pra fora.
  • 41 – André Lima chuta rasteiro e Fábio a faz outra defesa espetacular no seu canto direito.
  • 42 – Kléber passa a Ramires, que abre na direita para Zé Carlos. O “Ozeinha” chuta forte, à esquerda de Dênis.
  • 43 – Zé Carlos entra na área e é desarmado por Miranda, que cede escanteio. Athirson cobra, André Dias corta.
  • 44 – Ramires chuta, à queima-roupa. Denis defende, zaga afasta, Zé Carlos fica com o rebote e chuta com violência à esquerda do arco tricolor.
  • 46 – São Paulo, satisfeito com o resultado, segura o jogo.
  • 48 – Fim de jogo. Fim de uma escrita de 5 anos sem vitórias do Cruzeiro sobre o São Paulo.

Atuações

  • Adílson Baptista – Tentou suprir a ausência de Wagner com um jogador rápido como Ramires e, depois, com um mais lento como Athirson. Perdeu Ribeiro, que fazia grande partida tática e tentou consertar com Ramires, mas só acertou a mão com a entrada de Zé Carlos. No final das contas conseguiu armar o quebra-cabeças e venceu Muricy, que tinha muito mais recursos humanos à disposição.
  • Torcida – Vamos nos esquecer da lambança que os mal educados aprontam e nos concentrar no apoio ao time. Embora tenha tido alguns momentos de vacilação no auge da encrenca, quando o tricolor empatou, soube se recompor e empurrar o time para a vitória. Cantou forte seus maiores hits, fez tremer o estádio e foi recompensada com uma bela vitória.
  • Fábio – Perfeito. E, além da perfeição, dois milagres como bônus track para a torcida celeste.
  • Jonathan – O melhor em campo. Com muita disposição, atacou em tempo integral (é bem verdade que pela falta de coragem ou de autorização de Richarlyson para incomodá-lo) e um passe muito bonito pro gol da vitória.
  • Thiago Heleno – Boa atuação, que teve um só momento de vacilação: o gol do SPFC quando deixou Dagoberto concluir sem marcação.
  • Leonardo Silva – Outra partidaça. Com autoridade, botou os são-paulinos no bolso. E ainda marcou o gol que mudou a cara do jogo. Do jeito que anda jogando, está a caminho de se tornar ídolo da torcida.
  • Gerson Magrão- Atacou menos do que a falta de coragem de Zé Luiz permitiu. Ainda assim, teve bons momentos com chutes e bons passes.
  • Athirson – Não se empenhou muito na marcação, mas deu bom apoio ao ataque.
  • Marquinhos Paraná – Para seus padrões habituais, não foi uma grande atuação: errou três passes e armou contra-ataque para o adversário ao não conseguir completar um chapéu sobre Eduardo Costa no meio de campo. Nos demais lances, foi o Mestre de sempre. Impecável na marcação e no apoio.
  • Fabrício – Joga no limite do esforço físico. Defende com classe ou com bicões, quando é preciso. E empurra o time para o ataque com decisão. Mesmo sem brilho técnico, foi um dos esteios do time.
  • Henrique – Ao lado de Jonathan, um dos destaques da partida. Defendeu excepcionalmente bem, apesar de um ou outro passe impreciso, e atacou com vontade. Mas o melhor foi a solidariedade. Ofereceu-se como alternativa de passe para os colegas que tinham a bola e não deixou de correr atrás dos adversários que, porventura, desarmavam jogadores celestes. Isto, sim, é espírito de Libertadores!
  • Ramires – Boa partida, com movimentação, passes de boa qualidade, auxílio na marcação. Rende melhor quando sai da linha de volantes e aparece surpreendentemente no ataque, mas não deixa peteca cair se recebe outras incumbências.
  • Thiago Ribeiro- Enquanto esteve em campo, a ala direita do São Paulo desapareceu e Zé Luiz teve que jogar na bequeira. Quando saiu, o lado esquerdo da defesa celeste foi mais explorado pelos tricolores.
  • Zé Carlos- Fez um golaço ao pegar “de prima” um passe, também “de prima”, de Jonathan. E lutou muito. No mais, é como disse um comentarista do PHD: “aquele gol de bicicleta pode muito bem ficar pra final da Libertadores”.
  • Kléber – Levou cutucões, pernadas, agarrões e empurrões o tempo todo. Mas fez Miranda sair do sério e o beque só não foi expulso porque o juiz chileno foi um banana. O passe para Jonathan na jogada que iniciou o gol da vitória foi de alta qualidade.
  • Juiz & Bandeiras – Carlos Chandia é um covarde. Trabalhou em prol do São Paulo ao permitir a caçada a Kléber, ao poupar Miranda e Richarlyson de merecidas expulsões e ao dar carta branca para a cera promovida por Dênis, Richarlyson e Miranda. Esse é “lebrão velho”!
  • Adversários – Os mais exigentes dirão que Dênis teve culpa nos gols. Bobagem. Todos os méritos deve ser concedidos a Leonardo Silva e a Zé Carlos pelas conclusões perfeitas. Miranda é muito bom de bola, mas esteve mais preocupado em tirar Kléber do próximo jogo com uma expulsão do que em jogar seu futebol. Lamentável. Os demais, com exceção do nervosinho Richarlyson, estiveram dentro do padrão de eficiência sem brilho do São Paulo.

O que foi dito

  • “A festa no Mineirão foi linda antes de iniciar o jogo e quando fizemos os gols. Fora isto poucos momentos nosso torcedor gritou e cantou com afinco. O culpado de tudo era o nervosismo estampado na cara de cada torcedor e, principalmente, não sei o porquê, daquele que fica no setor da Máfia Azul. Onde estava a bateria? Estava faltando aquela turma de sempre. Não vi o Fubá por lá e nem aquele tantão de torcedores da Máfia pulando, batendo os tambores e conduzindo a torcida na mesma altura de outras ocasiões. Não entendi! Mas vi nosso time jogar muito bem, embora alguns jogadores não estivessem em boa noite. Meu menininho Ramirez já está fora de sintonia com o time. Kléber levou muitas faltas não marcadas mas se preocupou demais em cair. Se estivesse mais preocupado em partir pra cima marcar gols, o resultado poderia ter sido melhor. Fabrício fez o certo que é chutar ao gol do inexperiente goleiro Dênis, Pena que os chutes saíram sem direção nenhuma. Não gostei do Adilson ter colocado o Thiago Heleno no lugar do Léo Fortunato. O que está dando certo não se altera. Gosto muito mais to Fortunato ao lado do grande Leonardo Silva. Chutamos muitas bolas pro gol na direção em que o nariz apontava. Temos que treinar chutes certeiros e rasos. Temo que o placar pequeno seja muito complicado segurar lá em São Paulo. Espero que o Adilson não tente segurar um empate, senão…. Tem que ter ambição de gols pra seguir na libertadores. Somos melhores e temos que ir prá cima não descuidando da defesa, é claro.” (Beth Makennel, torcedora)
  • “Três observações sobre o gol tricolor: 1. Gerson e Athirson jogavam juntos pelo setor esquerdo e falharam ao deixar o adversário livre para fazer o cruzamento; 2. Heleno também errou seu posicionamento e permitiu que o atacante adversário cabeceasse livre. Inadmissível um zagueiro com aquela estatura que não tire os pés do chão e 3. Após o milagre do goleiro Fábio, o rebote fica limpo pro outro atacante finalizar empatando a partida. Havia outros dois jogadores no lance, Leonardo e Fabrício, que foram lentos e não acompanharam o adversário.” (Bruno Chiari, torcedor)
  • “Aquela confusão aos 31 do 1º tempo foi fundamental. Os jogadores do Cruzeiro ficaram compreensivelmente revoltados pela atitude covarde do Richarlyson, mas não se deixaram levar pelas provocações dos são-paulinos, que pareciam saber que não seriam expulsos. Depois disso, o time se impôs e conseguiu um gol na hora perfeita, sem dar chance pro tricolor bajulado reagir. Adílson Baptista foi obrigado a mexer no time, mas parecia não ter contado com a extrema ousadia (para os padrões de Muricinho) do técnico contrário em mandar o time dele pra frente. Acharam um gol, mas o time azul reagiu com uma nova mexida de seu treinador. Ogol do guerreiro pé-quente Zé Carlos coroou o time que foi a campo pra jogar e não pra bater. Merecidíssima e importantíssima vitória.” (Leo Vidigal, torcedor)
  • “O Cruzeiro jogou muito e era para ter saído com a classificação assegurada. Todos foram bem, alguns com mais destaque. Thiago Ribeiro fazia sua melhor partida no ano, pena que sentiu dores na coxa. Adilson mais uma vez provou que entende mais que comentarista esportivo e corneteiro secador.” (JR Galvão, torcedor)
  • “O 1º tempo parecia mais um Cruzeiro e Tupi que um jogo contra o todo poderoso tricampeão brasileiro. Tem gente que imagina que o São Paulo se impõe em qualquer lugar. Muricy deve dar aula de cera para os jogadores. Ô time chato. Henrique e Jonathan jogaram muito. Paraná esteve abaixo do que normalmente joga. Mesmo assim, em vários lances mostrou que é mestre.” (Gustavo Sobrinho, torcedor)
  • “Quando vi a escalação com 4 volantes, confesso não gostei, mas pensei: o Adilson anda muito bem e, mais do que eu, ele sabe o que faz. O São Paulo é um time eficiente ganhador, tem força física e sorte, ou alguém duvida que eles acharam aquele gol? O Adilson colocou 2 zagueiros altos, Leonardo Silva e Thiago Heleno, pra conter as jogadas aéreas e funcionou. Gostei também do Paraná, encarregado de marcar o Jorge Wagner, que tem um bola aérea muito forte, e do ataque com o rápido Thiago Ribeiro e o Kléber brigando com os zagueiros. Gostei muito da postura e da vontade de ganhar do time no 1º tempo. A entrada do Zé Carlos no 2º tempo foi perfeita! Atacante forte e rompedor, na dose certa para brigar contra os zagueiros tricolores. Fábio foi perfeito, melhor em campo e não merecia ter levado gol. Adilson deu ao Muricy um pouco do seu veneno: muita pegada e jogadores fortes que não afinam. Não por acaso os gol(s) foram do Leonardo Silva e do Zé Carlos.” (Agnaldo Morato, torcedor)
  • “Perder é bom? Não é. Quando o São Paulo entende como satisfatória uma derrota de 2×1 para o Cruzeiro, no Mineirão, não faz a análise correta do resultado. Teria sido razoável a derrota se o vencedor na partida de ida fosse inferior ao São Paulo. Mas é exatamente o contrário. O Cruzeiro é superior ao time de Muricy Ramalho em 2009. Foi campeão estadual – o adversário não foi. O Cruzeiro faz uma Libertadores muito superior ao São Paulo. O São Paulo não vence há sete jogos (desde abril). O Cruzeiro não para de ganhar. No jogo de ontem, o Cruzeiro foi amplamente superior. E por que? O Cruzeiro tem jogadas pelos lados de campo, o meio de campo é superior e o ataque, mais ainda. Podemos dizer que a defesa do São Paulo não funciona tão bem quanto antes, o Ramires de hoje é o Hernanes de ontem, e o Kléber-2009 é ainda melhor do que aquele do Palmeiras. E o Cruzeiro, além de bom, tem uma estrela espantosa. Zé Carlos, ex-Paulista, recém-inscrito na Libertadores, entrou aos 16min e decidiu o jogo aos 20min do segundo tempo. Leonardo Silva marcou primeiro e Washington empatou. Enfim, o Cruzeiro é favorito, mesmo tendo tomado o tal gol dentro de casa. É melhor, ontem foi melhor e, se Muricy não fizer alguma mágica, está pronto para ser melhor no Morumbi. PS: o que foi aquele bico de Riharlyson em Jonathan, que estava caído no gramado? Impressionante que quase ninguém se indigne. Nem o árbitro.” (Lédio Carmona, em seu blog)
  • “O choque de estilos ficou claro na partida do Mineirão. As alternativas de domínio também. Na maior parte dos 90 minutos o Cruzeiro foi melhor. Saiu para o jogo, buscou o ataque, teve mais posse de bola, e venceu por méritos. Se deparou com o sistema defensivo bem armado que cometeu pequenas falhas no lado esquerdo, onde Jean e Richarlyson desarmavam. Naquele flanco o Cruzeiro criou as melhores oportunidades, entre elas, a do gol da vitória marcado por Zé Carlos. O São Paulo entrou fechado para contra-golpear e levantar bolas na área. Com 4 atrás e 2 volantes de marcação, Muricy deixou Borges no banco para ter a opção de velocidade com Dagoberto. Quando ganhou o meio, controlou o duelo. Mas a bola, como sempre, pouco chega pelo chão. Por isso, Adilson Baptista se preocupou durante a semana com a marcação da jogada aérea são-paulina. Quase conseguiu neutralizá-la e ainda viu Leonardo Silva marcar o gol, de cabeça, após cobrança de escanteio. A zaga do São Paulo, desde as saídas de Fabão e, depois, do seu substituto na linha de 3, Alex Silva, perdeu qualidade nos desarmes dos cruzamentos. A única falha da Raposa nesse tipo de lance foi a do gol. Dois zagueiros diante de 2 atacantes não podem perder a bola por cima, em tais condições, para o Dagoberto. Washington, outra vez órfão na frente, aproveitou o rebote do cabeceio e empatou. O resultado foi justo. A vantagem agora é cruzeirense. Mas lembro que quando foi desclassificado nas duas últimas Libertadores, o São Paulo venceu o jogo de ida por 1×0, vantagem melhor que a adquirida pelos mineiros. Muricy tem elenco superior com mais alternativas e 3 semanas para preparar a equipe. Não há favorito para chegar na semifinal.” (Victor Birner, em seu blog)
  • “O Cruzeiro venceu bem o São Paulo pela Libertadores e tem futebol, time, elenco, entrosamento, camisa e história para segurar o Tricolor, que tem tudo isso – mas não jogou melhor que o rival no Mineirão, e não tem atuado bem em 2009.” (Mauro Beting, em seu blog)
  • “É claro que o São Paulo tem todas as chances de passar pelo Cruzeiro. O duelo está equilibradíssimo depois da vitória por 2×1 do time mineiro. Mas vamos falar a verdade: o Tricolor ainda não fez nenhuma – e repito, nenhuma – grande partida em 2009. Ao contrário do Cruzeiro, que vem mais jogando mais bola…” (André Rizek, em seu blog)
  • “Pelas 4as da Copa Libertadores, este clássico brasileiro nos encheu de uma expectativa muito grande. O Cruzeiro, invencível em casa há tantos jogos, e o São Paulo, com problemas e sem jogar pela competição há mais de 30 dias. Foi uma partida mais dinâmica de se ver. Melhor do que a final entre Barcelona e Manchester United. Agora, o São Paulo vai tentar mudar a história. O Cruzeiro tentará segurar o passaporte para as semifinais.” (Edu Lima, ex-jogador, em seu blog)
  • “Quem achou que a opção do técnico Adilson Batista de escalar o Cruzeiro com três volantes seria muito defensiva se enganou. Empurrado por um Mineirão lotado por mais de 52 mil pagantes, o time celeste partiu com tudo ao ataque e imprimiu velocidade, característica principal do seu jogo. Sem Wagner, machucado, a responsabilidade de criar as jogadas caiu sobre Ramires.” (GloboEsporte.Com)
  • “Tivemos oportunidades de fazer gols e marcamos um. Esse foi o jogo que vi. Fazer gol fora de casa na Libertadores é fundamental. Foi um resultado normal, e não um grande placar. Queríamos ganhar. Não acabou nada ainda. É preciso esperar o outro resultado. Nós temos de apertá-los lá e buscar a vitória.” (Muricy Ramalho, técnico do São Paulo)
  • “O gol saiu num bom momento. Já estava pra acabar o 1º tempo, período em que a equipe do Cruzeiro se encontrava melhor na partida. A gente fica feliz de poder ter ajudado. A gente sabia dessa força do São Paulo na bola parada, mas, em contrapartida, também temos uma excelente bola parada, tanto ofensiva como defensiva. É uma força que a gente tem, uma jogada que temos que usar bastante por ter bons cobradores. Temos usado muito isso. Temos treinado bastante essa jogada de bola de escanteio, de faltas. O São Paulo marcou bastante, usou o meio-de-campo com jogadores específicos pra marcação e isso dificultou um pouco. Mas o Cruzeiro saiu dessa marcação e, mesmo sendo um jogo truncado, a equipe rodou a bola, conseguiu ter a posse dela. Jogo de Libertadores é assim: a gente não tem só que jogar, às vezes a marcação é fundamental.” (Leonardo Silva, beque do Cruzeiro)
  • “A obrigação deles é vencer agora. O resultado é bom porque a responsabilidade foi jogada pro outro lado. Eles fizeram um gol aqui, complicou um pouquinho, mas se a gente fizer um gol lá também vai complicar muito pra eles. Na minha opinião, jogamos bem. Mantivemos a posse de bola durante praticamente todo tempo. Complicou pra eles marcarem nosso time, pois tocamos muito bem a bola. Temos que jogar lá da mesma forma. O primeiro lance foi pênalti. Eu já tinha colocado a bola na frente, botei o corpo para proteger e bater com a esquerda, mas fui empurrado. O juiz complicou demais o jogo, sem critério nenhum. Faltas iguais ele não dava, ou invertia.” (Kléber, atacante do Cruzeiro)
  • “O time lutou muito. Conseguiu fazer 1x 0, mas o adversário conseguiu empatar. Mas tivemos sabedoria, inteligência e calma pra conseguir fazer o 2º gol. Graças a Deus, o trabalho foi bem feito.” (Athirson, lateral-esquerdo do Cruzeiro)
  • “Fico feliz por todas as defesas, porque sei o grau de dificuldade de cada uma. Temos que dar mérito ao grupo, que conseguiu impor um bom ritmo. Todo mundo está empolgado, está querendo e a gente vai em busca do Brasileiro também. No lance do gol do São Paulo, infelizmente depois que eu fiz a defesa o Washington estava atento ali e conseguiu fazer o gol por mérito próprio. Ele estava bem posicionado. A gente criou várias oportunidades e temos que dar méritos também ao goleiro adversário, que foi bem. Importante é a equipe ter saído com a vitória depois de muita luta, com a torcida empurrando time a todo momento.” (Fábio, goleiro do Cruzeiro)
  • ”Acho que o Cruzeiro tem condição de ir a São Paulo e empatar ou vencer. Estou contente, satisfeito, e não vou ficar lamentando o gol do São Paulo. Temos condições de ir ao Morumbi e conseguir a classificação. Isso é que é importante. O Cruzeiro fez um bom jogo, teve momentos de dificuldade, claro, estávamos jogando contra o São Paulo. Depois do gol do adversário, partimos pra cima, fizemos o segundo e continuamos indo para cima, trabalhando bem, tentando envolver pelo meio, rodando bem a bola, errando alguns chutes, mas o importante é que estávamos em busca do terceiro gol.” (Adílson Baptista, técnico do Cruzeiro)

Fontes