Cruzeiro 1x1 Grêmio - 14/11/2009

De CruzeiroPédia .:. A História do Cruzeiro Esporte Clube
Ir para navegação Ir para pesquisar


Confrontos
(clique no jogo para navegar)
Por temporada
Escudo Sport.png 2x3 Escudo Cruzeiro.png Gol aos do Escudo Atlético-PR.png 1x1 Escudo Cruzeiro.png
Por Campeonato Brasileiro
Escudo Sport.png 2x3 Escudo Cruzeiro.png Gol aos do Escudo Atlético-PR.png 1x1 Escudo Cruzeiro.png
No estádio Mineirão
Escudo Cruzeiro.png 2x3 Escudo Fluminense.png Gol aos do Escudo Cruzeiro.png 4x1 Escudo Coritiba.png
Contra Grêmio
Escudo Grêmio.png 4x1 Escudo Cruzeiro.png Gol aos do Escudo Cruzeiro.png 2x2 Escudo Grêmio.png

[edit]

Escudo Cruzeiro.png
Cruzeiro
1 × 1 Escudo Grêmio.png
Grêmio
35ª rodada - Campeonato Brasileiro 2009
Data: 14 de novembro de 2009 Local: Belo Horizonte, MG
Horário: 19:30 Estádio: Mineirão
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique Público pagante: 51.534
Assistente 1: Hilton Moutinho Rodrigues Público presente: Não disponível
Assistente 2: Eric Batista Renda: R$ 809.077,24 R$ 809.077,24 <br />Cr$ 809.077,24 <br />NCr$ 809.077,24 <br />Cz$ 809.077,24 <br />NCz$ 809.077,24 <br /> (preço médio: R$ 15,70 )
Súmula: Súmula Borderô
Escalações
Cruzeiro: Grêmio:

1. Fábio 1. Victor Cartão amarelo recebido aos
2. Jonathan Substituição realizada de jogo ( Guerrón Cartão amarelo recebido aos ) 2. Thiego
3. Gil Cartão amarelo recebido aos  (1) 3. Rever Substituição realizada de jogo ( Maylson )
4. Leonardo Silva 4. Rafael Marques Cartão amarelo recebido aos
5. Fabrício Substituição realizada de jogo ( Fabinho Alves ) 5. Fábio Santos Cartão vermelho recebido aos
6. Diego Renan 6. Adilson
7. Marquinhos Paraná 7. Túlio Cartão vermelho recebido aos
8. Henrique 8. Fábio Rockemback
9. Wellington Paulista 9. Techo Cartão amarelo recebido aos Substituição realizada de jogo ( Herrera Cartão amarelo recebido aos Gol aos 46 do  (2T) 46'  (2T) )
10. Gilberto  Gol aos 20 do  (2T) 20'  (2T) 10. Douglas Costas Substituição realizada '(T) de jogo '(T) ( Lúcio )
11. Thiago Ribeiro Substituição realizada de jogo ( Soares ) 11. Maxi López
Técnico: Adilson Batista Técnico: Marcelo Rospide
Reservas que não entraram na partida
Cruzeiro: Grêmio:
12. Andrey 12. Marcelo
15. Elicarlos 9. Perea
16. Athirson 14. Willian
17. George Leandro 15. Renato
17. German

Pré-Jogo

Em 5º lugar, com 54 pontos, o Cruzeiro ainda sonha com a sorte grande do título ou, no mínimo, com uma vaga na Libertadores 2010.

Soares, recuperado de uma contusão, ficará no banco de reservas. Fernandinho, contudo, estará ausente.

Em 9º lugar com 48 pontos, o Grêmio não terá Souza, suspenso, Leo, Mário Fernandes e Jonas, machucados.

Os gaúchos, que perderam o treinador Paulo Autuori, que se demitiu durante a semana, não têm maiores objetivos na competição. Jogam pela honra da firma.

Lance a lance

Primeiro Tempo

  • 19h35 – Começa o jogo. Cruzeiro todo de azul, com camisa em duas tonalidades, defende Gol da Cidade. Grêmio, todo de branco, com duas listras, uma azul, outra preta na camisa.
  • 10 seg – Douglas Costa (DC) ganha de Leonardo Silva(LS) na corrida, mas chuta longe do arco celeste.
  • 02 – Adílson chuta de fora da área, bola sai fraca, Fábio defende.
  • 03 – Jonathan invade a área e tenta passar por Réver, que cede escanteio.
  • 04 – Gil cruza da esquerda, Wellington Paulista (WP) ajeita de peito pra Gilberto, que chuta à direita de Victor.
  • 05 – Marquinhos Paraná (MP) lança em profundidade pra Thiago Ribeiro (TR), mas Victor sai pra defender.
  • 06 – Maxi López (ML) toca na bola pela primeira vez e é vaiado pela torcida do Cruzeiro, que ainda se lembra da questão Elicarlos x López, na Libertadores.
  • 07 – TR cruza na área, Rever antecipa-se a WP e corta.
  • 08 – TR cruza da esquerda, Tcheco corta.
  • 09 – ML recebe lançamento de Túlio, mas não alcança a bola.
  • 09 – Henrique chuta rasteiro de fora da área, bola passa à direita de Victor.
  • 10 – Diego Renan (DR) chuta de fora da área, bola desvia na zaga, Victor defende.
  • 11 – MP, Henrique e Fabrício trocam constantemente de posição, Fabrício é quem mais ataca.
  • 12 – Gil derruba ML, tenta chutar a bola, fura, acerta a barriga do argentino e recebe cartão amarelo.
  • 13 – DC cobra falta sobre a área, Fabrício corta.
  • 14 – DC chuta de fora da área, Fábio defende.
  • 15 – WP tenta puxar contra-ataque, é derrubado por Adílson. Juiz marca a falta, mas não mostra o cartão. Torcida se irrita.
  • 15 – DR chuta bola dividida com Réver, WP fica come ela e marca, mas está impedido.
  • 18 – MP rola pra Gilberto, que gira tentando tocar de primeira, mas é desarmado pela zaga do Grêmio.
  • 19 – Réver levou a pior na dividida com DR e está caído.
  • 20 – Rômulo faz Coritiba 1×0 Atlético-MG. Mineirão explode. Bob Faria, comentarista, tranqüiliza o locutor Luiz Carlos, do SporTV, que está assustado com a cabine tremendo.
  • 21 – TR recebe, limpa o marcador e chuta para defesa de Victor no canto esquerdo.
  • 22 – Gil derruba ML, Juiz marca falta, mas evita aplicar o 2º cartão amarelo no cruzeirense.
  • 23 – Fábio Rochemback (FR) cobra falta com força, Fábio estica-se e desvia bola para escanteio.
  • 24 – DC pedala, passa por Fabrício, e chuta de fora da área, Fábio faz ponte para defender.
  • 25 – Cruzeiro está bloqueado pelo sistema defensivo do Grêmio, que anula Gilberto e fecha as laterais com sucesso.
  • 26 – TR avança pela ponta-esquerda, limpa dois marcadores e cruza. Thiego se antecipa a WP e corta.
  • 27 – Jonathan cruzar, bola sai pela linha de fundo.
  • 28 – ML recebe lançamento na área, gira sobre a defesa e cruza. Henrique trava FR impedindo a conclusão.
  • 29 – Fabrício cobra falta sobre a área, Leonardo Silva (LS) cabeceia, bola sai à direita de Victor.
  • 30 – Réver cai. Jogo parado.
  • 31 – Maylson substitui Réver.
  • 32 – Tcheco bate falta pra ML, que é desarmado por MP. Na volta, ML cruza, Fábio corta de soco.
  • 33 – Jonathan cruza, Thiego desvia para corner.
  • 34 – Maylson chuta cruzado, Fábio defende.
  • 35 – Tcheco e Henrique dividem uma bola e ficam caídos.
  • 37 – Os dois jogadores saem mancando, mas parece que voltarão.
  • 38 – LS recua de cabeça, Fábio, que sai da área pra evitar o um escanteio.
  • 39 – Fabrício chuta de fora da área, bola passa por cima do travessão.
  • 40 – Tcheco comete falta em TR e recebe cartão amarelo.
  • 41 – Maylson derruba DR na lateral do campo. Falta. Gilberto cobra fechado, bola sobra pra Victor.
  • 42 – Jonathan cruza na área, bola fica com a zaga do Grêmio.
  • 43 – ML chega bem na grande área, mas não consegue finalizar, pois é travado é travado pelo jogador do Cruzeiro.
  • 44 – Túlio cruza da direita, DR cede escanteio. DC cruza, bola atravessa a área, e fica com Tcheco, que volta a cruzar. Gil espana.
  • 46 – ML não deixa a bola sair pela linha de fundo e faz lançamento pra área. Maylson chuta, Fábio defende.
  • 47 – Maylson chega livre na área e chuta, Fábio defende com dificuldade, no meio do gol.
  • 48 – Fim de 1º tempo.
  • Marcelo Rospide, treinador do Grêmio: “Foi um jogo equilibrado. Cruzeiro pressionou, mas o Grêmio também criou boas situações. No 2º tempo, vamos tentar prender a bola na frente e acertar os contra-ataques.”
  • Jonathan: “A equipe está bem, mas é preciso tomar cuidado com os contra-ataques e procurar acertar o último passe.”

Segundo Tempo

  • 20h40 – Começa o 2º tempo.
  • 03 – DC enfia bola entre as pernas de Jonathan. Gil aparece na cobertura e fica com ela.
  • 05 – Tcheco desarma Fabrício e chuta. Fábio defende.
  • 06 – Jonathan cruza, TR não consegue dominar a bola dentro da área.
  • 07 – Diego Renan cruza, Fábio Santos (FS) corta.
  • 08 – Em Curitiba, Atlético-MG empata. No Mineirão, torcida vaia quando alto-falantes anunciam o placar do Couto Pereira.
  • 09 – Jonathan cruza, Victor defende, pelo alto.
  • 10 – TR corta dois beques dentro da área e cruza. Maylson corta.
  • 11 – Tcheco avança pela defesa celeste adentro até ser desarmado por LS.
  • 12 – DC puxa contra-ataque e cruza. Gil corta.
  • 13 – DC cruza da esquerda, MP corta de cabeça. Torcida pede Guerrón no time.
  • 14 – DR cruza, Thiego cede escanteio.
  • 15 – TR cruza, WP não alcança, Túlio fica com a bola.
  • 17 – ML tenta chutar a gol, mas a bola é abafada por Henrique.
  • 18 – DC cruza da direita, bola sai pelo lado oposto.
  • 19 – Guerrón substitui Jonathan. Soares substitui Thiago Ribeiro. Herrera substitui Tcheco.
  • 20 – Guerrón puxa contra-ataque, cruza pra Soares que é calçado por Victor dentro da área. Pênalti. Victor recebe cartão amarelo. Gilberto bate com a canhota, no canto direito. Goleiro voa, mas não alcança a bola. Cruzeiro 1×0.
  • 21 – Guerrón puxa contra-ataque pela direita, mas derruba FS na disputa de bola.
  • 22 – Torcida faz grande festa no Mineirão, pois os resultados da rodada colocam o Cruzeiro no G4.
  • 23 – DC sai de campo sentindo cãibras.
  • 24 – Lúcio substitui Diego Costa.
  • 25 – Rafael Marques derruba WP e recebe cartão amarelo.
  • 26 – Gil derruba FR na entrada da área. É a 15ª falta do Cruzeiro contra 14 do Grêmio.
  • 27 – FR cobra falta, bola fica na barreira, FR apanha o rebote e chuta forte, Fábio defende.
  • 29 – Gilberto serve Guerrón de cabeça. O equatoriano invade a área e cruza para Soares que, livre, na frente do arco, chuta por cima do travessão.
  • 30 – Guerrón cruza, Henrique tenta cabecear, Thiego fica com a bola.
  • 31 – Lúcio cruza da esquerda, Gil desvia bola para escanteio.
  • 33 – Gilberto lança Guerrón. Dentro da área, o equatoriano passa a bola entre dois beques, mas Victor fica com ela.
  • 34 – FS chuta bola contra as costas de WP e recebe cartão amarelo.
  • 35 – Guerrón retarda cobrança de falta e recebe cartão amarelo. Está fora do jogo contra o CAP.
  • 36 – Fabrício cobra falta, Rafael corta de cabeça.
  • 37 – Fabrício cruza da esquerda, Guerrón cabeceia à direita de Victor, pra fora.
  • 38 – Fabinho Alves substitui Fabrício.
  • 39 – Marcelinho Paraíba, de pênalti, faz Coritiba 2×1 Atlético-MG, no Couto Pereira. Nova explosão da torcida no Mineirão.
  • 40 – Túlio reclama do Juiz e recebe cartão vermelho.
  • 41 – Soares desaba sentindo dores no tornozelo direito.
  • 42 – Cruzeiro prende bola na ponta-esquerda.
  • 43 – Soares é retirado do gramado. WP prende a bola na ponta-direita.
  • 44 – Fábio Santos comete falta em WP, reclama do Juiz, e recebe cartão vermelho.
  • 45 – Chorando, Soares vai para o vestiário carregado.
  • 46 – Guerrón chuta de fora da área, bola sai à direita de Victor.
  • 47 – Adílson vira o jogo da direita para o meio onde está Máxi López, que passa a Maylson, livre, do lado direito da intermediária celeste. Diego Renan tenta se aproximar, mas o volante gremista devolve a bola a Máxi López, que já se deslocou para área. O argentino protege a bola com o corpo impedido que Marquinhos Paraná o desarme, vai à linha de fundo, dentro da péquena área, e cruza. Fábio abandona o arco e tentar impedir o cruzamento com um carrinho, mas leva um corte e fica fora de ação. Leonardo Silva, que chega na cobertura, escorrega, Fabinho Alves aparece esbaforido e também cai. Herrera tenta concluir de letra e errra, mas tenta de novo e, mesmo acossado por Henrique, empurra a bola para o arco vazio com um biquinho. Grêmio 1×1.
  • 49 – Fim de jogo. Posse de bola: Cruzeiro, 53%. Finalizações certas: 11×11. Escanteios: Grêmio 16×14. Passes errados: Grêmio 32×26. Desarmes: 12×12. Faltas cometidas: Cruzeiro 18×17.
  • Wellington Paulista: “Temos que pedir desculpas ao torcedor. Adílson pediu pra segurarmos a bola no ataque, mas não conseguimos.”

Atuações

  • Adílson Baptista - Viu seu time cercado impiedosamente pelo adversário no 1º tempo, viu que Maylson mudou a cara do jogo com suas arrancadas para o atque, percebey que Douglas Costa estava criando dificuldades para sua defesa e que Máxi López exigia ao menso dois marcadores. Viu e contra-atacou com as trocas de Jonathan por Guerrón e de Ribeiro por Soares, que proporcionaram os melhores momentos do time e atormentaram o Grêmio. Só não conseguiu convencer seus joagdores a rodar a bola, no final da aprtida, aproveitando a vantagem de um jogador ao invés de tentar segurá-la nas laterais. Também não pôde fazer nada quando Máxi López, sozinho, desmontou sua defesa dois minutos depois do tempo regulamentar. Restou lamentar mais uma mancada de um time bem treinado, mas com pouca categoria e recheado de jogadores de pouca percepção do que está acontecendo em campo.
  • Torcida - Respondeu ao apelo do time e compareceu em bom número. Fez muita festa, principalmente, quando os alto-falantes anunciavam os gols do Coritiba no Couto Pereira. Pena que o país não ouça seus cânticos pela eterna burrice da Máfia Azul que, em vez de entoar loas ao clube, prefere gritar palavrões contra o rival citadino. Nesses momentos, a TV tira o som da galera e os telespectadores de todo o país têm a impressão de que o cruzeirense não vibra nem empurra o time. Burrice siderúrgica, repetitiva, mas que, querem saber de uma coisa?, jamais mudará. Tudo porque o torcedor desorganizado prefere o o “Ei, G, VTNC!” aos hinos mais elaborados da TFC, que ela não consegue aprender. Questão de QI médio muito baixo.
  • Fábio – Correto durante toda a partida defendendo algumas bolas difíceis, outras nem tanto, mas sempre defendendo. No final, vacilou em sua especialidade, a saída do arco para impedir conclusões dos atacantes. Contra Máxi López, no lance do gol tricolor, poderia ter fechado o ângulo e esperado o arremate do atacante, mas não precisava sair, pois o argentino não tinha pouco ângulo para o arremate. Ao optar por sair de carrinho, deixou o arco vazio e obrigou o argentino a cruzar para trás. Aí, Leonardo Silva perdeu a disputa com Herrera e a casa celeste caiu. Sem goleiro.
  • Jonathan – Não comprometeu. Nem brilhou. Sozinho, com deslocamentos táticos, Douglas Costa atrapalhou o apoio ao ataque dele e dos volantes do Cruzeiro. No 2º tempo, quando o garoto gremista cansou, Adílson optou pela velocidade e explosão de Guerrón em detrimento da força do lateral.
  • Gil – Estabanado, mirou na bola e acertou um pontapé na barriga de Máxi López, logo no início e foi amarelado. Pouco depois, cometeu falta pra outro amarelo, que o Juiz preferiu não aplicar. E assim foi durante todo o 1º tempo. No 2º acalmou-se, tomou conta de seu quadrado e não comprometeu. Mas aí a lambança mudou de lado. A hiena Lippy diria: “Oh, dia, oh, céus, oh, vida!”
  • Leonardo Silva – Vinha bem, principalmente no 2º tempo, quando o meio de campo encontrou Maylson e Douglas Costa impedindo que eles complicassem a defesa celeste, até se trapalhar no lance capital da partida. Mal posicionado, não deu combate a Máxi López, não fez a cobertura de Fábio e ainda caiu de bunda no chão permitindo que Herrera tentasse duas vezes até empurrar a bola pras redes.
  • Diego Renan – O mesmo entusiasmo e contundência de sempre quando sobe ao ataque. Mas precisa aprender a guardar a posição quando o time está vencendo. Ele vai aprender. Mas não pode demorar muito.
  • Marquinhos Paraná – Flutuou pelas três posições da linha de volantes conforme a demanda do jogo. Como quase todos os times têm um meia-atacante que se movimenta na intermediária adversária, como os laterais do Cruzeiro são peças ofensivas imprescindíveis, e como Fabrício é quem mais sai para o jogo, cabe a Henrique e Paraná se revezarem na cobertura, no primeiro combate e, às vezes, nas ações ofensivas. Para o bem ou para o mal, nenhum outro meio de campo do futebol brasileiro faz isto. Quase todos têm jogadores com posições fixas na contenção. Esta mobilidade da linha de volantes celeste confunde seu próprio torcedor. No final, Paraná participou, como cabeça-de-área, do lance do gol de empate gremista. Por duas vezes, tentou conter López, mas não o encontrou, seja pela força física do argentino, seja porque o gringo não permitiu a antecipação do volante. Deu no que deu.
  • Fabrício – No 1º tempo, teve dificuldades com Douglas Costa e, depois, com Maylson, um volante-armador, que chegou algumas vezes ao ataque com muita qualidade. Mesmo assim, não abdicou de atacar. No 2º tempo, atacou ainda mais, porém, com o tempo, ficou mais estático protegendo a defesa. Saiu mais cedo pra não receber o 3º amarelo e para a marcação ganhar um jogador de mais fôlego. Pelo brio e dedicação, foi um dos destaques da equipe.
  • Henrique – No mesmo plano de Paraná. Com as mesmas dificuldades para conter os gremistas e ainda atacar como acontece em quase todas as partidas.
  • Fabinho Alves – Entrou só pra defender. Deveria proteger a zaga, mas no lance capital, estava perdido e chgou atrasado na cobertura.
  • Gilberto – Muito marcado, participou pouco do jogo no 1º tempo. Sem grande força física, tem dificuldade com marcações pesadas, mas quando recebe uma bola limpa tem perfeita noção do que fazer com ela e, principalmente, discernimento pra escolher e executar a jogada mais inteligente. Como no passe de cabeça, que proporcionou uma arrancada de Guerrón, que quase resulta em gol. O pênalti batido com maestria foi outra contribuição importante dele para a equipe.
  • Thiago Ribeiro – A mesma movimentação tática pelos lados do gramado e a mesma disposição para dificulra-tar a saída de bola do adversário, mas,d esta vez, com pouca inspiração nos cruzamentos e na criação de jogadaas de perigo.
  • Soares – Entrou para puxar ataques em velocidade pela esquerda, mas teve poucas oportunidades para cumprir seu papel devido à boa marcação gremista. Sofreu o pênalti que resultou no 1º gol, mais devido a um erro de cálculo de Victor do que pela chance que teria de marcar. Desperdiçou uma oportunidade de ampliar o placar ao receber cruzamento de Guerrón. O lance não foi tão simples como seus detratores querem fazer crer. A bola chegou quicando -o gramado do Mineirão não é tão bom quando apregoam- e havia dois gremistas fazendo a cobertura de Victor na pequena área. Mesmo que tivesse dominado a bola ao invés de tentar o arremate de primeira, teria dificuldade para encaixá-la no arco tricolor. Lamentavelmente, voltou a se continduir e está fora do campeoanto.
  • Guerrón – Teve dez minutos explosivos com arrancadas sensacionais. Serviu Soares duas vezes. Um dos lances resultou em gol, outro não. Teve oportunidade de definir o placar com uma cebaçada, que acabou não sendo bem-sucedida. Para o contra-ataque é perfeito. Quando precisa voltar para marcar os volantes adversários não dá conta.
  • Wellington Paulista – Cava e comete faltas em demasia, enche a paciência do Juiz, mas não deixa de lutar. Foi autor do lance mais bonito da partida, o lançamento que resultou no gol do Cruzeiro.
  • Juiz & Bandeiras – O Juiz economizou dois cartões amarelos: um apra Gil, que resultaria num vermelho, outro para Adílson, volante gremista. Os bandeiras não erraram.
  • Adversários – Victor cometeu pênalti desnecessário, mas mostrou tranquilidade em outros lances. Douglas Costa trabalhou incansavelmente na tarefa de confundir o sistema defensivo celeste e ainda arriscou bons chutes de fora da área. Maylson, que substituiu Réver, apoiou o ataque com qualidade mudando o perfil do time gaúcho, que ficou mais solto e agressivo com sua presença. Máxi López, pela dedicação, mas, sobretudo, pela grande jogada no gol de empate, foi o melhor em campo.

O que foi dito

  • Wellington Paulista, atacante do Cruzeiro: A gente sabia que precisava da vitória de qualquer jeito. E por uma falha no último minuto não vamos entrar no G4 hoje.
  • Thiago Ribeiro, atacante do Cruzeiro: Time que está brigando pela Libertadores, que matematicamente tem possibilidades, apesar de remotas, de título, não pode vacilar assim, ainda mais com o adversário tendo dois jogadores expulsos. A gente tem que se fechar todo ali atrás e acabou o jogo, 1×0 é três pontos. Mais uma vez em casa, com o estádio lotado, a gente parece que desliga quando não pode. Agora fazer o quê? Não adianta chorar. É buscar os pontos em Curitiba.
  • Fábio, goleiro do Cruzeiro: Foi uma bola dividida no lado direito. Se a gente tivesse tirado pra fora ou pra frente não tinha saído gol.
  • Fabrício, volante do Cruzeiro: O sentimento é de tristeza. Vai ser difícil dormir, pois foi como uma derrota. Já estávamos dentro do G4. Foi assim contra o Avaí, contra o Vitória. Pior agora, que foi em casa. Jogamos bem, fizemos o gol e poderíamos ter feito 2 ou 3×0, com um homem a mais. Tem hora que precisamos jogar fechado, como os clubes paulistas, como o São Paulo faz. Mas aí a torcida grita, um ou outro gosta de atacar e o time acaba se expondo. Infelizmente, a escola do Cruzeiro é essa: jogar para frente. A torcida gosta. Mas vamos ter de aprender a jogar fechado. Agora é pensar no G4. O título fica mais pros outros.
  • Adilson Batista, treinador do Cruzeiro: Pelo volume em grande parte do jogo, o Cruzeiro poderia ter feito o placar e estar em situação melhor. Depois da expulsão, poderíamos ter valorizado a posse de bola que o Cruzeiro sempre tem. Não se segura a bola no canto com um jogador a mais, isso é no 11 contra 11. É questão de pensar um pouco. Eu vi um bom 1º tempo, até 25, 30 minutos. Depois com a troca do Rever pelo Maylson o Grêmio melhorou e nós tivemos dificuldades. Marcamos errado, eles tiveram algumas situações e a gente tentou eliminar o contra-ataque com o Douglas. No 2º tempo, pedi pra ter atenção, rodar, e não conseguimos impor um ritmo forte desde o começo. Com a entrada dos dois velocistas, Soares e Guerrón, a gente tinha três na frente. Arriscamos, acabamos fazendo o gol e criamos situações em que poderíamos ter definido. Faltou um pouco de tranquilidade pra fazer o 2º gol. Agora, vamos pensar por partes. Primeiro no Atlético-PR. Lá é sempre jogo difícil, tenho o maior respeito pelo Antônio Lopes e pelo próprio clube. Comecei lá, tenho um carinho muito grande. Na Arena existe a pressão da torcida, que é fanática também. Mas o Cruzeiro tem capacidade de vencer lá. É tentar vencer os três jogos que faltam pra buscar a 4ª vaga. Não é que a gente não pensava em título. Em função de algumas situações como as lesões, o próprio jogo contra o Fluminense, poderíamos estar em situação melhor. Agora é brigar contra Atlético-MG e Internacional pra tentar buscar essa 4ª vaga. Deus pune quem brinca. Se o time tivesse rodado e valorizado a posse de bola, respeitado o adversário, jogado sério, não teria sido castigado no fim. Não foi em função de salto alto, excesso de confiança. Faltou um pouquinho de malandragem. Faltou inteligência. De qualquer forma, não podemos tirar os méritos do adversário, que buscou o resultado.
  • Lúcio, lateral do Grêmio: Com dois jogadores expulsos, estádio lotado, jogadores deles já estavam puxando a bola pra ponta pra gastar tempo… Pra mim, é uma segunda Batalha dos Aflitos. É como se fosse a Batalha do Mineirão. A gente arrancou o empate e acho que se tivesse mais tempo dava até pra sair com uma vitória.
  • Marcelo Rospide, treinador interino do Grêmio: Fiquei satisfeito com a consistência tática da equipe. O time manteve o entendimento do jogo, que nos deu a condição de segurar o Cruzeiro e partir nos contra-ataques. Poderíamos, ao meu ver, ter até um resultado melhor, se não tivéssemos os jogadores expulsos.
  • Herrera, atacante do Grêmio: Sofremos um pênalti quando jogávamos no contra-ataque, tivemos dois expulsos. É complicado. Parece que sempre estão contra a gente. Tivemos dois jogadores expulsos e se você vai falar com o juiz, toma cartão por nada. O gol foi uma jogada linda do Maxi.
  • Tcheco, meia do Grêmio: A atitude e o resultado propiciam a retomada da cara do Grêmio. Esta é a verdadeira postura do time.
  • Victor, goleiro do Grêmio: Não quero ficar falando de arbitragem, nós jogadores somos os mais prejudicados se falamos alguma coisa. Mas acho que houve um rigor exagerado nas expulsões. No lance do Fábio Santos, eu estava próximo, ele deu a falta a nosso favor e depois inverteu a falta e expulsou o Fábio, sem ninguém saber o porquê. O protesto tem que ser deixado. Mas cabe a diretoria se manifestar.
  • Luiz Onofre Meira, dirigente do Grêmio: Como nós, dirigentes de futebol, vamos nos portar diante do que vimos hoje? Com esta falta de critérios de um árbitro que não tem a menor competência pra apitar um jogo desta qualidade? O Wellington Paulista deu 30 cotoveladas durante o jogo.
  • André Kfouri, em seu blog: A campanha do Grêmio como visitante continua pífia, mas o time foi buscar, e com dois jogadores a menos, o empate nos acréscimos. A vitória daria o quarto lugar ao Cruzeiro. Ultrapassando o rival.
  • Alex Escobar, em seu blog: O Cruzeiro, depois de uma arrancada alucinante, não se cansa de vacilar em casa. Assim vai ficar de fora da festa também.
  • Lédio Carmona, em seu blog: Nada explica o comportamento do Cruzeiro. Em dois jogos decisivos dentro de casa, ganhou apenas um ponto. Perdeu cinco. Todos jogados fora da maneira mais melancólica possível. Quando pareciam estar garantido. Contra o Fluminense, o time fez um esplêndido primeiro tempo, fez 2×0, parecia que chegaria à goleada, mas foi atropelado pelos tricolores na parte final e foram derrotados. Hoje, no mesmo Mineirão, mais uma vez lotado, o Cruzeiro não jogou tão bem contra o Grêmio, mas sempre pareceu seguro da vitória. Ainda mais quando fez 1×0, graças a um pênalti, bem marcado e bem cobrado por Gilberto. Com Guerron inspirado, parecia que a vitória era mais do que segura. Até porque no fim o Grêmio só tinha 9 jogadores, com as expulsões de Túlio e Fábio Santos. Número suficiente para os gaúchos empatarem com Herrera, aos 46 minutos do segundo tempo. Nova dor para a torcida celeste. É impressionante como o Cruzeiro fraqueja na hora errada. Quando teria que ser muito Cruzeiro. Muito azul. Muito vivo. A Raposa passou quase todo segundo tempo no G4. Agora é apenas 5º colocado. Título? Esquece. O São Paulo abriu sete pontos. Sinceramente? Só Freud explica. Se é que ele conseguirá.
  • Mário Marcos, em seu blog: Tem razão o goleiro Victor: pelas circunstâncias do jogo, o empate em 1×1 com o Cruzeiro, garantido com um gol do argentino Herrera aos 46 do segundo tempo, deve ser comemorado como vitória. “É a tão falada imortalidade”, brincou, lembrando que naquela altura da partida o time estava com dois jogadores a menos (Túlio e Fábio Santos foram expulsos), perturbado por algumas queixas contra a atuação do árbitro e com a derrota quase definida. Mas aí, logo no instante em que o Cruzeiro parecia ter o domínio completo, o Grêmio foi para o ataque, Maxi López recebeu, driblou o zagueiro e cruzou. Herrera tentou de letra, em um primeiro momento, e errou. Teve sorte de girar rápido e tocar de bico para a rede. O Mineirão, com mais de 50 mil torcedores, silenciou. Mais uma vez, como ocorreu diante do Fluminense, o Cruzeiro via uma vitória escapar no fim, caindo fora do G4. O jogo teve oscilações de eletrocardiograma. O Cruzeiro começou melhor, por jogar em casa, mas a partir dos 20 minutos, o Grêmio passou a controlar. Melhorou ainda mais, surpreendentemente, quando Réver saiu machucado e o interino Marcelo Rospide fez uma alteração tática: deslocou Túlio para a lateral-direita, colocou Maylson em campo, passou Thiego para a zaga. Foi o melhor momento do time em todo o jogo. Para o torcedor do Grêmio, a cada ataque, certamente surgia pelo menos duas indagações: Uma: por que Douglas Costa passou o ano todo na reserva, com poucas chances de entrar? Ele era o principal destaque do time, muitas vezes iniciando as jogadas, sempre em velocidade. Outra: Maylson, que entrou tão bem no Mineirão, não merecia também algumas oportunidades de jogar? Este bom momento do Grêmio não resistiu ao segundo tempo. Dois jogadores importantes tiveram de ser substituídos por Rospide. Tcheco, com dores no pé e cansado, foi o primeiro. Depois, Rospide teve de substituir Douglas Costa, que saiu com fortes cãibras na perna direita. O Cruzeiro chegou ao gol com Gilberto, batendo pênalti de Victor em Soares, e passou a dominar -apesar de não criar grandes chances. O Grêmio se perturbou. Túlio ofendeu o árbitro e foi expulso. Mais tarde, Fábio Santos tentou acertar uma cotovelada no adversário, bem em frente ao auxiliar, e acabou expulso. Os jogadores reclamaram que Wellington e o zagueiro Gil deveriam também ter sido expulsos, por agressões. O nervosismo do jogo causou prejuízos. Além dos dois expulsos, Rospide não poderá contar com Tcheco, Victor e ainda não sabe se o lesionado Réver poderá jogar. Será um desafio para o jovem treinador.
  • Mário Marra, em seu blog: As propostas do Grêmio eram claras: marcação forte, velocidade nos contra-ataques com Douglas Costa e não deixar o meio de campo do Cruzeiro com muita posse de bola. Apenas Maxi López ficava à frente da linha da bola. A pegada era forte e o árbitro errou no critério de cartões para os dois lados. Em campo também estava a ansiedade azul de que finalmente o time entraria no G4. A possibilidade era real. Jogo em casa, com Mineirão cheio e o Atlético pegando a pedreira Coritiba fora de casa. A vitória era esperada em casa e o tropeço do Galo era provável. Com a bola rolando o que se viu foi justamente o que se esperava. Postura forte defensiva, muita pegada, pouco jogo pelos lados do campo e objetivo claro de não deixar o Cruzeiro tocar muito a bola no meio. A zaga com Rafael Marques e Rever (que saiu ainda no primeiro tempo). As laterais com Willian Thiego e Fábio Santos tinham preocupação quase que exclusivamente defensiva. Outro ponto que chamou a atenção desde o início da partida era o tanto de chutes de fora da área que o Grêmio tentava, quase todos fracos e improdutivos. Com a contusão de Rever, Marcelo Rospide colocou Maylson e puxou Túlio para a direita. O volante Adilson reinava no meio. Bom nos desarmes e bom no passe. Dava a sensação de que se o Cruzeiro ousasse poderia até se complicar, já era um jogo complicado. Entretanto, sem penetração o time não venceria e foi necessário chamar Guerrón e Soares. Confesso que pensei que Diego Renan fosse o escolhido para descansar, já que o lateral do Grêmio era improvisado e Thiago Ribeiro ou Guerrón poderiam assustar e até chegar ao gol. Na minha visão, Marquinhos Paraná poderia dar uma olhada na lateral pela esquerda antes do MST reivindicar a terra. No entanto, a estrela do treinador brilhou e Guerrón e Soares entraram nos lugares de Thiago Ribeiro e Jonathan. Na primeira bola de Guerrón, pela direita, ele achou Soares na área e daí para o pênalti. Gilberto bateu bem e fez. O jogo caminhava para uma vitória. Os perigos, aos poucos iam diminuindo. Tcheco foi substituído. Túlio e Fábio Santos foram expulsos. Contudo, o Grêmio mantinha a pegada forte, a boa técnica de Adilson no meio e Maxi López ligado na frente. Em uma bobeada histórica o Grêmio empatou. Um simples lance de lateral a favor do Cruzeiro terminou na rede. Paraná bateu sem pensar, Gilberto não valorizou a bola e se livrou dela que se ofereceu a Paraná de novo em uma dividida, mas na minha visão, o Cruzeiro não disputou os últimos minutos com a mesma concentração de todo o jogo e foi punido. É lógico que apenas os míopes não percebem que do outro lado tem um time e o Grêmio fez uma boa partida. Coloque-se na pele do Marcelo Rospide, que recebeu mais uma oportunidade e conhece todos os jogadores do elenco. É óbvio que vencendo ou tirando pontos do Cruzeiro a culpa que era de todo elenco passaria a ser do treinador que saiu. A nossa cultura que procura culpados em todos os lados apontaria rapidamente para o lado do Autuori e todos os jogadores estariam livres de toda a pressão. O árbitro carioca foi muito fraco na partida na parte disciplinar. Aos 12 minutos o zagueiro Gil largou a bola e deu um chute no Túlio. Fosse eu, na hora, colocaria para fora. Quando ele foi cercado pelos gremistas pedindo a expulsão o árbitro abaixou o padrão e amarelou. Depois disso, Vitor não foi expulso no lance do pênalti e Rafael Marques recebeu um singelo amarelo em uma “capinada” no meio de campo. Ele atrapalhou o jogo.
  • Vitor Birner, em seu blog: A Raposa mostrou insegurança no momento-chave do returno. Após viradas incríveis, contra e a favor, nas 3 últimas partidas, o Cruzeiro deixou escapar dois pontos de ouro no Mineirão. O time celeste enfrentou um Grêmio fechado, só com Maxi López à frente da linha da bola. Até Douglas Costa cumpriu missão defensiva, e Tcheco, na prática, foi um volante. Jonathan e Diego Renan, em noite ruim, foram menos usados do que de costume, e o Cruzeiro afunilou demais seus ataques, com pressa e fugindo da característica natural. A improdutiva movimentação de Thiago Ribeiro, e Wellington Paulista, parado no meio da zaga tricolor, não incomodaram muito. O Grêmio, que perdeu Réver machucado e refez a zaga deslocando Thiego para a posição, conseguiu frear o anfitrião no 1° tempo. Após o intervalo, o time de Adílson Batista começou a escutar algumas vaias. No “minuto mágico” dos treinadores, os 15 do segundo tempo, o técnico cruzeirense revirou o marasmo tático. Guerrón entrou para jogar aberto pela direita, e Soares entrou no lugar de Thiago Ribeiro. Em 3 minutos, o sucesso: pênalti em Soares, com passe de Guerrón. O goleiro Victor levou amarelo, poderia ter sido o vermelho. Gilberto converteu o pênalti e os anfitriões se posicionaram para os contragolpes. Herrera acabara de entrar no lugar de Tcheco e o time gaúcho que pressionou. A partida ficou interessante, aberta, e tanto Cruzeiro quanto Grêmio estiveram perto do gol. Os 10 últimos minutos, entretanto, foram fora de lógica. Túlio, improvisado na lateral direita, foi expulso aos 39, por reclamação, e Fábio Santos aos 43, por falta violenta. A equipe gremistas ficou com 9. O Cruzeiro deu sopa pro azar, acelerou o jogo ao invés de valorizar a posse de bola, e aos 47 sofreu o gol de empate, de Herrera, que deixou o Mineirão atônito. O jogo de aplicação gremista, sob o comando do “velho novo” interino Rospide, funcionou. O Cruzeiro perdeu a grande chance de acabar a rodada na frente do Galo. E de forma tola.
  • David Coimbra, comentarista do Zero Hora: Eis aí a cara do Grêmio. Um campeonato inteiro discutindo-se se ela existia ou não, e ela se põe à mostra na última curva da competição. Jogando num estádio que lhe é tradicionalmente inóspito, contra o adversário mais encanzinado com que já deparou em sua história, começando a partida sem cinco titulares e terminando com dois expulsos, o Grêmio conseguiu empatar com o Cruzeiro aos 46 minutos do segundo tempo. Não por acaso, depois que seu racional, bem educado e frio técnico Paulo Autuori se despediu. Quer dizer que o Grêmio é irracional, mal-educado e quente? Não. Marcelo Rospide é igualmente racional, é igualmente bem educado. Não é frio. O Grêmio não é frio. Não pode ser. Nunca foi. Também não por acaso, o destaque da partida, o autor da jogada do gol de Herrera, foi o argentino Maxi López. Um jogador de boa técnica, sim; um finalizador, sim; a melhor contratação do ano, certamente; mas, sobretudo, um jogador de temperamento quente. Um jogador indômito, que não desiste nunca.
  • Neto, em seu blog: Com o Mineirão lotado, placar favorável e dois jogadores a mais em campo, como pôde fazer o milagre de sofrer o empate? Incrível! Desse jeito a vaga na Libertadores vai pras cucuias!

Vídeos

Melhores momentos

Transmissão

  • PPV