Cruzeiro 1x0 Ipatinga - 09/10/2008

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Confrontos
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No estádio Mineirão
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Contra Ipatinga
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Escudo Cruzeiro.png
Cruzeiro
1 × 0 Escudo Betim.png
Ipatinga
29ª rodada do Campeonato Brasileiro 2008
Data: 9 de outubro de 2008 Local: Belo Horizonte, MG
Horário: 20:30 Estádio: Mineirão
Árbitro: Leandro Vuaden Público pagante: 12.915
Assistente 1: Guilherme Dias Camilo Público presente: 14.836
Assistente 2: Rodrigo Otavio Baeta Renda: R$ 181.440,00 R$ 181.440
Cr$ 181.440
NCr$ 181.440
Cz$ 181.440
NCz$ 181.440
(preço médio: R$ 14,05 )
Súmula: Súmula Borderô
Escalações
Cruzeiro: Ipatinga:

1. Fábio 1. Fernando
2. Maurinho Substituição realizada de jogo ( Elicarlos ) 2. Márcio Gabriel Substituição realizada de jogo ( Luciano Mandi )
3. Thiago Heleno 3. Henrique
4. Léo Fortunato 4. Gian
5. Fernandinho 5. Rodriguinho Substituição realizada de jogo ( Gilsinho )
6. Henrique 6. Júlio
7. Marquinhos Paraná 7. Xaves Substituição realizada de jogo ( Kempes )
8. Ramires Gol aos 27 do  (1T) 27'  (1T) 8. Leandro Salino
9. Gerson Magrão Substituição realizada de jogo ( Camilo ) 9. Recife
10. Thiago Ribeiro 10. Adeílson
11. Guilherme Gusmão Substituição realizada de jogo ( Jajá ) 11. Ferreira
Técnico: Adilson Batista Técnico: Márcio Bittencourt
Reservas que não entraram na partida
Cruzeiro: Ipatinga:


Pré-Jogo

O Ipatinga divide a lanterna com Vasco, Flu e Lusa, todos com 27 pontos. Um a menos que o CAP. Dos 5, é o mais vulnerável. Dificilmente receberá alguma ajuda das arbitragens. E tem grandes chances de ser operado. Como aconteceu em seu último jogo, contra o SPFC.

O Cruzeiro está em outro quinteto. O que ainda briga pelo título. E mal acompanhado, pois SEP, SPFC e Fla têm costas largas. Com o Grêmio será no mano-a-mano. Mas só com uma vitória hoje, pois a diferença já está em 7 pontos a favor dos gaúchos.

Com os desfalques de Wagner, Fabrício, Jadílson, Jonathan e Espinoza, Adílson Baptista colocará em campo um time pouco confiável. Fazer o quê? Se é o “que tá tendo”, cabe à torcida jogar junto com a equipe e não se deixar levar por otários e anticruzeirenses sempre dispostos a jogar a galera contra o time.

Lance a lance

Primeiro Tempo

O Cruzeiro entrou com uma formação diferente. Gerson Magrão, substituto de Wagner, jogou aberto, na ponta-esquerda para aproveitar espaços deixados pelo habilidoso e veloz lateral-direito Márcio Gabriel. Thiago Ribeiro ficou mais pela direita e Guilherme Gusmão, no meio do ataque.

Coube a Ramires a armação das jogadas, enquanto Paraná e Henrique ficavam mais contidos protegendo as eventuais subidas de Maurinho e Fernandinho pelas laterais.

O Ipatinga entrou com duas linhas de quatro que impediam as tramas do meio de campo e do ataque celeste fechando todos os espaços dadefesa do Tigre. Márcio Gabriel, pela direita, e Leandro Salino, pelo meio eram os defensores que apareciam no ataque para apoiar a esperta dupla formada por Ferreira e Adeílson.

Com tantos cuidados defensivos do Ipatinga e sem um especialista na armação de jogadas, do lado celeste, o jogo primou pela tática, mas não ofereceu grandes emoções no 1º tempo.

Aos 3, Magrão surgiu livre na frente do arco mas o bandeira marcou, equivocadamente, impedimento. Aos 5, Fernandinho foi desarmado, no meio de campo, por Márcio Gabriel, que lançou Ferreira. O centroavante chutou forte na saída de Fábio, mas bola acabou nas redes, pelo lado de fora.

Aos12, Rodriguinho bateu escanteio de pé trocado, pel direita. A bola fez uma curva enganando defensores, atacantes e o goleiro, chocando-se, do outro lado, com o poste e voltando sobre a risca. O locutor do pague-pra-ver gritou gol durante 10 segundos. Mas Fábio foi quem se deu bem no lance, pois, caprichosamente, depois de chocar-se com o poste, a bola acabou em seus braços sem que algum atacante do Tigre aparecesse pra desviá-la pro arco vazio.

O jogo seguiu travado, sem grandes emoções. Aos 15, Alberto Rodrigues fez sua primeira reclamação ao microfone da Itatiaia: “Fiquei 4 meses sem narrar jogos e vejo que o time do Cruzeiro só piorou. Parece que não treina!”.

Aos 21, Ferreira chutou forte, de fora da área. Fábio defendeu. Aos 22, Maurinho cruzou, Henrique cabeceou, Fernando defendeu. A torcida celeste acordou e começou a cantar com mais força. Mas o jogo perdeu velocidade, Ramires foi desarmado e o locutor aplicou um chavão do futebol brasileiro: “Parece que o Ramires deixou seu futebol na Seleção Olímpica”.

Albertinho só não contava com o troco do Queniano. Aos 27, Maurinho cruzou da direita, Fernando esticou-se e espalmou a bola para frente. Gerson Magrão apareceu pra empurrá-la pras redes, mas Fernando tornou a defendê-la, parcialmente. Dessa vez, contudo, quem apareceu foi Ramires que a tocou para oa rco desguarnecido: Cruzeiro 1×0.

Foi o 13º gol de Ramires com a azul-estrelada e o 100º do Cruzeiro na temporada.

Apesar do placar desfavorável, o Ipatinga não se abriu e o Cruzeiro só teve mais uma oportunidades de concluir com perigo. Aos 39, Thiago Ribeiro ajeitou de cabeça um cruzamento sobre a área, Guilherme Gusmão ficou com a bola, mas concluiu fraco, à esquerda do arco defendido por Fernando.

O juiz, que havia deixado o jogo correr sem marcar muitas faltas, encerrou a partida pontualmente aos 45 minutos.

O Cruzeiro levou o placar magro para os vestiários e o torcedor foi comer seu tropeiro com a pulga atrás da orelha. Sem um armador, seria possível manter o Ipatinga ocupado em seu campo de defesa no 2º tempo? Pu seria mais uma partida complicada na trajetória celeste neste Brasileiro?

Segundo Tempo

Magrão, que, no vestiário, havia reclamado de dores musculares na coxa direita, caiu logo aos 2 minutos e foi substituído por Camilo. E o Cruzeiro passou a contar com o armador que tanta falta fizera na etapa inicial.

O Ipatinga que, investira bastante nos ataques pela direita no 1º tempo, no 2º, mudou de tática. Percebendo que Maurinho dava mostras de cansaço, Márcio Bittencourt liberou o bom lateral-esquerdo Rodriguinho para atacar. Henrique trocou de posição com Paraná e passou a ajudar na contenção do novo atacante do Tigre.

Aos 4, Adeílson foi à linha de fundo e cruzou rasteiro, com força. Fábio fez boa defesa. Aos 6, Rodriguinho cruzou da ponta-esquerda. Ferreira subiu sozinho e cabeceou forte, pra baixo. Fábio fez uma ponte pra evitar o gol de empate. O Ipatinga passou a dominar a partida e o Cruzeiro, sem jogadas pelas pontas, ficou acuado.

Aos 15, Adílson Baptista consertou a marcação pela direita trocando Maurinho por Elicarlos. A torcida aplaudiu o latera. Aos 16, Thiago Ribeiro, que esteve apagado no 1º tempo, avançou pela esquerda, cortou a zaga pra dentro, e soltou uma bomba. A bola acertou o travessão de Fernando.

Aos 17, Ribeiro voltou a chutar, desta vez de fora da área. Fernando defendeu. A torcida celeste inflamou-se com a expectativa de fortes emoções.

Aos 18, Elicarlos desarmou Rodriguinho, lançou Ribeiro. O atacante cruzou, mas o zagueiro Henrique antecipou-se a Guilherme Gusmão e desviou pra escanteio. Percebendo que Rodriguinho se cansara, Bittencourt trocou-o por Gilsinho. O restante da partida mostrou que não foi uma boa alternativa.

Vendo o tempo escoar e sua posição na tabela piorar, o Ipatinga saiu para o ataque. Aos 21, Salino e Ferreira tabelaram, mas Fábio tomou a bola do centroavante numa de suas típicas defesas aos pés dos atacantes.

Com o time do Vale do Aço mais adiantado, Ribeiro encontrou espaço para criar jogadas de perigo pelo lado esquerdo. Pena que Guilherme Gusmão, bem marcado, estivesse em noite pouco inspirada e errasse passes e conclusões. Aos 25, Paraná entrou driblando na área, mas foi desarmado pela zaga antes de marcar o 2º gol.

Bittencourt radicalizou: aos 28, trocou o volante Xaves pelo atacante Kempes. Aos 32, Camilo serviu Ramires que, dentro da área, chutou torto, à direita de Fernando. Um minuto depois, Ferreira esteve a pique de empatar, mas errou uma cabeçada na cara do gol e a bola saiu pela lateral.

Aos 38, Márcio Gabriel deu lugar ao meia-atacante Luciano Mandi. O Ipatinga já não cuidava mais da defesa. Era todo ataque e teve outra oportunidade aos 39 quando seu beque, Henrique, cabeceou pra defesa complicada de Fábio.

Aos 39, Ramires serviu Guilherme Gusmão, que chutou por cima do travessão. A torcida pediu a entrada de Jajá. Aos 43 foi atendida. O artilehrio do time no Brasileiro saiu vaiado por uma parte da torcida e aplaudido por outra.

Antes, aos 42, Adeílson cabeceou para fora. Com muito sacrifício de sua zaga, outra vez, em noite inspirada, o Cruzeiro conseguiu conter o ataque do Ipatinga. E aos 46, ainda desperdiçou oportunidade de ampliar quando Ramires puxou contra-ataque e serviu Ribeiro. Dentro da área, o atacante chutou pra fora.

O Cruzeiro sofreu para vencer. Tanto pela falta de vários titulares, quanto pela boa disposição tática do Ipatinga, que atravessa bom momento sob o comando do ex-corintiano Márcio Bittencourt.

Atuações

  • Fábio – Levou muita sorte no escanteio batido por Rodriguinho que cruzou sua área e acertou o poste direito. E também quando Ferreira furou uma cabeçada no 2º tempo. Fez duas defesas espetaculares uma aos pés e outra após precisa cabeçada do centroavante do Ipatinga.
  • Maurinho – Esforçou-se pra cumprir seu papel de ala no 1º tempo com algum resultado positivo. No 2º quando o Tigre passou a atacar por seu lado, contou com o apoio de Henrique até dar lugar a Elicarlos. Ainda não tem ritmo para jogos decisivos, mas será útil entrando durante as partidas.
  • Elicarlos – Marcou bem e ainda organizou contra-ataques.
  • Léo Fortunato – Outra excelente partida. E contra dois atacantes rápidos, insinuantes e fortes.
  • Thiago Heleno – no mesmo nível de Fortunato.
  • Fernandinho – Não conseguiu segurar Márcio Gabriel no 1º tempo. No 2º, com o Ipatinga atacando preferencialmente pelo lado oposto, teve mais sossego, mas não foi efetivo no apoio ao ataque.
  • Marquinhos Paraná – Discreto, mas taticamente importante na proteção à zaga. Criou boa oportunidade quando entrou driblando na área e foi desarmado antes do arremate. Aos poucos, está voltando à boa fase anterior à contusão.
  • Henrique – Solidário, desdobrou-se para proteger a defesa, dar uma força para o Maurinho quando Márcio Bittencourt mandou Rodriguinho explorar o cansaço do lateral, foi à frente apoiar o ataque. Pena ter errado ao menos metade dos passes que tentou. Não fosse isto, teria sido o melhor em campo. Por causa disto, fica com uma menção honrosa pelo muito que se entregou à causa do time.
  • Ramires – Dificilmente joga mal. Contra o Ipatinga fez o gol que Magrão não deu conta de fazer, apoiou o ataque, tentou armar o jogo, o que não é seu forte, e ainda apareceu como surpresa na frente do gol várias vezes. E, novidade, desta vez não foi caçado, apesar de toda esta atividade.
  • Thiago Ribeiro – No 1º tempo, jogando mais pela direita rendeu pouco, embora tenha feito o cruzamento que resultou no gol do jogo. No 2º, com Camilo mais centralizado, pôde se deslocar pelas duas pontas e seu futebol cresceu. Em sua melhor jogada, acertou uma bomba no travessão. Na pior, perdeu gol cara-a-cara com Fernando. Precisa aproximar-se mais de Guilherme Gusmão para tabelar e aparecer na frente do gol em melhores condições para o arremate.
  • Guilherme Gusmão – Sempre marcado por dois ou três defensores, teve pouca chance de realizar suas jogadas mais elaboradas. Com dois ponteiros como o time jogou no 1º tempo, não Pôde sair muito da área de influência dos becões do Tigre. Saiu vaiado, pois o torcedor cruzeirense, padecendo de neurastenia crônica, anda implacável. Está com raiva do treinador, dos jogadores, do campeonato, do futebol, de qualquer coisa.
  • Jajá – Não teve tempo para jogar.
  • Gerson Magrão – Deveria triangular com Fernandinho e Ramires, mas a receita não funcionou. O lateral teve sérios problemas com Márcio Diogo e o volante acabou mais centralizado tentando armar o jogo. Continua devendo uma boa apresentação com a azul-estrelada.
  • Camilo – Teve todo o 2º tempo para mostrar que pode substituir Wagner à altura, mas não conseguiu chamar o jogo, armar os ataques, prender a bola dar personalidade ao time. De qualquer forma, demonstra lampejos de bom jogador. Falta acreditar mais em si mesmo e jogar com mais fome de bola.
  • Juiz & Bandeiras – Vuadem não dá moleza para os atores do futebol. Caiu à toa? Então, fica deitado, pois o jogo segue. Um dos bandeiras errou ao marcar um impedimento inexistente de Magrão. O outro não errou.
  • Adversários – Gian e Henrique foram seguros e anularam Guilherme Gusmão. Márcio Gabriel, n e Rodriguinho são dois alterais talentosos. Leandro Salino, um batalhador. Ferreira e Adeílson tinhosos não dão sossego ‘as defesas. E recife com a 10, que coisa, quem poderia imaginar?! O Ipatinga está bem e pode sair do G4 se não tiver sido escalado pra cair pelas forças ocultas. Ops! Não se pode esquecer que Márcio Bittencourt deu organização tática interessante ao time. Está de parabéns.

O que foi dito

  • “Vencemos sem jogar bem. Tivemos algumas dificuldades, erramos muitos passes e, no 2º tempo, a equipe caiu de produção, recuou demais. Não aproveitamos as poucas situações de contra-ataque. Mas também não podemos tirar o mérito do Ipatinga. O objetivo era encostar no Palmeiras. Igualamos no número de vitórias. Estamos a 4 pontos do Grêmio e temos um confronto com ele, aqui. Acreditamos sempre. Sabemos que não jogamos bem. Esses últimos jogos são todos decisivos. Às vezes, o emocional, um pouco de ansiedade, as dificuldades do jogo, tudo isso acaba refletindo na partida. Thiago Heleno e Marquinhos Paraná estão voltando. Gerson Magrão e Maurinho entrando no time. São detalhes. Não costumo lamentar ausências, mas, às vezes, elas influenciam no rendimento coletivo. Hoje, eu acho que o time não foi bem em função disso.” (Adílson Baptista)
  • “Fiz o gol que todo mundo queria fazer. Graças a Deus, a bola caiu no meu pé, consegui fazer e vencemos. O Adilson Batista sempre pede para eu chegar dentro da área. Quando os atacantes abrem, apareço como homem-surpresa ali. Fui feliz de estar ali na hora certa.” (Ramires sobre o 100º gol do Cruzeiro em 2008)
  • “Erramos muito. Se a gente tivesse trabalhado um pouco mais as bolas em que erramos os passes, não daríamos ao Ipatinga a possibilidade do contra-ataque. Não podemos deixar escapar nenhum ponto. As equipes da frente estão pontuando e nós temos que correr atrás porque é a reta decisiva.” (Fábio)
  • “Não jogamos o futebol que costumamos mostrar. mas vencemos. Em campeonato de pontos corridos, é isso. Precisamos caprichar mais no passe. Eu mesmo tenho consciência de que errei bastante. É característica de jogo, infelizmente aconteceu, mas isso é normal.” (Henrique)

Fontes