Cruzeiro 0x2 São Paulo - 12/05/2010

De CruzeiroPédia .:. A História do Cruzeiro Esporte Clube
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Confrontos
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Por temporada
Escudo Internacional.png 1x2 Escudo Cruzeiro.png Gol aos do Escudo Cruzeiro.png 2x2 Escudo Avaí.png
Por Copa Libertadores da América
Escudo Nacional-URU.png 0x3 Escudo Cruzeiro.png Gol aos do Escudo São Paulo.png 2x0 Escudo Cruzeiro.png
No estádio Mineirão
Escudo Cruzeiro.png 3x1 Escudo Nacional-URU.png Gol aos do Escudo Cruzeiro.png 2x2 Escudo Avaí.png
Contra São Paulo
Escudo Cruzeiro.png 1x2 Escudo São Paulo.png Gol aos do Escudo São Paulo.png 2x0 Escudo Cruzeiro.png

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Escudo Cruzeiro.png
Cruzeiro
0 × 2 Escudo São Paulo.png
São Paulo
Jogo de ida - Quartas de Final - Taça Libertadores da América 2010
Data: 12 de maio de 2010 Local: Belo Horizonte, MG
Horário: 21:55 Estádio: Mineirão
Árbitro: Oscar Ruiz (COL) Público pagante: 48.602
Assistente 1: Abraham González (COL) Público presente: 50.359
Assistente 2: Humberto Clavijo (COL) Renda: R$ 1.422.892,04 R$ 1.422.892,04
Cr$ 1.422.892,04
NCr$ 1.422.892,04
Cz$ 1.422.892,04
NCz$ 1.422.892,04
(preço médio: R$ 29,28 )
Súmula: Ficha
Escalações
Cruzeiro: São Paulo:
1. Fábio 1. Rogério Ceni
2. Jonathan Cartão amarelo recebido aos 23. Cicinho Substituição realizada de jogo ( 2. Jean )
14. Thiago Heleno 6. Júnior Cesar Substituição realizada de jogo ( 9. Washington )
6. Diego Renan Substituição realizada de jogo ( 19. Guerrón ) 3. Alex Silva Cartão amarelo recebido aos
3. Gil 13. Xandão Cartão amarelo recebido aos
10. Gilberto Substituição realizada de jogo ( 23. Roger ) 18. Rodrigo Souto
7. Marquinhos Paraná 20. Richarlyson Cartão amarelo recebido aos
8. Henrique 10. Hernanes Cartão amarelo recebido aos Gol aos do
5. Fabrício Substituição realizada de jogo ( 27. Fábio Santos ) 16. Marlos
25. Kléber 15. Fernandão Substituição realizada de jogo ( 7. Jorge Wágner )
11. Thiago Ribeiro 25. Dagoberto Cartão amarelo recebido aos Gol aos do
Técnico: Adilson Batista Técnico: Ricardo Gomes
Reservas que não entraram na partida
Cruzeiro: São Paulo:
12. Rafael 22. Bosco
9. Wellington Paulista 8. Cléber Santana
15. Fabinho Alves 14. Renato Silva
17. Elicarlos 11. Marcelinho


Como foi

1º Tempo

  • 21h45 – São Paulo entra enm campo com camisa branca, calções e meias pretas, cumprimenta sua torcida que está nas cadeiras atrás do túnel da Lagoa.
  • 21h48 – Cruzeiro, com uniforme tradicional, entra em campo debaixo de foguetório.
  • 21h53 – Começa o jogo. São Paulo dá a saída.
  • 03 – Kleber ataca pela esquerda, tenta dois cruzamentos e obtém um lateral e um escanteio. Gilberto cobra, Alex Silva corta de cabeça.
  • 05 – Henrique marca Dagoberto na lateral-direita, Jonathan fica livre pra atacar, Thiago Ribeiro circula por todo o campo, Gilberto fecha o ladom esqeurdo pra evitar apoio de Cicinho, Fernandão é o atacante mais avançado do São Paulo.
  • 09 – Kleber lança Thiago Ribeiro que tenta cruzar. Richarlyson cede escanteio. Ribeiro cobra, Henrique sobe mais do que a zaga são-paulina e cabeceia. Rogério espalma no reflexo.
  • 12 – Marquinhos Paraná desarma Marlos, avança pela intermediária tricolor e lança Thiago Ribeiro. O atacante cruza, Kleber não alcança, Xandão afasta o perigo.
  • 14 – Kleber aplica um corte em Cicinho, na ponta esquerda, e chuta forte, cruzado. Rogério Ceni defende.
  • 15 – São Paulo controla o jogo fechando todas as passagens para o ataque celeste. Paraná e Henrique trocam de posição na linha de volantes. Fabrício não consegue apoiar o ataque. Laterais do São Paulo não saem pro jogo. Fernandão, Marlos e Dagoberto triangulam no ataque tricolor, que atua no 5-3-2 com Marlos avançando mais que os outros volantes.
  • 16 – Jonathan faz lançamento longo, Ceni chega antes de Kleber e defende.
  • 18 – Xandão derruba Kleber a 15 passos da grande área e recbe cartão amarelo. Thiago Ribeiro bate a falta acertando uma bolada na barreira.
  • 19 – Kleber recebe dentro da área, dribla Richarlyson, que fica no chão, e bate cruzado. Rogério Ceni afasta de soco
  • 20 - Marquinhos Paraná arremata da entrada da área, bola desvia em Alex, Rogério Ceni defende.
  • 21 – Fernandão passa, de primeira, pra Dagoberto, que entra na área e rola pra trás. Thiago Heleno, dentro da pequena área, espana.22 – Júnior César cruza da esquerda, Fábio disputa bola pelo alto com Fernandão e fica com ela.
  • 23 – Fernandão passa a Marlos, que invade a área e rola pra trás. Sozinho na poequena área, Dagoberto toca pras redes. São Paulo 1×0.
  • 25 – São Paulo se fecha na defesa e sai com perigo para o contra-ataque. Fernandão e Dagoberto trocam de posição a todo momento no ataque.
  • 26 – Fabrício chuta, bola desvia em Alex Silva e fica com Rogério Ceni.
  • 27 – Thiago Ribeiro dribla Júnior César e cruza, Xandão cede escanteio.
  • 30 – Jonathan comete falta em Júnior César e recebe cartão amarelo.
  • 31 – Kleber chuta de dentro da área, Rogério Ceni defende.
  • 32 – São Paulo adianta marcação, Cruzeiro tem dificuldade pra sair jogando. Gilberto está sumido.
  • 34 – Fábio tenta sair jogando com Thiago Heleno que recua mal. Torcida chia.
  • 35 – Cruzeiro avança, beques vão pra intermediária tricolor. São Paulo se concentra na defesa. Torcida celeste incentiva a equipe.
  • 37 – Richarlyson derruba Thiago Ribeiro, recebe cartão amarelo e é chamado de bicha pela torcida.
  • 38 – Jonathan cobra falta, Thiago Heleno cabeceia pra fora.
  • 40 – Hernanes derruba Kleber e recebe cartão amarelo.
  • 41 – Marquinhos Paraná lança Jonathan, que cruza da direita. Ribeiro cabeceia pra fora.
  • 42 – Fabrício invade a área e chuta forte, cruzado. Bola sia do lado oposto.
  • 45 – Gilberto lança Thiago Ribeiro, Rogério Ceni sai do arco e defende aos pés do atacante.
  • 48 – Fim do 1º tempo.
  • Thiago Ribeiro: “Criamos mais, São Paulo teve uma oportunidade e marcou. Temos que rodar mais a bola pra encontrar espaços.”
  • Fábio: “Estamos jogando bem e criando oportunidades. Eles fizeram uma boa jogada de um-dois e marcaram.”

2º tempo

  • 22h55 – Times retornam ao gramado.
  • 22h58 – Começa o 2º tempo com saída de bola pelo Cruzeiro.
  • 03 – Marquinhos Paraná lança Thiago Ribeiro, que cruza da direita. Gilberto cabeceia fraco, Ceni defende.
  • 04 – Fabrício arranca pelo meio e passa a Thiago Ribeiro, que invade a área e chuta rasteiro. Rogério Ceni espalma.
  • 05 – Gilberto erra um passe, torcida pede Roger Galera no time.
  • 06 – Kleber cruza da direita, Xabdão recua para Ceni.
  • 10 – Guerrón substitui Diego Renan, Gilberto vai pra lateral esquerda. Cruzeiro passa a jogar no 4-3-3.
  • 12 – Richarlyson derruba Marquinhos Paraná a dez passos da entrada da área. Thiago Ribeiro rola pra Gilberto, que chuta a bola na barreira.
  • 14 – Marlos aparece livre na área, tenta driblar Fábio, mas é desarmado pelo goleiro.
  • 15 – Fábio Santos substitui Fabrício.
  • 16 – Marquinhos Paraná e Henrique pressionam saída de bola do São paulo. Alex Silva comete falta em Henrique e recebe cartão amarelo. Thiago Ribeiro cobra a falta por cobertura, bola sobe muito e passa por cima do travessão.
  • 18 – Thiago Ribeiro chuta de fora da área, bola sai à direita de Rogério Ceni.
  • 20 – Guerrón escapa livre pela direita, mas cruza mal, nas mãos de Rogério Ceni.
  • 21 - Jonathan se atrapalha com a bola, Fernandão faz a assistência de calcanhar, Hernanes, sem marcação dentro da área, chuta no canto esquerdo de Fábio. São Paulo 2×0.
  • 24 – Kleber chuta da entrada da área, Ceni defende parcialmente. Guerrón apanha o rebote e chuta. Ceni cede escanteio.
  • 25 – São Paulo tem campo livre para contra-atacar.
  • 28 - Guerrón avança pela esqeurda e chutacruzado. Ceni cede escanteio.
  • 29 - Guerrón recebe nas costas da zaga e chuta colocado. A bola desvia em Richarlyson, passa por Ceni, mas Junior Cesar salva o gol em cima da linha.
  • 31 – Thiago Ribeiro recebe a bola na entrada da área, gira, dribla Xandão e solta uma bomba que acerta o travessão e vai pras redes. O Bandeira Humberto Clavijo assinala impedimento e Oscar ruiz anula um gol legal do Cruzeiro.
  • 32 – Washington substitui Fernandão.
  • 33 – Roger Galera substitui Gilberto.
  • 34 – Roger Galera derruba Hernanes e recebe cartão amarelo.
  • 35 – Jorge Wagner substitui Júnior César.
  • 36 – Jean substitui Cicinho.
  • 37 – Dagoberto recebe cartão amarelo por reclamação.
  • 38 - Roger Galera, de dentro da área, chuta colocado, buscando o canto direito de Ceni. A bola toca no pé do poste esqeurdo, rola sobre a linha de gol, toca no pé do poste direito e sai.
  • 39 – Roger Galera cruza, Jean cede escanteio.
  • 40 – Cruzeiro, incentivado pela torcida, pressiona muito. São Paulo, encolhido, protege sua área.
  • 43 – Fernandão, por unanimidade, é eleito o melhor em campo pela equipe da Rádio Itatiaia.
  • 48 – Fim de jogo.

Vídeos

Gols
Jogo completo

Atuações

  • Fábio – Fosse um pouco mais elástico, teria desviado o cruzamento de Marlos no 1º gol. Como sempre, evitou um gol certo ao desarmar, com os pés, o meia Marlos em outro lance quase fatal. Cometeu pênalti em Fernandão mas, por sorte, o bandeira havia anulado a jogada marcando equivocadamente impedimento do atacante. Nos demais lances, esteve perfeito. (Síndico)
  • Jonathan – Começou a partida com ampla liberdade pra atacar, pois Henrique marcava Dagoberto na lateral direita. Não deu muito certo, pois além de Bruno César, havia Richarlyson dando cobertura pelo setor que ele ataca, a ponta direita. Com o passar do tempo, voltou a ser lateral e não comprometeu. Teve participação no 2º gol do São Paulo ao escorregar e atrapalhar o bote de Gil sobre Fernandão. A indecisão que se estabeleceu no miolo da defesa facilitou o serviço de calcanhar do centroavante pro volante Hernanes marcar o gol. Apesar desse mau momento, ele procurou o jogo, lutou, tentou ajudar na blitz final do Cruzeiro. Mas sem muita inspiração. (Síndico)
  • Gil - Fez o que dele se esperava, espanou todas, limpou a área. (João Chiabi Duarte)
  • Thiago Heleno – Marcou bem a Fernandão o jogo inteiro. Mas, há que se ver mérito no jogador do São Paulo. Foram de seus pés que nasceram os 2 gols tricolores. E se estivesse o Gamarra dos bons tempos ali não evitaria os gols. (João Chiabi Duarte)
  • Diego Renan – Não encontrou brechas pra suas arrancadas. A postura defensiva do São Paulo dificultou ovelappings e triangulações de que ele se vale, em parcerias com Parabná e Gilberto, pra furar defesas adversárias. Suas dificuldades foram táticas, não técnicas ou anímicas. (Síndico)
  • Fabrício – Não repetiu suas últimas alterações. Estaria cansado? Sentindo dores na coxa, como se noticiou? Ou, simplesmente, tecve mais cuidados do que o habitual por ter um meiod e campo experiente e acima da média do futebol brasileiro pela frente. De positivo, a gana de vencer, algo que nunca falta em suas atuações. E uma ou outra subida perigosa ao ataque. (Síndico)
  • Fábio Santos – Esforçou-se pra cumprir a tarefa de empurrar o time pra cima do tricolor. E até que não foi mal na empreitada. Mas, no final da partida, desconsolado, dolorido e desapontado com o resultado, encerrou a carreira. Que seja feliz na atividade que vier a exercer fora do futebol. (Síndico)
  • Henrique – Manteve o bom nível que vem apresentando ao longo do ano. Não pôde nos presentear com um lançamento nas costas dos volantes adversários porque os de ontem são melhores que os da semana passada. Não pôde chutar de fora da área porque o São Paulo já está vacinado. Errou poucos passes e brigou com o fortíssimo meio-campo são-paulino. O “protegido” do Adilson já é querido por parte da torcida, o que, por si só, já demonstra como o discreto jogador tem jogado bem. (Paulo Rafael)
  • Marquinhos Paraná – Errou algumas jogadas no primeiro tempo, mas foi importante nas roubadas de bola. No segundo tempo desafogou a defesa e apoiou com eficiência. (Hugo Serelo) Comeu a bola. Sinceramente, deve ter um tube de oxigênio debaixo da camisa desse cara. Por diversas vezes ele se apresentava aos zagueiros, recebia a bola, cortava o meia do São Paulo, levava mais um e dava a bola para o lateral ou atacante. logo alguém batia com a bola na parede sãopaulina e já tava o 2 pulmões voltando pra marcar. Apesar da derrota ele teve um grande desempenho. (Renato-SP) Não estava achando um lugar em campo. Mas, foi quem mais tentou dar opções aos colegas. (João Chiabi Duarte)
  • Gilberto – Fez uma única bela jogada nos 90 minutos de jogo. Deu um passe para o Guerron que quase redundou em gol, não me lembro de mais nada. Deveria ter saído mais cedo para a entrada do Roger. (Agnaldo Morato)
  • Roger Galera – Merece mais oportunidades. Botou fogo na partida e não fez seu gol porque o imponderável não quis. Está com fome de bola! (Romarol)
  • Thiago Ribeiro – Mais uma vez deixou a sua marca com um belo chute de fora da área, mas o bandeirinha achou por bem atrapalhar o jogo e anulou um gol que seria muito importante para nós. Apesar do lance, ele não fez uma grande partida, esteve muito longe dos seus melhores dias. Não acertou uma cobrança de falta, não se movimentou como de costume, e não conseguiu aproveitar a maior Liberdade que lhe era dada como fez contra o Nacional. O seu semblante era de quem estava tendo muitas dificuldades, tambem não estava numa grande jornada. (Agnaldo Morato) Lutou, mas, quando venceu os beques foi tungado pelo bandeira, mas, não esteve em seus melhores dias. (João Chiabi Duarte)
  • Kleber – Lutou o gol o tempo todo, só que muito bem marcado pelos tricolores não conseguiu desempenhar o seu grande futebol. É um jogador que gosta de jogar próximo ou dentro da área, tem facilidade no toque um dois mais não teve muito com quem jogar. (Agnaldo Morato) Atuou muito bem, mas, foi andorinha só. (João Chiabi Duarte)
  • Guerrón – Entrou para cumprir uma função tática importante e necessária: jogar pelos flancos e tentar abrir a compactada defesa sãopaulina. Teria funcionado se aliada ao seu vigor físico e velocidade tivesse um pouco mais de técnica e inteligência. Só que o cara é ruim de doer, joga de cabeça baixa, não acerta um cruzamento e é azarado. A única bola sua que iria em direção as redes foi interceptada pelo zagueiro tricolor. Porque será que ficou fora da barca? (Agnaldo Morato) Do ponto de vista tático, achei sua entrada benéfica. Conseguiu ajudar a “empurrar” a defesa são paulina, abriu espaços e recebeu boas bolas. O problema foi a falta de inteligência, que o compelia a sempre tentar a jogada individual e o chute a gol. Em suma: muita correria e pouca produção. (Bruno Pontes)
  • Adílson Batista – Adílson sempre repete: “Quem atacar o Cruzeiro abertamente no Mineirão, perde”. Ricardo Gomes deve concordar com ele, pois armou sua equipe num despudorado 5-3-2, mantendo-se à espera de uma oportunidade pra decidir a partida. Teve quatro, aproveitou duas. O Cruzeiro também teve quatro, mas não as aproveitou. Ou, melhor, aproveitou uma, mas o bandeira, Humberto Clavijo, equivocadamente, anulou o gol celeste marcado por Thiago Ribeiro. Adílson não teve imaginação ou não teve jogadores para destampar o tricolor. A troca de posições de Ribeiro não surtiu efeito, pois as laterais paulistas estavam trancadas. Da mesma forma, os avanços dos laterais foram neutralizados. Kleber bateu de frente contra três beques fortões e não conseguiu conlcluir bem os lances de área. Gilberto não encontrou brechas pra lançar os atacantes e os volantes até que avançaram, mas se depararam com uma inexpugnável muralha defensiva. Nem mesmo a inversão de marcadores para os atacantes tricolores reosolveu, pois Fernandão, com dois toque soberbos, enganou todo mundo e abriu brechas na defesa celeste. Agora, o jeito é bolar outras artimanhas pro jogo de volta porque as usuais foram neutralizadas pelo São Paulo. Louve-se, contudo, o ânimo da rapaziada celeste que jamais desistiu de buscar o gol. E este ânimo tem muito a ver com a postura guerreira do treinador. (Síndico) AB mexeu errado. A saída do Diego Renan pra entrada de Guerron deslocando o Gilberto para a lateral esquerda desestruturou o meio campo da equipe. Gilberto não joga mais ali e Adílson e Dunga acham que ele ainda tem condições de exercer essa função. O Cruzeiro ficou sem armador e a saída do Fabricio piorou mais ainda a situação da armação das jogadas. Nesse momento eu não mexeria em nada, pois o time estava bem. Se fosse pra mexer, seria melhor colocar o Roger deslocando o Parana para a lateral esquerda. (Maurício Sangue Azul)
  • Torcida – O bom público (50 mil presentes) alentou o time o tempo todo. Poucos torcedores destoaram ao vaiar a troca de fabrício por Fábio Santos. Outros tantos, movidos pelo chavão de que jogador cponvoado não põe o pé na dividida, pediram Roger Galera em lugar de Gilberto. Manifestações normais num jogo de alata btensão. No conjunto, porém, a obra da torcida foi de boa qualidade. A maioria compreendeu que estava assistindo a um duelo de titãs e que sua equipe estava se empenhando em busca de um resultado melhor. (Síndico)
  • Juiz & Bandeiras – Oscar Ruiz teria atuação perfeita não fosse vítima de dois erros dos bandeiras em marcação de impedimentos inexistentes. Fosses mais inteligentes, eles teriam acatado a recomendação da Fifa de, na dúvida, beneficiar os atacantes. (Síndico)
  • São Paulo – Taticamente, o São Paulo esteve perfeito. Fernandão, Dagoberto, Marlos, Alex Silva, Xandão e Ceni foram os destaques individuais. E o criticado treinador Ricardo Gomes limpou sua barra com um esquema conservador, mas vitorioso. (Síndico)

O que foi dito

  • Rogério Ceni, goleiro do São Paulo: Falei pro Dagoberto hoje que ele e o Marlos eram importantes para que nosso time pudesse recompor, porque os volantes deles saem muito bem. Quando todos se dedicam, fica bem mais fácil. E esse é o espírito. Se formos assim, vamos brigar pelo título.
  • Cicinho, lateral do São Paulo: Dois gols fora dão tranquilidade para o segundo jogo. É difícil, nada está definido. O São Paulo cada dia mais mostra o seu valor. O torcedor merece, veio aqui em grande número apoiar, e demos esse presente pra eles.
  • Xandão, beque do São Paulo: Tivemos a oportunidade de conversar no vestiário e já percebemos a liderança do Fernandão, o que é muito bom para o grupo. Ele conversou bastante com a gente, chamou para si a responsabilidade e mostrou muita personalidade logo na primeira partida. Nós só temos a ganhar com isso. É uma vantagem muito boa, mas sabemos que é perigosa. Não podemos recuar, temos que atacar também e buscar sempre o gol. Sabemos que se fizermos um gol no Morumbi complicaremos ainda mais a vida do Cruzeiro.
  • Richarlyson, volante do São Paulo: Respeitando o Cruzeiro, mas ressaltando o nosso retrospecto na Libertadores, é complicado ser tachado como ‘zebra’ nessa partida. Isso foi mais do que uma motivação extra dentro do jogo. Saber que o São Paulo está há sete anos consecutivos disputando a Libertadores e chegar como ‘zebra’ é complicado para nós, jogadores. Ano passado fizemos um bom jogo no Mineirão, mas fomos derrotados por 2 a 1. Não jogamos bem no Morumbi. Já com essa vantagem de gols e pela forma como vencemos, tenho plena convicção que vai ser um jogo diferente. Vamos apresentar um futebol de alto nível.
  • Dagoberto, atacante do São Paulo: Jogamos muito bem. Superamos as expectativas. E demos uma sorte danada… O Fernandão tem uma técnica apuradíssima, uma inteligência excepcional. Sabe jogar muito bem naquela posição ali. Espero que ele ainda possa dar muitas alegrias pra gente. A equipe estava devendo uma partida consistente. Lutamos com inteligência, sabíamos das dificuldades. O Cruzeiro é muito difícil de ser batido em seus domínios. Mas jogamos com sabedoria. Não ganhamos nada, ainda temos noventa minutos lá no Morumbi.
  • Fernandão, atacante do São Paulo: Passei os últimos dias mentalizando muito essa partida, sei a importância da Libertadores para o São Paulo, e uma estreia contra um grande time é sempre um desafio. Fiquei contente com a minha atuação. O entrosamento não era o ideal, mas quando você joga com atletas de qualidade, ele vem rapidinho. Entrei em um time já montado, com uma característica forte, consolidado, e tudo isso facilitou bastante para mim. O Fernandão do São Paulo vai ser um cara que vai chegar para tentar viver o melhor momento da carreira em uma equipe de enorme tradição no mundo. Sempre empenhado para vencer, mas com a cara do São Paulo, tentando fazer história todo dia. O toque foi uma jogada legal. Quando a bola sobrou para mim, vi que os dois zagueiros estavam comigo, e o Hernanes estava sozinho, atrás de mim. Arrisquei e dei o passe. Deu certo, mas o mais importante foi ele fazer o gol. Senão não ia ficar tão bonito. O Hernanes é craque, é fácil jogar com ele.
  • Ricardo Gomes, treinador do São Paulo: Conseguimos a vantagem, tudo que foi planejado foi bem executado. O time, no 1º tempo, controlou bem as ações. Poderia ter mais posse, mas não conseguiu pela força do adversário. O 2º tempo foi mais sofrido. Se a parada está resolvida? Impossível, não existe isso em jogo de copa. Ainda mais contra um adversário como o Cruzeiro. Ninguém esperava esse nosso resultado, mas temos que ter a mesma determinação e plano de jogo de hoje. Isso não significa administrar o resultado, e sim controlar o jogo sem ter uma postura defensiva. O Cruzeiro tem como pontos fortes o meio e as subidas das laterais, e conseguimos anular estas forças. Isso estabilizou o São Paulo. Verdade que o Fernandão trabalhou pouco tempo com o grupo antes de jogar, mas tem uma história na competição, e logo no primeiro treino já senti que as técnicas dele, do Marlos e do Dagoberto se combinavam, havia cumplicidade. Utilizamos isso e deu certo.
  • Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo: Fernandão começou com o pé direito, gostei muito, todos gostam de um futebol eficaz, bonito. Não diria que o time ficou mais inteligente com ele, mas ficou mais encorpado, não só pela entrada dele, mas porque o São Paulo fez uma partida maiúscula.
  • Fábio Santos, volante do Cruzeiro: Não estou de cabeça quente, mas hoje foi a última partida pelo Cruzeiro. Saio do Clube e estou encerrando a carreira a partir de hoje. Isso eu já venho comentando com minha família. Venho lutando por causa de uma lesão, tive que passar por quatro cirurgias e hoje é minha última partida. Só tenho a agradecer. Estou tranquilo e sei do que fiz. Fica difícil você lutar todos os dias, com a lesão que tenho, ter a vontade, mas infelizmente não dá. Eu sinto incômodo ainda. Aí você quer ajudar e o torcedor quer saber que você está bem ali. Tenho que agradecer pelo que fiz e jamais joguei a toalha. Infelizmente espero que entendam que o nível que profissional que sou não joga a toalha. Pode ser que, se tivesse ganho, eu falaria a mesma coisa. Já venho pensando há muito tempo. Depois das duas cirurgias que tive no Fluminense, vim para o Cruzeiro e fiz todos os testes. Mas, pela vontade que tenho, tentei superar tudo. Consegui em alguns momentos, em outros não. Mas quem sabe sou só eu, mais ninguém. Estou consciente do que fiz. O torcedor é maior do que todo mundo. Veio, apoiou e infelizmente o resultado não aconteceu. Nada mais justo do que haver as críticas. O Cruzeiro segue a vida, eu sigo minha vida também. Sei que muita gente vai ficar triste por essa decisão minha, mas é a hora. Vinha passando pelo limite do corpo humano. Muitos já pararam devido a lesão no joelho. Eu sou mais um.
  • Roger Galera, meia do Cruzeiro: No pouco tempo que tive dentro do jogo, tentei ajudar o time. Infelizmente, era um gol que ia ajudar bastante, mesmo a gente perdendo. Sabemos que é difícil reverter essa situação, mas vamos trabalhar nesta semana para tentar fazer 2 ou 3 gols lá em São Paulo.
  • Kleber, atacante do Cruzeiro: Tentamos fazer as jogadas e recebemos muitas faltas. Principalmente no 1º tempo, ficamos muito distantes um do outro. O Thiago Ribeiro ficou na direita, eu, no meio, e o Gilberto, na esquerda. A gente tinha que ter se aproximado um pouco mais. Tínhamos que trabalhar melhor a bola. O São Paulo é um time que leva poucos gols. Eles conseguiram uma boa vantagem. Mas, no ano passado, conseguimos vencer por 2×0. Tomara que, desta vez, a gente saia de lá novamente com a classificação. Esquema é com o Adilson. Ele sabe o que fazer, sabe armar o time. A gente só vai obedecer. Só temos que mudar uma coisa. Temos que ter mais objetividade.
  • Adilson Batista, treinador do Cruzeiro: O Fábio Santos a gente acompanha diariamente o esforço, a dedicação, o profissionalismo, a vontade de querer voltar do período inativo. Achei que ele entrou bem. Ele ainda manca um pouquinho, o que é normal, mas passou, tocou, inverteu, fez aquilo que a gente tinha necessidade no jogo. Por isso da entrada dele e não do Eli ou do Fabinho Alves, porque eu ficaria bem mais defensivo. Ele veio até a mim e ao Eduardo Maluf e se posicionou que estava encerrando a carreira, que não estava suportando mais algumas dores no joelho. Pedimos pra ter um pouco mais de calma, paciência, porque é normal esse processo do retorno. Mas é uma decisão e amanhã a gente conversa com calma, não é em função do resultado. Infelizmente, hoje não foi possível e temos que parabenizar o São Paulo, que fez um grande jogo na Libertadores. Mas não tem nada perdido. É difícil, mas não é impossível. Vamos recuperar esses atletas, alguns sentiram o desgaste do jogo de domingo em Porto Alegre. O São Paulo teve poucos escanteios e poucos lances de bola parada, que são o seu forte. O Cruzeiro jogou do meio de campo pra frente, principalmente no 2º tempo. Hoje, não foi possível, a gente lamenta, mas vamos levantar a cabeça pra tentar vencer no Morumbi. Eu senti que eles querem reagir, estão se cobrando no bom sentindo e com esperança de reverter o resultado. Já fizemos isso no ano passado lá em São Paulo e fizemos recentemente contra o Nacional fora. É difícil, mas nós temos que acreditar, trabalhar e recuperar. Vamos por etapas e tentar recuperar os atletas. Domingo, temos o Avaí e vamos tentar colocar uma equipe pra vencer o jogo, mas já pensando no São Paulo na quarta-feira e classificar.
  • Eduardo Maluf, dirigente do Cruzeiro: Com o parecer de que estava recuperado, o Fábio fez os treinamentos de campo, os jogos-treinos contra os juniores e nós propusemos um contrato de risco, em que ele receberia pelo número de jogos. Voltou contra o Internacional e nós entendemos que ele teve uma boa atuação. Jogou contra o São Paulo e também entendemos que foi bem. Pra nossa surpresa, ao término do jogo ele deu a entrevista de que estava se aposentando. Hoj ele me procurou e foi honesto. Falou que, nesse período em que teve o parecer de condição de jogo, vinha tomando anti-inflamatórios por conta própria. O médico do Cruzeiro analisava e ele não tinha problema de inchaço no joelho, de nada. Ele foi muito franco. Disse que não poderia iludir a si mesmo, que a dor após os jogos é muito grande e isso poderia afetá-lo no futuro. Disse que poderia entrar, jogar 15, 20 jogos, mas não teria a performance dele. Colocou o ponto de vista dele e nós entendemos plenamente. Acho que o Cruzeiro tratou o Fábio Santos como homem, atleta, um jogador que teve passagem brilhante pelo Cruzeiro. Deu a ele a oportunidade, sabendo que ele seria muito útil ao Cruzeiro. Foi o que aconteceu. O que me deixa muito triste é que, em todo lugar, o Cruzeiro é um dos três melhores do Brasil. Só aqui em Minas que não é. O Cruzeiro continua na Libertadores e perdeu para um adversário que foi mais eficiente, tinha uma proposta de jogo e ela foi muito bem feita. Mas o time é muito bom, teve chance de empatar o jogo, teve um gol mal anulado. Temos que ter tranquilidade. O Cruzeiro vai buscar em São Paulo. O torcedor está no direito de cobrar. Nos últimos três anos, o Cruzeiro vem ficando nas primeiras colocações no Campeonato Brasileiro e disputando três Libertadores. Quando fazemos nosso planejamento, é para conquistar o título. Mas ganha só um e você não pode jogar fora todo um trabalho dos que não foram campeões por água abaixo. Os reforços nós vamos trazer. Vamos brigar pelo título Brasileiro. Nós trazemos o que o Cruzeiro precisa. Não contratamos pra dar satisfação. Podem ficar tranqüilos que estamos entre os favoritos e vamos nos reforçar.
  • André Kfouri, em seu blog: A melhor partida do ano (e a primeira atuação convincente num jogo decisivo na temporada) deu ao São Paulo uma gigante vantagem no caminho para as semifinais da Libertadores. Os dois gols são-paulinos tiveram as impressões digitais do estreante Fernandão, jogador inteligente, que sabe exatamente como contribuir. Mesmo sem as condições ideais. Até ontem, não havia um exemplo prático sequer que pudesse sugerir que o São Paulo faria a atuação que fez. A ideia de que o time renderia melhor se voltasse a jogar com três zagueiros era evidente para quem estava prestando um pouco de atenção. Mas faltava ver. Não falta mais. O maior problema do Cruzeiro (que não jogou no nível em que estava acostumado) foi enfrentar um time seguríssimo na defesa, e que “escolheu” a noite de ontem para mostrar uma aplicação inédita em 2010. Quinta nota? Por que não? O chute de Roger, que bateu nas duas traves aos 38 do segundo tempo, foi o símbolo de uma noite que o cruzeirense quer esquecer.
  • Juca Kfouri, em seu blog: Noite tricoloríssima: Pela Libertadores, um jogo equilibrado, de bom nível técnico embora econômico em emoções, que se restringiram a duas ótimas defesas de Rogério Ceni e ao gol são-paulino, em belíssimo passe de Fernandão para Marlos que deu para Dagoberto abrir o placar. O São Paulo fazia valer a sua tradição copeira e infligia a primeira derrota do Cruzeiro no Mineirão. Mas o time mineiro voltou encasquetado e foi para cima. Claro, abriu espaço para o São Paulo e, aos 20, Fernandão deu de calcanhar para Hernanes ampliar. Fernandão comandava o espetáculo, verdadeiro maestro. E, aos 26, em posição legal, ele foi derrubado por Fábio dentro da área, mas o bandeira inventou um impedimento. O favorito(66% das indicações neste blog) Cruzeiro parecia perdidinho da silva, embora tenha visto Júnior César salvar gol certo aos 28. E tenha, com Thiago Ribeiro, feito belo gol, mal anulado por novo impedimento inexistente. Como até mandou bola nas traves com Roger, porque não era noite do Cruzeiro. Que muito dificilmente conseguirá sobreviver no Morumbi.
  • Lédio Carmona, em seu blog: Quando a inspiração troca de lado: Inspiração. Era isso que faltava ao São Paulo e sobrava ao Cruzeiro nessa Libertadores. Usando um exemplo mais recente, nas oitavas-de-final o time mineiro atropelou o perigoso Nacional do Uruguai: 3 a 1 no Mineirão e 3 a 0 fora, com direito a show de Thiago Ribeiro. Já o São Paulo se classificou – sob fortes vaias – após empatar as duas partidas por 0 a 0 contra o Universitario-PER e decidir nos pênaltis. Natural que muito se falasse em favoritos e candidatos a vilões. Acontece que o futebol, por mais redundante que possa parecer, é imprevisível e isso que o torna o esporte mais popular do mundo. O São Paulo fez uma partida taticamente perfeita, principalmente na parte defensiva, segurando o poderio ofensivo do Cruzeiro, que por sua vez não cansava de finalizar sem sucesso. Kléber perdeu gols incríveis, a trave (ou melhor, as duas, no mesmo lance) cismava em atrapalhar. A ansiedade também. Enquanto isso, o São Paulo contava com a estreia do bom e experiente Fernandão que, quando motivado, é ótimo jogador. Tem aquele toque de classe e incomoda com sua técnica e estatura. Talvez subestimando-o após a passagem ruim pelo Goias, a defesa cruzeirense deu espaços cruciais ao jogador. No primeiro, tabelou livremente com Marlos, que cruzou na medida para Dagoberto marcar. Eram 24 minutos de partida e o gol abalou o time celeste. Na volta, recomposto, o Cruzeiro foi com tudo ao ataque. Foram mais de 20 finalizações e a bola teimava para não entrar. Faltava um toque de qualidade no meio. Alguém que parasse e tentasse fazer uma jogada decisiva. Gilberto, vaiado, não estava em noite inspirada. Roger entrou tarde demais. A defesa deu mais um espaço para Fernandão. Aos 20 minutos, recebeu na entrada da área, deu belíssimo passe de calcanhar para Hernanes que, livre, tirou de Fábio e calou o Mineirão. E poderia ter sido mais, no polêmico lance em que Fernandão foi derrubado por Fábio, mas o juiz marcou impedimento. Quem apostaria em vitória por dois gols de diferença? Em um São Paulo mais solto, mais obediente taticamente e mostrando uma vontade de vencer pouco vista nos últimos meses? E pior: quem apostaria em um Cruzeiro de mira tão ruim, tão ansioso, com uma defesa batendo cabeça e deixando buracos? Ninguém. O futebol é assim. Por ser assim, não podemos cravar que a vaga para a semifinal é tricolor. Mas deu um belo passo no Mineirão.
  • Mauro Beting, em seu blog: Na semifinal da Libertadores-05, sem Grafite (machucado), o São Paulo trouxe Amoroso, que estava acertando com o Albacete, da segundona espanhola. Em cima do laço acertou com o Tricolor. E o São Paulo acertou ainda mais. Num jogo dificílimo, a partida de ida contra o River Plate, quando tudo parecia perdido, Danilo fez um belo gol, aos 31 do 2o. tempo. Aos 46, Rogério Ceni fez 2 a 0, de pênalti. A brilhante vitória na volta, em Núñez, encaminhou o tricampeonato, conquistado com empate no Beira-Rio contra o Atlético-PR, e a goleada no Morumbi. Muito por mérito de Amoroso, que reeditou dupla histórica com Luizão, de saudosa memória bugrina, em 1994. Amoroso foi um achado tricolor, campeão do mundo em 2005. Mais um veterano histórico. Como também foi a estreia de Fernandão, no Mineirão. Havia três anos que ele não era Fernandão. Fernandão ainda sofreria um pênalti não marcado aos 27, quando o assistente erradamente marcou um impedimento dele, antes de ser derrubado por Fábio. Fernandão foi o Amoroso de 2005. Como Júnior César, aos 29, salvou gol certo de Guerrón, que bateu bola que Richarlyson salvou na garra, e o lateral-esquerdo tricolor salvou sobre a linha como Ronaldo Luís salvara sobre assim um gol certo do Barcelona, no Mundial de 1992. Como o mesmo lateral-esquerdo, em 1993, salvou outra bola sobre a linha fatal, em Assunção, na semifinal do bi, contra o Cerro Porteño. Bola que fez Júnior César sair de campo pelo desgaste muscular no lance. Bola que, ao não entrar, pode entrar na história tricolor. Como outra bola que não entrou, aos 38. Quando Roger (que poderia ter entrado antes, até mesmo desde o início, no lugar do Gilberto dileto de Dunga), chutou numa trave, a bola reboteou na outra, e não entrou. Como tudo sempre parece dar mais que certo ao São Paulo. E, desta vez, não ao Cruzeiro. Mesmo mantendo o 4-3-1-2 e a base do melhor brasileiro na Libertadores-10 (nas minhas palavras, e também nas de Ricardo Gomes e Rogério Ceni). Mesmo chegando bem à frente com Thiago Ribeiro e Kléber. Mas menos do que nos jogos anteriores. Bem menos que o necessário para vencer o São Paulo em noite de São Paulo na Libertadores. O que antes era Cruzeiro, agora virou. O time mineiro parecia mais favorito que era em 2009. Agora, só se voltar a repetir páginas gloriosas. Mas, para isso, é preciso que o São Paulo não seja tão São Paulo como foi no Mineirão.
  • Mário Marra, em seu blog: São Paulo vence e amplia vantagem: Na primeira partida da fase de quartas-de-final da taça Libertadores 2010, deu São Paulo. O time paulista venceu o Cruzeiro por 2 a 0 em pleno Mineirão. A equipe celeste, favorita para conquistar a vaga, jogava em casa e tinha a obrigação de vencer. Enquanto o São Paulo conquistou a vaga para as quartas-de-final em uma sofrida disputa de pênaltis – após dois empates em 0 a 0 contra o Universitário-PER – o Cruzeiro conquistou sua vaga para as quartas-de-final vencendo duas vezes o Nacional-URU e adquiriu a credencial de favorito. O São Paulo soube respeitar todo o favoritismo celeste. Adotou uma postura defensiva e esperou o Cruzeiro tomar a iniciativa na partida. O time do Morumbi ocupou bem os seus setores defensivos e não deu espaços ao ataque celeste. Kléber e Thiago Ribeiro lutaram muito, mas não conseguiram criar oportunidades claras. O Cruzeiro pressionava, pressionava e parava na forte marcação são-paulina. Ricardo Gomes armou muito bem a equipe; preencheu o meio-de-campo, dando mais consistência ao setor defensivo, e apostou suas fichas no estreante Fernandão. O pivô tricolor jogou enfiado entre os dois zagueiros celestes e foi praticamente o único jogador de ataque na equipe são-paulina. De início, todas as bolas o procuravam. O grandalhão era o ponto de referência da equipe do São Paulo. Quando a defesa tricolor parava as investidas do Cruzeiro, todos buscavam, através de lançamentos, o estreante. Aos poucos, o time tricolor se soltou em campo e saiu um pouco mais para o jogo. Com o passar do tempo a postura defensiva se tornava perigosa diante de um Cruzeiro que, mesmo não tendo sucesso em suas investidas, não deixava de ser veloz e técnico. Thiago Ribeiro e Kléber são atacantes versáteis, criativos e que têm talento suficiente para encarar qualquer defesa. Com os dois em campo, e com a postura defensiva adotada pelo São Paulo, o gol celeste parecia questão de tempo. Aos nove minutos de jogo, Henrique subiu mais que a defesa tricolor e cabeceou para a boa defesa de Rogério. Aos 12, foi a vez de Kléber invadir a área e bater forte, dando trabalho ao goleiro do São Paulo. Apesar do Cruzeiro ter tomado a iniciativa no jogo, quem abriu o placar foi o São Paulo. Aos 23 minutos, Dagoberto, após boa jogada do ataque tricolor, recebeu na pequena área e abriu o placar: 1 a 0. O Cruzeiro sentiu o gol, e após alguns minutos de abatimento, voltou a pressionar. Para fugir da forte marcação do meio-de-campo são-paulino, Henrique e Fabrício deram mais velocidade a bola; invertiam as jogadas e assim buscavam dificultar a marcação são-paulina. A estratégia de pouco adiantou, o nervosismo tomou conta da equipe do Cruzeiro. O time celeste errou muitos passes e o primeiro tempo terminou com o São Paulo em vantagem. Segundo tempo: As equipes voltaram sem mudanças. O São Paulo voltou se defendendo e o Cruzeiro seguiu pressionando. Logo no início da segunda etapa, aos três minutos, Thiago Ribeiro obrigou Rogério a fazer uma boa defesa. Perdido por um, perdido por mil! Adilson substituiu Diego Renan, em noite pouco inspirada, pelo atacante Guerrón. Agora, com três atacantes em campo, o Cruzeiro tinha mais armas e foi mais ofensivo, criou muitas oportunidades, mas não soube aproveitá-las. Enquanto o nervosismo e a ansiedade tomavam conta do Cruzeiro, o time do São Paulo continuava concentrado e, agora mais do que nunca, explorava os contra-ataques. Foi em um deles que o time tricolor chegou ao segundo gol. Aos 21 minutos, Fernandão, em ótima jogada, deu um lindo passe de calcanhar para Hernanes marcar: 2 a 0. Nos minutos restantes o Cruzeiro continuou criando e desperdiçando oportunidades. Guerrón e Kléber não conseguiram transpor a defesa são-paulina. Thiago Ribeiro até que conseguiu, aos 31 minutos marcou, mas o árbitro anotou posição de impedimento e o Cruzeiro teve um gol anulado. O time celeste continuou tentando diminuir a vantagem e aos 38 minutos quase obteve sucesso. Roger finalizou e a bola caprichosamente tocou nas duas traves e não entrou. O lance mostrou que realmente não era a noite do Cruzeiro. Placar final: São Paulo 2 x Cruzeiro 0. O São Paulo ampliou a vantagem, deu um passo importante para conquistar a vaga para a próxima fase, mas nada está definido. A vantagem de dois gols é muito boa, mas o Cruzeiro tem time para vencer o segundo confronto. Para o Cruzeiro a classificação ficou complicada, mas não impossível.
  • PVC, em seu blog: O São Paulo voltou a ser uma muralha. Mas Adílson errou: O São Paulo voltou a ser uma muralha e viveu momentos, no Mineirão, momentos que lembraram os melhores dias do São Paulo campeão brasileiro de 2007. Aquele time que, no meio do campeonato, chegou a ter a menor média de gols sofridos da história do Brasileirão. O início de jogo teve muitas bolas longas, procurando Fernandão pelo alto. Não funcionava. O Cruzeiro jogava no campo de ataque, forçava o jogo com Kléber sobre Xandão, mas criava pouco. Esbarrava na muralha. O jogo mudou quando o São Paulo colocou a bola no chão. A ideia não era ter mais posse de bola do que o rival, mas contra-atacar com precisão. Passes curtos, que tiravam a velocidade do jogo. Quando o Cruzeiro acordou, o São Paulo largava Marlos e Dagoberto, em linha atrás de Fernandão, chegando como elementos-surpresa, servidos pelo pivô Fernandão. Assim saiu o 1 x 0, gol de Dagoberto, com jogada do garçom. O segundo tempo contou com a colaboração de Adílson, que errou. Em vez de colocar Roger no lugar do apático Gilberto, preferiu Guerron no lugar de Diego Renan. Gilberto virou lateral e seguiu mal no jogo. Guerrón virou ponta-direita, para ocupar um espaço pela direita, que existia. Jonathan e Thiago Ribeiro jogavam por ali, mas… Mas ao escalar três atacantes, o Cruzeiro perdeu terreno no meio-de-campo. Estava claro que o São Paulo contra-atacaria. As saídas eram raras,mas precisas. Na segunda delas, saiu o gol de Hernanes. O São Paulo mereceu e está com um pé na semifinal. Difícil não é o Cruzeiro vencer no Morumbi. Difícil é vencer a melhor defesa da Libertadores.
  • Vitor Birner, em seu blog: Fernandão comanda o São Paulo com cara de campeão da América: O São Paulo teve várias das virtudes que tanto cobrei durante a temporada. Antes de qualquer coisa, foi guerreiro e humilde. Mostrou verdadeira ambição, não a protocolar, de chegar à semifinal. Entrou no gramado sob a desconfiança justa de seu torcedor e críticos. Nunca tinha correspondido nas horas mais complicadas. Mas jogou sua grande partida do ano. Exatamente a mais importante da temporada até a próxima quarta-feira. Manteve a concentração e a pegada ao longo dos 90 minutos. E foi abençoado pela grande apresentação de Fernandão, que além de melhorar muito o passe na frente, deu inteligência ao São Paulo. Formações e posicionamento: Adilson Batista não mudou. Só o zagueiro Thiago Heleno entrou no lugar do suspenso Leonardo Silva. Ricardo Gomes entrou no 3-5-2. Xandão, substituto de Miranda na direita, Alex Silva na sobra e Richarlyson do lado esquerdo. Junior César foi o ala. Jorge Wagner saiu. No começo estava meio estranho. Richarlyson avançava até o meio e deixava espaço. Estou certo que Ricardo Gomes não desejava isso. Começo equilibrado: A Raposa forçava pela esquerda, onde Gilberto abria bastante, Diego Renan chegava e um dos atacantes encostavam para tabelar. Jonathan descia menos do outro lado. Fabrício tentava o passe para os atacantes por ali. Kléber, infernal: Movimentação, habilidade e facilidade de lidar com futebol ríspido, transformam o atacante quase sempre num jogador infernal. Basta ver o tratamento dispensado pelo sistema defensivo sãopaulino ao Gladiador. Xandão, em carrinho pela direita, Richarlyson, estabanado, na esquerda noutro carrinho, e Hernanes, no meio, também por causa do carrinho, todos em Kléber, foram amarelados ainda no primeiro tempo. Vitória começou atrás: Na etapa inicial, o sistema defensivo do São Paulo foi muito bem. Levo em conta que é difícil parar o Cruzeiro no Mineirão. Jogou 13 vezes lá e marcou gols em todas antes dessa quarta-feira. A boa oportunidade cruzeirense de gol em todo o primeiro tempo foi também a primeira das poucas no jogo. Aos 9 minutos, Henrique ganhou por cima de Richarlyson em cobrança de escanteio e Rogério Ceni fez difícil defesa. No mais, o São Paulo segurou a Raposa no lotado e silencioso Mineirão com mais de 48 mil presentes. Fernandão fez a diferença na estreia: O Cruzeiro também marcava corretamente. A partida se alternava com infrutíferos períodos de domínio de bola de ambos. Quando o time do Morumbi comandava as ações, criou duas oportunidades parecidas. Aos 22, após tabelar, Dagoberto entrou na área, chegou à linha de fundo próximo ao gol, e errou o passe para quem vinha pelo meio na área. Um minuto depois, Marlos tocou para Fernandão, o reforço acertou belo passe de volta para o meia que rolou para Dagoberto fazer o gol. Só um cabeceio de Thiago Ribeiro ameaçou dar susto na torcida sãopaulina. A cruzeirense, apreensiva, não sofreu mais com jogadas contra seu goleiro Fábio até o intervalo. Segundo tempo começa parecido: Nenhuma alteração. Por causa das circunstâncias, o Cruzeiro precisava pressionar. Mas enfrentava as mesmas dificuldades. Apesar de ficar com a bola no campo de ataque, nos 20 primeiros minutos, só criou algo noutra cobrança de escanteio. Dessa vez, Thiago Ribeiro chutou e obrigou Rogério Ceni a fazer difícil defesa. Adilson arrisca: Diante do marasmo ofensivo de seus comandados, o treinador arriscou. Queria ver o time, como de costume, envolvendo quem visita o Gigante da Pampulha. Tirou Diego Renan e colocou Guerron para acabar com a sobra da zaga rival. Dois dos 3 zagueiros tinham amarelo e Alex Silva tomou o dele mais tarde. Qualquer lance mano a mano faria a diferença. Fernandão outra vez faz a diferença: Pragmático, as poucas investidas do São Paulo eram perigosas. Aos 14, Marlos foi lançado na cara de Fábio que conseguiu evitar o gol. Aos 20, Fernandão, de calcanhar, deixou Hernanes livre na área. Frio, ele chutou muito bem de esquerda e marcou seu primeiro gol na Libertadores. Aos 26, Fernandão foi lançado na área e sofreu pênalti de Fábio. Lance difícil, a posição parecia legal (não tenho certeza), mas o auxiliar deu impedimento. O atacante se machucou e deu lugar ao Washington. Ataque contra defesa. Cruzeiro perto do gol: Antes de Fernandão sair, Rogério Ceni defendeu chute de Kléber na cara dele. Já era sinal da pressão que o Cruzeiro faria. Aos 29, Gilberto colocou Guerron na cara de Rogério Ceni e Junior Cesar evitou o gol. Aos 31, outra polêmica. Thiago Ribeiro recebeu lançamento e marcou o gol. Na hora do passe, a condição dele era legal. Antes da bola chegar nele, Gilberto abre as pernas para ela passar. Ela tocou nele? O meia participou da jogada? Também preciso rever. Caso sim, o auxiliar acertou ao dar o impedimento. Caso não, prejudicou a equipe da casa. Sorte do lado do São Paulo: Adilson trocou Gilberto por Roger. Desejava melhorar o passe para seus 3 atacantes. Aos 38, o meia levou azar. Chutou em gol e a bola bateu nas duas traves e não entrou. Além disso, algumas vezes os mineiros viram a dita cuja passar na área e nunca sobrar para alguém empurrar para dentro do gol. E quando foi, Rogério Ceni esteve perfeito. Elogio ao Ricardo Gomes: Ele idealizou e treinou o posicionamento do sistema defensivo, perdeu Miranda, e seus planos, na prática, funcionaram. Como ele apanhou bastante na hora que suas ideias não geraram bom desempenho, no jogo importante, quando funcionaram, merece o elogio. Agora o São Paulo é favorito: O São Paulo entrará em campo na condição de favorito para ficar com a vaga. O time pode até mostrar instabilidade e perder a vaga no Morumbi. Se isso acontecer, será um fiasco. Está próximo de ver a Copa do Mundo classificado pensando na semifinal da Copa Libertadores da América.
  • Leandro Mattos, em seu blog: Decepção na Pampulha: A noite estrelada foi pra lá de infeliz nesta quarta-feira, no Mineirão, no primeiro duelo das quartas de final da Libertadores da América 2010, diante do São Paulo de Ricardo Gomes. Os comandados de Adílson Batista tiveram um dia de pouquíssima inspiração, principalmente num setor que sempre foi o diferencial do time: o meio-campo. Resultado: 2 a 0 para os paulistas. Pouco criativos, rifando bolas, os jogadores do Cruzeiro ainda encontraram um esquema tático muito bem armado do outro lado, que conseguiu, durante todo o primeiro tempo, principalmente, anular as principais jogadas dos celestes. Gilberto encontrou uma ‘multidão’ à frente e quase não teve espaço para ligar seu futebol aos homens de ataque. No segundo tempo, a Raposa foi bem melhor do que nos primeiros 45 minutos, mas mesmo assim esteve longe dos dias inspirados que já viveu na atual temporada. Decepção para os 48.602 pagantes que estivaram no ‘Gigante da Pampulha’ e esperavam um roteiro diferente para esse 12 de maio. Numa noite apagada, só consigo destacar Kléber, que brigou o tempo inteiro, tentou fazer a diferença. Num futebol, o impossível nunca teve muita credibilidade, mas a vaga do Cruzeiro ficou bem mais difícil, embora os 11 de Adílson Batista tenham demonstrado, no ano passado, pela mesma fase, da mesma competição, que não temem o Morumbi. Em 2009, eles bateram o Tricolor em terra paulista por 2 a 0, resultado que, na atual temporada, levaria a decisão para os pênaltis.
  • Arísio França, no PHD: Não vou nem entrar no mérito dessa discussão a respeito da situação do Cruzeiro no cenário nacional porque tenho os pés no chão e tô bem ciente do nosso lugar. Prefiro comentar sobre o que eu não esperava que acontecesse ontem. Vi um SPFC jogando com uma linha de 5 no meio que conseguiu anular por completo nossos laterais e a armação pelo meio. Vi uma zaga sólida, capitaneada pelo Alex Silva, que foi um monstro. Vi um Fernandão ressurgir do nada (execrado em Goiás), se postar como um líder, decisivo e fundamental para o placar final. Enfim, reconheço que ontem o time paulista fez uma partida acima da média do que vinha apresentando em 2010. Muito parecido com o que o Cruzeiro fez nos jogos contra o Velez e Nacional.
  • Cláudio Xina Lemos, no PHD: Foi um daqueles dias em que nada da certo, a bola bate nas duas traves e não entra, o Juiz anula um gol legal, mas não é este o foco, o time lutou, correu, dedicou como nunca, a torcida reconheceu e deu um show, cantou, empurrou o time, mas não deu, o spfw além da sorte teve muita capacidade e transpiração e, tem um baita elenco, tiveram o desfaque de um dos melhores zagueiros do Brasil e mesmo assim foram brilhantes na defesa, Alex Sillva que grande zagueiro, da mesma linha do irmão. Não podemos desmanchar este time, não podemos partir para o dessespero e jogar o trabalho fora.
  • Elias Guimarães, no PHD: Não acho que a zaga do Cruzeiro falhou ontem. Erros normais de marcação, bola na base do 1-2 decretaram o primeiro gol e o segundo num contra-ataque mortal, onde um escorregão do Jonathan possibilitou a jogada de craque do Fernandão. No mais, atacamos, pressionamos e o gol cismou em não sair. Paciência. Só não pode ser jogado no ralo um bom trabalho. Mas entendo que vai ser dificil demais ( principalmente em ano eleitoral, por motivos óbvios) manter a equipe e, principalmente, o treinador. Ai é que eu quero ver os nomes. Prá vcs verem: um nome ungido pela maioria da torcida (Muricy Ramalho) está penando no Flu e já tem seu trabalho (ainda no iníco) muito questionado. O nome seria o Ney Franco e seu 3-5-2? vamos aguardar…

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