Cruzeiro 0x2 Once Caldas - 04/05/2011

De CruzeiroPédia .:. A História do Cruzeiro Esporte Clube
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Confrontos
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Por temporada
Escudo Cruzeiro.png 5x1 Escudo América-TO.png Gol aos do Escudo Atlético-MG.png 2x1 Escudo Cruzeiro.png
Por Copa Libertadores da América 2011
Escudo Estudiantes.png 0x3 Escudo Cruzeiro.png Gol aos do Última ficha →
No estádio Arena do Jacaré
Escudo Cruzeiro.png 5x1 Escudo América-TO.png Gol aos do Escudo Atlético-MG.png 2x1 Escudo Cruzeiro.png
Contra Once Caldas
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Escudo Cruzeiro.png
Cruzeiro
0 × 2 Escudo Once Caldas.png
Once Caldas
Jogo de volta - Oitavas de final da Copa Libertadores da América 2009
Data: 4 de maio de 2011 Local: Sete Lagoas, MG
Horário: 21:50 Estádio: Arena do Jacaré
Árbitro: Antonio Arias Público pagante: 14.972
Assistente 1: Nicolas Yegros Público presente: 15.962
Assistente 2: Dario Gaona Renda: R$ 352.780,39 R$ 352.780,39 <br />Cr$ 352.780,39 <br />NCr$ 352.780,39 <br />Cz$ 352.780,39 <br />NCz$ 352.780,39 <br /> (preço médio: R$ 23,56 )
Súmula: Não disponível
Escalações
Cruzeiro: Once Caldas:

1. Fábio 1. Calle
2. Pablo 2. Amaya Gol aos do
3. Gil Cartão amarelo recebido aos  (1) 3. Henriquez Cartão amarelo recebido aos
4. Victorino 4. Nuñez
5. Marquinhos Paraná 5. Henao Substituição realizada de jogo ( Pajoy )
6. Gilberto 6. Mejia
7. Roger Cartão amarelo recebido aos  (1) Cartão amarelo recebido aos 7. Carbonero Cartão vermelho recebido aos
8. Henrique Substituição realizada de jogo ( André Dias ) 8. Mirabaje
9. Ortigoza Substituição realizada de jogo ( Dudu ) 9. Moreno Substituição realizada de jogo ( Micolta )
10. Montillo 10. Renteria
11. Farías Cartão amarelo recebido aos  (1) Substituição realizada de jogo ( Everton ) 11. Moreno Gol aos do
Técnico: Cuca Técnico: Juan Carlos
Reservas que não entraram na partida
Cruzeiro: Once Caldas:

Pré-Jogo

O Cruzeiro venceu o jogo de ida e pode empatar ou perder por 1×0 que, ainda assim, garante passagem para enfrentar o Santos pelas quartas de final.

Cuca não poderá contar com os atacantes Wallyson e Thiago Ribeiro, contundidos. Mas terá a volta do lateral-direito Pablo.

Ao Once Caldas só interessa a vitória, que pode ser por um gol de diferença, desde que marque ao menos três.

Juan Carlos Osório deve repetir o time da partida de ida em Manizales.

Lance a lance

Primeiro Tempo

  • 21h45 – Times perfilados para os hinos nacionais. Cruzeiro com uniforme tradicional, Once Caldas com camisas brancas e calções grenás.
  • 21h50 – Começa o jogo. Cruzeiro defende o Gol da Pirambeira, à esquerda das cabines.
  • 30seg – Farias comete falta em Mejia, no meio de campo.
  • 01 - Zé Ortigoza passa a Farías, que cruz. Bola desvia em Núñez e sai a escanteio.
  • 02 – Roger Galera cruza sobre a área, com curva. Martínez defende.
  • 03 - Amarelo! Farías comete falta em Henríquez.
  • 04 – Roger Galera comete falta em Carbonero na esquerda. Mirabaje cobra, Gilberto afasta.
  • 05 – Amarelo! Contra-ataque rápido do Cruzeiro. Henrique dribla Henríquez, que agarra o volante pelo pescoço.
  • 06 – Boa oportunidade! Henao comete falta em Zé Ortigoza na entrada da área. Montillo cobra e acerta a barreira.
  • 07 – Defesaça! Rentería tabela com Moreno, dentro da área, e chuta sem ângulo. Fábio salta e desvia pra escanteio.
  • 08 – Torcida celeste faz muita festa na Arena.
  • 09 – Briga de foice! Renteria passa o rodo em Gil, no meio de campo.
  • 10 – Pablo passa a Ortigoza, que divide com Henríquez e pede falta. Juiz manda seguir e manda seu compatriota parar de fazer onda.
  • 11 – Montillo tenta passar por Calle, que desvia a bola pra lateral.
  • 12 – Zé Ortigoza recebe lançamento, mas está impedido.
  • 13 – Rentería aparece na área com perigo, mas é contido por Victorino.
  • 14 – Once Caldas mantém Cruzeiro sob controle com toque de bola.
  • 15 – Dayro Moreno ionveste contra Gilberto, que o desarama.
  • 16 – Moreno rola pra Rentería, dentro da área. O atacante deixa Henrique pra trás e chuta sem ângulo. Bola passa por cima do travessão.
  • 17 – Roger Galera sumido, Montiilo bem marcado, Henrique confuso. Só Marquinhos Paraná mantém a calma e tenta jogar.
  • 18 – Pablo sofre com as investidas colombianas pelo seu setor. Zé Ortigoza volta pra ajudar a marcação, mas não tem
  • 19 – Moreno lança Rentería, que está impedido.a mesma capcidade física ede Wallyson e demora a voltar ao ataque.
  • 20 – Henrique passa a Montillo, Mejia corta.
  • 21 – Henrique lança Zé Ortigoza, que está impedido.
  • 22 – Cruzeiro troca passes, Once Caldas não abre a guarda.
  • 23 – Calle lança Mirabaje, que é desarmado por Roger Galera.
  • 24 – Colombianos têm o controle do meiod e campo e dominam a partida.
  • 25 – Amarelo! Roger Galera pára Calle com falta na lateral da área, pelo lado esquerdod a defesa celeste.
  • 26 – Calle caído, médico colombiano em campo.
  • 27 – Nuñez cobra falta rolando a bola pra Moreno, que enche o pé. Gil corta.
  • 28 – Zé Ortigoza carrega a bola e chuta forte. Amaya cede escanteio.
  • 29 – Fominha! Henao recebe a bola e, ao invés de apostar na jogada coletiva, senta o pé na gorduchinha, que sai longe do arco celeste.
  • 30 – Vermelho! Roger Galera tenta tomar a bola de Mirabaje com um carrinho, erra o alvo, acerta o adversário, e recebe opm 2º cartão amarelo.
  • 31 – Torcida celeste vaia Roger Galera.
  • 32 – Once Caldas joga melhor. O bloqueio colombiano no meio de campo é impressionante. Cruzeirenses não têm tempo pra pensar as jogadas.
  • 33 – Gilberto faz jogada individual e lança pra… ninguém. Os atacantes estão perdidos na marcação.
  • 34 – Cena de terror! Rentería faz jogada individual na entrada da área e chuta no ângulo. Bola acerta o travessão celeste.
  • 35 - Bate e volta! Bola não pára no ataque celeste. Farías é um poste.
  • 36 – Troca! Ernesto Farias por Francisco Everton.
  • 37 – Mirabaje chuta prensado, Fábio defende.
  • 38 – Mirabaje comete falta em Pablo.
  • 39 – Cadê o Cruzeiro espetacular de outras partidas? O time está correndo atrás do OC o tempo todo.
  • 40 – Rentería faz jogada individual, dribla Pablo e rola pra Carbonero. Henao fica com a bola e chuta. Victorino cede escanteio.
  • 41 – Moreno invade a área celeste pela direita e chuta forte. Bola sai pela linha de fundo, mas com perigo.
  • 42 – Henao lança Rentería, Fábio se antecipa e fica com a bola.
  • 43 – Montillo lança Zé Ortigoza, que é contido por Henriquez.
  • 44 – Por um triz! Gilberto lança Zé Ortigoza, que entra na área e chuta forte, cruzado. Bola sai pela linha de fundo.
  • 45 – Francisco Everton divide com Nuñez e fica caído.
  • 46 – Fim do 1º tempo. Empate foi bom negócio para o Cruzeiro.

Segundo Tempo

  • 22h55 – Começa o 2º tempo. Equipes retornaram dos vestiários sem alteração.
  • 01 – Carbonero tabela com Moreno e cruza. Pablo rebate.
  • 02 – Henrique lança Zé Ortigoza, que chuta mal, pra fora.
  • 03 – Rentería dribla Pablo e cruza. Moreno desperdiça a jogada.
  • 04 – Rentería recebe lançamento, mas é desarmado por Zé Ortigoza, que cede escanteio.
  • 05 – Once Caldas voltou melhor do que o Cruzeiro.
  • 06 – Montillo tenta driblar Mejía, que cede escanteio.
  • 07 – Gilberto dribla Mejia e cruza. Zé Ortigoza cabeceia por cima do travessão.
  • 08 – Carbonero cruza, Victorino corta.
  • 09 – Troca! Henao por Pajoy.
  • 10 – Vermelho! Carbonero acerta cotovelada em Henrique, que corta o supercílio.
  • 11 – Moreno recbe lançamento, mas é desarmado por Marquinhos Paraná.
  • 12 – Henrique volta a campo com a cabeça enfaixada.
  • 13 – Victorino não sabe o que fazer com a bola e toca curto pra Marquinhos Paraná.
  • 14 – Montillo faz jogada individual e tenta enconbrir Martínez, que fica com a bola.
  • 15 – Cruzeiro troca passes em velocidade, Zé Ortigoza cruza pra Henrique, que cabeceia fraco, sem perigo pra Martínez.
  • 16 – Torcida celeste canta forte incentivando o time, que ameaça reagir e sair do controle dos colombianos.
  • 17 – Renteria faz jogada individual, mas erra lançamento pra Moreno.
  • 18 – Zé Ortigoza enfileira colombianos, mas erra o último passe.
  • 19 – Por pouco não cai a casa! Pajoy entra na área, dribla a bequeria celeste e chuta por cima do travessão, com incrível perigo.
  • 20 – Troca! Mirabaje por Cuero.
  • 21 – Gol! Cobrança de escanteio pela esquerda do ataque colombiano, Amaya sobe mais que a defesa celeste e cabeceia firme. Bola entra no ângulo esquerdo do arco celeste. Once Caldas 1×0.
  • 22 - Troca! Zé Ortigoza por Dudu.
  • 23 – Montillo chuta de longe, bola passa por cima do travessão.
  • 24 – De fora da área, Henrique acerta um belo chute, bola passa raspando o arco colombiano.
  • 25 – Cruzeiro perplexo, torcida preocupada.
  • 26 – Gol! Rentería escapa pela esquerda, chuta, Victorino salva, chuta de novo, bola acerta a baliza celeste, Moreno fica com o rebote e manda a bola pra rede. Once Caldas 2×0.
  • 27 – Amarelo! Renteria reclama e é punido.
  • 28 – Rentería faz jogada individual, mas é contido por Gil.
  • 29 – Desespero! Torcida pede raça ao time.
  • 30 – Troca! Henrique por André Dias.
  • 31 – Montillo cobra falta de longe, Martínez defende em dois tempos.
  • 32 – Moreno cruza rasteiro buscando Rentería, que é desaramdo por Victorino.
  • 33 – Cruzeiro sai pro jogo e concede espaços na defesa.
  • 34 – Boa, becão! Victorino cobra falta, Martínez salta e desvia pra escanteio com a ponta dos dedos, à sua esquerda.
  • 35 – Cruzeiro parte pra cima, mas sem qualquer organização tática.
  • 36 – Pão caindo com a manteiga pro chão! Levantamento na área, Gilberto mata a bolas e chuta forte pro fundo das redes. Bandira assinala impedimento, equivocadamente. Gilberto está na mesma linha da defesa.
  • 37 – Cruzeiro joga pelada. Todo mundo partindo pra cima, mas sem saber fazer o jogo de abafa. OC desmonta todas as tentavias com relativa facilidade.
  • 38 – Francisco Everton aproveita saída errada da defesa do OC e chuta forte. Bola fica na rede, pelo lado de fora.
  • 39 – Troca! Moreno por Micolta.
  • 40 – Amarelo! Gil empurra Moreno pra agilizar a substituição e é adverttido.
  • 41 – Mejia chuta de longe, sem perigo.
  • 42 – Sempre ele! Rentería entra na área e quando vai marcar, é interceptado por Fábio, que salta a seus pés.
  • 43 – Pablo cruza, Martínez defende.
  • 44 – Marquinhos Paraná foi quem mais acerttou passes no time celeste.
  • 45 – Domínio estéril! Cruzeiro teve 56% de posse de bola.
  • 46 – Gilberto aciona Montillo, mas a defesa do OC corta.
  • 47 – Descontrolado! Rentería tenta recuperar uma bola que saiu pela lateral e recebe um cotovelaço de do treinador Cuca.
  • 48 – Charivari! Jogo paralisado pra que todo mundo se empurre.
  • 49 – Defesa celeste falha, Micolta fica cara a cara com Fábio e tenta encobri-lo. Bola acerta o travessão e sai pela linha de fundo.
  • 50 – Fim de jogo! Cruzeiro está desclassificado. Se servir de consolo, Libertad 3×0 Fluminense, em Assunção; Universidada Catolica 1×0 Grêmio, em Santiago; Internacional 1×2 Peñarol, em Porto Alegre. Quatro brazucas chutados da |Libertadores numa mesma noite!

Vídeos

Atuações

  • Fábio - Permitiu que o torcedor alimentasse esperanças até o fim da partida. Como de costume, fez grandes intervenções e, não fosse por ele, a vaca teria ido pro brejo bem cedo. (Matheus Reis)
  • Pablo – Pior em campo, estava completamente perdido. Subiu mais que de costume e deixou muitos espaços. Todos os gols aconteceram no seu setor. E não fosse por incompetência de Micolta, teria sido responsável direto pelo terceiro gol adversário. (Matheus Reis)
  • Victorino - Também não esteve bem. Foi facilmente batido pelos atacantes colombianos contribuindo para que o lado direito da defesa celeste fosse o ponto fraco da noite. No desespero, virou atacante, mas não conseguiu ajudar. (Matheus Reis)
  • Gil - Um dos poucos a se salvar na pífia partida desta quarta. Combateu muito e cobria as saídas do companheiro de zaga. Roubou uma enormidade de bolas e não afinou em momento algum. (Matheus Reis) / Teve um trabalhão com os atacantes do OC, mas não baixou a guarda. Lutou muito e sempre. Ganhou a maioria das disputas e ainda tentou empurrar o time pro ataque. Ótima partida. (Síndico)
  • Gilberto - Tinha alguma lucidez e tentava pensar as jogadas antes de executá-las. Com a entrada de Francisco Everton, jogou na posição que gosta e marcou um golaço, mal anulado pela arbitragem, que levaria a decisão para os pênaltis. (Matheus Reis)
  • Henrique - Primeiro tempo medonho. Tomou uma porrada do xará colombiano e jogou com dores boa parte do tempo. No segundo tempo, tomou uma cotovelada que lhe abriu o rosto. Melhorou ligeiramente, mas continuou errando muitos passes e travando as investidas ofensivas celestes. (Matheus Reis)
  • Marquinhos Paraná - Outro que esteve em noite terrível. No 1º tempo tentou se desdobrar para cobrir ora o lado esquerdo, ora o lado direito. Errou muitos passes, quebrando a chegada da bola aos meias. No 2º tempo, cresceu um pouco, mas continuou mal. Não subiu com Amaya no lance do primeiro gol. (Matheus Reis) / Pra começar, foi -estatisticamente- quem mais acertou passes no jogo. A bola não lhe queima os pés nem nos piores mkomentos. Ao contrários do destemperados ausentes, ele tenta jogar mesmo nas piores condições. Cobre laterais, seleciona bem as jogadas e não se intimida com a marcação forte do adversário. Errou passes e pedeu bolas, algo normal numa partida em que o meiod e campo, como um todo, foi engolido pela força, destreza e vontade jogar do outro time. Mas, definitivamente, não pode ser colocado no balaio dos que enterraram o time. Atenção, Raher: Marquinhos Paraná foi o cvolante, lateral-direito foi o Pablo, Ok? (Síndico)
  • Francisco Everton - Entrou pra fechar os espaços pelo lado esquerdo e liberar o Gilberto para subir ao ataque. Cumpriu bem a sua função. (Matheus Reis)
  • Roger Galera - Há quem confunda raça com carrinho. Foi seu caso hoje. O primeiro cartão amarelo veio depois do segundo carrinho imprudente na partida. Fez falta infantil, no meio campo, e foi justamente expulso, prejudicando o Cruzeiro. (Matheus Reis)
  • Montillo - Lutou muito, mas abusou do individualismo. Deveria buscar algumas tabelas, sobretudo no 2º tempo quando Gilberto veio para o meio, Dudu entrou como opção de velocidade e Francisco Everton aparecia com liberdade pela esquerda. (Matheus Reis)
  • Zé Ortigoza - Cair pelos lados de vez em quando é uma coisa; ficar por ali sempre, como opção de lançamento em velocidade, com a tarefa de vir à defesa para ajudar o Pablo, é outra. Mesmo jogando com vontade, não conseguiu exercer a função de Wallyson. E ainda perdeu duas chances preciosas. (Matheus Reis) / Tentou clonar Wallyson e se deu mal. Não conseguiu defender como o titular e ainda chegava estropiado ao ataque, escorregando e concluindo mal. (Síndico)
  • Dudu - Quando entrou, foi logo para o lado direito na tentativa de repetir a boa atuação de domingo. Mas, no desespero, o time centralizou demais o jogo e ele acabou sumindo. (Matheus Reis)
  • Ernesto Farías - Jogou apenas 36 minutos e não pode fazer muita coisa porque o time não se acertou no meio campo. (Matheus Reis) / Parece aquele garoto gorducho que, fica na banheira tentando fazer um gol na maciota e que só é aceito na pelada por ser o dono da bola. Impressionante sua inoperância e alheiamento. (Síndico)
  • André Dias - Entrou com pouco mais de 15 minutos pra tentar algo. Não ficou como referência na área nem se apresentou à intermediária pra alguma tabela. Não acrescentou coisa alguma. (Matheus Reis)
  • Cuca - Fez a escolha óbvia para o ataque celeste. O grande erro foi escalar e manter Pablo na partida. Já no 1º tempo, o lateral mostrou que não estava bem física e tecnicamente, deixando uma verdadeira avenida no seu setor. A insistência com o jogador custou a classificação. Com a expulsão de Roger Galera, tentou organizar a casa colocando Francicsco Everton na lateral e liberando Gilberto. Pouco adiantou. Dudu já se preparava para entrar quando saiu o primeiro gol. Talvez fosse a hora de tranquilizar o time, botar a bola no chão e quebrar o ritmo dos colombianos. Mas o Cruzeiro partiu pra cima de forma desorganizada e em nova falha de Pablo, Moreno fechou o placar. Entrou com André Dias no lugar de Henrique, mas talvez fosse o caso de sacar Marquinhos Paraná. A péssima leitura do jogo somada à noite ruim de meio time adiou o sonho do tri. Vacilou feio quando deu uma cotovelada em Rentería, justificando quem lhe chama de descontrolado. Agora é recuperar os cacos, por a cabeça no lugar e encarar com muita seriedade a decisão no Mineiro e o Brasileiro. (Matheus Reis) / Escalou o ataque da torcida (como não fazê-lo depois de uma goleada?) e se deu mal, pois Farias é pior que WP. Foi prejudicado pela malemolência seguida de irresponsabildiade de Roger Galera e pela péssima noite de Pablo. Fez as alterações possíveis, mas só obteve resultado com Francisco Everton na defesa e a liberação de Gilberto. Teria até levado o jogo para os pênaltis, não fosse um erro do bandeira. No fim, teve uma recaída e cometeu um erro absurdo ao agredir Rentería. Aí voltou a ser o Cuca do chororô e do indiozinho de arco, flecha e machadinha. E agora? Terá credibilidade pra levantar o moral do time para os RapoCotas qua se aproximam? A Diretoria terá que ajudá-lo nesta tarefa. De qualquer forma, pedir a cabeça dele está fora de cogitação. O saldo do trabalho ainda é bom e um pouco de estabilidade nunca fez mal a time algum. (Síndico)
  • Torcida - Copmpareceu em bom número, apoiou muito, caiu em depressão após o 2º gol, mas logo se recuperou e voltou a apoiar. No final, parte dela, gritou o nome de Montillo. E o melhor, comportou-se com dignidade sem atirar objetos em campo, vaiar desnecessariamente ou cometer vandalismos. Foi o que o Cruzeiro teve de melhor numas noite aborrecida. (Síndico)
  • Juiz & Bandeiras - Errou ao não expulsar Henriquez por agredir Henrique aos 8 do 1º tempo. Correto nas expulsões de Roger Galera, Carbonero e Cuca. O auxiliar número dois impediu que o jogo fosse para as penalidades máximas marcando impedimento inexistente de Gilberto. (Matheus Reis) / O juiz errou ao não expulsar Henriquez por uma agressão em Henrique e o bandeira dois errou ao marcar, tardiamente, impedimento de Gilberto no lance do gol celeste. Erros que já beneficiaram o Cruzeiro em outras ocasões, agora o prejudicaram. That’s football. Sem chororô, por gentileza. (Síndico)
  • Once Caldas - Renteria e Moreno deram muito trabalho à defesa. O ex-colorado se movimentou bastante, caindo pelos dois lados do campo. Venceu a disputa com Victorino e só não marcou porque Fábio e a trave impediram. Henriquez, a despeito da agressão em Henrique, marcou muito firme e virou atacante quando a situação apertou. (Matheus Reis) / Não mudou nada em relação ao jogo de ida. Defesa forte, meio de campo pegador, ataque sinuoso. Jogou como se estivesse em casa. Algo incompreensível pra torcedor e jornalistas brasileiros, que estacionaram nos anos 60 e ainda creditam existirem bobos no futebol. Rentería, Moreno e os meiocampistas foram os destaques. (Síndico)

O que foi dito

  • Walterson Almeida, no PHD: Nestas duas partidas, o melhor venceu e conquistou a vaga.
  • Celeste Campos, no PHD: Não era para o Pablo jogar. Estava sem condições físicas. Jogou abaixo do habitual e sem a ajuda do Walysson. Não é todo dia que Marquinhos Paraná e Henrique dão conta de carregar o time nas costas. Os atacantes titulares fizeram muita falta. Montillo ficou sem opção de jogada. Espero que o Cuca tenha capacidade de identificar no elenco quem está com gana pra vencer o zebrado. E nada de colocar jogador machucado.
  • João Chiabi Duarte, no PHD: Sem a velocidade de Wallyson e Thiago Ribeiro, o Cruzeiro errou ao marcar da linha do meio-campo para trás, seja no 11×11, seja no 10×11 ou pior ainda no 10×10. Assim, deixou o Once Caldas gostar do jogo. Desta vez quem saiu 100% das vezes na base do chutão foi o Cruzeiro. E, vamos e venhamos, né Fábio… sacanagem querer que o Montillo ganhasse na cabeça do Amaya ou do Henriquez… O Cruzeiro foi intranquilo e nervoso. Cuca, pela 1ª vez, não tinha um plano de contingência. Mas, mesmo que tivesse, do jeito que o nosso time jogou, só mesmo num lance de gênio de Gilberto ou Montillo a gente poderia chegar lá. Gilberto fez o gol, mal anulado e deixou o Ortigoza na cara do gol por 3 vezes. Montillo quase fez gol, sim, é verdade. O Cruzeiro poderia ter feito gol nos chutes de fora do Everton, se a bola desviasse em alguém? Também foi verdade.
  • Juan Carlos Osorio, treinador do Once Caldas: Vimos o que fez o Peñarol contra o Internacional e isso nos motivou. Foi um grande jogo do time uruguaio. Estivemos muito bem na defesa e no ataque. Sabíamos o que o Cruzeiro podia fazer, aproveitamos a ausência dos seus atacantes principais e decidimos fazer um jogo com muita pressão.
  • Marcelo Bechler, no blog do Lédio Carmona: Cruzeiro vencia mostrando como poderia perder. E perdeu: O Cruzeiro travou. O time que melhor mostrou futebol no Brasil em 2011, dependia quase sempre da velocidade para jogar. Foi assim nas goleadas sobre Estudiantes e Tolima. Contra o Guarani do Paraguai, que atuou fechado, contou com gols de rebotes de escanteios, para golear só depois dos 40 minutos do segundo tempo. Nos 22 jogos na temporada, em apenas três esteve atrás no placar – na derrota para o Atlético e nas vitórias sobre América e Guarani. Sem Wallyson e Thiago Ribeiro, com Farías e Ortigoza na frente, a equipe tropeçava nos próprios erros e oferecia espaço para o contra-ataque. Sem os velocistas, os laterais Gilberto e Pablo subiam para dar volume ao ataque. Deixavam espaços generosos. O Once Caldas chegava e a alternativa era fazer faltas. Roger, na terceira vez que chegou atrasado, foi expulso. Antes disso, duas grandes defesas de Fábio e uma bola na trave. Os espaços eram idênticos no segundo tempo, mesmo com a expulsão de Carbonero, principal articulador colombiano. Por quê? Porque assim é o Cruzeiro de Cuca. Mesmo nas vitórias, o suficiente nunca era o bastante. Mesmo quando deu show e goleou, tinha problemas com o desarme no meio-campo, que subia demais, e a defesa exposta. O gol de Amaya aos 21 não fez o time brasileiro se proteger e, em mais cinco minutos, Moreno fez o segundo. O gol mal anulado de Gilberto era de dificílima marcação. O Cruzeiro foi o melhor time da Libertadores até as oitavas-de-final e jogou muito bem até o fatídico confronto com o Once Caldas. O bom futebol não dava à equipe o status de invencível, muito menos de Barcelona das Américas (…). O Cruzeiro tinha falhas e elas foram apontadas aqui, neste mesmo espaço. O time jogava bem e vencia, mas mostrava como poderia perder. E perdeu. Surpreende pelo adversário que foi e depois da vantagem conquistada. A forma da eliminação não.
  • Mauro Beting, em seu blog: Pouco antes de a bola rolar em Sete Lagoas, Cuca disse a William Lopes, do Bandsports: “Deixa eu bater na madeira que, até hoje, nosso time não teve nenhum expulso”… Fosse só essa madeira para bater. Fosse só isso que Cuca bateu ou foi batido… Once Caldas tirou o São Paulo de Cuca no último chute, em Manizales, na semifinal de 2004. Agora, os dois gols em Sete Lagoas tiraram da Libertadores o time que fazia cinco gols como mandante, em média, em 2011. Não por acaso, a mais inesperada das derrotas da Noite dos Massacres brasileiros também aconteceu pela ausência dos artilheiros Thiago Ribeiro e Wallyson. E da melhor opção de banco que seria Brandão. Para não falar da ausência de equilíbrio de Roger, justamente em seu melhor ano. Se é louvável o que ele tem marcado, para que três carrinhos em meia hora? Com 3min, já merecia um amarelo por entrada dura em Carbonero; aos 26, poderia ter sido expulso sem dó por entrada no lateral colombiano; aos 30 fechou a trilogia de modo bizarro. Desde o início, o 4-2-3-1 colombiano foi se impondo diante dos passes errados e da falta de velocidade mineira, e do pouco auxílio dos homens de frente na marcação. Não fosse Fábio, na primeira etapa, o placar surpreendente poderia ter acontecido já no primeiro tempo. Aos 37, saiu Farías (que não havia entrado) e entrou Everton. Um homem a menos no ataque, mais colombianos apoiando e chegando ao ataque. Cuca perdeu o ataque e não ganhou combate no meio. Ainda que soltando mais Gilberto. A única chance celeste em 45 minutos foi um tiro torto de Ortigoza, no último minuto. Quase nada. Na segunda etapa, com 10min, o meia-atacante Carbonero foi expulso por cotovelada em Henrique. Gilberto já funcionava melhor no meio, embora Everton estivesse ainda pior na marcação pela lateral. O jogo voltaria a ficar equilibrado se o Cruzeiro ao menos jogasse 10% do que vinha jogando. Mas, aos 21, 10×10, depois de duas grandes chances colombianas, um gol de cabeça do Once Caldas depois de escanteio. O torcedor que só vibrara com gol do Libertad se calava pela péssima partida celeste. E, mais cinco minutos, depois de um melê, Moreno fez o gol que acabaria classificando o time colombiano, prostrando time e torcida. Aos 37, um golaço de Gilberto foi anulado por impedimento milimétrico. Para mim, posição legal, mesma linha –o braço não conta na definição do impedimento. Mas lance tão difícil quanto perder o jogo e a cabeça como o Cruzeiro perdeu e se perdeu. O que falar da cotovelada de Cuca em Rentería? O colombiano veio com tudo para cima do treinador. Mas ele não poderia ter entrado com nada na cabeça. Desde 1994, quando o Cruzeiro foi eliminado nas oitavas-de-final pelo Unión Española, e o Palmeiras pelo São Paulo, sempre houve ao menos dois brasileiros nas quartas-de-final. Agora, só o Santos. Desde aquela Libertadores não se via apenas um brasileiro entre os oito melhores da competição.
  • Mário Marra, em seu blog: O time não conseguiu jogar. Cuca sofreu com a perda de vários jogadores importantes para seu esquema e com a expulsão de Roger. Ainda assim, o Cruzeiro tinha feito o placar e viu sua campanha ser jogada fora. O pior da noite foi a atitude do treinador. Cuca se colocou em um nível que pensei não ser o dele.
  • Leandro Mattos, em seu blog: (…) Os colombianos deram um ‘baile’ no Cruzeiro no primeiro tempo e só não abriram vantagem por causa da constante e excelente fase de Fábio, que é mesmo um paredão de segurança máxima. Parecia que o Cruzeiro é que portava as camisas brancas. Muito inferior tecnicamente, o Once Caldas engoliu o time azul nos 45 minutos iniciais, com um toque de bola surpreendentemente envolvente -geralmente toques curtos, de primeira, sob o olhar passivo dos marcadores estrelados. Volta e meia um atacante colombiano saía na cara de Fábio e sem dificuldade. Era difícil acreditar! É claro que a eliminação precoce e vergonhosa tem outras explicações além da arrogância e seria injusto não elencá-las. São elas, na minha opinião: a expulsão imprudente de Roger aos 30 do primeiro tempo, que desarticulou um meio-campo que, nesse jogo, já demonstrava imensa dificuldade para criar; as ausências extremamente sentidas de Thiago Ribeiro e Wallyson que tornaram o ataque azul bem menos agressivo; e, claro, o gol legítimo e absurdamente anulado de Gilberto, que colocaria a Raposa, ao menos, na decisão por pênaltis. Por mais que o elenco da Toca negue (…) o que se viu foi um time branco encarando o duelo como uma final de campeonato e um time azul com a cabeça nas finais do Mineiro e já pensando no Santos, único representante brasileiro nas quartas de final do torneio continental. Acho que um misto de dispersão e soberba foi a receita do que o Cruzeiro colheu na Arena do Jacaré. (…)
  • Gabriel Brito, no blog de Vitor Birner: Antes de mais nada, é preciso contar algo bizarro que pensávamos que só o futebol brasileiro era capaz de produzir. Antes de entrar em campo em Sete Lagoas, o Once Caldas já havia jogado nesta quarta. Foi pelo grupo B da Copa Colômbia, no qual sua equipe B foi derrotada em casa pelo Nacional de Medellín por 2-1. Os albos usaram força máxima no duelo que mais interessava, evidentemente o da Libertadores. Formações iguais à ida: Com o mesmo 4-4-2 e idêntica escalação da partida em Manizales, o Once entrou em campo sem medo de buscar o ataque e começou bem melhor. Em 10 minutos, Renteria já havia criado duas perigosas chances, numa delas quase marcando um golaço, com uma cavadinha sem ângulo após driblar até a linha de fundo. Seria um gol de placa. Também no 4-4-2, com seu costumeiro quadrado – Marquinhos Paraná, Henrique, Roger e Montillo –, os azuis não conseguiam espaços para organizar suas jogadas. Paravam na aplicada marcação visitante. A dupla de ataque, formada pelos habituais reservas Farias e Ortigoza, não recebia as bolas. Nunca antes visto…: Impetuoso no combate como poucas vezes se viu, Roger fez três faltas duras e merecidamente recebeu o cartão vermelho, aos 30. Dessa forma, Cuca foi obrigado a sacar Farias e recompor seu time, colocando Everton, que foi para a lateral esquerda, deslocando Gilberto para o meio campo. Por sua vez, os albos continuavam melhores. Em outra belíssima jogada individual, Renteria se livrou de três e acertou o travessão. No único lance criado pelo Zeiro antes do intervalo, Ortigoza invadiu a área após passe de Montillo e chutou pra fora. Ah, esse futebol…: No segundo tempo, o Once Caldas, ciente de que “si, se puede”, sacou seu volante Henao e colocou o atacante Pajoy para jogar nas costas do lateral direito Pablo. O efeito seria letal. No entanto, antes disso, o meia Carbonero, que dava muito trabalho pelo seu flanco direito, subiu no alto com Henrique, acertou seu supercílio e foi expulso. Não pareceu agressão, mas assim julgou o árbitro. E quando parecia que a calmaria havia chegado a Sete Lagoas…: Com uma atitude exemplar, o Once continuou indo à frente, sem perder seus ímpetos ofensivos. Mesmo após um ou outro ataque comandado por Montillo, os albos criaram chances em sequencia. Pajoy perdeu duas ótimas pela esquerda, mostrando o efeito positivo de sua entrada para explorar o lado de Pablo. E o futebol também é justo. Em meio à pressão, o zagueirão Amaya subiu mais alto que todo mundo em cobrança de escanteio e testou no ângulo de Fábio. A tensão tomava conta do jogo e o Once Caldas seguia, para espanto dos presentes, mostrando muito mais sobriedade. Dessa forma, continuou melhor no jogo. Juan Carlos Osorio se dava conta disso e lançou Cuero no lugar de Mirabaje, para renovar o fôlego ofensivo. O Once continuava melhor. Moreno e em especial Renteria não paravam de infernizar. O gol da classificação: De tanto insistir, o Once novamente achou espaço nas costas de Pablo, Pajoy ainda chutou duas vezes, a segunda na trave sem goleiro, mas no rebote Dayro Moreno não perdoou e anotou o 0-2 que ninguém ousava prever. Time perdido e sem ideias: Atônito, o Cruzeiro passou a se lançar à frente de qualquer maneira. Henrique saiu para a entrada do avante André Dias, o que escancarou o time azul para inúmeros contra-ataques dos visitantes. Como desgraça pouca já era bobagem há muito tempo, Gilberto recebeu na área, chapelou o marcador e fez um gol antológico, de direita! Mas o bandeirinha enxergou um equivocado impedimento. No final, o Cruzeiro não sabia o que fazer, a torcida já se encontrava em silêncio sepulcral e o Once administrava com muita sabedoria sua vitória. Vitorino, aos 35, ainda cobrou falta para boa defesa de Martinez. Desespero e loucura: Já nos acréscimos, outro episódio que só os embates copeiros parecem proporcionar. Renteria saiu com bola e tudo pela linha de fundo, foi de encontro a Cuca, que já pegava a pelota para entregar a algum atleta seu, não sem antes desferir inconcebível cotovelada no avante ex-Inter e Galo. Como estava fora do gramado, o juiz mandou seguir, o que não impediu o departamento médico visitante de invadir (!) o campo e interromper o ataque local. Jogo paralisado, empurra-empurra e cruzeirenses definitivamente transtornados. Mais alguns chutões pra área, histeria em Sete Lagoas e apito final. Justo: Foi uma classificação tão heróica quanto merecida. Superioridade total dos albos na partida, que se somou à tragédia brasileira deste histórico 4 de maio de 2011.
  • Gilberto, meia do Cruzeiro: A equipe jogou muito mal. Tudo que a gente tinha feito até hoje dentro de campo não ficou visível e isso facilitou o jogo para o Once Caldas. Tivemos uma noite infeliz. Ainda tentamos buscar, mas, a cada minuto que passava, a situação se complicava mais e acabamos sendo eliminados. Agora temos que buscar o Mineiro de qualquer forma.
  • Roger Galera, meia do Cruzeiro: Dificilmente tomo cartão amarelo, não sou jogador violento. Dei um carrinho, cheguei atrasado, o juiz decidiu me expulsar. Deixei os companheiros em situação difícil. Fiquei aqui no vestiário sofrendo e rezando, até o jogador do Once Caldas ser expulso. Aí fiquei mais tranquilo, eram dez contra dez outra vez, tirei um peso das costas pelo sentimento de culpa. Fui tomar banho. Quando saí, o Farias entrou e disse que eles haviam feito um gol. Voltei a ficar apreensivo, vim ver o final, mas não deu. Nem o mais temeroso cruzeirense acreditava que isso pudesse acontecer. Não foi excesso de confiança. Às vezes as coisas ruins acontecem. Vamos tentar assimilar esse golpe. Temos pouco tempo pra lamentar e um jogo importante pra tentar reverter isso. Todos estão abalados. A tristeza é nítida na cara de todos, pois estávamos confiantes. Quando se tem uma derrota dessas, todo mundo tem um baque natural. Independentemente de estar tudo desfavorável no domingo, ainda bem que tem esse jogo pra gente tentar reverter as coisas. Imagina se fosse só no outro domingo? Seriam dez dias falando dessa derrota.
  • Cuca, treinador do Cruzeiro: Foi um dia em que a gente esteve muito mal, foi o nosso pior jogo do ano. Tanto na pegada, quanto na qualidade do passe, na distribuição do jogo. Era um jogo perigoso, eu falei durante a semana. Nossa arma principal era a nossa força ofensiva, com jogadores velozes. E perdemos três jogadores de frente. Isso faz muita falta. Por mais que você tenha um grupo, e o nosso grupo é forte, você sente. Não tivemos um jogador expulso até esta partida. E o Roger é um jogador técnico, não é de dar carrinho. Deu dois. Recebeu um cartão amarelo e outro vermelho. No 2º tempo, quando estávamos com 10 contra 11, a gente estava melhor do que eles. Quando ficou 10 contra 10, eles fizeram um gol de cabeça. Acabamos levando o segundo gol, na falha de cobertura. Saímos pro jogo e fizemos um gol legal. Quando lançaram a bola pro Gilberto, eu acompanhei o bandeira, e ele seguiu, a bola entrou e ele levantou a bandeira. Gol legal, que nos levaria, quem sabe, a uma classificação. No lance do Rentería, a bola vem na minha direção, eu me agacho e seguro a bola, faço um movimento com ela, ele se choca comigo e, lógico, malandro, quer ganhar tempo, faltando um minuto, consegue o objetivo dele. Pablo sentiu o jogo, foi muito mal. Acho que esses dez dias que ele parou, deu uma queda no ritmo, porque é um jogador que tem que ter aquela sequência. Ele sempre deu estabilidade muito grande ao setor defensivo e hoje ele não conseguiu. Automaticamente, quem estava do lado dele também não foi bem. Dos nossos homens de meio, que criam, que jogam, nenhum foi bem. E sem essa velocidade, fomos um time apático que não jogou bem num momento decisivo. São coisas da vida e precisamos levantar a cabeça e seguir adiante. Nós tínhamos trocado Farías com 30 minutos, tínhamos trocado Ortigoza com 10 minutos e tínhamos uma terceira pra fazer. Pablo é um jogador defensivo e se você queimar, puser um Leandro Guerreiro, fica sem uma terceira troca. Pablo faz muito bem a defesa no 1º tempo e no 2º foi muito mal. A culpa não é dele, é minha. Ele não esteve bem, mas você não vai queimar uma terceira troca, trocando um lateral por outro, sendo que precisa de um gol. Então pusemos o André Dias na frente, pra ter uma oportunidade, um cabeceio, um cruzamento, enfim, pra ter força ofensiva.
  • Fábio, goleiro do Cruzeiro: Não jogamos como antes, tivemos infelicidade e fomos imprudentes em alguns lances. Em uma competição em que os gols fora de casa contam muito, isso é prejudicial. Agora, temos que agüentar as conseqüências. Todo mundo tem responsabilidade por nada ter saido como a gente queria pro time se classificar. Com o mesmo número de jogadores, a gente se lançou muito ao ataque e levamos um gol de bola parada, algo que não poderia ocorrer. Levamos dois gols, precisávamos fazer ao menos um, mas não conseguimos. A gente tinha tudo pra passar de fase e buscar o título, mas fica a lição que temos de dar o máximo a cada partida. Não adianta viver de passado, de bons jogos e resultados.
  • Gil, beque do Cruzeiro: A gente estava ciente de que seria difícil. Foi um dia em que não deu nada certo para a gente. Temos que levantar a cabeça, trabalhar mais forte ainda, para almejar coisas mais pra frente.
  • Benecy Queiroz, supervisor de futebol do Cruzeiro: O gol do Gilberto foi legítimo, mas não temos nada a reclamar. Não soubemos aproveitar o momento e perdemos a classificação quando o Cruzeiro tinha todas as condições de ser campeão da Libertadores. É mais uma lição que a gente aprende no futebol. O clima é de tristeza, todos estamos incrédulos.
  • Dimas Fonseca, diretor de futebol do Cruzeiro: Não vamos punir o Roger.Dificilmente, ele é expulso ou tem algum problema de relacionamento. No momento do jogo, lamentavelmente, na primeira falta, ele teve a infelicidade de fazer. Na segunda, foi infeliz, não tinha a intenção de pegar o jogador e sim a bola. Cuca é um excelente treinador, a campanha do Cruzeiro com ele é fantástica. Olha quantos jogos disputamos, quantos vencemos com ele. O aproveitamento é de aproximadamente 73%. Qual treinador no Brasil hoje tem esse índice ou perto? Não podemos sacrificar o treinador porque não ganhou um título. Ele chegou no ano passado com o Campeonato Brasileiro em andamento e fomos vice-campeões. Fomos garfados naquele jogo contra o Corinthians e se não fosse aquilo, teríamos sido campeões com certeza. E o Cuca vem de uma campanha excelente, fomos os melhores entre todos os clubes e numa noite muito infeliz acabamos saindo da Libertadores. Eu me reuni com ele, com o Valdir, dissemos que ele tem todo o nosso apoio. Nem seria necessário dizer, pois o torcedor também se identifica com o Cuca, gosta dele, temos visto isso, foi notório na Arena os aplausos pra ele. Cuca está tranquilo, seguro, e queremos vê-lo campeão mineiro e brasileiro esse ano.
  • Montillo, meia do Cruzeiro: Vamos tentar ganhar o clássico pra virar um pouco o que aconteceu na Libertadores. Não vai virar tudo, queríamos ser campeões de tudo, mas agora fica só o Mineiro, então temos que ser inteligentes pra sairmos campeões. Tínhamos tudo para vencer, mas ontem fizemos tudo errado, do goleiro até o centroavante fizemos tudo errado, não jogamos como sempre. Ficamos fora e agora ganhar o Mineiro é o obrigação. Temos time pra conquistarmos o título. Já joguei 40 jogos aqui e nunca vi o time do jeito que jogou ontem. Foi uma noite ruim, não temos palavras pra falar, não achamos explicações pras coisas que aconteceram, mas temos que continuar. Time grande tem que levantar a cabeça, temos um jogo importante no domingo, não vamos ficar pensando agora no Once Caldas. Fizemos tudo errado, não vai mudar nada. Temos que olhar pra frente, porque tem uma torcida, uma família, um corpo técnico, uma direção,. Temos que seguir em frente do jeito que vínhamos jogando, à exceção do jogo de ontem. Aqui todos ganham e todos perdem, não é só um jogador. Ssomos 11 jogando, todos atirando pro mesmo lado. Eu tinha muita vontade que esse clássico fosse amanhã, porque queremos uma revanche do que aconteceu ontem.
  • Henrique, meia do Cruzeiro: Temos que pedir desculpas pelo fracasso, pela eliminação. Temos que estar juntos dos torcedores, que contamos com o apoio. Não somos tão fortes sem eles. Os torcedores são fundamentais nesse momento. Vou fazer uma radiografia pra saber se está tudo bem. O doutor já colocou o maxilar no lugar, mas quando abro um pouco mais a boca começa a doer. Temos que levantar a cabeça. Temos que buscar a maior motivação para dar o máximo. Nada melhor que uma final pra levantar nosso time novamente.
  • Pablo, lateral-direito do Cruzeiro: Depois da expulsão do Roger, ficamos muito nervosos, mas não serve de desculpa. Jogamos mal. Temos que levantar a cabeça pois teremos um jogo importante no domingo.
  • Hermes, no PHD: Como somos profetas do acontecido! Hoje, só ouvimos e lemos: se, faria, poderia, seria, etc. Antes do jogo só otimismo, depois, só procurando culpados. Depois da onça morta, tudo é fácil.

Fontes

Transmissão

  • Globo Minas
  • Sportv