Atlético-MG 0x1 Cruzeiro - 01/08/2010

De CruzeiroPédia .:. A História do Cruzeiro Esporte Clube
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Confrontos
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Por temporada
Escudo Cruzeiro.png 2x2 Escudo Grêmio.png Gol aos do Escudo Cruzeiro.png 0x0 Escudo Prudente.png
Por Campeonato Brasileiro
Escudo Cruzeiro.png 2x2 Escudo Grêmio.png Gol aos do Escudo Cruzeiro.png 0x0 Escudo Prudente.png
No estádio Arena do Jacaré
Escudo Cruzeiro.png 2x2 Escudo Grêmio.png Gol aos do Escudo Cruzeiro.png 4x2 Escudo Guarani.png
Contra Atlético-MG
Escudo Atlético-MG.png 1x3 Escudo Cruzeiro.png Gol aos do Escudo Cruzeiro.png 3x4 Escudo Atlético-MG.png

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Escudo Atlético-MG.png
Atlético-MG
0 × 1 Escudo Cruzeiro.png
Cruzeiro
12ª rodada do Campeonato Brasileiro 2010
Data: 1 de agosto de 2010 Local: Sete Lagoas, MG
Horário: 18:30 Estádio: Arena do Jacaré
Árbitro: Wilson Luiz Seneme Público pagante: 12.340
Assistente 1: Roberto Braatz Público presente: Não disponível
Assistente 2: Altemir Hausmann Renda: R$ 265.775,00 R$ 265.775
Cr$ 265.775
NCr$ 265.775
Cz$ 265.775
NCz$ 265.775
(preço médio: R$ 21,54 )
Súmula: Súmula Borderô
Escalações
Atlético-MG: Cruzeiro:
13. Fábio Costa 1. Fábio
3. Jairo Campos 2. Jonathan
4. Werley Substituição realizada de jogo ( 18. Obina Cartão amarelo recebido aos ) 3. Gil Cartão vermelho recebido aos
5. Cáceres 4. Edcarlos Cartão amarelo recebido aos
2. Diego Macedo Substituição realizada de jogo ( 16. Zé Luis ) 6. Diego Renan
7. Serginho 5. Fabrício Substituição realizada de jogo ( 15. Elicarlos )
8. João Pedro 8. Fabinho Alves
11. Ricardinho Substituição realizada de jogo ( 17. Leandro ) 7. Marquinhos Paraná
6. Fernandinho 10. Everton Cartão amarelo recebido aos Substituição realizada de jogo ( 14. Rômulo )
1. Diego Souza 11. Thiago Ribeiro Cartão amarelo recebido aos Substituição realizada de jogo ( 17. Robert )
9. Diego Tardelli 9. Wellington Paulista Gol aos 32 do  (1T) 32'  (1T)
Técnico: Wanderley Luxemburgo Técnico: Cuca
Reservas que não entraram na partida
Atlético-MG: Cruzeiro:
12. Aranha 12. Rafael
14. Fabiano 13. Pedro Ken
15. Lima 16. Thiago Heleno
16. Rafael Cruz 18. Sebá


Pré-Jogo

Em 6º lugar com 16 pontos, o Cruzeiro não entra no G4 nem com uma vitória. Mas fica colado nela. Cuca ainda não sabe se pode contar com Gilberto e Caçapa, que se recuperam de contusões. Henrique, suspenso, não joga.

Em 19º lugar com 10 pontos, o Atlético-MG pode continuar na Z4 mesmo vencendo. Luxemburgo não poderá escalar Daniel Carvalho Neto Berola, expulsos na partida contra o Avaí.

Como foi

Primeiro Tempo

  • 18h30 – Times com uniformes tradicionais. Um minuto de silêncio em homenagem a um repórter da TV Globo.
  • 18h31 – Cruzeiro à direita das tribunas.
  • 01 – Diego Tardelli entra livre na área e bate cruzado, Fábio estica-se pra salvar o gol. Diego Souza erra ao tentar o chute no rebote. Marquinhos Paraná aprece e impede a conclusão de Diego Macedo chutando a bola pra longe.
  • 02 – Diego Macedo cobra escanteio, Paraná corta de cabeça.
  • 03 –Thiago Ribeiro recebe de Marquinhos Paraná, cruza, Jairo Campos corta.
  • 06 – João Pedro abre o jogo com Tardelli pela esquerda, juiz marca impedimento do atacante.
  • 07 – Diego Renan comete falta em Diego Macedo. Fernandinho levanta bola na área. Tiro de Meta.
  • 09 – Jogo truncado. Muita marcação.
  • 10 – WP lança TR que cruza. Defesa cede escanteio.
  • 11 – Jonathan ganha disputa com Fernandinho e cruz, ninguém do Cruzeiro aparece para finalizar.
  • 13 – Choque de cabeças entre Francisco Everton e Jairo Campos. Os dois ficam caídos na área. Cáceres chuta bola pra lateral.
  • 14 – Luxa pede que Ricardinho marque alguém. Cuca pede que Gil saia pro jogo.
  • 15 – Diego Macedo cruza, Gil corta, João Pedro chuta de fora da área, Fábio defende.
  • 16 – Everton tenta jogada individual pela direita, entra na área, cai e pede pênalti. juiz manda seguir o jogo.
  • 17 – Torcida emplumada muito fria não empurra seu time.
  • 18 – WP passa a Everton na entrada da área, Cáceres rebate.
  • 19 – Fábio sai da área pra rebater. Diego Tardelli chuta de longe, por cima do travessão.
  • 20 – Um gato preto e branco atravessa o campo.
  • 22 – Jairo Campos dá um chutão, Paraná fica com a bola e tabela com Fabrício, defesa emplumada corta.
  • 23 – Edcarlos desramado no ataque, Ricardinho lança Diego Souza, que passa a Diego Tardelli. Atacante deixa Gil para trás, mas chute sai por cima do travessão.
  • 24 – Torcida emplumada manifesta-se pela primeira vez.
  • 25 – João Pedro dribla Fabrício e chuta rasteiro procurando canto esquerdo de Fábio, que espalma pra escanteio.
  • 26 – Fernandinho cobra escanteio, Fábio defende pelo alto.
  • 27 – Diego Tardelli e Diego Souza tabelam, Edcarlos rebate.
  • 28 – Thiago Ribeiro dá pontapé em João Pedro, na lateral do campo. Cartão amarelo. Ficou barato.
  • 29 – Diego Tardelli passa a Fernandinho, Gil protege saída de Fábio, que defende no chão.
  • 30 – Werley segura Wellington Paulista no meio de campo. Falta.
  • 31 – Diego Tardelli ataca, Marcos Leandro, locutor do PFC, vibra intensamente. Gil despacha a bola.
  • 32 – Diego Renan faz lançamento de 40 metros pra Fabrício. Na entrada da área, o volante escora pra Wellington Paulista, que corta Ricardinho e solta uma bomba. A bola acerta o travessão e entra no ângulo esquerdo de Fábio Costa. Cruzeiro 1×0.
  • 33 – Marcos Leandro manifesta decepção com Fábio Santos, que segundo ele poderia ter defendido o chute de Wellington Paulista.
  • 35 – Fernandinho invade a área, Fábio defende a seus pés. Braatz marca impedimento.
  • 36 – Cáceres pisa na mão de Diego Renan.
  • 37 – Jairo Campos e Werley discutem com Diego Tardelli. Por pouco, não saem no tapa. Bob Faria, comentarista do PFC, pede providências imediatas ao Luxa.
  • 38 – Diego Macedo cruza da direita, confusão na área, defesa celeste espana.
  • 39 – Diego Tardelli faz jogada pela esquerda e cruza. Diego Souza dá um toquinho, bola acerta o poste esquerdo do arco celeste.
  • 40 – Diego Macedo cruza da esquerda, Fábio não consegue segurar a bola, que sai pela linha de fundo.
  • 42 – Diego Tardelli entra na área, é desarmado por Gil e cai pedindo pênalti. Segue o jogo.
  • 43 – Serginho passa por Fabinho Alves e cruza. Marquinhos Paraná, dentro da área, despacha.
  • 44 – Macedo cobra escanteio, Fábio defende pelo alto.
  • 45 – Gil comete falta em Diego Tardelli. Marcos Leandro e Bob Faria pedem cartão. Juiz não dá. Bola na área, Gil corta.
  • 46 – Atlético-MG joga na intermediária celeste.
  • 47 – Edcarlos comete falta em Diego Souza. Fernandinho cobra, Werley cabeceia, Fábio faz defesa milagrosa. Braatz marca impedimento.
  • 48 – Fim de 1º tempo. Cruzeiro teve 52% de posse de bola.
  • Wellington Paulista: “Queríamos marcar logo um gol pra tocar a bola e controlar o jogo.”

Segundo Tempo

  • 19h36 – Começa o 2º tempo. Cruzeiro dá a saída.
  • 00 – Obina substitui Werley.
  • 01 – Diego Renan avança, dribla Cáceres e solta uma bomba. Costa desvia bola, que acerta poste direito e sai pela linha de fundo. TR cobra, Fábio Costa defende.
  • 02 – Diego Tardelli comete falta em Jonathan e não recebe cartão.
  • 03 – Serginho derruba Paraná. Falta.
  • 04 – Fernandinho vai à linha de fundo e cruza. Obina fura, Gil espana.
  • 05 – Fernandinho cruza, Edcarlos corta de cabeça. TR puxa contra-ataque e chuta por cima do travessão.
  • 06 – Fábio Costa sai jogando errado, Wellington Paulista tenta atacar, mas puxa o freio de mão quando vê o goleiro emplumado saindo de carrinho. Centroavante trocou a bola pelas pernas.
  • 07 – Thiago Ribeiro invade a área e toca pras redes. Bandeira marca impedimento. Marcos Leandro pede cartão vermelho para o atacante.
  • 09 – Cruzeiro recuado e marcando forte. Emplumados têm dificuldade pra armar jogadas.
  • 10 – Zé Luiz substitui Diego Macedo.
  • 11 – Fernandinho cobra falta sobre a área, Thiago Ribeiro corta de cabeça, Diego Tardelli conclui, bola sai pela linha de fundo.
  • 12 – Diego Tardelli ataca pela esquerda, mas é desarmado por Fabrício.
  • 13 – Jairo Campos comete falta em Wellington Paulista, locutor Marcos Leandro dá bronca no juiz.
  • 14 – Fabrício aparece no ataque e chuta forte. Bola sai à esquerda de Costa.
  • 15 – Torcida atleticana muito fria. Só Marcos Leandro incentiva seu time.
  • 16 – Ricardinho cobra falta apressadamente, bola fica com Fabrício. Ataque celeste se perde em lançamento errado pra Wellington Paulista.
  • 17 – Obina derruba Diego Renan na entrada da área celeste.
  • 18 – Edcarlos comete falta em Obina no meio de campo e recebe cartão amarelo.
  • 19 – Fernandinho cobra falta sobre a área, Marquinhos Paraná cerca Diego Tardelli, que conclui pra fora.
  • 20 – Público: 12.340 pagantes. Renda: R$266.775,00. Torcida atleticana continua muda.
  • 21 – Fernandinho cobra falta sobre a área, ninguém consegue cabecear, Fábio defende.
  • 22 – Fabrício cai no meio de campo. Wilson Seneme o levanta e o obriga a sair rapidamente.
  • 23 – Elicarlos substitui Fabrício. Leandro Silva substitui Ricardinho. Thiago Ribeiro chuta de longe, por cima do travessão.
  • 24 – Obina cava pênalti e recebe cartão amarelo.
  • 25 – Serginho invade a área pela direita, Edcarlos cede escanteio.
  • 26 – Diego Renan tabela com Thiago Ribeiro, invade a área e chuta forte, pra fora. Gol desperdiçado.
  • 27 – Serginho ataca pela direita e cruza forte. Fábio salta e tira com os punhos.
  • 28 – Leandro cruza da esquerda, Jonathan corta. Bola lançada pra Everton, Costa defende.
  • 29 – Fernandinho cruza, Gil corta.
  • 30 – Rômulo substitui Francisco Everton, que recebe cartão amarelo por simular contusão.
  • 31 – Marcos Leandro é Dylan da locução esportiva. Sempre contra o Cruzeiro!
  • 32 – Diego Renan cruza da esquerda, Jairo Campos corta.
  • 33 – Fernandinho cruza de curva, Fábio espalma tirando a bola da cabeça de Diego Tardelli.
  • 34 – Obina joga bola na área, Fernandinho arremata por cima do travessão.
  • 35 – Robert substitui Thiago Ribeiro.
  • 36 – Robert passa a Rômulo, que cruza. Jairo Campos corta.
  • 38 – Diego Tardelli derruba e pisa em Jonathan caído. Juiz não marca a falta. Gil disputa com Diego Tardelli, na ponta-esquerda, e aplica uma cotovelada no atacante. Cartão Vermelho pra ao beque do Cruzeiro.
  • 40 – Obina comte falta em Diego Renan.
  • 41 – Briga nas arquibancadas.
  • 42 – Fabinho Alves corta de cabeça cruzamento de Serginho.
  • 43 – Diego Tardelli levanta bola na área, Fábio defende.
  • 44 – Juiz dá 4 minutos de acréscimo. Marcos Leandro vibra.
  • 45 – Robert prende bola na ponta-esquerda. Cáceres cede escanteio.
  • 46 – Escanteio a favor do Atlético-MG. Confusão na área. Fabinho Alves corta, Souza chuta pra fora.
  • 47 – Bola sobre a área celeste. Fábio escolta saída dela pela linha de fundo.
  • 48 – Marcos Leandro pede advertência a Fábio por cera. Rômulo é lançado, Fábio Costa defende.
  • 49 – Fim de jogo. 45 venceram 13 mil. Obina e Gil brigam. Finalizações: Atlético-MG 13×7. Desarmes: Cruzeiro 23×9. Escanteios: Atlético-MG 5×3. Passes Errados:Atlético-MG 32×24. Faltas: Cruzeiro 27×19.
  • Diego Renan: “O que valeu foi a nossa garra. Eles disseram que iam atropelar, golear. Mas futebol são 11 contra 11.”
  • Gil: “Eu só levantei a mão pra me proteger na jogada, mas o juiz entendeu mal e me expulsou.”
  • Fernandinho: “Quando a fase é ruim, a bola não entra. Nossa equipe fez um bom jogo, o adversário foi uma vez só e marcou.”
  • Fábio: “O Cruzeiro foi muito feliz jogando em Sete Lagoas, mesmo estranhando o gramado.”

Vídeos

Gol
Melhores momentos

Atuações

  • Fábio – Grandes defesas, duas delas milagrosas. Como sempre. Será que ele terá de se transferir para o Corintiãs pra merecer um lugar na Seleção Brasileira?
  • Jonathan – Sob o comando de Cuca, defende mais do que ataca. No 1º tempo, jogou com tranquilidade, no 2º, passou aperto com as investidas de Fernandinho, o adversário que mais teve posse de bola.
  • Gil – Firme nas disputas diretas, acabou excedendo-se ao enfiar o braço na cara da Tardelli no fim da partida. Cortou bolas voadoras e rasteiras, algumas vezes com categoria. Outras com determinação.
  • Fabinho Alves – Terceiro beque e primeiro volante. Compôs bem o 5-3-2 inicial, que virou 3-5-2 ou 4-4-2 conforme a demanda da partida. Fez uma de suas melhroes atuações em 2010. Principalmente, porque não teve de correr muito. Seu percurso foi sempre vertical, da marca do pênalti até o limite do círculo central.
  • Edcarlos – Proporcionou um contra-ataque ao ser desarmado no campo adversário. Foi seu único erro. Nos demais lances, esteve firme. Rebateu, mas também saiu jogando quando foi possível. Boa estréia.
  • Diego Renan – Sofreu com as jogadas armadas por Macedo, Tardelli e Serginho em seu setor no 1º tempo. No 2º, com a proteção de Paraná, controlou a situação e saiu mais pro jogo. Podia ter se consagrado com um golaço, mas a bola decidiu se guardar para o próximo clássico.
  • Fabrício – Um leão. Lembrou Charles em seus momentos guerreiros no superclássico. Protegeu a bequeira e ainda arriscou alguma coisinha, não muito, é verdade, no ataque.
  • Elicarlos – Taí um cara bacana! Ele nunca faz corpo mole, jamais entra em campo com má vontade, embora não consiga virar titular nem por decreto. Mais uma vez, ele entrou e botou pra quebrar marcando em cima e não dando mole pro jogador mais caro de Minas nem pro centroavente do escrete nacional.
  • Marquinhos Paraná - Em 12 jogos contra a Cocota, venceu 11 e empatou um, o que o torna desafeto de anticruzairenses e hienas. É triste, mas paradoxalmente, também é divertido. No esquema com duas linhas de quatro, defende mais do que apóia. Várias vezes, jogou como líbero limpando a área. Sempre com calma, sem a afobação dos cabeças de área tradicionais.
  • Francisco Everton – Esforçado, jogou para o time. Correu muito, defendeu o quanto pôde, mas foi pouco decisivo nas jogadas ofensivas. Seu erro foi a simulação de uma contusão, que lhe valeu cartão amarelo quando já havia sido substituído.
  • Rômulo – Ajudou a bloquear o meio de campo. Correu muito, mas não produziu nada relevante para o ataque. Nas circunstâncias, foi útil.
  • Thiago Ribeiro - Muita luta, um pontapé desnecessário, que podia tê-lo excluído cedo da partida, uma grande jogada seguida de um tirambaço foram seus momentos de protagonismo. Mas ele foi além. Marcou a asapida de bola e até rebateu cruzamento sobre a área celeste.
  • Robert – Valeu pelo esforço.
  • Wellington Paulista – Fez um golaço, não levou cartão amarelo, caiu pouco e só reclamou uma vez da arbitragem. Foi um dos melhores em campo.
  • Cuca – Na coletiva, admitiu que seu time esteve mal no 1º tempo e só se encontrou no 2º. Foi realmente o que aconteceu. Um pouco pela ajuda do treinador adversário, que sacou Diego Macedo, um ala inoportuno pra defesa celeste com suas boas ultrapassagens e cruzamentos precisos. O bloqueio defensivo funcionou bem com Gil, Fabinho Alves e Edcarlos rebatendo tudo e Fabrício e Paraná fechando o meio de campo. Do resto, a sorte cuidou.
  • Torcida – Alguns cruzeirenses inflitraram-se na Caladona e comemoraram no final. Deu briga. Faz parte do show.
  • Alta Direção – Dessa vez, fez a coisa certa. Trabalhou calada. Arranjou o hotel, que supunha não existir em Sete Lagoas pra concentrar o time na véspera. Evitou polêmicas, deixou por conta do treinador e do time a tarefa de cozinhar a ave no caldeirão da Arena. No final, deve ter descoberto que, quando o time vence, o gramado fica perfeito. Tão simples, não é mesmo? A cancha melhora ou piora de acordo com o resultado.
  • Juiz & Bandeiras – Wilson Seneme poupou Thiago Ribeiro e Diego Tardelli, que deram pontapés desnecessários e expulsou Gil com razão. Acertou também ao passar um pito no cavador de pênalti, Obina e desconhecer o igual pleito de Francisco Everton. Os bandeiras andaram marcando impedimentos inexistentes, daqueles que só se vê no replay. Estão, pois, perdoados. O trio não interferiu no placar. Isto é o mais importante.
  • Cocota – Diego Tardelli correu muito, Diego Souza foi uma piada. Inútil. Assim como Obina que só fez trupicar na bola. Diego Macedo foi o melhor, o mais perigoso atleticano em campo. Mas Luxa não concordou com a avaliação geral e sacou o ala na metade do 2º tempo. Clap, clap, clap! Gracias, Luxerxes! Serginho e João Pedro também fizerram ótima partida. E Fernandinho jogou bem mais do que vinha fazendo no Cruzeiro, principalmente, no 2º tempo quando cruzou várias bolas enviesadas sobre a área celeste. A Cocota não atuou mal, esta é que é a verdade. Mas pra vencer o Cruzeiro é preciso bem mais do que jogar bem. É preciso ter alma. E como é que um time tem ânimo se está cercado por todos os lados por uma torcida caladona? É provável que os emplumados tivesssem mais gana se fossem desafiados pela torcida celeste. Mas, assim sozinhos com sua massa, perderam o rebolado.

O que foi dito

  • André Kfouri, em seu blog: No encontro do Galo com a Raposa (Cruzeiro 1 x o Atlético Mineiro: Wellington Paulista – 12.340 pagantes), na Arena do Jacaré, um pombo acertou o ninho da coruja. Só torcida do Atlético no estádio. Uma declaração oficial da nossa incompetência para organizar um jogo de futebol.
  • Juca Kfouri, em seu blog: Galo brilha de novo. E perde mais uma vez: No primeiro tempo na Arena do Jacaré 100% atleticana, com 12.340 pagantes, só deu Galo. Galo e Fábio, o goleiro do Cruzeiro. Resultado: Cruzeiro 1, Galo 0, gol de Wellington Paulista, em chute lindo da intermediária, aos 32. No segundo tempo, o Galo continuou com muito mais volume de jogo, mas Fábio já não foi tão incomodado e, na verdade, as duas melhores chances de gol foram de Diego Renan, logo no primeiro minuto ao mandar na trave de Fábio Costa, e aos 26, quando chutou para fora o que seria o segundo gol da Raposa. Resultado final: Cruzeiro 1, Galo 0. Reflexo na classificação: Cruzeiro em sexto lugar, com 19 pontos, a um do G4 e Galo em 19o. lugar, com 10 pontos em 12 jogos, na vice-lanterna, mas quase no ponto para começar sua reação. Ainda mais agora, que Obina voltou. Aliás, em sua primeira participação no jogo, ao entrar no começo do segundo tempo, o centrovante deu uma furada espetacular. O Galo, é verdade, superou o Ceará, pois já tem a pior defesa do Brasileirão e quase viu três de seus jogadores se pegarem aos tapas no gramado, prova de comando e controle de nervos. Além do mais, jogou os últimos 12 minutos com um jogador a mais, pois Gil foi expulso de campo, ao bater em Tardelli que tinha pisado num cruzeirense. Mas jogar com um mais é um trauma difícil de ser superado desde que Camarões eliminou o Brasil, com dois a menos, nas Olímpiadas de 2000, em Sydney. Só com atleticano no estádio, houve briga no fim do jogo, provavelmente porque alguém cometeu a injustiça de criticar o professor que comanda o alvinegro.
  • Lédio Carmona, em seu blog: A vitória do Cruzeiro e o problema da manteiga: O clássico mineiro teve o Cruzeiro com a postura antecipada neste espaço na última sexta-feira: sem Gilberto ou Roger para armar, Cuca apostava em três zagueiros e contragolpes. O Atlético tinha também três defensores, diferentemente do imaginado, e tentava sufocar. Conseguiu no primeiro tempo, especialmente após os 20 primeiros minutos e finalizou sete vezes contra uma do rival – o chute certeiro de Wellington Paulista no ângulo de Fábio Costa. O gol do Cruzeiro nasce de uma fuga de Fabrício entre a defesa adversária que João Pedro não acompanha e dá o espaço para o passe até Wellington. O Atlético era melhor no jogo, anulava Thiago Ribeiro e Jonathan e não fosse Fábio, ou a trave, teria tido melhor sorte na etapa inicial. Vanderlei Luxemburgo voltou do intervalo com Obina no time. Fora de forma e de ritmo, o jogador entrou na vaga de Werley e a equipe passou a atuar no 4-4-2. Era o que o Cruzeiro queria para contragolpear. Na imagem, você confere o fluxo de passes do Atlético no segundo tempo. Sempre pelo meio, com Tardelli (9) no mesmo posicionamento de Diego Souza e Obina (18) recebendo apenas o passe que saia da intermediária. Afunilando a jogada, o Galo perdia a bola e oferecia o contra-ataque. Diego Renan acertou a trave uma vez, bateu com perigo outra e Thiago Ribeiro teve um gol anulado, porque estava poucos centímetros impedido. O time alvinegro chegava apenas em jogadas de bola parada e não conseguia furar o bloqueio imposto. Fica claro pela imagem o quanto o lado do campo foi bloqueado. Depois do jogo, Vanderlei Luxemburgo disse que “o pão precisa parar de cair com a manteiga para baixo” para a reação atleticana começar. O problema não parece ser azar, e sim falta de conjunto, entrosamento e organização tática. Isso tudo em agosto, depois de 36 jogos no ano. O planejamento foi errado e a equipe colhe os frutos agora: oito derrotas em doze rodadas. Mesmo que o time se acerte com as peças que têm para entrar, resta saber se haverá pão o suficiente para salvar a temporada.
  • Mauro Beting, em seu blog: Como de costume, a melhor análise está no blog de André Rocha: Resumindo: o Atlético Mineiro teve a bola, teve mais chances, chegou mais vezes à meta de Fábio (que deveria ter estado na África do Sul, e também na primeira convocação de Mano), jogava como mandante na arquibancada. Mas, como aconteceu em dez dos últimos 13 clássicos, bastou um tiro, um exocet daqueles times iluminados, para definir a vitória celeste. O golaço de Wellington Paulista derrubou o Galo do camisa 1 Diego Souza. Pois é. Depois de tantas contratações/decepções na meta, o Galo resolveu dar a um de seus melhores jogadores a camisa 1… Vai ver que é isso. Não é motivo para desespero e ranger de dentes mais uma derrota alvinegra. Ainda há luz no fim do túnel, embora ele esteja tão próximo. Tem elenco para sair dessa situação deplorável e desconfortável. Tem clube para se safar dessa. Tem treinador para arrumar a casa. Mas algumas escolhas infelizes não se justificam para tamanho investimento. Luuxemburgo não foi feliz nas mexidas. Piorou um time que já não vinha tão bem, na segunda etapa. Mesmo com Cuca dando uma bela mãozinha, como explicou ANDRÉ ROCHA, em seu blog: para que Fabrício como terceiro atrás se o Galo só tinha Tardelli à frente, no primeiro tempo? Sobrava gente na zaga cruzeirense, faltavam pés no meio-campo. Mas como a fase é braba, Wellington acerta aquele chute, e o Galo erra quase tudo. Tanto que, de fato, não foram muitas as chances de gol. E as que aconteceram para o Atlético, foram desperdiçadas com um, com dois, ou com três atacantes. O Galo só não é a maior decepção do BR-10 porque o Grêmio também insiste em se dar mal.
  • Mário Marcos de Souza, em seu blog: Mineiros se rendem aos baderneiros: Apenas a torcida do Atlético-MG teve acesso ao estádio de Sete Lagoas na tarde de domingo para o clássico em que viu seu time ser derrotado pelo Cruzeiro (1 a 0). No confronto do segundo turno do Brasileirão, pelo acordo, só os cruzeirenses terão acesso. Até aí, nada surpreendente. São sintomas dos novos tempos. O espantoso é que houve um acordo complementar: por razões de segurança, o presidente do Cruzeiro não foi ao estádio, e o do Atlético não irá ao do segundo turno. Dá para aceitar? Imaginem aqui Duda Kroeff não ir ao Beira-Rio e Vitorio Piffero ao Olímpico. Seria a rendição absoluta ao pior lado do futebol, aquele da insanidade. É o que os mineiros estão fazendo.
  • Mário Marra, em seu blog: Vitória incontestável: O Cruzeiro não empolgou, mas fez o que deveria ser feito: Jogando diante de mais de 12.000 torcedores adversários o time celeste não se abalou e soube suportar a pressão alvinegra nos minutos iniciais. O Atlético teve mais chances e foi mais ofensivo. Criou boas oportunidades, mas não conseguiu convertê-las em gol. Com a Arena do Jacaré repleta de torcedores atleticanos a ansiedade tomou conta dos jogadores. Se do lado alvinegro a ansiedade era nítida, do lado celeste o que prevaleceu foi a tranqüilidade. O Cruzeiro soube suportar a pressão inicial, suportou o maior volume de jogo do Atlético, botou a bola no chão e com um golaço abriu o placar. Enquanto o ataque alvinegro desperdiçava oportunidades, Wellington Paulista precisou de apenas uma finalização para calar a Arena do Jacaré. O artilheiro celeste na competição (5 gols) dominou a bola na intermediária limpou o zagueiro e com um chute indefensável colocou a bola “na gaveta”, sem chances para o goleiro Fábio Costa. Após o gol, a tranqüilidade celeste aumentou. Com a vantagem no placar o time azul só precisava administrar a partida. É verdade que os desfalques de Roger e Gilberto foram sentidos, mas a participação do meia Everton foi boa. O jogador se movimentou muito, apoiou bem o ataque e deu trabalho aos marcadores atleticanos. Fábio: Mais uma vez, teve ótima atuação. Mesmo sendo hostilizado pela torcida adversária, durante boa parte do jogo, o goleiro cruzeirense esteve sempre tranqüilo. Além de fazer ótimas defesas, o goleiro celeste, assim como todo grande goleiro, também contou com a sorte. Após jogada de Ricardinho, Diego Souza desviou o cruzamento e acertou o poste esquerdo defendido por Fábio. O goleiro Cruzeirense está jogando muito, atingiu a maturidade, está no auge de sua carreira e suas atuações não podem mais ser consideradas apenas o resultado de uma boa fase. “Fases” vêm e vão, Fábio é constante. Nervosismo: Se de um lado a tranquilidade aumentou, do outro a ansiedade deu lugar ao nervosismo. O tempo passava, o Atlético pressionava e o gol de empate não saía. O bate-boca entre Diego Tardelli e os zagueiros, Jairo Campos e Werley foi o reflexo do Atlético no jogo. Nenhuma torcida merece ver tamanho destempero dentro de campo. O futebol é um esporte competitivo, a cobrança faz parte da rotina de trabalho, na maioria das vezes ela é construtiva, mas da maneira como aconteceu não contribuiu em nada para o desenvolvimento da equipe. Tardelli demonstrou descontrole emocional e sua atitude não condiz com a postura que um capitão deve ter em campo. Cobrar sim, mas antes, respeitar, orientar e reconhecer o esforço de seu grupo. Segundo Tempo: Na segunda etapa o enredo foi exatamente o mesmo: um Cruzeiro tranqüilo, administrando a partida e que agora contava com os contra-ataques para definir o resultado; enfrentava um Atlético desajustado e visivelmente nervoso em campo. O Galo continuou tendo maior volume de jogo, mas foi pouco agressivo. Buscava sempre trabalhar a bola na linha intermediária e, diante de uma defesa bem postada, não encontrava espaços. Sua principal arma era o cruzamento de Fernandinho que buscava o atacante Obina na grande área. Um lance me fez lembrar a Copa do Mundo. Infelizmente não foi um gol, uma jogada ou uma comemoração. Se a ansiedade se transformou em nervosismo, o nervosismo se transformou em violência. Diego Tardelli, ao “estilo” Felipe Melo deu uma pisada em Jonathan. O arbitro não viu o lance, na seqüencia da jogada, o zagueiro Gil tomou as dores do companheiro, deu uma cotovelada em Tardelli e foi expulso de campo. A vitória foi justa. O Atlético criou mais, teve mais chances de vencer a partida, mas não soube aproveitá-las. O Cruzeiro soube jogar o jogo. Dançou conforme a música. Suportou a pressão inicial, abriu o placar e se defendeu bem.
  • PVC, em seu blog: A incrível série de três anos de sofrimento do Atlético: Em três anos, 16 clássicos e apenas uma vitória do Atlético. A sequência é histórica, porque jamais, em qualquer época, o Atlético passou semelhante jejum semelhante. Em 16 partidas, são 13 vitórias do Cruzeiro, dois empates e o único triunfo atleticano, pelo primeiro turno do Brasileirão 2009, tem ainda um argumento forte do lado cruzeirense. Foi o clássico da expulsão de Zé Carlos, aos 7 segundos de jogo. E disputado pelo time reserva celeste. Na sequência, o Cruzeiro marcou 34 gols, sofreu 12. À parte as provocações cruzeirenses, o que a situação exige é reflexão. Por que, nos últimos dez anos, o Atlético conquistou apenas duas vezes o título estadual? Por que, desde os 4 x 0 que provocaram a demissão de Paulo Autuori, em 2007 -- o jogo do Fábio, de costas -- o Galo não consegue ser um adversário à altura de sua tradição. Por dois anos seguidos, o Atlético levou surras de 5 x 0 na decisão do Estadual. E mesmo neste 2010, de título mineiro, a decisão contra o Ipatinga não apagou a derrota para o rival na fase de classificação. É tempo de pensar por que o Atlético investe, trabalha, se estrutura para voltar a seu lugar no futebol brasileiro, mas não consegue superar seu maior rival. No período de três anos e quinze jogos, destaque para Adílson Batista, no Cruzeiro, com 9 vitórias, dois empates e uma derrota. E para Leão, que perdeu quatro vezes, empatou uma. No período, Guilherme, hoje no CSKA, é o artilheiro cruzeirense com seis gols, um a mais do que Ramires. Diego Tardelli, o goleador do Atlético, com três gols.
  • Torero, em seu blog: Abecê do fim de semana: Uai: No duelo entre mineiros, o Cruzeiro jogou pior mas acabou vencendo o Atlético-MG 1 a 0.
  • Leandro Mattos, em seu blog: Cruzeiro vence e Galo estarrece a massa: A ‘era Cuca’ diante do maior rival estrelado começou bem, com triunfo, como tem sido regra nos capítulos mais recentes e ferrenhos do maior embate de Minas Gerais e um dos mais tradicionais do Brasil. A vitória por 1 a 0, com um golaço de Wellington Paulista, num chute do meio da rua, aumentou a supremacia azul: são 13 vitórias nos últimos 16 confrontos, além de dois empates e uma derrota. O placar apertado mostra que o jogo foi parelho e quem soube aproveitar melhor o quesito finalização saiu com o triunfo nas mãos. O Atlético atuou bem, mas pecou demais nos arremates e esbarrou em mais uma noite inspirada de Fábio, o que não é nenhuma novidade. O Alvinegro estava melhor na primeira etapa, até ser carimbado pelo tirambaço de Wellington Paulista. O gol estrelado desequilibrou a equipe alvinegra, a ponto de Jairo Campos, Werley e Diego Tardelli trocarem insultos e palavrões dentro de campo, tendo que ser contidos pelos companheiros, por jogadores do Cruzeiro e pelo árbitro Wilson Luiz Seneme. Discussões e cobranças entre companheiros de elenco no gramado são constantes e fazem parte dos esportes coletivos, mas não no tom das que assistimos nesse domingo, com os jogadores querendo partir um pra cima do outro. A cena não bate muito com o discurso de Vanderlei Luxemburgo após a partida. Mais uma vez, depois de ver seus comandados colherem a oitava derrota em 12 compromissos pelo Nacional, o comandante preto e branco voltou a falar que confia no seu projeto, que vislumbra boas coisas para o grupo, que está tudo tranquilo. Não, não está! Pelo menos para uma parcela importantíssima do clube, a mais fundamental: a torcida. Cheia de expectativas, a massa alvinegra já não suporta mais as palavras fáceis, o tom conciliador após sucessivos tropeços. Não há como fechar os olhos e pedir paciência para um time que ocupa a vice-lanterna do Campeonato Brasileiro, com apenas 27,8% de aproveitamento. Não são palavras e afagos que vão tirar o Galo dessa vexaminosa colocação na tabela. A torcida espera por atitudes, não quer mais blá…blá…blá. O Atlético precisa dar satisfações a sua gente. Parabéns aos celestes, que com a importante vitória conseguiram colar no G-4 e estão a apenas um ponto do grupo de elite do Brasileirão.
  • Wellington Paulista, atacante do Cruzeiro: O que mais valeu foi o empenho, dedicação e raça. Nosso time foi guerreiro, vibrador. Sabíamos que ia ser difícil, ainda mais sem a nossa torcida. Mas esse gol foi para os mais de oito milhões de torcedores cruzeirenses. Venho treinando esse chute há muito tempo. Fiz assim no jogo-treino contra o Tupi e fiz novamente hoje. Foi o famoso pombo sem asa. Foi um golaço e graças a Deus conseguimos essa vitória. Conseguimos mais três pontinhos, que nos coloca mais próxima da Libertadores e do título. Fonte: Saite Oficial do Cruzeiro
  • Fabinho Alves, volante do Cruzeiro: A confiança que o treinador passa para o grupo, em acreditar em um resultado positivo, diz muito durante a semana. Nós tivemos uma comissão confiante, trabalhando em cima daquilo que nós tínhamos que fazer, e hoje deu resultado. Conseguimos três pontos importantes. Nós tivemos 90 minutos de jogo pegado, trombada, discussão. Cruzeiro e Atlético não tem jogo leve. Ainda mais em se tratando da situação do nosso adversário, que está na zona do rebaixamento. Mas eu acho que ter jogada ríspida, ter dividida, ter xingamento faz parte. O que não pode é ter agressão, tapa na cara, cusparada. Isso não pode existir no futebol, mas faz parte. A gente entende a situação do nosso adversário. Nós temos que manter a nossa postura. Conseguimos mais três pontos e agora é descansar. Fonte: Superesportes
  • Fábio, goleiro do Cruzeiro: Aplicação. Conseguimos dentro de campo uma vitória super importante para a gente não distanciar lá de cima. A gente conseguiu fazer o gol e conseguimos suportar bem quando fomos sufocados. Vou tentar sempre fazer o melhor dentro de campo e buscar meus objetivos. Fonte: Saite Oficial do Cruzeiro
  • Cuca, treinador do Cruzeiro: Jogar com uma adversidade dessa é muito difícil. O ambiente estava todo formado para uma vitória do Atlético-MG e nós tivemos que vencer com empenho, dedicação, garra e qualidade técnica. O time suportou bem, defendeu bem, o pessoal entendeu bem e a gente sai daqui feliz. O diferencial foi a luta, entrega, garra, passar um momento ruim, como no primeiro tempo e ter a grandeza de jogar como no segundo tempo. No primeiro tempo, o Atlético foi bem melhor. Só tivemos a chance de gol do Wellington. No segundo tempo, a gente foi melhor, tivemos umas quatro chances e merecemos a vitória, com um jogador a menos, em uma expulsão incorreta, eu estava próximo. Tecnicamente o jogo foi bom, com jogadas bonitas. Teve todos os nuances de um clássico. Discussão no final, bola na trave do Cruzeiro, bola na trave do Atlético-MG. Quero ressaltar que vencemos um grande adversário, comandado por um grande treinador também. Temos que trabalhar bem a semana para o jogo contra o Grêmio Prudente. Se não trabalhar, não ganha. Trabalhar firme para no domingo, se Deus quiser, a gente chegar aos 22 pontos. O Fabio é o melhor goleiro do país, não um dos melhores. É o melhor goleiro do Brasil e, no devido tempo, vai ter a oportunidade dele na seleção. E o principal é que ele é feliz no Cruzeiro e a seleção vai ser uma conseqüência do trabalho dele aqui. Fonte: Saite Oficial do Cruzeiro
  • Diego Tardelli, atacante do Atlético-MG: Foi uma discussão normal. Um bate-boca com o Jairo, e o Werley veio retrucar. Teve um lance que achei que o Jairo poderia tocar por baixo e ele mandou por cima. Não foi atitude correta. O Vanderlei pede, por ser capitão, para não fazer isso. Não poderia ter tomado a atitude diante da nossa torcida. Mas já está tudo bem com o Werley. A gente tem tudo o que o clube pode oferecer, e o clube tem jogadores com a capacidade de dar a volta por cima. É um momento ruim que ninguém quer passar. E, quando os resultados não chegam, fica complicado. A gente sabe que o Atlético-MG já esteve na segunda divisão e passa isso na cabeça. Mas quem colocou o Atlético-MG nessa situação fomos nós jogadores e temos que tirá-lo. Ainda dá tempo. O primeiro turno não acabou, e a diferença de pontuação entre os clubes não é grande. Mas tem que ser rápido. Falta de vontade não tem. Isso não vai ter aqui. Parece que a equipe se esqueceu de como se joga futebol. Falo de mim, e da equipe também. Não estou tirando o meu da reta. Não adianta iludir o torcedor e ficar falando aqui e, quando chega ao campo, não mostrar nada. Temos que falar menos e fazer mais. O Cruzeiro sempre vem montando uma boa equipe. Tem um elenco entrosado, que já vem jogando junto há um bom tempo. Sempre vai existir essa rivalidade. Futebol é assim, a gente lamenta essas derrotas, mas uma hora isso vai mudar. Fonte: Globo.com
  • Jairo Campos, beque do Atlético-MG: As brigas no futebol acontecem. O mais importante é deixar ali. Isso ficou e agora temos que ficar juntos. Depois conversamos e ficou lá a briga. Peco desculpas à torcida, porque temos que resolver desentendimentos no vestiário. Mas, infelizmente aconteceu. Mas isso vai nos ajudar a dar a volta por cima e ter um futuro melhor. Fonte: Superesportes
  • Fernandinho, lateral-esquerdo do Atlético-MG: Nós atletas profissionais não temos que pedir desculpas. A gente tem que fazer é dentro de campo para que o torcedor possa vir. A gente sabe da situação. Não adianta ficar lamentando, se desculpando. Mas eu acho que é isso. Só nós, atletas, podemos sair dessa situação. A gente sabe que tem um campeonato longo ainda pela frente, são muitos jogos, mas sabemos que com o elenco que a gente tem vamos conseguir sair dessa situação. Depois que a bola começar a entrar, a gente sabe que vai fazer o melhor para que o Galo esteja sempre em primeiro lugar. Nossa equipe fez um bom jogo. Tentou da melhor maneira possível fazer o gol. E, infelizmente, às vezes, a fase não está muito boa, a bola acaba não entrando. A equipe adversária foi uma vez só e acabou fazendo (o gol). É coisa de futebol, às vezes nem sempre quem faz o melhor jogo ganha a partida. Agora, vamos ter que trabalhar. Temos a Sul-Americana na quarta-feira e é bola para frente. Agora é tentar sair dessa situação em que o Atlético se encontra e tentar vencer na Sul-americana, pois é o caminho mais curto para a Libertadores. Fonte: Superesportes
  • Wanderlei Luxemburgo, treinador do Atlético-MG: Já passei por situações semelhantes, mas sempre tive a tranquilidade de saber como ajeitar as coisas. O momento é triste, porque estamos tentando e não estamos conseguindo. Mas daqui a pouco tudo vai dar certo. Isso é o futebol. Jogamos melhor do que eles nos dois jogos (o outro foi pelo Campeonato Mineiro) e não ganhamos. Não tem do que reclamar. Daqui a pouco, a coisa vira. Eu entendo a torcida estar chateada. Tem mais que me hostilizar, que pedir para eu ir embora mesmo, só que com respeito, claro. Eu sei que o torcedor está indo embora com a cabeça quente. Mas temos que ter calma, tranquilidade e trabalhar muito. Quarta-feira, já tem Copa Sul-Americana, e os jogadores estão com a cabeça centrada, estão tranquilos. Eu respeito as críticas da imprensa e da torcida, mas eu sei o que estou fazendo. Importante é o que eu converso com a diretoria. O Atlético-MG tem que continuar trabalhando para equilibrar a equipe. Com jogos quarta e domingo, você tem pouco tempo para trabalhar. Mesmo na zona de rebaixamento, eu consigo ver muita coisa boa para o Galo. Fonte: Globo.com
  • Kaliu, presidente do Atlético-MG: Eu quero dizer que vai encaixar, vai dar certo. O time é bom, tem uma comissão técnica boa e vai encaixar. Nós temos o Obina e o Diego Souza sem as melhores condições físicas, o Edison Mendez no departamento médico. Pelo menos cinco jogadores que contratamos ainda não estão no melhor da forma. Esse sentimento a torcida do Atlético está tendo pela primeira vez, que tem organização. Eu aceito (a culpa), não tem problema. Nós não contratamos jogadores velhos. Nós temos jogador em seleção do Paraguai (Cáceres), do Equador (Mendez), o que está acontecendo, e é duro para falar isso (para o torcedor), mas nós temos que esperar. Fonte: Superesportes

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