Ílton Chaves

De CruzeiroPédia .:. A História do Cruzeiro Esporte Clube
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Números totais
Número de jogos 389
Vitórias 213
Empates 89
Derrotas 87
Gols pró
Gols contra
Aprov. em pontos 62,38%
Aprov. de vitórias 54,76%
Último jogo considerado
Substituiu Foi substituido por

Orlando Fantoni Gérson Santos
Gérson Santos Filpo Núñez
Filpo Núñez João Crispim
1972 Yustrich Zezé Moreira 1975
1979 Barbatana Tim 1980
1983 Orlando Fantoni Osvaldo Brandão 1984
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História

Ílton Chaves nasceu em Itinga, Vale do Jequitinhonha, nordeste de Minas, em 28 de março de 1937 e começou a jogar em Teófilo Otoni, onde o Atlético-MG foi buscá-lo em 1955.

Cinco anos depois, transferiu-se para o América-MG e chegou a centromédio titular da Seleção Mineira, campeã brasileira de 1963.

Encerrado o torneio nacional de seleções, ele transferiu-se para o América carioca.

Em 1964, foi contratado por Felício Brandi pra formar com Brandãozinho, contratado ao Pedro Leopoldo e Fiapo, contratado ao Guarani, o meio campo.

Contusões e doenças graves se abateram sobre os três obrigando Aírton Moreira a efetivar um tripé Wilson Piazza /Dirceu Lopes / Tostão.

Ílton percebeu que estava nascendo uma trinca perfeita e nem pensou em concorrer com eles. Virou curinga.

Como reserva do meio campo e das duas laterais, continuou no elenco até 1969 quando, pelo caráter irretocável e a vasta experiência, tornou-se auxiliar-técnico de Gérson dos Santos.

Em 1970, depois de ter se preparado em algumas partidas como interino, foi promovido a técnico durante da Taça de Prata.

Voltou ao cargo em 1971 e ficou até 1975. Neste período, conquistou quatro campeonatos mineiros e promoveu os reservas Eduardo Amorim, Roberto Batata, Joãozinho e Palhinha I.

Nos 20 anos seguintes, passou por Santos, Náutico, Sport, Santa Cruz, Atlético-MG, América, Al Rayan (Qatar) e Guarani (Divinópolis), antes de se aposentar.

Em sua passagem pelo Cruzeiro, Ílton colecionou títulos e histórias.

Em 1967, atuando pelo time misto, que excursionou pelos Estados Unidos e México, viveu situação inédita na carreira.

Em Leon, na vitória de 1×0 sobre a Seleção Mexicana, foi expulso, mas seus companheiros pressionaram tanto o juiz que ele autorizou o volante a continuar jogando.

Ílton foi o treinador que mais vezes dirigiu o time celeste. Foram 389 jogos com 213 vitórias, 89 empates e 60 derrotas.

Ele esteve à frente do time em (70, 70/71, 72/75, 79/80, 83/84). Sua estreia foi num Cruzeiro 1×0 América, pela Taça Minas Gerais, em 24 de maio de 1970.

Ao todo como treinador efetivo, foi 4 vezes campeão mineiro (72, 73, 74, 75) e uma vez da Taça Minas Gerais (73).

Como jogador

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Ílton Chaves
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Informações pessoais
Nome completo Ílton de Oliveira Chaves
Data de nasc. 28/03/1937 (81 anos)
Local de nasc.

Itinga

Posição Meia
Jogos 7 (Oficais: 7 / Amistosos: 0)
Gols 0
Elenco atual? Não

Ilton Chaves, natural de Itinga, no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, é um daqueles casos raros que o futebol proporciona. O ex-jogador e ex-técnico fez carreira em vários clubes pelo Brasil, mas o mais marcante são suas passagens pelos três grandes de Minas Gerais: América-MG, Atlético-MG e Cruzeiro. Ilton conseguiu a proeza de ser vitorioso nos dois times de maior rivalidade no estado. Foi ídolo tanto do lado alvinegro, como do lado celeste.

O fato de ter trabalhado dentro e fora de campo, com craques como Dirceu Lopes, Tostão, Piazza, Natal e Nelinho, podem explicar parte do sucesso. Em 1966, no Cruzeiro, Ilton fez parte do grupo campeão da Taça Brasil, validada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) como título nacional, recentemente. Com carinho, o ex-jogador comemora o reconhecimento.

- É, eu acho importante isso, porque foi um time de expressão imensa na época. O Cruzeiro tinha um time fantástico, então foi muito justo. Ali era um grupo abençoado por Deus. Um grupo que tem Dirceu Lopes, Tostão, Piazza, era um grupo de jogadores sensacionais. (Tinha também) Hilton Oliveira, Natal, quer dizer, o Cruzeiro tinha jogadores fantásticos, com uma diretoria espetacular.

Ilton, que se refere àquele grupo como o da ‘fase de ouro’ do Cruzeiro, conta que conversava e dava conselhos aos companheiros de time. Para ele, a amizade feita naquele grupo permitia os ‘toques’ e também as brincadeiras entre os atletas.

- Quando eu vim do América-RJ para o Cruzeiro, o Piazza estava vindo do Renascença, e eu sou cinco anos mais velho que ele, eu era o titular, e dava muito conselho. Eu mesmo já perguntei pra ele: ‘Você é lateral ou volante? Você tem que ir pelo meio. Você é um jogador sensacional.’ E ele escutando tudo... A gente tinha esse relacionamento bom e queria que eles subissem na vida, né? Até mesmo o Dirceu Lopes, que era um cracaço, a gente conversava com ele. A união era muito grande, as brincadeiras existiam sempre, deve ser como hoje, né? Realmente tinha jogadores que eram muito marcados pelas brincadeiras, o Dirceu Lopes era um, todo mundo pegava ele pelo pé. Todo tipo de brincadeira aparecia, dar cascudo, tirar a roupa, a gente pintava o sete. Mas ninguém brigava, ninguém apelava. Era uma amizade muito boa e um respeito muito grande.

Títulos

Como treinador

Como treinador, Ilton Chaves também passou pelos três clubes da capital mineira. Mas foi no Cruzeiro, que ele fez história, ao ser campeão estadual por quatro anos consecutivos. Com isso, ostenta até hoje a marca do treinador que mais vezes comandou a equipe estrelada.

- No Cruzeiro que eu comecei como treinador. Como técnico era muito novo, fui campeão mineiro em 72, 73, 74 e 75. Fiquei quatro anos sem sair do cargo, até hoje tenho 386 partidas dirigindo o Cruzeiro, ninguém chegou a tanto. A gente tinha uma turma muito bacana. Os jogadores prestavam atenção e atendiam a gente, né? Fui muito feliz porque peguei jogadores fantásticos. No decorrer dos anos fui técnico no Atlético-MG, no América-MG, no Villa Nova, Valério, Uberaba, Uberlândia, Tupi, Guarani, Santos, Santa Cruz, Sport, Náutico, Ceará, na Arábia Saudita e por aí afora. Também estive nas Seleções Mineira e Brasileira.

Ilton conta que foi ele quem descobriu o craque Nelinho, um dos maiores ídolos da história do Cruzeiro, que estava jogando no Pará. Ele conta que alguns dirigentes da época, no entanto, implicaram com o jogador e não o queriam na Raposa.

- Eu que trouxe o Nelinho, foi Ilton Chaves, peguei lá em Belém. Falei, ‘vamos pegar esse cara e ver como está a situação (de contrato) dele. Aí trouxemos o Nelinho. Mas tinha dirigente que não queria ele por causa da roupa. Eu falava, ‘gente, que que tem a roupa dele, o cabelo dele? Ele é de descendência portuguesa, né? Vamos ver o futebol dele. Ele é um monstro, pra jogar é um monstro. Vocês são os donos do time, mas eu quero ele jogando’.

Fora do mundo do futebol, Ilton diz que a paixão pela bola continua alimentada através da TV e dos jornais. Para desapontamento da torcida, ele conta que hoje, ao contrário de sua época como jogador e técnico, alguns empecilhos o afastam dos estádios.

- Acompanho mais pela e TV, rádio e jornal. Agora, ir a campo eu não tenho ido, pela violência, pelos problemas que existem. Eu estou completando meus 74 anos em março, então você não pode ficar saindo à noite, indo pra Sete Lagoas.

Títulos

Fonte